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Conspiração Michael Jackson by Afrodite Jones TRADUZIDO

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Re: Conspiração Michael Jackson by Afrodite Jones TRADUZIDO

Mensagem por sissi em Sex 9 Nov 2012 - 18:54

Para Jackson e sua família, a ideia de que o Estado fora autorizado a apresentar tal evidência, a ideia de que o Estado fora autorizado a expor suas finanças pessoais era ultrajante. Os promotores conseguiram fazer Michael parecer totalmente irresponsável em termos de dinheiro. Eles conseguiram trazer seu histórico financeiro á tona porque o “estado de espírito” financeiro de Michael no momento em que o documentário de Bashir foi ao ar foi considerado parte dos motivos que o levaram à conspirar para cometer os atos criminosos.
Sem a presença do júri, Mesereau argumentou que a situação financeira de Michael Jackson em fevereiro e março de 2003 era a única informação relevante possível que deveria ser permitida naquele caso. A única concessão do juiz Melville foi que o status financeiro atual de Jackson não seria revelado.
A promotoria argumentou, com sucesso, que as demonstrações financeiras anteriores de Jackson provaria a “gêneses” dos problemas que existiam em 2003 e, portanto, uma história de cinco anos de condição financeira de Michael foi exposta ao júri, demonstrada em gráficos e balanços. Foi mostrado aos jurados o vasto império financeiro de Jackson, com todas as suas tramas e empréstimos complicados. Francamente, a informação tornava-se um pouco confusa pra quem não estava acostumado a lidar na área de milhões de dólares.
“Deixe-me lhe perguntar o seguinte: vamos supor que as suas conclusões estejam corretas. Vamos supor que essas conclusões sobre a crise financeira de Jackson em 2003 estejam corretas, ok?”, Mesereau propôs.
“Ok.”, confirmou O‟Bryan.
“A partir de fevereiro de 2003, quanto estava em dívida?”
“Bem, o saldo da Sony com o Bank of America era de 200 milhões de dólares. O empréstimo do MIJAC tinha um saldo de 24 milhões de dólares. Havia aparentemente um adicional de 10,5 milhões de dólares aos fornecedores que não tinham sido pagos.”, O‟Bryan testemunhou, “Essas eram as grandes dívidas que eu posso pensar agora.”
“Vamos supor que está tudo correto, ok?”, Mesereau disse, “E vamos supor que ele não quisesse vender o seu interesse no catálogo Sony/ATV. Vamos supor que ele não quisesse vender seu próprio catálogo, que era estimado em 128 milhões de dólares em 1999, ok? Vamos super que ele decidisse sentar lá e simplesmente continuasse a viver com essas obrigações que você está identificando, tudo bem?”
“Ok.”, disse O‟Bryan inexpressivamente.
“Agora, vamos supor que ele tem a oportunidade de fazer um documentário para a televisão que pode gerar cerca de 7 milhões de dólares, ok?
“Ok.”
“Vamos supor que a Fox está fazendo o que é chamado de documentário-refutação, ok? Agora, aqueles 7 milhões não fazem muita diferença, não é?”, Mesereau questionou.
“Não, não fazem.”
“Não valeria a pena cometer um crime com mais de 7 milhões de dólares nessa situação, não é?” Mesereau brincou.
À medida que o interrogatório tornava-se quente, Mesereau parecia claramente irritado com a audácia do especialista em finanças da promotoria, que baseava o patrimônio líquido de Jackson em informações incompletas. Mesereau foi insultado pela tentativa do Estado em fazer Jackson parecer como se estivesse pobre. O advogado de defesa parecia enfurecido e, embora tenha mantido a sua postura, seu tom mudou.
“Você deu ao júri suas opiniões sobre os gastos, dívidas e o valor líquido de Jackson, correto?”, Mesereau perguntou.
“Correto.”, O‟Bryan respondeu.
“Você não estava aqui pra dizer ao júri o que todos os seus bens valiam durante aquele período de tempo [2002 e 2003], correto?”
“Nós não sabemos exatamente o que eles valiam durante esse período de tempo.”, admitiu O‟Bryan.
Mesereau apontou que O‟Bryan tinha visto uma carta que confirmava que o catálogo Sony/ATV valia cerca de 1 bilhão de dólares, afirmando que Jackson poderia ter resolvido qualquer crise financeira em 2003 com a venda de sua parte no catálogo da Sony. O‟Bryan argumentou que a parte de Jackson no catálogo da Sony era apenas metade do valor estimado, informando aos jurados que, em 1995, Jackson já vendera metade de sua parte do catálogo da Sony por 90 milhões de dólares. No entanto, Mesereau falou que, em 2003, Michael Jackson tinha o potencial de contrair empréstimos contra sua parte naquele catálogo, que era avaliado em 500 milhões de dólares, e talvez mais.
“Em 2003, você vê um valor estimado nesta carta em particular de um bilhão de dólares, certo?”, Mesereau questionou, mostrando a carta à O‟Bryan.
“Certo.”
“E esse catálogo contém a participação de todas as músicas dos Beatles, é verdade?”
“Eu não sei se são todas as músicas dos Beatles”, O‟Bryan gaguejou, “Acho que são algumas músicas dos Beatles.”
“Sabe se não todos ou não?”, Mesereau perguntou.
“Não sei.”
“Você conhece algum outro artista cujos direitos autorais musicais está contido dentro desse catálogo?”
“Sim, eu vi um memorando sobre isso. Não me lembro dos detalhes, mas eu vi que havia outros artistas envolvidos”, O‟Bryan testemunhou, “Eu acho que os direitos autorais das músicas da Sony estavam lá, acho que inicialmente eram de músicas country. Mas acho que havia outros artistas no catálogo também, assim como os Beatles.”
“Ok. Aquele catálogo hoje é estimado em 2 bilhões de dólares por algumas pessoas, até mesmo 4 ou 5 bilhões para outras, você está ciente disso?”
“Não, não estou ciente.”
“Seu trabalho não foi o de avaliar o valor do catálogo Sony/ATV, correto?”
“Não.”, O‟Bryan lhe disse, “Mas nós certamente consideramos o valor nas nossas opiniões.”
“Você contratou um avaliador para lhe fazer o cálculo do valor desse catálogo no ano de 2003?”
“Não.”
“Você está ciente de quaisquer esforços entre a época de 1999 e março de 2003 por parte de terceiros em obter as partes da Sony e de Michael Jackson em conjunto para a compra da parte do Sr. Jackson nesse catálogo?”, Mesereau perguntou.
“Não, eu não vi nenhum documento como esse.”, falou O‟Bryan.
“Vamos supor que o Sr. Jackson vendesse sua parte em março de 2003, nesse empreendimento conjunto com o Sony/ATV, ok?
“Ok, entendi.”
“Isso é assumir que todas as partes se reuniriam e concordariam que o Sr. Jackson poderia vender a sua parte, tudo bem?”, Mesereau questionou.
“Isso é o que eu acredito que aconteceria.”
“Sim. Ele poderia ter liquidado a dívida com o Bank Of America, ele poderia ter pagado o valor de 200 milhões de dólares de impostos, excluindo as receitas dos royalties, verdade?”, Mesereau brincou.
“Eu nunca vi esse documento, então, não posso lhe dizer se é ou não verdade.”, O‟Bryan testemunhou, se encolhendo no banco das testemunhas.
Mesereau lembrou à testemunha da promotoria que um artista do calibre de Michael Jackson não fala com seu contador a cada vez que lhe fazem uma proposta em algum lugar do mundo. O advogado de defesa perguntou ao contador forense se ele estava ciente de que Michael Jackson tinha recebido uma proposta de 100 milhões de dólares para fazer uma turnê nacional em 2002 – mas O‟Bryan não sabia disso. O especialista parecia estar sem saber o que falar.
O contador forense teve que admitir que não era um especialista no negócio da indústria da música. O‟Bryan contou ao júri que não tinha ideias das oportunidades que Michael Jackson tinha em relação à direitos autorais de músicas e produtos “relacionados à Jackson” que poderiam ser vendidos no mundo inteiro. O especialista declarou que ao seu conhecimento, o Sr. Jackson nunca tinha ido à falência, e se contorceu na cadeira quando foi forçado a concordar com Tom Mesereau com o fato de ser perfeitamente possível que uma figura mundial como Michael Jackson pudesse resolver seus “problemas financeiros” em apenas um dia.

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Re: Conspiração Michael Jackson by Afrodite Jones TRADUZIDO

Mensagem por sissi em Sab 10 Nov 2012 - 18:31

Conspiração Michael Jackson by Afrodite Jones cap-26


“EBONY AND IVORY”
“ÉBANO E MARFIM”
Na presença do júri, como a promotoria estava quase terminando o seu caso, houve uma audiência sobre a admissão de provas pertencentes à acusação de conspiração. Gordon Auchincloss pediu para apresentar alguns e-mails apreendidos no mandado de busca, que revelavam as comunicações da “equipe de gerenciamento de crise” de Michael Jackson – e-mails que faziam referências específicas à família Arvizo. A promotoria queria mostrar “o pânico que existia na época”.
Os documentos que o escritório do promotor de Santa Barbara continha eram a tentativa de reunir provas circunstanciais. Era a afirmação da promotoria de que Michael Jackson era a pessoa que queria esfriar a imprensa negativa, que era o próprio Jackson o mentor de uma conspiração criminal. Os promotores sentiam que não havia provas circunstanciais o suficiente para mostrar que a conspiração estava sendo liderada pelo pop star. Para reforçar sua acusação, os promotores apresentaram o contrato da Fox TV como evidência, mostrando quanto dinheiro Jackson e seus “co-conspiradores não-acusados” estavam recebendo para liberar o documentário de refutação de Michael Jackson.
O fato de que Jackson nunca estava diretamente ligado a qualquer um dos e-mails, nem que o pop star poderia estar ligado a qualquer um dos registros telefônicos de seus co-conspiradores nunca foi abordado pela equipe da promotoria. Mas isso apareceu depois, quando Tom Mesereau apontou que Michael Jackson sequer tinha um telefone celular, que não havia maneiras de saber com quem exatamente o Sr. Jackson falava. Que Jackson não poderia ser atribuído a qualquer uma das comunicações que fossem apresentadas ao júri.
“A defesa tentou mostrar, através da introdução de provas e de interrogatórios, que o Sr. Jackson não sabia dessa conspiração”, Auchincloss argumentou, “Então, em alguns aspectos, [a defesa] pareceu admitir que havia algo nefasto acontecendo, mas que não envolvia o Sr. Jackson”
Auchincloss disse ao tribunal que a contínua “associação” de Jackson com os co-conspiradores (especificamente Marc Shafel, Ronald Konitzer e Dieter Weisner) mostrava que o pop star estava, de fato, ligado à conspiração. O contrato da Fox de 3 milhões de dólares era relevante, Auchincloss disse, porque mostrava o motivo financeiro por parte de vários conspiradores para continuar seu relacionamento com Michael Jackson. Houve também um segundo acordo com a Fox, que afirmava que outro documentário-refutação produziria 4 milhões em renda para Jackson e sua “equipe de gestão de crises”.
“É tudo sobre dinheiro”, concluiu Auchincloss. “Nós não contestamos sobre os conspiradores. Eles estão interessados em ganhos financeiros. Mas o ganho financeiro que estão procurando é a partir sucesso do Sr. Jackson, e não da queda dele.”
“O [item] 406 é o contrato para o documentário de refutação da Fox. Houve pouco testemunho sobre a quantidade de dinheiro que seria feita com esse esforço”, disse Aunchincloss, “Isso [o documento] entra no lugar dos depoimentos. Isso está sendo oferecido para mostrar que esta era uma empresa de fazer dinheiro, que o Sr. Jackson lucraria pessoalmente com isso, assim como os co-conspiradores.”
A equipe de acusação queria mostrar, circunstancialmente, que Marc Shaffel estava comandando a produção do documentário de refutação, que chegou a ganhar 600 mil dólares dos 3 milhões do contrato. Auchincloss, com sucesso, pôs como evidência o contrato da Fox, assim como a prova de desembolsos de caixa para os membros da suposta equipe de conspiração de Jackson pagos pela empresa de Jackson, a Neverland Valley Entertainment.
A estratégia da promotoria era mostrar que havia uma “consciência de culpa” entre Jackson e seu pessoal e “o conhecimento do propósito criminoso dessa conspiração”.
Mas não havia sequer um único documento que mostrasse que Jackson estava ciente de qualquer “estratégia” em relação à produção do documentário de refutação da Fox. Não havia nenhuma evidência direta, ou documentação, que mostrasse que Michael sabia alguma coisa sobre o estado de espírito das pessoas que participavam de sua equipe de “gestão de crises”. Claro, havia evidências de que Jackson pagara essas pessoas para criar um documentário de refutação, mas isso não significa que Michael Jackson sabia algo sobre uma trama de conspiração.
Quanto mais a promotoria empurrava a questão de conspiração contra Jackson, mais ridícula parecia a equipe de Sneddon. Eles não podiam se ver, mas os observadores do tribunal balançavam a cabeça enquanto ouviam as alegações feitas pela promotoria. Tom Sneddon e sua equipe estavam tão envolvidos no caso, que eles perdiam a imagem.
A acusação de conspiração feita por eles parecia desesperada.
Antes de Mesereau começar com seu caso de defesa, seu assistente, Robert Sanger, fez argumento de que todas as acusações contra Jackson deveriam ser rejeitadas.
Fora da presença do júri, Sanger apontou as mentiras dos depoimentos de Janet, Star e Davellin Arvizo, e disse ao tribunal que, naquela questão, os testemunhos dos Arvizos eram “deliberadamente falsos”, incluindo os do acusador, Gavin.
Referindo-se ao testemunho de Gavin, Sanger afirmou que acusador fez declarações intencionalmente falsas sobre as datas dos alegados fatos, citando o testemunho de Gavin ao Grande Júri, em que o garoto afirmava que o primeiro “incidente” sexual ocorreu aproximadamente em 7 de fevereiro de 2004.
Sanger argumentou que, quando os Arvizos descobriram que estavam gravando com Brad Miller no início de fevereiro, elogiando Jackson para a câmera, Gavin mudou as datas dos supostos incidentes, alegando que sua “memória” era de que o primeiro incidente sexual acontecera no final de sua estadia em Neverland – em algum momento de março de 2003.

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Re: Conspiração Michael Jackson by Afrodite Jones TRADUZIDO

Mensagem por sissi em Seg 12 Nov 2012 - 19:11

“Por um lado, o que os Arvizos fizeram foi que decidiram mudar as datas,”, Sanger disse ao tribunal, “Eles mudaram as datas para o ponto do final de sua estadia [em Neverland]. Eles mudaram as datas. Isso é deliberadamente falso.”
Sanger insistiu que Gavin Arvizo estava fabricando seu testemunho. O advogado de defesa mostrou exemplos específicos onde pareceu claro que o menino mentira no banco das testemunhas, que Gavin estava inventando as coisas à medida que avançava.
“Ele está mentindo”, Sanger insistia, “Isso é tudo.”
Mas o juiz Melville não viu motivo para a rejeição do caso. Melville pediu que o júri fosse trazido e pediu à defesa que chamasse sua primeira testemunha.
Ao contrário de outros advogados, sem ser extravagante, sem ser “Hollywoodiano”, Mesereau usou um estilo que abandonava a maioria das práticas mais convencionais de julgamento, referindo-se à equipe de acusação como “o governo” e se apresentando a cada testemunha com as palavras: “Olá. Meu nome é Tom Mesereau, e eu falo por Michael Jackson”.
Foi brilhante.
Mesereau começou o caso da defesa com o depoimento de um jovem que tinha sido amigo de Michael, Wade Robson, de 22 anos, que começou a aprender dança aos 12, que começou a coreografar vídeos de música a partir dos 14 anos de idade. Wade Robson se tornou um sucesso. O jovem era conhecido na indústria da música e foi um dos coreógrafos de Britney Spears.
No interrogatório, o júri soube que Robson conheceu Michael Jackson aos 5 anos de idade. Na época, em 1987, Robson morava na Austrália e havia entrando num concurso de dança que Michael Jackson fez durante sua turnê de Bad. Robson disse que ganhou o concurso, e o prêmio era conhecer Michael nos bastidores do show. Robson declarou que o pop star ficou impressionado com seu estilo de dança e que o puxou para o palco naquela noite, feliz por ter o artista de 5 anos com ele.
Dois anos depois, Wade Robson e sua mãe perseguiram Jackson, na esperança de que o artista ajudasse Robson em sua carreira. Eles se encontraram com Michael num estúdio na Califórnia e mostraram ao pop star algumas fitas de vídeo das últimas danas de Wade.
Wade declarou que, por volta de 1989, ele e Michael se tornaram amigos. O rapaz lembrou que ele, aos 7 anos, e toda sua família foram visitar Michael em Neverland. Robson disse que, após a primeira visita, ele começou a ter contato com Jackson por telefone, e falou ao júri que, em 1991, ele se mudou da Austrália para Los Angeles, onde vivia com sua irmã, Chantel, e sua mãe, Joy.
“Quantas vezes você acha que já visitou Neverland?”, Mesereau perguntou.
“Deve ter sido umas 20 vezes, ou algo assim. 20 e poucas vezes…”, respondeu Robson.
“E você ficava lá por períodos de tempo variáveis?”
“Sim. E na maioria das vezes, era para um final de sabe, sabe. Sexta-feira, sábado e domingo.”
“Qual foi o período de tempo mais longo que você acha que tenha passado em Neverland?”
“Sabe, eu diria que uma semana, ou uma semana e meia.”
“Você considera Michael Jackson seu amigo?”
“Sim.”
“Você está ciente das alegações deste caso, não está?”
“Sim.”
“E você está ciente que está sentado aqui hoje porque houve acusações de que o Sr. Jackson tenha molestado você?”
“Sim.”
“Sr. Robson, Michael lhe molestou em algum momento?”, Mesereau perguntou.
“Absolutamente não.”, Robson respondeu.
“Sr. Robson, o Michael Jackson, alguma vez, lhe tocou de forma inapropriada?”
“Nunca. Não.”
“Sr. Robson, o Sr. Jackson já tocou inadequadamente em alguma parte do seu corpo em algum momento?”
A resposta foi não.
Wade Robson disse ao júri que ele ficou no quarto de Michael em numerosas ocasiões, atestando que ele e Jackson assistiam a filmes, jogavam video game e faziam guerras de travesseiro de vez em quando. Quanto à tomar banho com Michael, Robson falou que isso nunca aconteceu. Robson testemunhou que ele tinha estado na jacuzzi * [uma espécie de banheira. N.T.] com Michael, afirmando que tanto ele quanto o pop star usavam sungas, que nada inapropriado acontecera na jacuzzi ou em qualquer outro lugar.
É claro que, quando chegou sua vez, a promotoria insistiu no fato de que Wade Robson admitiu ter dormido no mesmo quarto de Michael aos 7 anos de idade. Em interrogatório, o assistente do promotor, Ron Zonen, tentou insinuar que Robson tinha razões para proteger o pop star, lembrando ao júri que Jackson tinha ajudado Wade Robson com sua carreira, destacando que Michael havia colocado o menino em alguns de seus clipes, entre eles, Black Or White.
“Houve momentos em que você ficou em Neverland por muitas semanas?”, Zonen perguntou.
“Não que eu me lembre.”, testemunhou Robson, “Como eu disse, era no máximo uma semana, ou uma semana e meia. Talvez tenha sido até duas, mas eu não me lembro de poder ser mais do que isso.”
“Houve períodos de tempo em que você estava em Neverland e trabalhava com o Sr. Jackson em algumas rotinas de dança?”, Zonen queria saber.
“Não. Quer dizer, nós fazíamos bagunça e dançávamos no estúdio um pouco, vez ou outra.”, testemunhou Robson.
“Já houve uma ocasião em que você estava no estúdio de dança com o Sr. Jackson e ele foi te mostrando alguns passos e, então, agarrou sua virilha da forma semelhante à que ele próprio fazia em suas apresentações?”
“Não. Isso não é verdade.”
“Você não tem lembranças disso?”, Zonen pressionou.
“Não.”
“Isso não aconteceu?”
“Não.”
Zonen estava tentando colocar palavras na boca do rapaz, mas Wade Robson não tinha feito nada daquilo. O interrogatório começou feio, e Zonen perguntou repetidas vezes se algo impróprio aconteceu entre Wade e Michael, mas a resposta era sempre um enfático “não”.
Para os observadores do caso, parecia que Ron Zonen estava tentando atormentar a testemunha, e alguns jurados já começavam a parecer irritados.
“Estou lhe dizendo, nunca aconteceu nada.”, Robson atestou.
“Sr. Robson, quando você estava dormindo, não saberia o que teria acontecido, principalmente aos 7 anos de idade, ou você teria?”, Zonen brincou.
“Acho que algo assim iria me acordar.”
Enquanto Robson dizia essas palavras, certas pessoas do júri encolheram os ombros, se olhando com expressões curiosas.

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Capitulo 27

Mensagem por sissi em Qui 15 Nov 2012 - 16:41

“IT‟S A THRILLER”
“É UM THRILLER”
Quando Brett Barnes foi chamado pela defesa como a testemunha seguinte, o sangue deixou o rosto de Tom Sneddon e o homem ficou branco como um fantasma. O promotor não conseguia acreditar que outro rapaz estava lá para ajudar Michael Jackson. Talvez Sndoon tenha sentido que intimidada muitas dessas pessoas. Nos bastidores, dizia-se que as pessoas que ajudavam o promotor tentaram entrar em contato com certas testemunhas de defesa, tentando deixá-las longe do julgamento.
Alguns sabiam que a promotoria estava perseguindo essas pessoas, pessoas como Macaulay Culkin. Mesereau foi informado de que xerifes de Santa Barbara estavam batendo na porta de vizinhos de pelo menos uma testemunha-chave, o que poderia ter tido um efeito intimidador. No entanto, os amigos de Jackson estavam indo ao tribunal por vontade própria.
Brett Barnes, um jovem de 23 anos que tinha vindo da Austrália, contou ao júri que teve que deixar seu trabalho de comerciante de roletas em Melbourne para ir ao tribunal de Santa Maria. Brett identificou Michael como o senhor atrás da mesa da defesa e disse que ele era seu bom amigo, a quem conhecia desde os 5 anos de idade.
Barnes disse aos jurados que, aos 5 anos, ele e sua mãe escreveram uma carta para Jackson e fizeram de tudo para que ela chegasse nas mãos de um dos dançarinos de Jackson num aeroporto em Melbourne. Pouco tempo depois, a família Barnes recebeu um telefonema de Michael, e Barnes contou que sua família mantinha uma amizade com o pop star desde então. Barnes declarou que sua primeira visita à Neverland aconteceu em 1991 e que foi acompanhado por toda a sua família.
O jovem contou que ele e sua família haviam ficado no rancho por, pelo menos, umas 10 vezes, dizendo ao júri que tinha escolhido dormir no quarto de Michael em quase todas as ocasiões. Sem hesitar, Brett parecia confortável ao falar sobre ficar no quarto de Jackson, onde os problemas e as preocupações do mundo dos adultos podiam ser bloqueados.
“Como você descreveria o quarto?”, Mesereau perguntou.
“É um quarto grande. É muito legal porque tem um monte de coisas divertidas pra fazer. Jogos de video game, coisas assim. Isso é provavelmente o melhor que posso descrever.”, disse Barnes.
“Você alguma vez ficou na cama de Michael Jackson?”
“Sim, fiquei.”
“Quantas vezes você acha que ficou?”
“Inúmeras.”
“E o Sr. Jackson já o molestou?”
“Absolutamente não.”, respondeu Barnes, “E eu posso te dizer agora que, se ele tivesse feito isso, eu não estaria aqui agora.”
“O Sr. Jackson já o tocou de uma forma sexual?”
“Nunca. Eu não aceitaria isso.”
“O Sr. Jackson alguma vez tocou qualquer parte do seu corpo de uma maneira que você achou inadequada?”
“Nunca. Não é o tipo de coisa que eu aceitaria.”
Brett Barnes descreveu seus momentos no quarto de Michael como mini-festas. Ele disse ao júri que lembrava que sua irmã estava lá, juntamente com os primos de Michael, assim como Frank, Aldo e Nicole Marie Casio. Barnes falou que houve momentos em que Macaulay Culkin estava lá, jogando e se divertindo com todos eles, momentos em que ele se lembrava com muito carinho. Barnes também contou sobre a enorme diversão que ele tinha em Neverland – comer todos os tipos de alimento, assistir à vários desenhos, ir ao parque de diversões, brincar na sala de jogos, passeios de motocicletas em toda a propriedade.
“Você está ciente de qualquer alegação sobre o Sr. Jackson ter lhe tocado de forma inapropriada quando você estava com ele?”, Mesereau perguntou.
“Sim, estou. E estou muito furioso por isso.”
“Você está furioso?”
“Sim.”
“Por que?”
“Porque é mentira, e eles estão colocando o meu nome nessa sujeira. Eu não estou nem um pouco feliz com isso.”
Os observadores do tribunal puderam ver que Barnes estava muito irritado. O jovem não gostara de nenhuma alegação feita pelos ex-funcionários de Neverland, especialmente as que foram feitas por funcionários que haviam tentado tirar dinheiro de Jackson. Barnes sabia dos rumores que circulavam por aí, sabia dos boatos criados por ex-funcionários descontentes que alegaram que ele e Michael tinham tomado banho juntos. Brett Barnes disse ao júri que nada disso acontecera, que aquelas pessoas estavam espalhando mentiras.
Barnes descreveu Michael Jackson como um amigo de longa data, como alguém com quem ficava em contato o ano inteiro. Era óbvio que Brett Barnes desfrutava de sua amizade com Jackson, a quem ele chamou “como um membro da família”.
Quando o interrogou, Ron Zonen queria que Brett Barnes esclarecesse quantas vezes Brett ficou no quarto de Michael como um convidado. Barnes afirmou que ele sempre dormia lá, sem fazer nenhum alarde sobre o assunto. Mas Zonen achava aquilo incriminador e quis que Barnes se sentisse envergonhado.
“É verdade, senhor, que você ficava praticamente o tempo todo no quarto dele. É isso mesmo?”, Zonen perguntou.
“Sim.”, Barnes testemunhou.
“E, durante esse tempo, ninguém mais ficava no quarto com você e Michael Jackson. Isso é verdade?”
“Não, não é verdade.”
“Você pode nos dizer os nomes das pessoas que ficavam lá com vocês?”
“Minha irmã, Macaulay Culkin…”, Barnes falava, “Também ficavam Frank, Eddie e Dominick, assim como o filho dele, o Prince, também.”
Zonen mal pôde acreditar quando Barnes testemunhou que continuou a dormir no quarto de Michael até a idade de 19 anos. Brett Barnes disse ao júri que ficava no quarto de Jackson com Prince Michael I lá, que tinha 3 anos na época, e Zonen achou isso algo impossível de entender.

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Re: Conspiração Michael Jackson by Afrodite Jones TRADUZIDO

Mensagem por sissi em Qua 21 Nov 2012 - 17:08

Enquanto Brett Barnes falava, os presentes no tribunal mantiveram seus olhos vidrados no jovem homem, lutando para ler nas entrelinhas. Era óbvio que Zonen estava tentando fazer de tudo para balançar a testemunha, e as pessoas esperaram parar ver se Zonen usaria a mesma tática que usara com Wade Robson. Com Robson no banco das testemunhas, Zonen mostrou um livro chamado Boys Will Be Boys.
O livro, que Zonen gostava de mostrar juntamente com outro chamado The Boy, tinha sido tirado de Neverland numa anterior invasão da polícia, ainda em 1993. Ambos os livros incluíam foto de nu artístico de meninos, assim como fotografias de garotos brincando na praia, pendurados em árvores e se divertindo em trajes de banho. Quando Robson estava sendo interrogado, Zonen lhe pediu para olhar pro livro Boys Will Be Boys e que dissesse ao júri se achava que o livro era mais do que fotografias inocentes. Wade Robson olhou para a evidência e testemunhou que nunca a tinha visto antes. Robson contou aos jurados que achou o livro inofensivo.
Os observadores do tribunal viram que Zonen estava atacando esses jovens, tentando deixá-los nervosos de qualquer meio possível. Zonen quis começar a inflamar o júri, e questionou os jovens sobre atos obscenos, trazendo materiais de conteúdo sexual explícito e lançando perguntas de acusação contra eles. A tática não funcionou com Wade Robson, mas o júri observava Zonen, imaginando qual estrada obscura o promotor iria tentar enfrentar para abalar o testemunho de Brett Barnes. Ron Zonen ficou bem criativo em seu interrogatório e as pessoas na Corte pareciam estar se preparando para uma nova forma de ataque.
“Sr. Barnes, você considera uma vergonha ser molestado?”, Zonen questionou.
“Absolutamente.”, disse Barnes.
“Tudo bem. E por que seria uma vergonha para alguém ser molestado?”
Barnes tentou responder à pergunta hipotética, mas Mesereau objetou, alegando que a questão era para especulação, e Zonen seguiu em frente. Ele questionou Barnes sobre cada ano de sua vida, desde a época em que foi à Neverland aos 9 anos de idade, perguntando-lhe se havia ficado na cama com Michael aos 9, 10, 11, 12 anos de idade, e assim por diante.
Barnes testemunhou que não conseguia lembrar suas idades exatas nas ocasiões em que visitou Neverland. Ele lembrou que visitava o rancho quase uma vez por ano após sua primeira estada, afirmando que dormia no quarto de Michael quando ele estava lá.
“Você ainda dorme com Michael Jackson?”, Zonen perguntou.
“Não.”, respondeu Barnes.
“Quantos anos você tinha quando parou de dormir com Michael Jackson?”
“Não sei dizer.”
“Por que você não dorme mais com Michael Jackson?”
“Bem, ele tem filhos agora.”
Era como se Zonen estivesse usando uma lupa, examinando as ocasiões em que Barnes compartilhou a cama com Jackson. Ele empurrava e empurrava, tentando enquadrar as coisas numa visão negativa, mas Brett Barnes, a partir do seu olhar, parecia sentir que nem ele nem Michael haviam feito algo errado.
“Você já teve uma conversa com seu pai sobre dividir a cama com um homem de 35 anos?”, Zonen quis saber.
“Não que eu me lembre.”, Barnes o respondeu.
“Alguma vez, ele lhe mostrou algum material sexualmente explícito?”
“Absolutamente não.”
“Você sabia que ele possuía esse material de conteúdo sexual explícito?”
“Não.”
Zonen pediu que Brett Barnes narrasse suas viagens com Jackson, que contasse ao júri sobre quando ia saía em turnê para lugares exóticos com o pop star, como a América do Sul, sobre viajar com Jackson para diversas cidades da América do Norte. Barnes testemunhou que se sentiu “muito feliz” por ter a oportunidade de viajar com Michael e disse que era uma emoção se juntar ao pop star em turnê. Barnes falou aos jurados que Jackson pagava toda a viagem para ele e toda a família Barnes.
“Quando dormia com Jackson, o que você geralmente usava?”, Zonen perguntou.
“Calças de pijama, camiseta, camisa de pijama às vezes.”, respondeu Barnes.
“Sempre?”
“Bem, sempre calças de pijama com uma camiseta.”
“E o Sr. Jackson?”
“A mesma coisa.”
“Alguma vez você falou com Michael Jackson sobre dividir a cama com ele?”
“Não que eu me lembre.”
“Em nenhum momento, você teve uma conversa com Michael Jackson em que o tema era se você não deveria partilhar a cama com ele?”
“Não que eu me lembre.”
Zonen tentou fazer Barnes dizer que havia sido tocado ou beijado por Jackson, mas a única coisa que Barnes conseguiu lembrar foi das inúmeras vezes em que Jackson dizia que lhe amava. Brett lembrou ser beijado na bochecha e na testa por Michael. E era tudo.

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Conspiração Michael Jackson by Afrodite cap-28

Mensagem por sissi em Dom 25 Nov 2012 - 5:01

“THE LOVE YOU SAVE”

“O AMOR QUE VOCÊ SALVA”
Vestido num terno preto e camisa branca sem gravata, o ator Macaulay Culkin, de 23 anos, causou tumulto ao entrar no tribunal. As pessoas cochichavam sobre a aparência do jovem, que parecia ter mudado muito pouco desde a época em que a estrela de Esqueceram de Mim foi catapultada para a fama. O pessoal da imprensa ficou eufórico pra ver Culkin. Eles não tinham certeza até o último minuto, em que Culkin apareceu para a defesa de Jackson.
Dizendo ao júri que era padrinho de dois dos filhos de Jackson, Macaulay Culkin afirmou que ele e Michael partilhavam uma ligação única. Os dois tinham sido antigas crianças famosas, parte de um clube muito pequeno de pessoas que foram empurradas para o centro das atenções antes de terem a capacidade de lidar com isso.
Michael compreendia Macaulay. Michael conhecia a solidão da vida de uma criança-estrela, e não havia outra criança-estrela a quem Michael tinha sido atraído desse modo, como Elizabeth Taylor, Liza Minelli e Shirley Temple. Michael sentia uma profunda conexão com essas artistas em particular, a quem ele idolatrava e adorava. Michael as relacionava a pessoas que tiveram de lutar para não serem rotuladas, que cresceram sob um microscópio, que eram quase sempre incompreendidas pelo público.
Macaulay Culkin testemunhou que tinha visitado Neverland mais do que uma dezena de vezes, desde os seus 10 aos 14 anos de idade, muitas vezes indo acompanhado de seu irmão mais novo, suas irmãs, sua mãe e seu pai. O ator disse que sua amizade com Jackson tinha o tempo de uma vida, e queria que o júri soubesse que ele continuou a visitar Neverland ao longo de sua adolescência, que tinha, inclusive, visitado Michael recentemente, um ano antes de sua aparição no tribunal.
O ator disse que passou um tempo com Jackson em outros locais, citando um apartamento que Michael mantinha como um refúgio em Los Angeles, onde, às vezes, eles iam pra se divertir, assistir a filmes e jantar. Macaulay contou ao júri que, nos últimos anos, ele gostava de passar um tempo com Michael e seus filhos, estivessem eles em Los Angeles, Nova York ou Londres.
Quando Mesereau fez perguntas sobre as acusações feitas por ex-funcionários do rancho, acusações de que Michael Jackson tinha tocado inapropriadamente o jovem ator, Macaulay Culkin negou veementemente que algo ofensivo tivesse sido feito por parte de Jackson, que ele nunca agira de forma sexual.
“O que você acha dessas acusações?”, Mesereau perguntou.
“Acho que são absolutamente ridículas.”, Culkin responde.
“Quando você descobriu que os promotores estavam dizendo que você foi tocado de forma indevida?”
“Alguém me ligou e disse: „Você provavelmente deve botar na CNN, porque eles estão dizendo algo sobre você‟”.
“E você checou aquilo?”
“Sim, eu chequei.”
“E o que você descobriu?”
“Descobri que um ex-cozinheiro tinha feito algo pra mim, e havia alguma coisa sobre uma empregada doméstica ou algo assim… Era uma daquelas coisas em que eu simplesmente não conseguia acreditar”, testemunhou Culkin, “Eu não conseguia acreditar, em primeiro lugar, que essas pessoas estavam dizendo essas coisas, e muito menos que lá fora as pessoas pensavam que algo assim tinha acontecido comigo.”
“Você está dizendo que esses promotores nunca tentaram chegar até você pra pedir sua posição sobre isso?”, Mesereau questionou.
“Não. Eles nunca fizeram isso.”, Culkin testemunhou.
“Você está ciente de que os promotores afirmam que provarão que você foi molestado por Michael Jackson?”
“Desculpe…?”
Pela expressão em seu rosto, o júri notou que Macaulay Culkin não acreditava no que estava ouvindo. Ele testemunhou que tinha “uma boa diversão limpa” com Michael em Neverland, que sua família era sempre convidada a ir a qualquer lugar da propriedade, que Jackson tinha uma “política de portas abertas” para o clã Culkin, que nenhum cômodo estava fora dos limites, incluindo o quarto de Michael.
“O Sr. Jackson já te abraçou?”, questionou Mesereau.
“Claro.”, disse Culkin.
“Você já o abraçou?”
“Absolutamente.”
“Você já suspeitou que qualquer um desses abraços fosse algo de natureza sexual?”
“Não, era sempre muito casual. Do jeito que eu abraço qualquer amigo meu”, respondeu Culkin.
“Você já viu o Sr. Jackson abraçar a sua irmã?”
“Claro.”
“Você desconfiou dele quando abraçou sua irmã?”
“Não.”
Macaulay Culkin disse ao júri que Jackson abraçava seus irmãos, sua família e não havia nada de suspeito nisso. Todos eles se sentiam próximos de Michael, e abraçá-lo era como uma forma de cumprimento. O ator falou que nunca vira Jackson fazer qualquer coisa inadequada com qualquer criança, e testemunhou que havia estado perto de Jackson e Wade Robson quando estavam filmando o clipe da música Black Or White. Culkin acreditava que ele também tinha visto Jackson perto de Brett Barnes, a quem ele lembrou vagamente ter passado um tempo em Neverland quando crianças, quando um monte de gente “se divertia” e brincava no quarto de Michael.

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Re: Conspiração Michael Jackson by Afrodite Jones TRADUZIDO

Mensagem por sissi em Qua 28 Nov 2012 - 17:02

Sob o interrogatório da promotoria, Macaulay Culkin foi solicitado a responder às perguntas orientadas pra fazer parecer que Jackson estava tentando comprar a amizade de Culkin. Culkin reconheceu que Jackson lhe dera um relógio Rolex, mas disse que era um objeto que ele não usava mais. Foi um presente dado por Jackson, que ficava num cofre porque já estava muito pequeno pra ele. Culkin descreveu outros presentes como alguns brinquedos comprados na Toys “R” Us, uma loja localizada em Santa Maria, onde ele e Jackson costumavam ir após o expediente da loja, para não serem cercados pelos fãs.
Sobre as conversas com os pais sobre se era ou não adequado dormir no mesmo quarto que Jackson, Culkin disse ao júri que seus pais “nunca viam isso como um problema”. O ator declarou que seus pais entravam e saíam do quarto, que às vezes seu pai vinha no quarto de Jackson pela manhã para acordar Macaulay pra que eles pudessem andar a cavalo juntos.
“Em alguma vez, você ficou em Neverland quando Jordie Chandler estava lá?”, Zonen perguntou.
“Não sei. Não tenho certeza disso. Não tenho certeza de quem Jordie Chandler é.”, rebateu Culkin.
“Você nunca foi apresentado à Jordie Chandler?”
“Eu não sei dizer. Eu conheci um monte de gente. Havia sempre uma espécie de porta giratória de pessoas, tipo, chegando e indo embora. Às vezes, eu via pessoas lá que nunca tinha conhecido antes”
“Você já passou a noite no quarto do Sr. Jackson enquanto outro menino, que não fosse seu irmão, estava presente?”
“De vez em quando, ficavam outras crianças lá. Como eu disse, alguns deles me foram apresentados.”, Culkin testemunhou, “Fui apresentado a primos ou amigos da família, coisas do tipo. E eles levavam seus filhos lá, da mesma idade que eu. Eles brincavam comigo, e nós dormíamos em qualquer lugar. Às vezes, no quarto do Michael, outras, no teatro, às vezes em qualquer lugar…”
Antes do término de seu depoimento, os repórteres correram para dar a última atualizada “Hollywoodiana” sobre o julgamento. A presença de Macaulay Culkin certamente atrairia a atenção das pessoas, e isso aconteceu, embora muito do que ele disse no tribunal não tenha sido documentado. Naquele dia em particular, a mídia relatou o detalhado testemunho da estrela de Esqueceram de Mim, praticamente ignorando o resto das testemunhas que depuseram após o ator, testemunhas que ofereciam depoimentos que ajudavam Jackson. Era estranho assistir a máquina da imprensa trabalhando: todo mundo usava as mesmas palavras barulhentas, ninguém pensava de uma forma independente, ninguém dava um relatório real sobre o caso de defesa.
Pouco antes do testemunho de Macaulay Culkin, a defesa de Jackson chamou cinco funcionários de Neverland que testemunharam nunca terem presenciado um comportamento inadequado do Rei do Pop em relação às crianças. Joe Marcus, o administrador que trabalhava no rancho antes mesmo de Jackson comprar a propriedade, falou que a família Arvizo parecia desfrutar de seu tempo em Neverland, atestando ao júri de que ele mesmo tinha os levado à cidade próxima, Solvang, e que os Arvizos nunca reclamaram sob estarem sendo mantidos em cativeiro nem indicado que precisavam de ajuda,
E também testemunhou Violet Silva, uma guarda de segurança do rancho de Jackson, que disse ao júri que Gavin Arvizo era “indisciplinado” e sua mãe, Janet, “instável” e parecia sofrer de alterações de humor. A Sra. Silva falou que Gavin tinha se metido em todos os tipos os de confusão em Neverland, inclusive batendo um carrinho de golfe num outro veículo que era conduzido pelo neto de Marlon Brando. Mas mais importante, ela descreveu um incidente envolvendo o jovem Gavin de 13 anos de idade, na época, dirigindo uma van da propriedade sem permissão.
O fato de que Gavin dirigia veículos em Neverland, que o acusador poderia facilmente ter dirigido para fora da propriedade, foi outro grande golpe para o caso da acusação de conspiração. Mas a mídia não relatou nada sobre isso.
Não era que os jornalistas não se preocupavam com importantes testemunhos, o caso era que, nos bastidores, os produtores de noticiários de TV eram as pessoas que tomavam as decisões, e os produtores queriam ouvir sobre a estrela infantil. Eles não queriam que suas transmissões esbarrassem com os fatos. Era o brilho de Hollywood que vendia mais. E dizer às pessoas que Macaulay Culkin admitiu que partilhava a cama com Michael Jackson era tudo que importava.

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Re: Conspiração Michael Jackson by Afrodite Jones TRADUZIDO

Mensagem por sissi em Qui 29 Nov 2012 - 18:55

“ASK ME HOW I KNOW”
“PERGUNTE-ME COMO SEI”
A voz de Michael Jackson
Exibição 5009-A, 5009-B, 5009-C, imagens dos bastidores com Martin Bashir.
Durante toda a exibição da filmagem dos bastidores do documentário de Bashir, que o júri viu por duas horas e meia, houve um enorme sentimento de intimidade. Michael tinha seu próprio cinegrafista gravando simultaneamente, o que permitiu momentos espontâneos, o suficiente para se ter uma noção sobre o verdadeiro eu do pop star. Foi estranho ver Jackson sentado numa almofada no chão – da cintura pra cima parecendo um rei, da cintura pra baixo, vestido com confortáveis calças de usar em casa.
Quando a entrevista começa, Bashir diz a Michael que ele é um gênio musical, afirmando que seu documentário transmitirá duas coisas: o gênio Michael Jackson e seu trabalho de caridade com crianças de todo o mundo. Bashir não quer constranger Michael com muitos louvores, mas insiste que o mundo deveria saber sobre os esforços de Michael pra ajudar as crianças. Michael reclama que a mídia relata apenas “coisas negativas” sobre ele, e Bashir responde chamando os repórteres de tablóide de “escória”. Enquanto a câmera foca apenas o rosto de Michael, ouvimos Bashir insistir que as reportagens que ele tem visto sobre Michael são “repugnantes” e que estão “ficando piores”.
Michael reclama, cansado de boatos estúpidos.
Bashir promete que não vai produzir esse tipo de “lixo”.
Assim que as câmeras de Bashir estão prontas para a gravação, o jornalista joga na afinidade de Michael pelos britânicos, pedindo ao cantor para “fazer um sotaque inglês”, mas o pop star fica tímido. Michael apenas sorri, olha pra longe da câmera e educadamente recusa.
Bashir começa as perguntas, aproveitando o amor de Jackson pela inocência das crianças e, em seguida, transforma rapidamente a conversa para o gênio musical de Jackson, perguntando se o sucesso de Michael Jackson faz as pessoas terem inveja.
Michael diz a Bashir que “o sucesso é isso” e afirma que a inveja é algo com que ele tem convivido, algo com que ele teve que aprender a lidar ao longo dos anos. Michael se sente como um alvo, mas parece dizer que isso vem junto com o fato de ser um superstar. Ele afirmar que a cada passo do sucesso, as pessoas criam mais boatos sobre ele.
Para Bashir, o ícone pop explica que, quando começou a quebrar todos os recordes com o álbum mais vendido de todos os tempos, quase que simultaneamente, ele começou a ser chamado de “estranho”. Jackson se encolhe e parece ferido quando fala sobre como as pessoas o chamam de estranho e “maluco”, sobre as pessoas especulando que ele é uma “garota” ou “homossexual”. Jackson insiste que os rumores são falsos, dizendo à Bashir muito dito sobre ele é “completamente inventado”. Enquanto começa a se sentir confortável com o jornalista, Michael menciona que as pessoas se surpreendem ao ver quão normal e simples é a sua maneira de viver.
Bashir fala que Jackson é o “maior artista musical vivo hoje” e que produziu “a música de maior sucesso que o mundo todo já ouviu”. O jornalista pergunta se o sucesso de Michael Jackson pode fazer com que as pessoas se voltem contra ele.
Michael é sincero sobre as pessoas e a inveja. Ele fala sobre os artistas, figuras historicamente famosas que foram maiores do que a vida, e sobre como alguns volta delas ficam com inveja. Ele usa o exemplo de Michelangelo, que supostamente teve seu nariz quebrado por um colega durante uma discussão sobre quem era o maior artista. “As pessoas fazem isso comigo, mas de uma maneira diferente”, afirma Jackson.
Michael explica como a “opinião” pode ser mais poderosa do que a espada, e expressa seu pesar sobre o fato de a mídia “ir longe demais”. Ele diz à Bashir que é humano, e insiste que doi muito ouvir mentiras, especialmente por saber que as crianças estão lá fora, ouvindo todos esses rumores.
Quanto sobre lidar com o público, Jackson explica que muitas vezes, quando sai, ele se disfarça por causa da imprensa. Ele diz que, vez ou outra, por causa de uma emergência ou o que quer que seja, ele simplesmente tem que pular pra dentro de uma loja e sair correndo, e narra um momento em que estava numa loja de departamento e, de repente, foi cercado por uma multidão de pessoas que empurravam as portas e quebravam o vidro, tentando tocá-lo.
Jackson recorda para Bashir que, enquanto estava nessa loja de departamento, as coisas ficaram loucas, e ele foi cercado por seguranças. Ele também fala sobre um menino que atravessou a multidão, aproximou-se e perguntou: “Michael Jackson, é verdade que você toma pílulas de hormônio feminino pra sua voz ficar mais fina?”.
Jackson pareceu ter sido ferido por aquela pergunta e odiava os rumores loucos que corriam entre as crianças. O pop star lembra à Bashir que sua voz é um tenor natural, explicando que seu avô era um tenor, e que os cantores de maior sucesso são tenores. “Eu nunca vi uma pílula de hormônio feminino na minha vida”, Jackson disse, “Eu nem sei com o que parece.”
Bashir fica curioso sobre o interesse de Jackson em Peter Pan e pergunta por que o personagem de J.M. Barrie é uma grande inspiração para o cantor.
Jackson explica que Peter Pan representa algo muito especial em seu coração: a juventude, a infância e o fato de nunca crescer. Ele insiste que ama a ideia da magia e do vôo, e admite que maravilha e magia são coisas “que eu nunca vou me separar”.
Bashir pergunta se Jackson não quer crescer.
“Não. Eu sou Peter Pan”, Jackson fala.
Mas… “Você é Michael Jackson!”, Bashir rebate.
“Eu sou Peter Pan no meu coração.”, Jackson lhe diz.
Michael fala sobre a música e a dança que cria e explica que “vem daquele lugar de inocência”. Ele conta à Bashir sobre uma árvore especial em Neverland, sua “árvore da sorte.”, que inspirou muitas de suas canções, incluindo Heal The World e Will You Be There. Ele fala sobre a árvore ser um local para meditação e criar músicas.
Bashir quer saber por que, se Jackson é tão inspirado por Peter Pan, algumas de suas músicas são “tão adultas”.
“Bem, isso é verdade, mas as minhas músicas simplesmente vêm. Eu não penso em nada disso”, Jackson lhe diz, “É como eu sei que a música é do espírito, ela realmente é.”
Bashir pergunta sobre Neverland, que ele chama de “um lugar extraordinário e de tirar o fôlego”. Ele pede à Jackson para explicar o que inspirou a criação de Neverland.
Jackson responde que foi inspirado por tudo o que tinha a ver com criança, dizendo que Neverland é um lugar onde recolhe todas as coisas que desejava poder fazer quando era pequeno.
Bashir pergunta por que, quando os portões são abertos, há música ambiente saindo do chão, de todos os lugares do rancho.
Michael fala sobre amantes de árvores e dizer que as pessoas costumam tirar sarro de quem conversa com as plantas, insistindo que tem se descoberto mais e mais que as plantas respondem a outros seres vivos. “As plantas, a grama e as árvores respondem à música”, afirma Jackson, “Elas têm emoção. Elas sentem. Elas têm sentimentos. Quando ouvem música, elas crescem mais bonitas. As borboletas vêm, as aves vêm.”
Jackson fala sobre a música ser uma força de cura e ter um efeito sobre a condição humana, observando que há uma razão para a música ser tocada em lojas de departamento e em elevadores, uma razão para a música ser tocada em negócios. Michael sabe que a música está lá pra manter os clientes no ambiente, pra manter todos de bom humor.
Bashir desvia o assunto, questionando sobre as estátuas de Jackson em toda Neverland, querendo saber se Michael considera manequins como seus “amigos.
Jackson confessa que vive com manequins em seu quarto porque eles parecem aliviar sua grande solidão. O superstar diz à Bashir que, no auge de sua carreira, durante Thriller, ele se encaminhava aos estranhos na rua e perguntava: “Quer ser meu amigo?”. Jackson diz que tudo o que ele queria era alguém que o amasse por quem ele era. Por nunca ter encontrado isso, Jackson se trancava em seu quarto e ficava com seus animais de estimação e seus manequins, como uma maneira de lidar com o isolamento.
Bashir parece confuso. O jornalista não consegue entender por que Jackson afirma que não tinha amigos.
Michael responde que a maioria das pessoas ao seu redor é gente do mundo da música. Ele fala sobre quando as pessoas “vêem Michael Jackson” e, de repente, “não são mais as mesmas”. Diante das câmeras, Jackson parece ansiar ter um papel na vida simples, cotidiana. Ele diz à Bashir que, muitas vezes, lê graffiti, apenas para descobrir como é a “normalidade”, “Porque é tão difícil de encontrá-la. Eu nunca tive isso”.
Numa conversa no intervalo das gravações, Bashir diz que o pop star é incrível e verdadeiramente inspirador. O jornalista assegura que essa franca entrevista de Jackson vai inspirar pessoas em todo o mundo. Enquanto uma mulher toca o rosto de Jackson, enquanto vão reorganizar a iluminação do local, Bashir elogia tanto Jackson quanto sua maquiadora, Karen. Tímido, Michael muda de assunto.

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Re: Conspiração Michael Jackson by Afrodite Jones TRADUZIDO

Mensagem por sissi em Qua 5 Dez 2012 - 15:51

Jackson pergunta se Bashir gosta de andar de avião.
Bashir afirma que odeia e diz que as pessoas nos aviões bebem demais porque recebem álcool de graça (dando a entender que só voa de primeira classe).
Michael diz que gosta de conversar com as aeromoças, mas Bashir não acha que esse é um assunto que vale a pena discutir. Michael continua com o papo, provocando Bashir sobre as comissárias de bordo, mencionando que gostam do jeito que as mulheres cuidam dele. Mas o jornalista opta por ignorar o assunto.
Bashir lê um trecho de uma canção de Jackson, que diz que inspira muitas pessoas: “Você não está sozinho, pois eu estou aqui com você. Embora estejamos distantes, você está sempre no meu coração”. O jornalista pergunta à Jackson no que ele se inspirou para escrever esse tipo de poesia.
Jackson é humilde e explica à Bashir que não pode levar o crédito por essa música em particular, afirmando que o jornalista citou uma canção escrita por R. Kelly. Jackson diz que ajudou Kelly a criar a canção, certificando-se que a música foi estruturada corretamente, colocando toda a composição do conjunto.
Bashir elogia Jackson descaradamente e lhe assegura que a música é importante, servindo de inspiração para milhões de pessoas.
Jackson agradece o jornalista e fala sobre amar poder ver pessoas de felizes todos os cantos do mundo quando se relacionam com sua música. “De Rússia à China, da Alemanha à América, os jovens são todos iguais, em todo o mundo”, diz Jackson. O pop star explica que, onde quer que ele se apresente, os gritos da multidão acontecem nas mesmas partes, eles se animam nas mesmas partes.
“Há uma parte no show em que um grande tanque do exército aparece e eu o paro, e vem uma menina com uma flor. Este soldado sai do tanque e aponta a arma pra mim. O público vaia, em cada país que vamos.”, explica Jackson, “Então, quando a menina chega com a flor, todo mundo chora.”
Jackson fala sobre Earth Song, outra música que as pessoas do mundo inteiro respondem, sempre levando isqueiros e balançando as mãos. Ele conta à Bashir que, onde quer que cante Earth Song, o estádio todo fica iluminado. “Eles sabem do que a música trata… É sobre a Terra, é sobre o planeta. É sobre a conservação e a preservação”, diz Jackson, “E eles estão com ela. Eles querem. Eles querem curar o mundo, eles realmente querem.”
Mais de uma vez, Bashir pergunta se Jackson não se sente só.
O pop star fala que muitas vezes se sente sozinho em hoteis, mesmo quando há milhares de fãs gritando por ele na rua. Mesmo quando os fãs cantam seu amor por ele, Michael descreve a experiência como algo que o faz chorar: “Há tanto amor lá fora. Mas, ainda assim, você se sente realmente preso e solitário. E você não pode sair.”. Jackson conta sobre as poucas vezes em que sai e como é examinado por todos ao seu redor. “Por que Michael Jackson comprou isso? Por que ele está lendo isso?”. Ele menciona raras ocasiões, quando vai à clubes, em que os DJs sempre tocam sua música, e as pessoas começam a cantar e dançar pra ele, o que, em certo sentido, faz com que o trabalho comece de nove.
Bashir pergunta repetidas vezes se Michael gostaria de levar uma vida normal, se ele deseja poder ir ao supermercado da cidade.
Jackson responde que adoraria ir a um mercado, pegar um carrinho e jogar os produtos nele, e ri quando explica que tentou fazer compras num supermercado, mas o lugar inteiro parou, todo mundo queria autógrafo.
Bashir quer saber se ficar sozinho deixa Jackson “obcecado com as coisas”.
Michael fala sobre como é difícil ser julgado o tempo todo, ter todo mundo o julgando. As pessoas perguntam por que Michael Jackson está visitando a casa deles, as pessoas perguntam por que Michael Jackson escolhe determinadas famílias e estabelece amizade com elas. “Bem, você quer estar em algum lugar! Você quer estar com alguém! E você é vigiado, julgado”, explica Jackson, “E é como: „Me deixe em paz. Eu só quero tentar me encaixar‟ [ele encolhe os ombros]. Você entende?”
Bashir pergunta se Jackson lamenta ser famoso.
Michael diz a ele que o que mais lamenta é a questão das pessoas mentirem sobre ele. Jackson fala sobre as pessoas repetirem coisas que “não são completamente verdadeiras” e indica que doi quando é visto como alguém que não é de verdade. “Você pode ver nos olhos deles. As pessoas olham através de você – não para vê, mas através de você”, explica ele, “Ficam pensando toda essa baboseira. É tudo tão longe da verdade. Isso machuca.”
Bashir questiona o que pergunta Michael sobre seu futuro.
Jackson diz que espera que, depois de seu documentário, as pessoas possam ser colocadas de volta aos trilhos. É irônico ver Jackson afirmar especificamente: “Mesmo depois dessas conversas [com Bashir], ainda haverá um julgamento bem longe da verdade”.
Fora das gravações, Bashir conversa com Michael e sua maquiadora. O jornalista diz que tudo o que Michael está revelando é “tão importante”. Ele fala à Jackson o quanto as pessoas querem ouvir o que ele está dizendo. Enquanto Karen reaplica a maquiagem do cantor, Bashir fala repetidas vezes sobre a grandeza de Michael.
Então, ao lado da maquiadora, com Michael ouvindo atentamente, Bashir sussurra: “Ouça-me, Karen. Três semanas após a morte da Princesa Diana, fui convidado pra uma reunião com um editor de fama internacional. Ele me ofereceu mais de um milhão de libras pra que eu escrevesse um livro”. Bashir explica que foi pego numa limusine e levado para o Claridges, um hotel chique, onde a Rainha costumava fazer seu café da manhã. Num sussurro, Bashir confessa que quando chegou ao Claridges, um editor lhe pediu para escrever um livro sobre Diana, e o homem mostrou um contrato, como se pressionasse o jornalista com a grande quantidade de dinheiro oferecida.
“Eu estava como… Ganhava apenas 50 mil dólares na época”, Bashir conta à maquiadora. Mas nem Michael nem Karen responderam.
E a gravação é cortada.
Enquanto as câmeras de Bashir são ligadas de novo, o jornalista quer continuar de onde parou. Ele questiona sobre a estranha vida de isolamento de Michael e pergunta sobre “a violência do pai” e “a pressão pra se apresentar”.
Jackson lembra uma época em que era muito jovem, com 11 ou 12 anos, e que estava sob contrato com a Motown; ele tinha que ir ao estúdio de gravação pra fazer álbuns, com uma turnê de verão se aproximando. O pop star fala sobre um parque do outro lado da rua do estúdio. Jackson lembra que conseguia ouvir as crianças se divertindo, brincando, jogando bola. “E algumas das vezes, eu queria tanto ir lá e jogar pelo menos um pouquinho, e não ter que ir pro estúdio pra gravar. Apenas, sabe, me divertir com as crianças.”, Jackson confessa, “E eu não podia. Eu simplesmente não podia.”
Bashir pergunta se aquilo teve algum efeito sobre Jackson, não poder sair e brincar como uma criança.
Jackson diz que a experiência o deixou triste, afirmando que, quando pequeno, ele costumava se esconder em sua casa ou em seu quintal. Ele conta ao jornalista que sua mãe precisava caçá-lo, já que ele não queria sair de casa. “Eu não queria ter que ir [em turnês].”, Michael admite, “Eu queria ficar em casa e ser normal.”
Bashir pergunta Michael sobre o que ele pensa de seu pai, questionando se, Joe não tivesse sido duro demais, Michael não alcançaria tanto sucesso.
Jackson diz que não há verdade nisso, mas repete que ele ama se apresentar e cantar. Ainda assim, o pop star admite que houve momentos em que não queria se apresentar. “Eu só queria me divertir, saber como é ter amigos. Ou como é uma festa do pijama. Ou um aniversário. Coisa que nunca tivemos. Ou um Natal, que também nunca tivemos.”
Bashir elogia Jackson como o artista “que está escrito, na verdade, na melodia de nossas vidas”. O jornalista diz à Michael que sua música “formou o meu desenvolvimento romântico”. Martin Bashir age dissimuladamente, perguntando por que uma pessoa que trouxe tanta felicidade ao mundo tem que ser tão excessivamente criticada pelos outros.
Jackson responde que não consegue entender a constante crítica que recebe, explicando que tudo isso é muito doloroso pra ele, dar todo o seu coração apenas pra ver as pessoas sendo crueis. Michael não entende por que as pessoas são tão más com ele, especialmente quando tudo o que ele quer fazer é dar um pouco de felicidade e escapismo aos outros. “Por que prejudicar o cara que quer trazer um pouco de sol pra sua vida? Por que?”, o pop star questiona, “Eu não entendo.”
Bashir menciona as duras críticas recebidas por Jackson, principalmente sobre as cirurgias plásticas. O jornalista nota que todos os tipos de pessoas fazem “esse tipo de coisa”, perguntando por que a questão da cirurgia plástica se tornou uma questão tão pública para Jackson.

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Re: Conspiração Michael Jackson by Afrodite Jones TRADUZIDO

Mensagem por sissi em Qua 26 Dez 2012 - 19:52

Michael diz que as celebridades fazem cirurgias plásticas o tempo e todo e parece ofensivo a imagem que a mídia passa sobre ele ser alguém obcecado com cirurgias plásticas. Jackson afirma que não fez a quantidade de cirurgias que as pessoas falam, insistindo que seus olhos nunca foram mexidos, que as maçãs do rosto são suas mesmo e seus lábios também.
Bashir pergunta se Michael pode sempre fazer qualquer coisa certa.
Jackson diz que não importa o que ele faça, sempre haverá alguém pra dizer algo negativo sobre ele. O cantor fala que não importa quão boas sejam suas intenções, haverá sempre alguém mesquinho que tentará derrubá-lo.
Bashir pergunta sobre algo que é um “segredo”. É chamado Feriado Internacional das Crianças, e é a visão de Jackson, algo que ele espera ajudar a materializar.
Michael fala menciona o fato de celebrarmos o Dia das Mães e o Dia Dos Pais, e diz que deveríamos celebrar o Dia das Crianças. A visão de Jackson é ter esse feriado comemorado no mundo inteiro. Ele vê isso como uma festa, um dia de folga da escola, em que os pais podem passar o dia levando os filhos ao parque, à praia, à loja de brinquedos, e simplesmente fazer o que a criança deseja.
“Se eu tivesse um dia como esse quando pequeno, quando estivesse crescendo, meu relacionamento com meu pai seria totalmente diferente”, Jackson confessa, “Eu nunca brinquei com ele. Ele nunca brincou comigo. Nada de jogos ou brincadeiras. Se ele fosse forçado, mesmo num feriado, se tivesse dito: „Ok, Michael, é Dia das Crianças, quer ir a uma loja de brinquedos?‟, o meu sentimento por ele seria totalmente diferente.”
Jackson fala sobre os crimes que vemos nas escolas atualmente, e afirma que esses crimes são uma forma de chamar atenção e que, muitas vezes, as crianças são negligenciadas. Ele insiste que se elas tivessem mais amor e atenção em suas vidas, não haveria tremenda raiva dentro delas.
Bashir menciona que uma das coisas que eles pretendem fazer é ir à África, pra uma determinada região onde muitas crianças não chegam ao seu 5º aniversário por causa da Aids. Ele quer saber o que um Feriado Internacional da Criança pode fazer por essas crianças africanas.
“Essas crianças da África?”, Jackson pergunta, “Oh, cara, levaria muito de você a uma criança, se eles tivessem apenas uma hora. Eu vi crianças doentes terminais se iluminarem de alegria. Eu vi crianças que só tinham mais uma semana de vida. Elas estavam me dizendo que tinham câncer em todo o seu corpo. E eu falei: „Deixe-me cuidar dessa criança, deixe-me simplesmente lhe dar um pouco de tempo comigo‟. E elas vêm pra Neverland.”
Enquanto estudavam Jackson na tela, as pessoas ficaram hipnotizadas. Alguns membros do júri pareciam atordoados ao ouvirem Michael dizer que tinha visto pacientes com câncer se curarem completamente. Jackson faz referência a um menino voltar a ter seus cabelos pretos e se livrar por completo de seu câncer após visitar Neverland.
Michael diz à Bashir sobre o poder do amor e da oração.
Então, Bashir fala: “Corta!”.
Com suas câmeras desligadas, Bashir pega a mão de Jackson pra agradecê-lo por ser tão “especial”. Ele promete que vai contar às pessoas a história da vida de Michael. O jornalista elogia Jackson por se importar com crianças negligenciadas, e, continuamente, pergunta por que a mídia mostra apenas coisas negativas sobre o ícone pop. Bashir continua a falar sobre como é maravilhoso assistir Michael elevar o espírito das crianças.
Enquanto os dois homens esperam as câmeras se ajustarem e a maquiagem ser retocada, Michael pergunta à Bashir se gosta de viver na Inglaterra. Bashir diz que prefere morar em Roma, e Michael fala que ama Roma, embora não consiga lidar com os paparazzi que o seguem em bicicletas. Enquanto Michael está sentando calmamente, esperando pelas câmeras e pela iluminação, o pop star comenta sobre o Papa João Paulo II, questionando sobre sua saúde. A menção do Papa João Paulo II estimula a conversa sobre a história do papa e da Igreja Católica:
Jackson: Eles não se casam, né? Eles são casados com Deus?
Bashir: Sim. Mas, claro, o problema é… Veja o que todos os sacerdotes têm feito…
Jackson: Sim, com as crianças. Eles estão em problemas.
Bashir: Eles estão em problemas, grandes problemas.
Jackson: Oh, sim.
Bashir: Problemas, grandes problemas.
Jackson: Porque eu sei que as mulheres, as freiras, são casadas com Deus. Os homens também.
Bashir: Sabe, estima-se… A Vanity Fair fez uma pesquisa recentemente, e estima-se que 60% dos padres da Igreja Católica abusaram sexualmente de pelo menos uma criança. 60%… Entende o que eu quero dizer?
Jackson: Sério:
Bashir: Escondendo-se atrás da Igreja! E você sabe que havia um cara que foi transferido pra várias igrejas, e os bispos… Ninguém assumia a responsabilidade.
Jackson: Onde ele estava…? Em Roma…?
Bashir: Não, ele era da América. Ele era transferido para diferentes estados.
Jackson: Isso acontece muito com os mórmons.
Bashir: Oh, grande estilo!
Em seguida, as câmeras de Bashir começam a gravar novamente e o assunto é ignorado.
Bashir quer falar sobre “um dia muito especial em Neverland”, quando Jackson recebeu uma centena de crianças que não precisaram gastar um centavo, que não foram negadas coisa alguma, que curtiram as instalações do rancho o dia todo.
Jackson explica que ele faz trabalho de caridade com as crianças há muitos anos, mesmo quando ele ainda era pequeno. Michael fala que sempre ouviu que a verdadeira caridade é quando você dá de coração, e diz que ama fazer as crianças sorrirem. Jackson sente que está fazendo o que deveria fazer, dizendo à Bashir que todos deveriam ajudar as crianças.
Bashir quer saber mais sobre a “ligação especial” de Jackson com as crianças.
Michael fala que vê Deus através das crianças, explicando que tudo o que faz – desde as apresentações, as composições de músicas à coreografias e criações de clipe – é tudo inspirado por elas. “Eu já disse antes e digo outra vez: se não fossem as crianças, eu jogaria a toalha. Porque eu não me importaria mais. De verdade. Eu não me importaria mais, eu não teria mais nenhuma razão pra viver”, Jackson confessa, “Tudo em meu coração é pra elas.”
Bashir questiona sobre os animais de Jackson, perguntando se eles também têm um impacto sobre o pop star. Michael explica seu amor pelos animais, e Bashir o pergunta o que aconteceu com Bubbles, o chimpanzé.
Jackson diz que dissera aos seus treinadores que Bubbles deveria ser tirado de Neverland quando chegou a certa idade, porque os chimpanzés se tornam muito agressivos. Aparentemente, eles são muito fortes e podem se tornar perigosos. Michael fala que lamenta ter deixado Bubbles ir embora, e diz que o chimpanzé pode viver até os 60 anos de idade. Ao descrever sua proximidade com Bubbles, Jackson traz à tona a estranha ideia de querer fazer uma “festa de celebridades animais” para Bubbles. O Rei do Pop conta à Bashir sobre seu plano de convidar Cheetah, o chimpanzé de Tarzan, assim como Benji, Lessie e outras estrelas animais de programas de TV para participarem da festa de Bubbles.
A ideia de uma festa para animais, mais tarde, causaria muitos “risinhos” entre o pessoal da imprensa. Mas, como o resto da filmagem dos bastidores, nenhum desses detalhes chegariam ao público. Era estranho que ninguém dissesse nada sobre as táticas de Bashir, que foram expostas claramente no tribunal. Quando os repórteres relatavam seus noticiários, o assunto de Bashir e as filmagens dos bastidores nunca apareciam.
Bashir pede à Jackson para voltar ao assunto das crianças, e afirma ter visto “uma interação muito especial” entre Jackson e seus filhos, afirmando que “foi um privilégio” e “uma aula” ver Michael em seu papel de pai.
Michael fala sobre a relação com os filhos, ele pode conversar com “os dois, porque eles não te julgam”. Jackson diz que se importa com as crianças porque elas só querem se divertir, o que é algo que ele consegue entender. O artista comenta que, uma vez, ele começou a perceber o quanto tinha perdido quando pequeno e também começou a desenvolver um forte amor pelas crianças.
Bashir pergunta se ele encontrava o tipo de amizade com as crianças que ele não consegue encontrar com os adultos.
Jackson admite que, sim, ele prefere as crianças aos adultos, já que nunca fora traído ou enganado por uma criança. “Os adultos já me decepcionaram. Adultos já decepcionaram o mundo.”, afirma Michael, “É a hora das crianças agora. É hora de dar uma chance a elas. Como a Bíblia diz: „As crianças devem ser os líderes de todos eles‟”.
Bashir pergunta diversas vezes por que as pessoas criticam Jackson.
Michael responde que as pessoas que o criticam são ignorantes, que não se importaram em descobrir a verdade. Ele diz que há pessoas com mentes corruptas, que não conseguem ver o maravilhoso tempo que ele passa com as crianças como algo simplesmente puro. Jackson sente pena dessas pessoas.
Mais uma vez, Bashir quer saber o que as crianças significam pra Jackson.
“As estrelas, a lua, o universo. Mas quero dizer, todas as crianças, não apenas os meus filhos. Eu não sou territorial”, ele responde ao jornalista. Michael faz um circulo com as mãos, dizendo à Bashir que sempre sentiu ser sua responsabilidade cuidar dos outros. Ele explica que leva sempre seus filhos a hospitais. “Eu vou tanto a hospitais quanto faço shows, sabe? E eu não espero que a imprensa divulgue isso, mas eles simplesmente não querem divulgar, sabe? Eu tenho feito isso há anos.”, diz ele, “Eu levo brinquedos pra elas e arrumo tudo… Eu as surpreendo.”

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Re: Conspiração Michael Jackson by Afrodite Jones TRADUZIDO

Mensagem por sissi em Qui 27 Dez 2012 - 19:52

Bashir, no intervalo de sua gravação, diz à Jackson que o que ele falou sobre como cuidar das crianças do mundo é “a jóia da coroa”. O jornalista elogia Michael por se expressar tão lindamente e o lembra por que é tão importante fazer esse documentário, dizendo: “As pessoas são a escória, e existe tanta inveja. O problema é que ninguém realmente vem aqui pra ver. Mas eu vi isso aqui ontem, o espiritual… E o que eu queria transmitir é a sua genialidade e também que vimos [em Neverland com as crianças] ontem.”
A fita termina.
Quando a entrevista final de Bashir com Michael Jackson é exibida, é a gravação de meses após a primeira, e os dois homens estão no quarto de um hotel em Miami. Michael parece estar um pouco apressado, à caminho de um funeral de uma lenda musical. Bashir se oferece pra escrever uma “coisinha para o pop star falar na ocasião triste, e Michael aceita a ideia educadamente, embora tenha parecido que o Rei do Pop não pretendia usá-la.
Michael parece solene. Ele recomenda a seu cinegrafista que pegue imagens de Bashir fazendo as perguntas. O jornalista brinca que ele sozinho vale uma única foto que pode custa 5 mil dólares a Jackson. Enquanto Michael aplica pó no rosto, todos os celulares e os telefones do quarto são desligados e, antes que as gravações comecem, Jackson canta suavemente uma melodia.
Bashir pergunta à Michael se ele lembra a letra da canção With a Child’s Heart.
Mas Jackson diz que não se lembra de tê-la gravado. Ele era muito jovem e havia tantas músicas. Ao falar, Michael balança a cabeça pra trás e pra frente, ajustando sua luxuosa camisa marrom de cetim. Ainda que elegantemente vestido, Michael é muito inibido e continua a se esquivar das câmeras, ajustando a camisa e o cabelo.
Bashir questiona por que Michael acha que está qualificado para lidar a causa de um feriado internacional para as crianças.
Jackson responde que o feriado das crianças tem sido um sonho pra ele há muitos anos. Ele explica que não houve um protesto pelos direitos das crianças, e afirma que sente que o vinculo familiar foi quebrado. Michael fala sobre a era da tecnologia, lamentando o fato de as crianças gastarem muito tempo com videogames e computadores. O artista diz que o Dia Internacional da Criança seja um momento de reunião entre as pessoas (ele junta as mãos) e totalmente dedicado às crianças.
Michael fala que acha que está qualificado pra liderar essa causa porque ninguém faz nada a respeito. “Elas são o nosso futuro, e eu as adoro demais.”, Jackson insiste, “Eu quero lutar por elas, quero ser a voz dos que não têm voz”.
Bashir traz à tona o assunto das acusações de 1993 acerca de Jackson e um menino. O jornalista pergunta o que as pessoas vão achar, ouvindo Jackson falar sobre um feriado internacional para as crianças, quando elas ainda têm dúvidas sobre o que aconteceu naquela época.
“Elas não me conhecem. Tudo aquilo era falso. Eu nunca faria isso. (segura os braços) Eu cortaria o meu pulso antes de fazer mal a uma criança”, Jackson fala à Bashir, “Você não pode julgar alguém assim. Como uma pessoa consegue olhar pra imagem de alguém e dizer: „Eu odeio ele!‟”
Jackson diz sobre ser criado num mundo de adultos e explica que quando as crianças estavam brincando, ou indo dormir em suas camas, ele estava se apresentando em clubes às 3 da manhã, e o show de striptease vinha logo depois. Michael fala que não tinha amigos quando pequeno, que ele e seus irmãos trabalhavam, trabalhavam e trabalhavam. Jackson acredita que, por ter sido criado numa rigorosa religião, ele agora compensa o que nunca teve quando criança, como Natal e festas de aniversário. Ele diz que Neverland é um lugar onde as pessoas podem ver os animais e terem todos os tipos de diversão que Jackson fora privado antigamente.
“Há doces em todos os lugares”, ele fala, rindo, “É divertido!”.
Bashir menciona a riqueza de Jackson, mas afirma que o pop star parece não ser capaz de realmente aproveitá-la.
Michael fala que ele aproveita sua riqueza através de seus filhos. Ele diz que só pode aproveitá-la atrás de seus portões, explicando que quando tenta sair pra se divertir, “Tudo volta a ser trabalho”.
Bashir quer saber se Jackson acha que seu talento é um trabalho.
Michael diz que não é trabalho, e comenta que se torna “um” com sua música, sua dança, explicando que, se um artista fica pensando o tempo todo, ele não consegue se aproximar de sua arte da melhor forma possível. O cantor fala que percebe quando um dançarino está contando (ele faz alguns passos de dança), e diz que a contagem e o pensamento são os conceitos errados de dança. Jackson diz que a música e a dança são sobre sentimentos, sobre como se tornar um com os instrumentos. “Você precisa sentir. Torne-se o baixo. Se torne o violão, as cordas.”
Bashir diz à Jackson que, depois de todo o tempo que passaram viajando juntos, ele sente que o pop star é muito solitário. O jornalista fala que está “preocupado” com Michael e pergunta se o cantor costuma se sentir feliz.
Jackson confidencia a Bashir que muitas coisas o deixam triste, é por isso que quer Neverland seja sempre um lugar feliz. Michael diz que doi ver notícias sobre crianças se matando, sobre criança usando armas, sobre a violência nas escolas públicas, afirmando que não assiste aos noticiais porque não consegue ouvir relatos sobre crianças seqüestradas e mortas.
“Isso simplesmente me mata, esse tipo de coisa. Então, eu tento não prestar atenção nas notícias”, confessa Jackson, “Eu sinto aquela dor. Eu sinto que… (ele põe as mãos sobre o peito) Eu sinto.”
Bashir implica que o entretenimento é a única coisa que pode fazer Michael feliz.
Jackson responde que ama se apresentar mais do que tudo. “É provavelmente porque eu passei toda a minha infância no palco.”
Bashir percebe que Jackson se cercou de pessoas que só dizem “sim” e pergunta se isso é saudável. O jornalista dá o exemplo da época em que eles estavam na Alemanha, ressaltando que ninguém disse pra Jackson não pendurar seu bebê naquela varanda.
“Minhas governantas estavam lá em cima. E eu estava segurando o bebê bem forte. E eu sei mais…”, Jackson insiste, dizendo à Bashir que vê pais arremessarem e pegarem seus filhos, assegurando que o que fizera não fora nada errado. Ele fala que só estava tentando dizer olá pros fãs alemães, que pediam para ver o novo bebê, e afirma que decidiu mostrar Blanket por um minuto para que eles pudessem ter uma noção do bebê. O cantor também diz que a imprensa passava essa cena bem mais devagar, propositadamente, para um efeito dramático.
“Eu fui pego pelo momento. Eu estava segurando com força. E aconteceu, tipo, durante dois segundos. Mas quando aparece na TV, eles mostram beeeeem devagar…”, diz Jackson, movendo suas mãos em câmera lenta. “Eles me fazem parecer um idiota excêntrico, balançando o bebê numa varanda, como um doido. Eles não mostram a história por completo”.
Bashir cita um jornal que diz: “Depois do ocorrido em Berlim, as pessoas estão preocupadas com o bem-estar dos filhos de Jackson”.
“Eles não me conhecem”, diz Jackson, “Como eles podem dizer isso quando não me conhecem?”
Sarcasticamente, Bashir pergunta se Michael está realmente “feliz” por ter balançado o bebê sobre a varanda.
“Eu não estou feliz por ter balançado o bebê sobre a varanda, não. Mas estou feliz por ter deixado as crianças acenar pra ele”, Jackson comenta, “Eu não percebi que ele estava sobre a varanda. Mas eu estava segurando ele muito forte. Eu não ia deixá-lo cair. Eu não sou um idiota. Eu sou muito inteligente. Você não pode chegar tão longe em sucesso e ser um idiota. (ele ri) Você pode cometer erros. Mas isso não foi um erro.”.
Atestando à Bashir que não havia nada de errado no que fez, que não havia nada de errado em ir para uma varanda e acenar com seu filho, Jackson insiste que, se qualquer outra pessoa tivesse feito isso, se fosse qualquer outro artista do mundo, “Ninguém teria falado nada.”
Bashir volta a perguntar sobre o que aconteceu em Berlim. O jornalista menciona que o bebê foi coberto por Jackson, que os fãs acabaram não vendo a criança.
Com isso, Jackson levanta a voz, dizendo à Bashir: “Eu não quero um bebê Lindbergh. Alguém raptou o bebê Lindbergh. Alguém o levou pra floresta e o queimou até a morte. Eu não quero que isso aconteça com os meus filhos, então, eu coloco véus neles. Eu não quero que as pessoas os vejam. A imprensa… Ela pode ser muito má. Eu não quero que eles cresçam psicologicamente malucos por causa da maldade que possam ouvir.”
Bashir desvia o assunto para algo mais leve e lembra Jackson que quando eles estavam no hotel em Berlim, o pop star jogou alguns travesseiros para os fãs.
Jackson conta ao jornalista que sempre manda cobertores e travesseiros, já que as pessoas dormem lá fora e, muitas vezes, está frio. Michael fala que pede aos seus seguranças que comprem 10 ou 15 pizzas, lanches e que mandem para os fãs, pois se preocupa com eles. Enquanto falava, Jackson batia a mão no joelho, como se estivesse se movendo ao ritmo da música de dentro da sua cabeça.
Obviamente, Bashir não fica em seu tema “tranquilo” por muito tempo. Logo, ele leva Jackson de volta à sua adolescência, mencionando fotos da juventude do cantor que mostram seu rosto com muitas espinhas.
“Sendo tímido do jeito que sou, e do jeito que era, foi ainda pior. Foi terrível. Era como uma doença [as espinhas no rosto]. Foi tão ruim. E u não conseguia passar por uma porta”, Jackson admite, confessando à Bashir que, naqueles dias, ele não conseguia ir à um encontro sem chorar atrás de uma porta fechada. Para o jornalista, o cantor fala que não sabia como lidar com as pessoas em reuniões de negócio e que sempre se sentia “um peixe fora d‟água”.
Bashir afirma que o que Jackson fez para “superar” sua timidez e seu embaraço sobre como se via no espelho foi mudar sua aparência.
Jackson nega ao jornalista que sua aparência tenha mudado drasticamente, dizendo que o que as pessoas vêem como uma mudança “se chama adolescência”.
“Se chama „mudar e crescer‟. Eu não fiz nenhuma cirurgia plástica no rosto – apenas no meu nariz, e me ajuda a respirar melhor e consigo atingir notas mais altas”, ele insiste. O ícone pop diz à Bashir que a mídia relata muitas mentiras sobre ele e repete que não fez nada nos olhos, no queixo ou nas bochechas. Ele menciona outras estrelas que fizeram cirurgias no nariz, entre elas, Marilyn Monroe e Elvis Presley, e pergunta por que a imprensa o escolheu quando há outros que já fizeram muito mais plásticas.
“Eles só me escolhem”, diz Jackson, erguendo as mãos. “Cher tem feito tanta coisa – seu traseiro, o nariz, os dentes… Ninguém a incomoda, e eu amo a Cher. Eu amo ela. Costumamos cuidar da nossa pele juntos.”

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Re: Conspiração Michael Jackson by Afrodite Jones TRADUZIDO

Mensagem por sissi em Sex 28 Dez 2012 - 17:37

Bashir não acredita que Jackson fora honesto ao dizer que só tinha feito somente uma operação.
“Não, não, não”, Michael esclarece, “Eu fui gravemente queimado e tive que fazer uma cirurgia pra isso. Mas no meu nariz, só fiz duas cirurgias.”
O jornalista menciona fotos de Jackson do passado, afirmando que elas estão muito diferentes.
“Não, não, não. Eu pareço o meu avô”, Michael levanta a voz novamente, “A cirurgia não foi inventada para Michael Jackson. Todo mundo faz cirurgia plástica.”. Ao falar, ele bate as mãos como numa batida musical e parece irritado.
Bashir pergunta sobre as pálpebras de Jackson, sugerindo que algo fora feito para dar um olhar mais feminino à Michael.
“Nada foi feito nos meus olhos, nunca.”, ele responde, explicando que, por ter feito o nariz, por ter puxado o nariz, seus olhos pareciam maiores.
Martin Bashir pergunta sobre as maçãs do rosto.
“Essas maçãs do rosto? Não! O meu pai tem a mesma coisa”, Michael fala, “Temos sangue de índio.”
O jornalista agora questiona sobre a covinha no queixo.
“Podemos parar de falar sobre esse lixo de cirurgia plástica?”, Jackson pede, exasperado. “Isso é coisa de tablóide. Você está além disso. Você é um jornalista respeitado. Você está usando assunto de tabloides. (pausa) É estúpido.”
Bashir volta o assunto de Joe Jackson, lembrando Michael sobre sua infância e a forma como falou sobre querer fugir de seu pai.
“Eu me escondia, eu costumava me esconder. Ele não sabe disso até hoje, mas, eu entrava numa sala e ele estava lá, e eu desmaiava”, Michael confessa, dizendo a Bashir que, quando se trata de Joe, ele acha que seu pai não percebe o quanto o machucou e o assustou. Jackson chama o pai de gênio, mas, de alguma forma, parecia morrer de medo dele.
Bashir relembra que Joe o machucou quando ele era pequeno.
Michael o responde que talvez ele não tivesse esse nível de afeição por crianças se seu pai o criasse de uma maneira diferente.
Bashir diz que algumas pessoas pensam que, talvez por ter saído de uma infância traumática, Jackson era um homem tão obcecado com o rosto.
“Bem, eu sei o que está dentro da minha cabeça”, Michael fala em voz baixa, “Isso é tudo.”
Bashir questiona se Jackson acha que as pessoas vão longe demais com a cirurgia plástica.
Michael diz que está tudo bem, que ele não tem nenhuma opinião real sobre o assunto, afirmando que praticamente todos em Hollywood, que praticamente todos os artistas, têm alguma cirurgia feita.
Ainda insistindo no assunto da cirurgia plástica, Bashir pergunta por que Jackson é tão apontado pela mídia sobre essa questão.
“Barbara Walters acabou de esticar o rosto de novo. Ela nunca fala sobre isso. E você pode notar, basta olhar pra ela.”, Jackson diz à Bashir, listando algumas outras pessoas que tinham feito lifting facial recentemente, incluindo Mick Jagger e Paul McCartney.
Bashir quer saber por que Jackson é tão defensivo.
“Eles me escolheram”, ele responde, “Como se eu fosse o único a fazer isso.”
Quando fazem mais um intervalo, Bashir fala pra Jackson: “Bebe um pouco de água, chefe.”. O jornalista promete novamente a Michael que fará o melhor trabalho possível, o que sugere que está dando à Jackson a plataforma perfeita para esclarecer todas as dúvidas do povo através da cooperação com esse documentário.
Jackson relembra Bashir para entrevistar Elizabeth Taylor, e o jornalista age como se conhecesse o relacionamento de Michael com Liz. No entanto, quando Jackson o pergunta se falou com Liz, Bashir admite que só conhece uma coisa que Elizabeth Taylor falou sobre Jackson em público.
Pouco antes das câmeras de Bashir começarem a gravar novamente, o jornalista promete marcar uma entrevista com Elizabeth Taylor, mas isso nunca aconteceria.
Martin Bashir pede à Jackson para descrever sua amiga, Liz Taylor, e sugere que o público vê Jackson e Liz como “dois malucos” que são grandes amigos.
“Isso não é bom. Por que um cara mais jovem não pode ser legal com uma senhora mais velha? Tivemos a mesma infância. Temos tanto em comum. Nós tivemos a mesma vida. Tivemos que atravessar o sistema da mesma forma”, Jackson confessa. O cantor diz à Bashir que se relaciona com Liz porque ela é como uma menininha de coração, dizendo que a ama até a morte.
Bashir lhe pede para falar sobre Paris e Prince, e sobre o crescimento dos filhos de Jackson.
Jackson responde que eles riem o dia inteiro e que são carinhosos. Ele fala que tem filhos maravilhosos.
O jornalista pergunta por que Prince disse uma vez que não tinha mãe.
“Como muitas, muitas outras mães tem filhos sem pais? Isso acontece muito e não parece tão ruim”, diz Jackson defensivamente, “O pai também deve ter essa oportunidade.”
Bashir pergunta se Jackson sabe qual o papel que Debbie Rowe quer ter na vida de seus filhos.
“Eu não quero falar muito sobre esse assunto.”, diz Michael, “Mas ela [Debbie] fez isso por mim. Paris foi nomeada Paris porque ela foi concebida em Paris. Prince foi concebido em Los Angeles, mas ela disse: “São seus, leve-os“. Ela queria fazer isso por mim, como um presente.”
Bashir pede que Jackson explique seu casamento com Debbie Rowe.
Jackson diz ao jornalista que, para um artista, é difícil ser casado e afirma que vai se casar novamente em algum momento, após ele superar os dois divórcios que passou. “Estou casado com os meus fãs. (Pausa) Estou casado com Deus. Estou casado com os meus filhos”.
Bashir termina a entrevista dizendo à Jackson que, quando vê Prince e Paris, “quase me faz chorar”.
“Sou louco por eles. Eu morreria por eles.”, Jackson fala, “E eu gostaria de ter mais filhos, é claro.”
Para os observadores do tribunal, a gravação de Bashir parecia que não acabaria nunca. Havia tantas filmagens dos bastidores, todas deixadas no chão da sala do tribunal, e, enquanto assistia à entrevista de Jackson, o júri foi claramente tocado por sua franqueza, pelo seu espírito honesto, por seu comportamento pé no chão. Era óbvio que eles pareciam pensar que Martin Bashir foi injusto. Ao optar por omitir detalhes importantes, escolhendo inserir seus próprios comentários tendenciosos sobre a inocente gravação, Bashir apresentou ao mundo um retrato desequilibrado de Jackson.
Foi interessante notar que durante a exibição das filmagens dos bastidores, quando o pop star apareceu muito emocionado, pelo menos três jurados tinham lágrimas nos olhos. Uma jurada asiática, uma mulher de 40 anos, literalmente desatou a chorar quando Jackson falou sobre ser espancado quando criança.
Quanto à mídia, nenhuma das pessoas parecia tocada. Nenhuma delas era recém-chegada à “saga Jackson”. A imprensa estava cansada. Mesmo que conseguissem notar as táticas maliciosas de Bashir, estranhamente, nenhum repórter falou sobre isso. Foi estranho ver que nenhum repórter revelou alguma coisa sobre as táticas injustas de Bashir em seu noticiário.
De 220 jornalistas credenciados, apenas dois fizeram menção sobre a injustiça de Bashir: o Usa Today, que descreveu o estilo de entrevista do jornalista britânico como “indevidamente intrusivo”, e o New York Times, que se referiu à Martin como um “ganancioso insensível mascarado de simpatia”.

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Conspiração Michael Jackson by Afrodite Jones cap-30

Mensagem por sissi em Dom 6 Jan 2013 - 7:19

“WILL YOU BE THERE”

“VOCÊ ESTARÁ LÁ?”
O Juiz Melville ameaçou emitir um mandado de prisão no dia em que o advogado de Hollywood Mark Geragos decidiu não comparecer ao tribunal para testemunhar, como programa. Geragos, advogado de defesa original de Jackson, havia sido intimador a depor na sexta-feira, 13 de maio, mas, devido a um conflito em sua agenda, Geragos enviou um representante ao tribunal de Santa Maria no dia anterior para pedir que seu depoimento fosse adiado.
“Não há nenhuma consideração especial a advogados”, anunciou Melville, “É a mesma para qualquer cidadão que tenha sido intimado. Não é diferente de uma intimação para um xerife, para um mecânico ou para uma criança vítima. Esta é uma intimação que ele tem que obedecer. A intimação diz sexta-feira, e eu quero ele aqui na sexta, às 8:30 da manhã.”
Michael Jackson renunciou o privilégio advogado-cliente a fim de que Mark Geragos, que representou o pop star de fevereiro de 2003 a abril de 2004, pudesse testemunhar que não houve conspiração. Entre a mídia, foi antecipado que Geragos diria ao júri que contratou um investigador particular, Brad Miller, para confirmar as suspeitas de que a família Arvizo, particularmente a mãe, estava procurando um dinheiro fácil.
Na manhã da sexta-feira, quando o famoso advogado chegou a Santa Maria, usando seus conhecidos óculos escuros e falando em seu celular, a imprensa andar arrogantemente para dentro da sala do tribunal. Muitos ansiosas para ouvirem o que o “Sr. Hollywood” tinha a dizer, as pessoas presentes na Corte constataram que o advogado era apresentável. Quanto à mídia, Geragos passou anos criando relações com os jornalistas de TV, relacionamentos esses que o impulsionaram para a fama. A imprensa sabia que Geragos se sentia muito confortável ao estar no centro das atenções.
Enquanto respondia às perguntas de Mesereau, Mark Geragos fez alguns documentários auto-depreciativos. Ele fez piadas sobre sua informação jurídica, fazendo todos na sala rirem. As pessoas conheciam Geragos, porque, para um número de anos, o público americano fora inundado com imagens do advogado que representara Susan McDougal, um político envolvido num escândalo, a atriz Winona Rider, condenada por furto em Beverly Hills, e Scott Peterson, condenado por assassinar sua esposa e seu filho recém-nascido. O caso Peterson havia se tornado tão infame que os tablóides americanos e os canais de notícia da Tv à cabo viram seus maiores lucros e as melhores avaliações públicas de todos os tempos.
Por causa do famoso caso do assassinato, Geragos havia se tornado uma estrela. As pessoas pediam seu autógrafo. Alguns o compararam a Clarence Darrow. Mas se havia alguém a ser comparado a Darrow – um dos melhores advogados especialistas em julgamentos de todos os tempos – esse alguém era Tom Mesereau, cuja proporção de sucesso era tão grande que nem mesmo os melhores advogados criminais poderiam ser comparados a ele.
Ao contrário de Mesereau, que procurava discrição, Geragos amava atenção. Geragos era um convidado “regular” do programa Larry King Live na CNN. Ele tinha um grande interesse em ver se nome nas luzes e aguardava com ansiedade ser objeto de inúmeros artigos da revista People. A atenção da imprensa trouxe clientes famosos à Geragos, e o advogado amava a fama.
O pessoal da mídia estava ciente de que Geragos tentou conseguir seu próprio programa na CNN, uma tentativa que falhou miseravelmente logo após ele perder o julgamento de assassinato de Scott Peterson. Embora o piloto de Mark Geragos TV nunca tenha ido ao ar, isso não impediu o advogado de celebridades de pontificar sobre cada crime americano.
Um convidado muito bem-vindo de Larry King, ele tinha “ligações internas” na Fox News também. O advogado era o “esclarecedor” da mídia, usando seus influentes e endinheirados clientes para controlar entrevistas de numerosas redes de Tv, para inclinar a imprensa a seu favor.
“Em algum momento, você ouviu o nome de Janet Arvizo?”, Mesereau perguntou.
“Bem no comecinho”, respondeu Geragos, “Provavelmente antes de ouvir o nome de Gavin.”
“Inicialmente, havia um resumo do que era exatamente a situação”, Geragos testemunhava, “Me contaram sobre os Arvizos. Também me foi dito que a primeira coisa que merecia urgência, havia a gravação para o programa 60 Minutes que tinha sido agendada, e eles queriam que eu fosse até lá para me certificar de que Michael não faria qualquer declarações ou seria questionado sobre perguntas não previstas que pudessem ser inapropriadas.”
“E isso foi em Neverland?”, Mesereau quis saber.
“Sim.”
“Você viu Janet Arvizo naquele dia?”
“Eu me lembro de ter visto Gavin em Neverland naquele dia. E, então, nós ficamos lá por, não sei, talvez 12 horas ou mais. E durante esse tempo, eu recebi diversas informações também, de um número de pessoas do próprio rancho.”
“E qual foi o seu papel quanto a representação do Sr. Jackson naquela ocasião?”, Mesereau perguntou.
“Bem, isso foi muito… Eles me queriam, eu acho, como um pano de fundo para a entrevista.”, explicou Geragos, “E,m finalmente, depois de ficar sentado por 12 horas, eu tomei uma decisão. Eu disse a eles que, veja, se eu ia ser envolvido, eu não queria que ele fizesse aquela entrevista, e eu puxei a ficha sobre isso.”
“Então, acabou que a entrevista ao 60 Minutes não aconteceu, correto?”
“Naquela ocasião, em fevereiro de 2003, não aconteceu. Eu disse que não se realizaria e falei educadamente com o Sr. Bradley e com o outro produtor que estava lá que não a entrevista não iria acontecer.”
“Sr. Geragos, apenas direcionando a minha pergunta para o seu estado de espírito no momento, você tinha ou não algum conhecimento de que Janet Arvizo e as crianças deveriam aparecer no programa 60 Minutes?”
“Sim.”
“E você falou com Janet Arvizo naquele dia?”
“Bem brevemente, creio eu, mas sei que não conversei com ela.”, disse Geragos, “Eu a vi interagir ou conversar com o Sr. Radotsky, que era o produtor do programa, e acredito que ela tenha falado com o Sr. Bradley também.”
Geragos disse ao júri que havia sido convidado a ir à Neverland naquele dia, em 7 de fevereiro de 2003, para que pudesse acompanhar a entrevista ao programa 60 Minutes.

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Re: Conspiração Michael Jackson by Afrodite Jones TRADUZIDO

Mensagem por sissi em Dom 6 Jan 2013 - 14:56

Ele testificou que sabia que os Arvizos estariam lá, e insistiu que não deu qualquer conselho a qualquer membro da família Arvizo, lembrando que não tinha falado muito com Gavin.
Mark Geragos contou aos jurados que a CBS chegara em Neverland no início da manhã daquele dia, trazendo um “grupo” de 30 a 40 pessoas, com todos o tipo de equipe de produção, juntamente com a cúpula da CBS, Jack Sussman.
O famoso advogado testemunhou que após a desistência da gravação para o 60 Minutes, depois de dispensar o Sr. Bradley, ele concentrou sua atenção no documentário de Bashir, analisando as acusações do jornalista contra o pop star. Na época, em fevereiro de 2003, corriam rumores de que Tom Sneddon estava começando uma investigação sobre Jackson, mas nada de oficial tinha sido apresentado.
Geragos explicou que decidiu fazer sua própria investigação da família Arvizo, já que estava descobrindo muitas coisas sobre ele que o fizeram desconfiar. O famoso advogado de defesa deu uma olhada no arquivo do processo da JC Penney e, dado o que acontecia com o redemoinha da mídia, ele começou a ficar preocupado que os Arvizos pudessem usar a situação pra manipular Jackson.
Entre a bagunça da mídia e a história do processo dos Arvizos, Geragos iniciou uma pesquisa de banco de dados – para ver o que aconteceu exatamente no processo da JC Penney.
“E qual foi a sua reação ao descobrir esse fato?”, Mesereau perguntou.
“Eu fiquei seriamente preocupado”, Geragos respondeu.
“Por que?”
“Eu pensei que, dada a situação, e eu recebi informações de que eles estavam tentando… Havia rumores de que a família estava tentando…”
O júri queria ouvir o que Geragos estava prestes a dizer, mas o advogado foi cortado. A promotoria objetou, afirmando que ele estava especulando sobre rumores e Mesereau precisou tomar outro rumo.
“A investigação sobre os Arvizos continuou?” Mesereau queria saber.
“Sim. Pedi a ele [Brad Miller] para descobrir onde eles estavam e documentar o que eles estavam fazendo, com quem eles estavam se encontrando e se eles estavam ou não tentando vender uma história para os tabloides, ou se reunindo com advogados, ou algo mais grave do que isso.”, Geragos testemunhou.
Na audiência pública, o Sr. Geragos disse que estava preocupado por, talvez, os Arvizos tentassem extorquir dinheiro do pop star.
No interrogatório da promotoria, Geragos falou que teve uma “visão exausta” dos Arvizos após rever a ação contra a JC Penney, afirmando que não via mais a família Arvizo como “inocente”. Em relação à fita de Brad Miller, Geragos confirmou ter pedido à Miller para gravar sua entrevista com a família Arvizo. Quando perguntado sobre o vídeo de refutação que os Arvizos tinham feito, a que os promotores estavam implicando que fora uma tentativa “forçada”, Geragos disse que não sabia de nenhum script. Ele informou ao júri que pediu uma cópia da fita de vídeo, mas nunca a recebeu do cinegrafista de Jackson.
Poucos dias depois, Larry King chegou a Santa Maria. Piscando para os jornalistas com um grande sorriso no rosto, ele fez seu caminho através dos flashes e entrou na Corte. O grande apresentador da TV trouxe uma pequena comitiva com ele – seu produtor e três advogados, um dos quais era uma lenda de Hollywood, Bert Fields.
Sem a presença do júri, a defesa chamou Larry King para o banco das testemunhas, e um dos advogados de King se dirigiu ao tribunal, afirmando que ele estava representando um jornalista apartidário e apresentou um memorando que define a Lei de Shield * [ * Lei de Shield é uma lei que protege jornalistas de divulgações forçadas de fontes confidenciais de informação. N.T.]. Através de seu advogado, Larry King estava solicitando que uma breve audiência fosse realizada para determinar se ele iria ou não ser submetido aos interrogatórios da defesa e da promotoria na frente dos jurados.
Em frente à mídia e aos observadores públicos, Tom Mesereau conduziu a audiência, fazendo perguntas à Larry King relativas diretamente ao caso. Sem dar um cenário completo à King, Mesereau perguntou se o apresentador conhecia o advogado Larry Feldman.
Larry King disse que conhecia Feldman há cerca de 10 anos, acrescentando que havia entrevistado o advogado em seu programa de TV. King testemunhou que, em algum momento antes do julgamento de Jackson, talvez alguns meses antes, ele marcou um encontro com Larry Feldman na confeitaria preferida de Larry King em Beverly Hills, chamada Nate „n Al.

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Re: Conspiração Michael Jackson by Afrodite Jones TRADUZIDO

Mensagem por sissi em Seg 7 Jan 2013 - 17:13

O apresentador disse que estava sentado numa cabine com algumas outras pessoas, sendo uma delas sua produtora, Nancy Baker, e, por causa do limite de cadeiras, os convidados do café da manhã de Larry King se ajustaram para que Feldman pudesse sentar ao lado de King quando o encontro acontecia.
“O Sr. Feldman expressou algum interesse em aparecer em seu programa?”, Mesereau questionou.
“Muito.”, King o respondeu.
“Quanto tempo o encontro durou?”
“Aproximadamente 45 minutos.”
“Ok. O Sr. Feldman falou algo sobre o caso Michael Jackson?”
“Sim.”
“O que ele disse?”
“Ele disse que o caso de 10 anos atrás, quando ele representou outra pessoa, quando houve um acordo, disse que foi um caso definitivamente bom”, King declarou, “Mas que achava que a mãe do atual caso, a mãe, era uma maluca, esse foi o termo que ele usou. E achou que ela estava nessa só pelo dinheiro. Ele tinha se encontrado com ela. Ele não queria representá-la. Ele a aconselhou a ver outra pessoa e informou as autoridades. Ele não me disse quais autoridades.”
“E ele disse que a mulher falou pra ele que queria dinheiro?”, Mesereau quis saber.
“Não, acho que ele disse que ele pensava que a mulher queria dinheiro.”
“Ele disse no que baseava essa opinião?”
“Não.”
“E você não o perguntou?”
“Não. Ele apenas disse que ela era maluca. Ele disse „maluca‟ duas vezes. E ele falou: „ela está nesse caso pelo dinheiro‟.”
“Ok. Ele disse mais alguma coisa sobre Janet Arvizo?”
“Ele achava que ela só estava nessa pelo dinheiro, e que era um pouco irregular, ou maluca, como ele disse. Ele não queria representá-la.”
“E ele contou mais alguma coisa sobre o caso Michael Jackson?”
“Fora isso, só disse que queria participar do meu programa.”, King declarou.
De acordo com Larry King, durante o encontro em Beverly Hills, a produtora de King falou à Feldman que eles iriam ligar para escolher uma data para sua aparição no programa, e confirmou que Feldman seria um comentarista regular durante o curso do julgamento de Jackson. Larry King disse ao tribunal que quando um de seus produtores ligou para Feldman, cerca de uma semana depois, Larry Feldman não respondeu.
Algumas semanas mais tarde, King disse, que esbarrou com Feldman em outro restaurante de Los Angeles.
“O que está acontecendo?”, Larry King o perguntou.
“Algo apareceu…”, Feldman teria respondido.
King declarou que após a breve conversa que tiveram nesse dia, ele não ouviu falar de Feldman novamente. Larry King contou ao tribunal que, algum tempo depois, leu num jornal que Larry Feldman havia decidido representar Janet Arvizo.
Essa foi a maior parte do depoimento de King; quando a audiência acabou, o juiz Melville falou que não considerava que o testemunho de Larry King teria impacto sobre o de Feldman. Baseado na oferta da prova, o juiz decidiu não permitir o depoimento de Larry King no caso.
Para a acusação, a decisão do juiz Melville foi um presente. O depoimento do apresentador sobre sua conversa com Feldman poderia ter destruído o caso do promotor. No início do julgamento, Larry Feldman tinha testemunhado que não falara sobre Janet Arvizo na presença de Larry King.
Mas o júri não ouviria o testemunho de Larry King. Quanto à mídia, o fato de que o apresentador tinha informações legítimas, mas havia sido impedido de depor no julgamento não pareceu terrivelmente importante. Se o juiz estava agindo em favor da acusação, não se ouviu nenhuma palavra sobre isso na TV.
Em vez disso, os noticiários diminuíam Larry King, desconsiderando seus comentários como apenas boatos. Que Larry Feldman teria descrito a mão do acusador como uma “maluca” que só estava lá “pelo dinheiro” – isso foi algo que se tornou uma piada somente entre os repórteres.

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Conspiração Michael Jackson by Afrodite Jones cap-31

Mensagem por sissi em Ter 8 Jan 2013 - 17:23

“I WANT YOU BACK”

“TE QUERO DE VOLTA”

Os jurados ficaram atônitos enquanto observavam o apresentador do Tonight Show, o comediante Jay Leno, andar rumo à sala da Corte no início da manhã. A defesa tinha chamado a estrela de TV, conhecido por seu humor Jackson, para falar sobre algo muito sério. Ao longo dos anos, Jay Leno tinha sido um grande defensor de instituições de caridade. Ele fazia um belo trabalho com organizações de crianças, entre elas, Phone Friends e Make-A-Wish.
Mesereau pediu à Leno que descrevesse o tipo de ligações que recebia de crianças doentes, crianças hospitalizadas que precisavam de um apoio, e o comediante falou sobre os telefonemas de crianças que pediam coisas simples, perguntas sobre Britney Spears, perguntas sobre outros artistas que tinham visto em seu programa. Leno explicou que não seguia um procedimento exato. Se recebia um pedido de uma organização legítima, ele faria uma lista de crianças que queriam receber uma ligação. A cada semana, Leno fazia 15 ou 20 telefonemas para as crianças que queriam conversar com ele.
Leno contou ao júri que ligou para crianças de todo o país, geralmente mandando, após o telefonema, presentes como chapéus, fotos e outros presentinhos do programa. Ele mencionou que tinha um assistente que selecionava as ligações, mas falou que estava “bastante acessível”, tanto através do número principal do Tonight Show quanto o seu número pessoal do programa.
“Quantos anos você tem ajudado organizações de crianças como as que acabou de descrever?”, Mesereau perguntou.
“Bom, eu venho fazendo o Tonight Show há 13 anos mais ou menos… E certamente, deve ser esse mesmo tempo. E antes disso, mais informalmente”, Leno respondeu.
“E o seu trabalho com as crianças envolve simplesmente conversar com elas por telefone, ou você faz visitas e coisas desse tipo?”
“As duas coisas.”, Leno contou, “Às vezes com a organização Make-A-Wish, você tem uma situação em que… Essas são especialmente tristes, porque, às vezes, são crianças com doenças terminais. Eles dizem: „Olha, esse garoto tem 15 anos e sempre quis fazer um passeio num Lamborghini‟, ou algo assim.”
Jay Leno descreveu muitas coisas que fizera para as crianças, como a realização de leilões para arrecadar dinheiro com itens autografados por celebridades, doações para instituições de caridade, distribuição de ingressos pro seu programa. Leno disse que, às vezes, levava uma criança à sua garagem pra mostrar sua coleção de carros; outras vezes, levava aos bastidores do The Tonight Show, pra pegar um microfone e fingir ser a apresentadora. O comediante falou que era bem variado, numa base individual, e testemunhou que, na maioria das vezes, ele fazia apenas um telefonema. Parecia que grande parte das crianças ficava muito feliz com isso.
“Você, às vezes, rejeitava solicitações de pais ou de crianças?”, Mesereau perguntou.
“Eu não sei se „rejeitar‟ é bem a palavra certa. Se passa por uma organização legítima, não, você não os rejeita.”, Leno disse a ele, “Mas, às vezes, você começa a estranhar, sabe, algo como „Eu sou um fazendeiro. Nossas colheitas não estão boas, nosso trator está quebrado, os nossos campos não estão indo bem…‟ e o endereço era de Brooklyn, Nova York. Então, você fica meio: „Hmmmm… Isso parece um pouco suspeito.‟. Então, sabe, você os toma numa base em que seleciona caso por caso.”
Quando Mesereau perguntou a Jay Leno sobre a facilidade que as pessoas tinham em contatá-lo diretamente na NBC, Leno disse ao júri que as pessoas podiam fazer uma ligação pro seu programa e, às vezes, ele pegava o telefone e gastava quase uns 10 minutos, tentando convencer a pessoa que era realmente ele. Quanto mais Leno falava sobre como era fácil encontrá-lo, mais o comediante fazia todos no tribunal rirem.
“Eles ligam pro estúdio para falar com você diretamente?”, Mesereau questionou.
“Sim, e eu provavelmente vou receber muito mais ligações depois disso.”, Leno respondeu, “Meu respondeu vai tocar amanhã o dia inteiro. Valeu por isso!”
“Se eles ligam para o estúdio, eles conseguem falar com você?”
“Às vezes, eles conseguem falar direto comigo, na verdade. Sim, eles conseguem. Até hoje, eles poderiam chegar em mim com facilidade. Até poucos momentos atrás, você poderia chegar em mim muito facilmente!”
Leno fez todos no tribunal se acabarem de rir.
Mas Mesereau e Jackson não estavam interessados em piadas.
Jackson não ria, nem um pouco.

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Re: Conspiração Michael Jackson by Afrodite Jones TRADUZIDO

Mensagem por sissi em Qui 24 Jan 2013 - 19:02

Jackson queria que o júri ouvisse sobre o telefonema que Leno recebeu de Gavin Arvizo, ele queria que Mesereau perguntasse à Leno sobre sua conexão com o dono do Laugh Factory, Jamie Masada. Foi Masada que inicialmente contou à Leno sobre um menino que estava morrendo por uma forma estranha de câncer.
“Você lembra de que, alguns anos atrás, você recebeu uma chamada de uma criança de nome Gavin?”, Mesereau questionou.
“Sim.”, Leno testemunhou.
“E quando aproximadamente isso aconteceu?”
“Bem, vamos ver… Foi há alguns anos… Acho que em 2000, talvez.”
“E você soube que Gavin tinha câncer?”
“Sim.”
Leno lembrou que tinha ouvido sobre o câncer de Gavin, e falou que a circunstância foi um tanto confusa, explicando que algumas de suas conversas sobre Gavin pareciam acontecer constantemente, mas se lembrou de falar com a mãe de Gavin. Leno disse que fez uma ligação para o hospital, e o telefonema foi transferido pro quarto, e então, ele conversou com Gavin, possivelmente seu irmão e sua mãe.
“Então, como você ficou sabendo sobre Gavin?”, perguntou Mesereau.
“Eu tinha recebido uma série de mensagens de voz dele. Foi assim que eu fiquei sabendo.”, respondeu Leno.
“E você indicou, Sr. Leno, que acha que conversou com a mãe de Gavin, certo?”
“Acho que sim. Sim.”
“Ok. E você se lembra se ela te ligou ou se foi você quem ligou pra ela?”
“Não, eu liguei. Liguei para o quarto do hospital. Eu tinha recebido várias mensagens de voz do garoto, e liguei pro quarto do hospital.”
“Você se lembra do que Gavin te falou?”
“No telefonema do hospital? Ou qualquer uma das mensagens de voz?”
“Bem, vamos começar com as mensagens de voz.”
“Ok. As mensagens que recebi eram como, “Oh, eu sou um grande fã seu. Você é o maior”. Ele era excessivamente efusivo para um garoto de 12 anos de idade.”
“Quando você diz excessivamente efusivo, o que você quer dizer?”
“[o garoto disse] “Jay Leno, você é o maior”,” sabe, Eu te acho maravilhoso”. “Você é o meu heroi”, esse tipo de coisa, e pareceu um pouco estranho pra mim, por ser alguém tão jovem. Por que um comediante cinqüentão seria… Sabe? Eu não sou o Batman. Entende o que quero dizer? Me pareceu um pouco incomum. Mas… Tudo bem.”
Jay Leno disse ao júri que, na maioria das vezes, quando conversava com as crianças, era muito difícil fazê-las falar muita coisa. Em essência, Leno falou que era difícil conseguir fazer as crianças falarem algo importante nos telefonemas. Ele lembrou que, estranhamente, as mensagens que recebera de Gavin Arvizo pareciam vir de um adulto.
“Era… Soava como uma conversa de adulto. Isso me fez, sabe, estacionar o meu interesse no momento.”, Leno testemunhou.
Leno disse que recebeu outras três ou quatro mensagens semelhantes do menino, então, ligou no hospital e falou com garoto que estava “um pouco grogue” no momento. No banco das testemunhas, o comediante lembrou ter falado com Gavin Arvizo e com sua mãe, recordando que os chamou para visitar o estúdio do Tonight Show quando o rapaz melhorasse.

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Re: Conspiração Michael Jackson by Afrodite Jones TRADUZIDO

Mensagem por sissi em Sab 26 Jan 2013 - 15:06

Leno falou que a mãe do garoto ficou muito grata pelo convite, e testemunhou que, posteriormente, falou com Louise Palanker, uma comediante do Laugh Factory, que tinha tomado um interesse nos Arvizos, que contou a Leno que Gavin e sua família tinham ficado muito emocionados ao falar com ele.
“Ok. Em algum ponto, você reclamou com Louise Palanker sobre as mensagens deixadas por Gavin?”, Mesereau queria saber.
“Não foi tanto quanto uma reclamação”, explicou Leno, “Eu só disse a ela: „Qual é a história aqui? Isso… Isso não soa como um garoto de 12 anos de idade. Isso soa como uma pessoa adulta‟. Eu acho que as palavras que usei [foram], „Parecia um pouco ensaiado o que ele falou‟.”
Leno afirmou que a comediante Louise Palanker tentou explicar o tom “ensaiado” das mensagens de Gavin, dizendo que o menino queria ser um comediante, que Gavin “escreve tudo antes de falar, então, ele meio que lê”.
Para Leno, a explicação de Palanker até que pareceu fazer um pouco de sentido. Jay Leno não estava ligando muito pra isso na época. “Esse foi apenas mais um dia normal no escritório, até esse ponto”, disse Leno.
“Você, alguma vez, perguntou à Louise Palanker quem estava escrevendo aquelas falas para Gavin?”, Mesereau perguntou.
“Não, não acho que tenha perguntado isso. Eu acho que apenas falei, sabe, que soou como algo ensaiado. Parecia… Não parecia soar como [uma criança]…”, Leno fez uma pausa, “E ela disse: „Bem, ele é muito maduro e quer ser um comediante, então, ele tem muita atenção no que diz. E eu respondi: „Oh, tudo bem‟.”
“Isso parecia incomum pra você?”
“Bem, era simplesmente incomum uma criança entrar diretamente em contato comigo, porque, na maioria dos casos, como eu falei, no mínimo, um pai, um médico ou uma enfermeira, um professor, o Phone Friends, Make-A-Wish, são essas pessoas que ligam e dizem: „Você vai receber uma ligação desse garoto ou dessa garota‟. Receber um telefonema da própria criança era um pouco incomum.”
“Quando você diz „ensaiado‟, você quer dizer que ele fingiu?”, Mesereau perguntou.
Mas a questão foi objetada.
“Em algum momento”, Mesereau continuou, “Você pediu à Gavin pra parar de ligar?”
“Eu pedi à Louise, eu disse: „Tenho recebido muitas dessas ligações…‟, e ela respondeu: „Oh, eu vou cuidar disso. Não se preocupe.
“E quando você disse isso à Louise, você queria que os telefonemas parassem?”
“Sim.”
“E por quê?”
“Porque era praticamente o mesmo tipo de ligações, várias e várias vezes.”
“O garoto parecia ligar mais do que a maioria das outras crianças?”
“Bem, a maioria das crianças não me liga.”, explicou Jay Leno, “Você liga pra elas, conversa, e é algo assim.”
“Você se lembra de a mãe dele estar ao fundo, durante essas ligações de Gavin?”
“Eu me lembro de alguém no fundo, mas não posso dizer se era a mãe. Poderia ser uma enfermeira. Me lembro de ouvir alguém falar enquanto ele estava conversando.”
Leno contou mais uma vez sobre a conversa com Gavin, que, segundo ele, foi muito breve. Ele lembrou ter perguntado ao menino como ele se sentia e disse que falou pra ele: “Ei, escute, mantenha suas esperanças.”
Enquanto estudavam Jay Leno, notando a sinceridade de sua voz, cada jurado tinha um olhar estranho em seu rosto. Era evidente que todos eles se lembraram de Gavin sentado no banco das testemunhas, afirmando que nunca falou com Jay Leno.

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Re: Conspiração Michael Jackson by Afrodite Jones TRADUZIDO

Mensagem por Nany Jackson em Qui 7 Fev 2013 - 11:00

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Conspiração Michael Jackson by Afrodite Jones cap -32

Mensagem por sissi em Qua 13 Fev 2013 - 16:25

“LEAVE ME ALONE”

“ME DEIXE EM PAZ”
Quando Michael chegou ao tribunal, no dia repleto de estrelas em que o comediante Jay Leno e o ator Chris Tucker testemunharam, ele estava acompanhado por seus pais, Katherine e Joe.
Katherine parecia confiante, mas Joe demonstrava preocupação, talvez imaginando como o júri reagiria ao ver mais estrelas de TV e do cinema. As pessoas foram distraídas por George Lopez e Macaulay Culkin, e havia expectativa de que Elizabeth Taylor e Stevie Wonder pudessem aparecer para depor.
Os observadores do tribunal não podiam deixar de olhar pra Michael Jackson e sua família, mas, com tantas celebridades aparecendo, era da natureza humana se distrair, se fixar na roupa de tal artista, nos seus gestos, na sua pessoa “real”. Pelo olhar de Joe, podia-se notar uma ansiedade, uma preocupação de que as estrelas pudessem brilhar mais do que o testemunho, e Joe Jackson não queria isso.
Das 60 testemunhas que a defesa chamou pra depor, a mais convincente foi o ator de A Hora do Rush, Chris Tucker, que testemunhou que Michael Jackson era seu amigo, que havia o conhecido através de seus esforços pra ajudar Gavin Arvizo. Chris Tucker disse aos jurados que conheceu o menino Arvizo no Laugh Factory, o famoso clube de comédia na Sunset Strip. O comediante lembrou que David Arvizo se aproximou dele para dizer que seu filho, Gavin, simplesmente o amava. Foi David Arvizo quem contou à Tucker que o Laugh Factory estava ajudando Gavin e que o menino estava morrendo de câncer.
“Ok. Então, o pai te contou que seria realizado um evento beneficente para arrecadar dinheiro para as contas médicas de Gavin?”, Mesereau perguntou.
“Sim.”, respondeu Tucker.
“Ok. E você participou desse evento, correto?”
“Sim.”
“Quem mais você viu lá, você se lembra?”
“Eu conheci um monte de crianças, e conheci o irmão dele, Star. E estava um pouco escuro no clube, mas, pelo que me lembro, foi lá que conheci Star. Acho que foi Star e seu pai, e foi isso.”
“E você se lembra de ter contribuído com dinheiro nessa ocasião?”
“Não, não nessa noite. Mas eu contribuí com algum dinheiro, sim.”, testemunhou Tucker.
“E nos explique isso, se possível.”
“Me perguntaram, alguns dias depois desse evento, se eu podia dar algum dinheiro, porque eles não conseguiram levar muita grana, não tinham feito nenhum dinheiro.”, Tucker explicou, “Então, eu dei. Doei algum dinheiro para a fundação deles.”
“Quem te contou que não tinham conseguido levantar dinheiro nenhum no evento?”
“Gavin me contou.”
Quando Chris Tucker disse aos jurados que ele tinha doado uma quantia de 1.500 dólares para os Arvizos após Gavin dizer aquilo, após Gavin reclamar que não o evento beneficente não levantara uma quantia boa – as pessoas ficaram perplexas. Eles já tinham ouvido diversas testemunhas afirmarem que os Arvizos lhe pediam dinheiro. Alguns, tinham feito cheques de milhares de dólares para a família Arvizo. Outros, levavam brinquedos e presentes de Natal para eles.
Tanta doação tinha sido feita por celebridades de Los Angeles, os Arvizos tinham recebido tanto dinheiro que, em certo momento, Janet saiu e comprou um Ford de 23 mil dólares. A defesa apresentou o próprio cheque de Janet como evidência, mostrando aos jurados o que a mãe Arvizo estava tentando fazer com o dinheiro. Em relação ao carro: Janet perdeu a coragem e desistiu do negócio. Mas ela depositou aqueles mesmos 23 mil dólares ao mesmo tempo em que recebia cheques da Previdência Social e em que procurava outras formas de assistência.
O júri ouviu de um editor de jornal que foi pedido para colocar um anúncio gratuito num jornal pra pedir doações em nome de Gavin – apenas para descobrir depois que as contas médicas de Gavin Arvizo eram inteiramente pagas pelo seguro médico de seu pai. Uma mulher, que doou uma quantia em dinheiro pra os Arvizos, testemunhou que levou um grande peru para o dia de Ação de Graças, mas que foi mandada embora por Janet, que lhe respondeu que eles preferiam dinheiro. Parecia que qualquer pequena coisa que as pessoas faziam não era o suficiente para os Arvizos.
Chris Tucker declarou que “esperava” que o dinheiro doado aos Arvizos fosse para pagar contas médicas – mas seu tom de voz parecia dizer o contrário. Ele descreveu o dia em que levou a família Arvizo ao Knott’s Berry Farm * [um parque temático da Califórnia. N.T.], onde eles desfrutaram de um momento de diversão gratuita, com brincadeiras, refeições e todos os doces que quisessem comer. O ator tentou minimizar sua natureza boa, mencionando que tinha levado as crianças Arvizo ao shopping algumas vezes, para comprar material esportivo, mas sem entrar em detalhes. Mas Mesereau não deixou o assunto sumir.
“Ok. Você disse que comprou roupas para as crianças Arvizos num shopping, está correto?”, questionou Mesereau.
“Sim.”, Tucker respondeu.
“E, se possível, explique o que você fez.”
“Nós fomos a uma… Uma loja de artigos esportivos. Eles gostavam dos Raiders * [um time de futebol americano. N.T.], e eu comprei algumas coisas dos Raiders. Sapatos e bonés… Coisas assim.”
“E quem estava com vocês quando compraram essas roupas?”
“O pai, David.”
“Você alguma vez se encontrou com a mãe?”
“Eu a conheci… A primeira vez foi em Las Vegas.”

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Re: Conspiração Michael Jackson by Afrodite Jones TRADUZIDO

Mensagem por sissi em Qui 14 Fev 2013 - 18:03

Chris Tucker explicou as circunstâncias em que se encontrou com Janet Arvizo, dizendo ao júri que estava filmando um novo filme em 2001, que não tinha muito tempo para conversar com os Arvizos, que tinham feito uma viagem pra lá e foram convidados pelo ator para visitarem o set de filmagem.
“Eles foram para o set de filmagem, correto?”, Mesereau perguntou.
“Sim.”, Tucker testemunhou.
“Você se encontrou com eles lá?”
“Sim.”
“Do seu conhecimento, eles ficaram muito tempo?”
“Do meu conhecimento, eu ouvi que eles tinham ficado por algum tempo e foram… Eles estavam tentando os fazer irem embora, mas eu não sabia, já que estava bem ocupado. Eles ficaram duas… Uma ou duas semanas.”
“Vocês os viu novamente em Las Vegas naquela viagem?”, Mesereau quis saber.
“Sim. Eu os vi vindo e indo várias vezes.”, Tucker declarou, “Definitivamente, eu vi as crianças, porque elas viam ao estúdio. Acho que a mãe foi com elas algumas vezes também, e o pai. Então, com certeza eu os v, mas eu estava bastante ocupado.”
Chris Tucker disse ao júri que foi “amigável” com os Arvizos e que, quando voltou pra sua casa em Los Angeles, poucos meses após ter gravado o filme, Gavin o ligou, à procura de Michael Jackson. O garoto esperava visitar Jackson em Neverland, mas o cantor não pôde ser localizado no momento. Chris Tucker contou que recebeu inúmeras ligações de Janet, que chorava e chorava sobre a saúde do filho. Janet Arvizo estava tão perturbada, dizendo que sentia que Chris era como um “irmão” pra eles. De certa forma, Tucker se sentiu obrigado a ajudar todo o clã Arvizo.
A partir do momento em que se conheceram, Gavin pediu o número do telefone de Chris Tucker. Tucker disse que deu seu número porque queria estar acessível. Ele queria fazer tudo o que pudesse, queria ajudar o menino. O ator testemunhou que havia recebido inúmeras ligações dos Arvizos, principalmente de Gavin e sua mãe. O comediante tentou dar o seu melhor pra manter a amizade com a família, fazendo pequenas coisas, como comprar tênis da Nike e jogar basquete com eles, mas também queria manter certa distância.
Ao longo do tempo, a estrela de A Hora do Rush convidou os Arvizos para sua residência em Los Angeles. Eles foram pra lá em pelo menos três ocasiões. Enquanto visitava a casa, Gavin pediu dinheiro à Chris Tucker. Aparentemente, o menino fazia uma cara de cachorrinho sem dono, e Tucker concordou em depositar um dinheiro na conta da família.
Em algum momento, as crianças Arvizo começaram a ligar para pedir as chaves de um dos carros, um utilitário esportivo [SUV] que Tucker não usava muito, e Chris ofereceu a eles o carro, mas depois ficou “nervoso” sobre isso, especialmente quando as crianças continuaram a ligar, atormentando a namorada de Chris com os pedidos da chave.
Tucker disse ao júri que ele começou a suspeitar sobre a quantidade daqueles telefonemas.
Quando mais tarde descobriu que Michael Jackson já havia emprestado um carro para família, ele falou à sua namorada para não emprestar mais as chaves do automóvel. O Sr. Tucker disse que ele não entregou mais as chaves da caminhonete para os Arvizos porque achava que estava “fazendo demais” por aquela família.
E era verdade.
Os Arvizos tinham muitas vantagens às custas de Chris Tucker. O ator tinha feito diversas visitas em Neverland, mesmo nos dias em que Michael não estava presente. Entre outras coisas, Chris Tucker tinha voado com as crianças Arvizos e com o pai delas, num jato particular para assistir a um jogo dos Raiders na área da Baía de São Francisco.
“Eles fizeram mais alguma coisa que te fez suspeitar?”, Mesereau perguntou.
“Bem, acho que eles fizeram um monte de coisas que eu não vi, que fez o meu pessoal dizer pra eu tomar cuidado.”, Tucker o respondeu.
“E quem era o seu pessoal?”
“Meu irmão, alguns dos meus assistentes que estavam no estúdio comigo… Eles estavam vendo tudo, sabe? O comportamento de Gavin, o comportamento de Star… E eles estavam me avisando. Mas eu estava trabalhando. Eles ficavam me dizendo, sabe, que já era hora de eles irem embora.”
“As suas suspeitas eram baseadas no que você observava ou no que outras pessoas lhe diziam?”
“Eu notava um monte de coisas, mas sempre dei a eles o benefício da dúvida. Eu sentia pena do Gavin, e sempre tentei ajudá-lo, e simplesmente deixei algumas coisas passarem… Mas eu sabia do que eles [seu pessoal] estavam falando.”

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Re: Conspiração Michael Jackson by Afrodite Jones TRADUZIDO

Mensagem por sissi em Dom 17 Fev 2013 - 7:17

Chris Tucker contou ao júri que tomou conhecimento, no set em Las Vegas, que a família Arvizo estava tentando melhorar suas acomodações, que eles queriam que os produtores os levassem para o hotel do ator. Os Arvizos queriam ficar num quarto igual ao de Chris Tucker, que a estrela de cinema estava pagando de seu próprio bolso.
“Você acha que eles estavam tentando tirar vantagem de você?”, Mesereau perguntou.
“Eu esperava que eles não estivessem, mas quando isso chegou a mim, sim. Era o que parecia.”, disse Tucker.
“Algum membro da família Arvizo já se referiu a você como parte da família?”
“Sim.”
“Quem?”
“A mãe, Gavin e Star.”
“E qual foi a sua reação ao escutar isso?”
“Eu fiquei… Você sabe… Fiquei um pouco nervoso, porque toda a minha coisa era apenas ajudar o garoto, não me apegar a toda a família. Não desse jeito.”, declarou Tucker, “Eu só queria deixar a vida dele um pouco mais fácil, então, eu disse… Você sabe… Eu precisava prestar atenção porque eu sou conhecido…” ele continuou, “Você sabe, eu tenho que ter cuidado, porque, às vezes, quando as pessoas vêem o que você tem, elas tentam tirar vantagem de você. Então, tentei ser cuidadoso e recuar um pouco.”
Chris Tucker disse aos jurados que Gavin sempre se referia a ele como seu “grande irmão” e lhe falava “Eu te amo” constantemente. Star Arvizo também dizia que o ator era “como um irmão”. Todas as três crianças diziam com todo o coração o quanto amavam Chris Tucker.
Não foi surpresa o fato de que, quando o documentário de Bashir foi ao ar na Inglaterra, quando a mídia começou a procurar a família em sua casa em East Los Angeles, Tucker era a pessoa para quem os Arvizos ligaram, queixando-se de todo aquele alvoroço. Eles queriam que Chris localizasse Michael. Eles queriam ficar longe da imprensa. Queriam que Chris Tucker os ajudasse.
“A mídia os seguia, e eles queriam encontrar o Michael. Eles queriam sair da cidade e encontrar o Michael”, Tucker declarou, “E eu disse, „OK.‟ Eu tentei ajudá-los a sair da cidade pra que eles pudessem, você sabe, ficar em paz.”
“E Gavin te disse que eles queriam ficar com Michael?”, Mesereau questionou.
“Sim, ele estava procurando o Michael, e eles queriam encontrá-lo. Eles descobriram de algum jeito que ele estava em Miami, e quiseram ir pra Miami.”
Tom Mesereau colocou os registros telefônicos na tela, mostrando aos jurados as ligações dos Arvizos para Chris Tucker em 4 de fevereiro de 2003. O advogado pediu à Tucker para esclarecer que eram ligações dos Arvizos para ele – e não o contrário.
Chris Tucker tinha certeza de que o número do telefone e os horários batiam com suas lembranças, e disse aos jurados que se ofereceu para tirar os Arvizos da cidade, que se ofereceu para fretar um avião para levar a família à Miami.
Quando essa informação chegou ao júri, as cabeças começaram a girar.
As pessoas simplesmente não conseguiam acreditar no que estavam ouvindo.
Durante meses, os promotores argumentaram que os Arvizos foram praticamente forçados a ir à Miami para encontrar Jackson. No banco das testemunhas, todos os Arvizos agiram como se tivessem sido coagidos a fazer um grande favor à Jackson, coagidos a entrarem num avião com Chris Tucker para essa viagem à Miami e ficar no resort, às custas de Michael.
“Você perguntou à Gavin como ele soube que Michael Jackson estava na Flórida?”, perguntou Mesereau.
“Não me lembro. Tenho certeza de que perguntei, e acho que ele estava ligando pro pessoal do Michael e acabou descobrindo, de algum jeito.” Tucker respondeu.
“Então, nesse momento, considerando as conversas que teve com Gavin, seus pedidos de dinheiro, suas conversas sobre automóveis, as coisas que você viu no set, você considera que Gavin era um garoto muito sofisticado para alguém de sua idade?”
“Sim.”
“E explique o que quer dizer com isso.”
“Ele era muito esperto, e foi meio malandro às vezes, mas eu sempre deixei isso passar porque sentia pena dele. Eu sabia que ele era um garotinho, mas sabia também que ele era malandro. E seu irmão Star, definitivamente era malandro.”
“Quando você fala „malandro‟, o que quer dizer?”
“Sempre coisas como, “Chris, me dê isso. Me deixe beber isso. Me dê aquilo. Vamos lá, eu não to me sentindo muito bem”. Coisas assim. E eu sabia que ele estava indo longe demais, mas eu sempre me disse: “Ele está doente!”. Sabe? “Ele já tem um monte de problemas, problemas familiares”, então, eu simplesmente deixava tudo isso passar.
Chris Tucker disse ao júri que, na noite em que fretou o avião para levar Janet Arvizo e seus filhos à Miami, a família parecia “aliviada por sair da Califórnia”, e estavam todos animados pra fazer a viagem e ver Jackson. No vôo, Janet convenceu Chris a emprestar seu carro, e Tucker concordou em lhe dar as chaves uma vez que eles chegassem à Miami.
Tucker lembrou que logo após o avião decolar, antes de as crianças dormirem, Gavin estava feliz, absolutamente entusiasmado por estar indo ver Michael Jackson novamente.

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Re: Conspiração Michael Jackson by Afrodite Jones TRADUZIDO

Mensagem por sissi em Ter 19 Fev 2013 - 9:39

Era 5 de fevereiro de 2003, poucos dias depois da exibição do documentário de Bashir na Inglaterra, quando nenhum dos Arvizos sabia realmente o que havia sido alegado na obra do jornalista.
“Alguém da família Arvizo lhe deu a impressão de que eles estavam indo para Miami contra a sua vontade?”, Mesereau perguntou.
“Não.”, Tucker respondeu.
“Ok. Quando vocês chegaram à Flórida, o que fizeram?”
“Eu me encontrei com meu irmão no aeroporto e nós fomos direto pro hotel.”
Tucker falou que seu irmão estava esperando por eles no carro e declarou que, ao invés de irem para o quarto, as crianças Arvizos insistiram em ver Michael, e, então, eles subiram pro último andar pra apenas dizer um „oi‟.
“Você se lembra de ter dito alguma coisa pro Michael no quarto dele?”
“Só disse olá e que estava feliz por vê-lo.”
“E você discutiu sobre os Arvizos com ele?”
“Sim.”
“O que você disse?”
“Eu fiz isso depois. Eu só disse a ele pra desconfiar de Janet, porque eu tinha algumas suspeitas sobre ela.”
“E você contou à Michael Jackson por que suspeitava de Janet Arvizo?”, Mesereau queria saber.
“Sim, porque… – E ela ainda me deu mais suspeitas depois. Mas, primeiro, como eu falei, entreguei as chaves [do carro] à ela, e nesse momento, eu soube que algo não estava certo. E, então, eu tentava falar com Michael e ela sempre interrompia. E eu fiquei tipo… Eu não sabia por quê ela estava fazendo isso.”, Tucker testemunhou, “E então eu… Eu tentei tirar o Michael do quarto e falei: „Você precisa tomar cuidado. Apenas fique atento‟. Então, foi algo bem rápido, e eu saí.”
“Por que essa conversa foi rápida?”
“Porque os telefones estavam tocando, tinham crianças por todo o lugar, e… Você sabe, o Michael é muito ocupado. Por isso, tem sempre alguém puxando ele.”
“Você se lembra se Michael respondeu ou não quando você disse: “Tenha cuidado com essas pessoas”?
“Sim, ele respondeu. Ele estava ouvindo. E nós conversamos sobre outras coisas, e então eu saí.”
“Você se lembra de Janet ter dito algo sobre Michael Jackson ser como um pai para a família dela?”, questionou Mesereau.
“Oh, sim, sim! Isso foi logo antes de nós irmos ao quarto dele.”, Tucker disse ao júri. “Ela ficava freneticamente dizendo que Michael era o pai, que eu era o irmão… E foi isso o que eu disse ao Michael. O tirei do quarto, e tentei falar com ele, e eu falei. “Algo não ta certo‟. Eu disse: “Mike, algo não está certo”.

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Conspiração Michael Jackson by Afrodite Jones cap-33

Mensagem por sissi em Qua 20 Fev 2013 - 17:38

Último capitulo....

“MOONWALK”

Seguindo o testemunho de Chris Tucker, a defesa encerrou o seu caso. Enquanto se sentava atrás da mesa da defesa, Mesereau podia ver o sangue correndo do rosto de Sneddon. Tom Sneddon tinha pedido para mostrar a fita da entrevista de Gavin à polícia, e o juiz lhe concedeu esse direito com o propósito do caso de réplica da promotoria. Sneddon e sua equipe esperavam há meses, certos de que o dia da exibição da entrevista de Gavin Arvizo seria o maior de todo o julgamento. Para a acusação, o momento mais crítico chegara.
Nos bastidores, Tom Mesereau argumentou que a entrevista da polícia se tratava apenas de boatos inadmissíveis, mas o juiz Melville decidiu que o júri poderia vê-la, não para enxergar a verdade, mas para notar o comportamento de Gavin. Com isso, Mesereau solicitou que a família Arvizo fosse trazida de volta à Santa Maria. O advogado insistia que os Arvizos estivessem presentes para que a defesa pudesse refutar uma série de argumentos, uma opção que a defesa raramente reivindica.
Tom Sneddon sorriu quando mostrou aos jurados a entrevista da polícia, e pessoas assistiram atentamente o relato cronológico que Gavin deu sobre seu tempo gasto com Jackson. As pessoas se mostraram simpáticas enquanto o ouviam falar sobre seu câncer. Gavin disse que, primeiramente, ficou no quarto de Michael, quando ainda não tinha cabelo na cabeça. O menino parecia encantado com Jackson, e afirmou aos detetives que, ao longo dos anos, tentou manter contato com o pop star, mas Jackson sempre tinha novos números de telefone e era difícil de ser localizado. Gavin se lembra de uma vez ter visitado Michael no Universal Hilton, em Burbank * [uma cidade da Califórnia. N.T.], tendo sido levado lá por seu pai enquanto ele ainda recebia tratamentos de câncer.
Em setembro de 2002, Gavin disse que recebeu um telefonema de Jackson, que lhe pedira para ir à Neverland para gravar um vídeo falando sobre a cura de seu câncer. Após a entrevista de Bashir ter sido exibida, Gavin disse que ficou chateado por ver seu nome nos noticiários.
A CNN mencionava seu nome diversas vezes, e Gavin afirmou que viajou para Miami para uma conferência de imprensa com Jackson. O garoto disse aos detetives que ficou bêbado em Miami, que Jackson lhe dera vinho para que ele “relaxasse”.
Para grande desgosto dos jurados, Gavin foi bem vago quando detalhou os supostos atos de abuso sexual, e disse que aconteceram “quatro ou cinco vezes”. O garoto estava sendo evasivo. Enquanto assistiam às alegações de Gavin de que havia sido tocado de forma inadequada pelo Sr. Jackson, alguns dos jurados tinham expressões curiosas em seus rostos. Muitas das coisas que Arvizo dissera pareciam ensaiadas. O menino parecia estar escolhendo as palavras, quase atuando. Além disso, era difícil determinar o quanto a polícia estava lhe manipulando.
“Gavin, meu camarada, você está sendo muito corajoso”, um oficial disse a ele.
“Gavin, nós queremos que faça isso. Você está fazendo a coisa certa”, o oficial o persuadia.
O estudante da 8ª série disse à polícia que bebeu álcool em Neverland diversas vezes, insistindo que, após seu retorno de Miami, ele começou a beber vinho ou licor com Jackson todos os dias. Além disso, Gavin afirmou que Michael lambeu seu cabelo durante a viagem de avião de Miami para Santa Barbara, algo que ele nunca mencionou no banco das testemunhas.
Gavin afirmou aos detetives que “tudo aconteceu depois da viagem à Miami”, embora sua voz não tenha falhado enquanto ele falava. O garoto disse que nunca vira as partes íntimas de Jackson, que não estava certo sobre o que acontecera durante os alegados atos sexuais, e que não sabia o que era uma ejaculação. Algumas pessoas se perguntavam como um menino de 13 anos de idade poderia estar incerto sobre algo desse tipo.
No entanto, a mídia pensou que a fita da entrevista à polícia era condenável. Eles correram para suas tendas do lado de fora da Corte, para relatarem as alegações do acusador, desta vez, escolhendo cuidadosamente suas palavras. Depois de assistir à gravação da polícia, a imprensa sentiu que os conservadores jurados de Santa Maria condenariam Jackson. Algumas pessoas relataram que a defesa de Jackson foi derrubada.
Quando a promotoria terminou seu caso de refutação, a família Arvizo já tinha chegado em Santa Maria. Eles estavam numa casa secreta, e algumas pessoas souberam que os Arvizos foram preparados pela equipe do promotor uma noite antes, e estavam prontos para enfrentar o júri novamente.
O pessoal da imprensa fez um alarde sobre a questão de Mesereau chamar os Arvizos mais uma vez. As pessoas brincavam umas com as outras, dizendo o quanto eles esperavam assistir à uma nova versão do “Show Arvizo”. Mas, no último minuto, o advogado de defesa mudou de ideia. Quando Sneddon terminou sua réplica, fechando o caso do Estado contra Michael Jackson, Tom Mesereau anunciou: “A defesa encerra.”
Com essas palavras, Tom Sneddon ficou branco. O promotor parecia estupefato e estava olhando para o juiz Melville. Pareceu que o homem estava tentando se recompor. Sneddon não conseguia acreditar que Mesereau tirara os Arvizos da jogada. Mesereau havia dado seu soco final na promotoria.
O promotor ficou devastado por ter perdido a oportunidade de interrogar a família Arvizo mais uma vez. A promotoria precisava alterar a percepção dos Arvizos e poderia ter feito isso, se fosse permitido à família que voltassem a explicar os fatos e preencher as lacunas e buracos de seus depoimentos anteriores. Se pudesse ter transformado os Arvizos em testemunhas credíveis, Sneddon sentia que receberia um veredicto de culpado em alguma das acusações – seja por conspiração, por servir álcool a um menor, ou por atos obscenos.
Mesmo sem os Arvizos, ficou claro que o promotor Sneddon e sua equipe sentiam que o júri condenaria Jackson de alguma acusação. Eles estavam ansiosos para saber o tempo da prisão e realizaram uma celebração íntima dias antes do veredicto ser lido. Sneddon sabia que, se ganhasse o caso desse julgamento, ele e sua equipe seriam reconhecidos em todo o mundo. Instantaneamente, eles se tornariam famosos.
Os promotores poderiam passear naquela fama pra sempre.
Durante os argumentos finais, apresentados primeiro pela acusação, depois pela defesa, e, novamente, pela acusação – a mídia estava ocupada com o posicionamento para os veredictos, tentando condicionar o tempo em que o júri ficaria em deliberação. Havia localizações específicas criadas para “analistas” de argumentos finais. O coordenador de mídia do Tribunal de Santa Barbara, Peter Shaplen, queria evitar uma dispersão da mídia, como testemunhado no dia do veredicto de Martha Stewart *, e estava lidando com centenas de jornalistas que disputavam lugares limitados da parte destinada à imprensa na sala do tribunal. Mesmo o auditório feito para um grande público, com seu circuito de TV fechado, seria lotado e não teria espaço suficiente para abrigar tantos fios, papeis e jornalistas de rádio e televisão numa possível acusação.
Enquanto os jurados deliberavam, o pessoal da mídia se tornava frenético. Eles não estavam realmente preocupados com Jackson, e sim com frases de impacto e tomadas de câmera. A imprensa teve que lidar com o reforço da segurança, que incluía a Polícia de Santa Maria, a equipe de xerifes de Santa Barbara, o Campo de Força Móvel de Santa Barbara, equipes da SWAT, e cães farejadores. Para os veredictos, segurança adicional foi fornecida por caminhões e equipamentos que ficavam logo atrás da área destinada à mídia, o que causou mais complicações para os já cansados jornalistas e produtores.
[* Marta Stewart é uma apresentadora de TV que, em 2005, teve sua prisão decretada por envolvimento com fraude e outros possíveis crimes relacionados a investimentos na ImClone Systems, uma companhia de biotecnologia dirigida por um amigo seu. O dia do veredicto de Stewart causou muita confusão na Corte Federal de Manhattan. N.T.]
Havia tantas regras a seguir, tantos problemas para os meios de comunicação chegarem a algum lugar próximo ao tribunal, que as pessoas ficaram irritadas. Havia instruções muito específicas sobre “credenciais”, e todos os membros da imprensa tinham que mostrar suas credenciais aos oficiais da Corte, uma regra que foi imposta pelos oficiais o tempo todo.
Todas as pessoas da mídia foram submetidas ao rastreio de armas e equipamentos de gravação, e as tensões estavam altas. Nenhum membro da imprensa estava autorizado a ultrapassar a grade que separava a galeria do tribunal da área de litígio [onde ficavam as equipes de defesa e acusação. N.T.], de modo que não havia chance de se chegar perto de Jackson ou de qualquer advogado. A lista de procedimentos e regulamentos era surpreendente, e as regras tinham elevado os nervos de todos.
Quando a mídia soube que o juiz Melville tinha reservado dois dias para dar as instruções ao júri, as pessoas fizeram apelos ansiosos para a permissão de câmeras no tribunal para transmitir os veredictos – ao vivo. Nesse meio tempo, quatro câmeras foram postas no caminho para o tribunal, 52 posições de câmeras foram mapeadas para as equipes de TV, e 50 posições para câmeras fotográficas foram distribuídas, dado que a mídia teve que pagar uma “Taxa de impacto ao Condado” para obter o privilégio de cobrir o julgamento. Houve uma preparação para uma entrevista coletiva do júri, coletivas de imprensa da acusação e da defesa, para um helicóptero e para locais de prisão – se fosse o caso.

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Re: Conspiração Michael Jackson by Afrodite Jones TRADUZIDO

Mensagem por sissi em Qui 21 Fev 2013 - 18:52

No dia em que o juiz Melville leu para o júri um complexo conjunto de instruções, Melville releu as acusações contra Jackson, explicando a específica lei que deveria ser seguida. O juiz Melville disse aos jurados que eles poderiam considerar os alegados atos passados apenas se eles tendessem “para mostrar a intenção” por parte de Jackson, referente aos crimes que foram recentemente cobrados.
Jackson poderia cumprir sentenças simultâneas, e peritos legais previam que, se o pop star de 46 anos de idade fosse condenado em todas as acusações, Michael poderia enfrentar uma sentença de prisão de 18 anos e 8 meses. Era sério e, dependendo das agravantes circunstâncias, a quantidade total de tempo que Michael Jackson corria o risco de enfrentar atrás das grades poderia se igualar a uma sentença de morte – adicionando até 56 anos. Para os telespectadores, os especialistas de TV descreviam exatamente as acusações que Jackson estava enfrentando, e a sentença de cada uma delas:
Acusação 1: Conspiração envolvendo rapto, cárcere privado e extorsão. A acusação carrega uma pena mínima de 2 anos e máxima de 4 anos, com uma multa de 10.000 dólares.
Acusações de 2 a 5: Ato obsceno contra um menor de 14 anos de idade. Cada acusação é punida com uma pena de prisão obrigatória que varia de 3 a 8 anos.
Acusação 6: Tentativa de atrair um menor de 14 anos de idade para cometer um ato indecente. A acusação carrega uma pena de prisão de 3 a 8 anos.
Acusações de 7 a 10: Administração de agente intoxicante – álcool – para auxiliar a prática de atos obscenos contra uma criança. Cada acusação carrega uma sentença de 16 meses a 3 anos de prisão.
Analistas de TV explicavam que o juiz Melville também deu aos jurados a opção, à respeito das quatro últimas acusações criminais, de julgar Jackson culpado de outros 4 crimes não incluídos sobre fornecer álcool a menores, uma contravenção.
No dia em que Michael Jackson foi absolvido de todas aquelas acusações, muitas pessoas choraram silenciosamente no tribunal. Houve uma onda de choque que atingiu a todos, e as pessoas da imprensa que esperavam um veredicto de culpado pareciam estar num estado de descrença, com seus queixos caídos.
Após Jackson e sua família deixarem a sala, após os espectadores públicos saírem em ordem, a imprensa foi pra fora e viu o mundo sob uma nova luz. Os fãs estavam espalhando alegria e amor, abraçando e beijando uns aos outros, e pulando freneticamente. O mundo parecia colorido, com cartazes, buzinas e centenas de pessoas dançando nas ruas.
Quanto à mídia, muitas pessoas as quais haviam pré-determinado um veredicto de culpado, alguns perceberam que tinham passado meses relatando apenas um lado da história e tiveram de admitir que estavam errados.
Assim que a ordem de mordaça foi retirada, a imprensa quis ouvir o júri, e uma rápida coletiva de imprensa foi realizada na Corte de Santa Maria.
Identificados apenas por números, os jurados, com idades variando entre 29 e 70 anos, testemunharam que foi um julgamento cheio de testemunhos picantes, momentos dramáticos e uma abundância de celebridades. Enquanto as 8 mulheres e os 4 homens conversavam com os repórteres, eles tentaram explicar por que consideraram Michael Jackson inocente em todas as acusações.
Eles responderam às inúmeras perguntas, muitas sobre o status de superstar de Jackson ter afetado seu julgamento, o que pareceu insultar os jurados. Eles insistiram que não trataram Michael de uma forma diferente por causa de sua fama, afirmando terem passado muito tempo estudando as evidências seriamente e observando os testemunhos. Eles disseram à imprensa que nenhuma peça de evidência se destacou sobre qualquer outra, alegando que consideraram todas as provas como igualmente “importantes”. No entanto, o representante do júri, Paul Rodriguez confidenciou mais tarde que a confissão da polícia foi crítica, dizendo que os jurados a assistiram inúmeras vezes.
Alguns jurados admitiram publicamente que acharam que os Arvizos eram vigaristas que tentavam enquadrar Michael Jackson. Outros acharam que não havia qualquer prova cabal, que a promotoria simplesmente não tinha provado seu caso. Ainda assim, a acusação, sem evidências físicas, foi capaz de humilhar publicamente Jackson – eles tinham feito, com sucesso, brincar sobre a questão de sua pele, sua sexualidade e seu estilo de vida, apresentando o tempo todo um monte de evidências idiotas e falsos testemunhos.
Depois da conferência de imprensa do júri, os jurados foram seguidos para seus carros, sendo perseguidos pelos meios de comunicação, que forneciam passeios de limusine e passagens de avião para Nova York, pedindo-lhes para aparecerem em populares talk shows matinais. Mas a maioria dos jurados não ficou interessada. Eles tinham passado muitas noites sem dormir pensando sobre o caso, e pareciam não querer nada com o espetáculo público.
Mas, dois meses depois, dois jurados saíram da toca pra tentar vender seus próprios livros. Na esperança de um bom negócio, eles apareceram na rede MSNBC, e ambos declararam publicamente que se sentiram forçados a votar por um veredicto de “inocente”, lançando uma nuvem negra sobre a veracidade do sistema de júri.
Os telespectadores acharam ultrajante o fato de que estes cidadãos americanos, que haviam jurado servir ao seu país, tiveram a audácia de ir à televisão para afirmar que tinham sido coagidos. As pessoas acharam ofensivo ver os jurados tentarem ganhar dinheiro com Jackson, não pra contar a verdade, e sim para manchar o sistema de justiça americano.
O representante do júri, Rodriguez, depois viria a insistir que a versão isolada daqueles dois jurados sobre o evento era imprecisa. Rodriguez deixou claro que ninguém tinha torcido o braço de ninguém, que, atrás das portas fechadas, cada membro do júri agiu com a mente clara e chegou ao veredicto de “inocente” por sua própria vontade.
Dentro do tribunal, alguns membros da mídia fizeram tentativas de mascarar sua surpresa com o resultado do caso. Muitos repórteres não conseguiam acreditar que aquele veredicto era verdadeiro, que Jackson era agora um homem livre e tinha escapado do escrutínio público. É claro que, em sua maior parte, a imprensa ainda queria reproduzir a sujeira, e já especulavam que Jackson estava fugindo do país.
Quando Tom Mesereau e sua equipe saíram vitoriosamente do tribunal, eles inicialmente recusaram participar de uma coletiva de imprensa. No entanto, na manhã seguinte, Mesereau concordou em aparecer em três programas matinais, dizendo aos espectadores que não houve nada falso no caso da defesa e afirmou que houve, sim, “várias mentiras” no caso do promotor. Naquela mesma noite, Tom Mesereau seria entrevistado no Larry King Live, oferecendo suas opiniões sobre o julgamento durante uma hora inteira.
Mesereau apareceria depois no The Tonight Show, contando à Jay Leno: “Se você conhece a filosofia de vida de Michael, sabe que ele nunca faria mal a uma criança”. Não muito tempo após o término do julgamento, Mesereau foi considerado “uma das pessoas mais fascinantes do ano”, e gravou uma amostra no horário nobre com Barbara Walters, insistindo que o processo contra Jackson “foi um castelo de areia”.
Depois de tudo ter sido dito e feito, depois de muitas lágrimas, alegrias, orações e a despedida pública pra Jackson, uma jornalista iria estudar um elemento obscuro de uma exibição que entrou como evidência. Era uma nota escrita à mão pelo pop star que estava no lado de dentro de um de seus livros. E foi essa gravação permanente que capturaria para sempre a essência de Michael Jackson. No livro, o astro escrevera as seguintes palavras:
“Olhe para
o verdadeiro espírito
de felicidade e alegria
no rosto desses garotos,
esse é o espírito da infância,
uma vida que nunca tive
e a qual sempre sonhei (MJ)

FIM

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Re: Conspiração Michael Jackson by Afrodite Jones TRADUZIDO

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