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Conspiração Michael Jackson by Afrodite Jones TRADUZIDO

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Re: Conspiração Michael Jackson by Afrodite Jones TRADUZIDO

Mensagem por Mila em Sab 23 Jun 2012 - 14:59

amando seu trabalho aqui flor, dedicação e postura
amando... e cnt isso ai.... bjins

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Re: Conspiração Michael Jackson by Afrodite Jones TRADUZIDO

Mensagem por sissi em Dom 24 Jun 2012 - 8:40

Obrigada Mila, é sempre bom saber que alguém está acompanhando!!!!


No armário de Michael localizado no andar de baixo, tudo estava muito arrumado e organizado. Suas roupas estavam separadas por cores, uma série de calças pretas, uma série de camisas brancas, uma série de camisas vermelhas, seu armário parecia uma cara boutique. Isso foi até a câmera mudar o ângulo e mostrar a parte de cima do armário, onde o havia prateleiras cheias de recordações infantis e brinquedos ainda fechados.
Na parte de cima do quarto, em todo o perímetro da cama de Michael, havia várias figuras do Homem Aranha, chapéus pretos de feltro, raquetes de tênis, brinquedos fechados, pilhas de livros e CDs, quatro TVs diferentes, caixas de som com um elaborado sistema, telas de computador, assim como um berço de bebê – o local estava absolutamente cheio. Próximo à brilhante cama de Michael, havia tanta coisa para olhar que ficava difícil distinguir cada figura de personagens animados. Ainda nas caixas, havia bonecos do Patolino, Capitão Gancho e Alice no País das Maravilhas, e, misturado com outros brinquedos e jogos, havia pilhas de presentes meio embrulhados.
Era o maior quarto de criança do mundo.

Entre fotos de Peter Pan, Shirley Temple e Sininho, havia cartazes de O Mágico de Oz, Os Três Patetas, Pinóquio, Charlie Chaplin, Star Wars, Bambi, Indiana Jones, Roger Rabbit, Cantando na Chuva e, naturalmente, um pôster em tamanho real de Macaulay Culkin em Esqueceram de Mim.

No meio das pilhas de fitas de vídeo e DVDs, espalhados entre vários recortes de papelão de crianças, bichos de pelúcia, manequins, artes, gameboys e candeeiros de leitura – não havia sequer uma foto de Michael. Em vez disso, acima de tudo isso, exibido com destaque no alto de uma cômoda que ficava perto da cama de Michael, havia uma foto de Marilyn Monroe. E ao lado de Marilyn, um livro sobre o Papa João Paulo II.

Ninguém da sala do tribunal sabia o que fazer com aquilo.

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Conspiração Michael Jackson by Afrodite Jones cap-7

Mensagem por sissi em Seg 25 Jun 2012 - 8:27

“STOP! THE LOVE YOU SAVE MAY BE YOUR OWN”
“PARE! O AMOR QUE VOCÊ SALVAR PODE SER O SEU”

Davellin Arvizo, a irmã de 18 anos de Gavin, estava reservada e com a fala mansa, quando foi a sua vez de ir ao banco das testemunhas. Quando ajustou o microfone, a jovem parecia nervosa. Ela se recusava a olhar na direção de Michael, exceto no momento em que teve que reconhecê-lo como réu, a quem ela não via em dois anos.
Foi pedido à Davellin que voltasse no tempo, até 1999 mais especificamente, quando foi aceita como estudante na Hollywood High School, em Los Angeles, tendo que pegar o ônibus escolar do apartamento de apenas um quarto de sua família que ficava do outro lado da cidade. Davellin disse que era uma aluna aplicada, detalhou suas boas notas e o seu interesse pelo teatro, explicando que foi especialmente aceita numa escola que ficava bem longe de sua casa.

Tom Sneddon pediu à jovem que descrevesse o tamanho da sua residência que ficava na Soto Street, um apartamento que era tão pequeno que a jovem o comparou, apontando para a bancada do juiz e, em seguida, para um outro funcionário do tribunal, indicando que era num espaço curto como este que os 5 membros de sua família viveram durante aquela época – talvez, menor do que 500 metros quadrados.

Davellin falou sobre como ela e seus irmãos foram apresentados à Jamie Masada, o dono de um legendário clube, o Laugh Factory (Fábrica de Risadas *), localizado na Sunset Strip. A jovem explicou que ela e os garotos faziam parte de um “acampamento de comédia” para crianças carentes, e disse ao júri que, no verão de 1999, eles tiveram uma aula de técnica de piadas de estrelas como Paul Rodriguez, Shawn Wayans e George Lopez, as crianças se divertiam, usando sua pobreza para ganhar risos nas esquetes que eles realizavam, e adoravam os comediantes com quem trabalhavam.
Foi em algum momento do ano 2000 que a família Arvizo soube que Gavin, aos 10 anos, tinha sido diagnosticado com tipo misterioso de câncer que arriscava seriamente sua vida. Naquela época, sua mãe, Janet, apresentou uma lista de desejos do garoto à Jamie Masada, que queria muito fazer alguma coisa que pudesse auxiliar a cura de Gavin.

Um dos maiores desejos do menino era ser apresentado à Chris Tucker, Adam Sandler e Michael Jackson. Através de alguns contatos que Masada tinha no ramo do show business, Gavin e sua família se tornaram amigos tanto de Chris Tucker quanto de Michael Jackson, e cada um dos dois estendeu a mão para o menino em 2000, quando ele mais sofreu com os complicados ataques de náusea e falta de ânimo em decorrência do tratamento quimioterápico.

Uma vez que estava bem o suficiente para deixar a cama do hospital, Gavin ficou na casa de seus avós, em El Monte, e algumas celebridades arrecadaram fundos para que o quarto do garoto pudesse ser altamente equipado, levando, assim mais conforto e qualidade de vida à Gavin. Enquanto lutava contra o câncer, o garoto recebia uma boa parte de visitas de celebridades, algumas delas não muito conhecidas, mas que, no entanto, doavam dinheiro, brinquedos e outros presentes para ele. Davellin testemunhou que às vezes celebridades de “grande nome” o visitavam, e que Gavin tirou fotos com algumas lendas, entre elas, Kobe Bryant * [um dos mais conhecidos jogadores de basquete dos Estados Unidos. N.T.]. Quando uma foto de Gavin ao lado de Kobe foi mostrada ao júri, Davellin disse que o superstar do basquete tinha dado ao seu irmão uma camisa especial.

Davellin contou ao júri que, inicialmente, Michael Jackson tinha ligado para Gavin enquanto este ainda estava no hospital e, mais tarde, tinha feito mais chamadas para a casa de seus avós. Durante todo este período, Michael dizia à Gavin para manter forte a esperança, falando ao garoto para “comer todas as células cancerosas assim como o Packman”. Michael estava tentando ensinar à Gavin uma técnica de visualização, o sugerindo que imaginasse suas células saudáveis comendo as células cancerosas.
Jackson queria que o menino ficasse bem, e convidou Gavin para ir à Neverland.
O primeiro passeio da família Arvizo para Neverland teve todas as despesas pagas por Michael, era o início de muitos luxos extravagantes que o cantor sempre ficava feliz em proporcionar. A limusine chegou ao apartamento deles – que ficava no leste de Los Angeles – e os transportou até o rancho, onde foram recebidos na casa principal pela equipe de cozinheiros e, depois, por Michael, que comia um sanduíche e foi extremamente humilde. Cada Arvizo foi aconchegado num quarto, três no total, e, após se estabelecerem neles, Davellin e seus irmãos foram levados para dar uma volta no rancho em carrinhos de golfe, conhecendo o zoológico, o cinema e outros locais.

Davellin testemunhou que, nesta primeira visita, seus pais tiveram uma discussão que se tornou violenta. Aparentemente, David Arvizo tinha ciúmes da diversão que Janet estava tendo com Michael e, com raiva, jogou uma garrafa de refrigerante nela e saiu do quarto de hóspedes, deixando a mãe em lágrimas. Quando foi perguntado à Davellin se ela tinha visto sua mãe ser agredida por David em outras ocasiões, a garota respondeu: “Sim”. Ela disse ao júri que sua mãe fora agredida muitas vezes, e que eram “muitas para contar”. A garota também declarou que seu pai batia nela e em seus irmãos “demais”.

Quando o promotor a pediu para contar sobre sua primeira visita à Neverland, Davellin falou sobre a refeição que fizeram na sala de jantar de Michael com o cantor presente, lembrando que, enquanto à mesa, Gavin perguntou aos pais se ele e Star poderiam ficar com Michael na casa principal. Ela falou aos jurados que Gavin pediu para ficar no quarto de Jackson, e que seus pais não fizeram nenhuma objeção.

A segunda vez que ela e seus irmãos visitaram Neverland, Davellin disse, foi numa viagem com Chris Tucker, que acompanhara a família Arvizo em duas ocasiões: a primeira foi quando Michael não estava presente no rancho, e a outra fora quando Bashir estava filmando seu infame documentário. Entre essas visitas, Davellin testemunhou que seus irmãos iam à Neverland inúmeras vezes na companhia de seu pai, mas que ela não tinha estado presente.

Em algum momento deste mesmo ano, até o final de 2000, os pais das crianças se separaram. De acordo com Davellin, a família Arvizo sofreu quando David saiu de casa e que sua mãe, Janet, teve que lutar ainda mais para conseguir pagar as consultas médicas de Gavin. Já que o garoto ainda não tinha superado o câncer, já que Janet não tinha mais acesso ao carro de David, a família se aproximou ainda mais de Michael por causa de sua ajuda. Davellin contou aos jurados que Michael Jackson dera um Ford Branco à sua mãe.

Enquanto Sneddon questionava a jovem garota de cabelos negros, a maioria de seus testemunhos estava relacionada às alegações de que Michael Jackson e seus 5 conspiradores haviam planejado raptar, aprisionar e extorquir a família Arvizo em fevereiro e março de 2003. Davellin comentou sobre uma “conspiração”, que começou logo após a exibição do documentário de Bashir; momento em que ela, seus irmãos e sua mãe pegaram um vôo com Chris Tucker para verem o Michael.

Davellin afirmou que durante a estadia dos Arvizos e de Michael no Miami Berry Isle Resort, sua família foi proibida de assistir ao documentário de Bashir que seria exibido na rede de TV americana, ABC. A garota ainda testemunhou que ela e sua família, apesar de terem seus próprios quartos no resort, sentiram que estavam em cativeiro, impossibilitados de deixar a suíte de Michael. Ela disse que viu seu irmão sendo levado para dentro do quarto pra conversar com Jackson e seus conspiradores “à sós”, e contou que, em três ocasiões, notou o irmão agir de uma maneira diferente, explicando que Gavin estava muito “alegre, correndo de um lado pro outro, muito falante e brincalhão”.
Davellin disse aos jurados que, em sua viagem de volta à Neverland, viu Michael e Gavin aos sussurros, passando uma lata de Coca-Cola Diet um para o outro. Ela não pôde afirmar o que tinha na lata, mas levou os jurados a crerem que Michael estava tentando se divertir com Gavin; a sugestão da garota era a de que Jackson tentara embebedar seu irmão com vinho.

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Re: Conspiração Michael Jackson by Afrodite Jones TRADUZIDO

Mensagem por sissi em Ter 26 Jun 2012 - 11:24

Quanto à outras observações, Davellin falou que, durante o vôo de Miami à Santa Barbara, Michael presenteou Gavin com um relógio de $7.000 e uma jaqueta.

Quando chegaram à Neverland, Davellin disse ao júri, Chris Tucker já não estava mais com eles, e ela e sua família se sentiram desconfortáveis na presença de Michael e seus conspiradores, que pareciam “monitorar” os Arvizos e diziam que a família poderia estar sendo ameaçada de morte. Davellin afirmou que os associados de Jackson a assustaram ao mesmo tempo em que os esforços de relações públicas estavam sendo feitos. Aparentemente, os conspiradores estavam preocupados com uma campanha de relações públicas que fora criada para frustrar o documentário de Bashir.

Davellin falou que, depois de sua chegada ao rancho, ela e sua família “receberam uma lista de coisas boas a dizer” para um documentário-resposta de Michael Jackson. Tom Sneddon questionou a jovem durante horas, nas quais Davellin repetidamente alegava que ela e sua família tinham sido mantidos em cativeiro em Neverland. Ela ainda disse que os Arvizos deixaram o local em circunstâncias estranhas.

“Estávamos com medo por causa de toda aquela situação”, explicou Davellin, “Toda aquela situação, todo o segredo. Estava realmente agressivo. Eu fiquei com medo. Não entendia o que estava acontecendo…”.

Antes de seu depoimento terminar, Davellin alegou que nunca experimentara álcool até a ocasião em que o próprio Michael a entregou algo alcoólico para beber. A jovem também falou sobre o envolvimento de sua mãe com o novo namorado, o Major Jay Jackson, com quem sua família passou um tempo durante a exibição do documentário de Bashir. Davellin lembrou, em detalhes, uma entrevista que foi dada no apartamento de Jay Jackson, em Los Angeles. Foi uma entrevista conduzida por Brad Miller, um detetive particular que trabalhava em nome do famoso advogado Mark Geragos, que ainda representava Jackson na época.

A entrevista foi gravada em áudio por Miller e, mais tarde, seria usada como evidência. Nela, a família Arvizo – Gavin, Star, Davellin e Janet – deu uma brilhante visão de Michael Jackson, dizendo ao detetive que Jackson tinha sido “como um pai” para eles, que era um homem generoso e bondoso, que os dava um “amor incondicional”.
EXHBIT 5000-A do caso do povo do estado da Califórnia Vs. Michael Joe Jackson era uma transcrição da entrevista dada à Brad Miller, que mostra que, em 16 de fevereiro de 2003, a família Arvizo havia expressado fortes sentimentos sobre Michael Jackson que não se encaixavam em nada naquele depoimento de Davellin.

Na fita, ficou claro que cada Arvizo – Janet e seus filhos – participara da entrevista de bom grado. Eles até deram permissão para gravá-la em áudio, e pareciam muito alegres e otimistas ao darem seus testemunhos. Naquela época, Davellin tinha 16 anos de idade, Gavin tinha 13 e Star, 12. Brad Miller começara com Janet, perguntando-lhe como a família veio a conhecer Michael Jackson; Janet estava ansiosa para falar sobre o ano de quimioterapia e radioterapia que o filho, Gavin, passou, e que, de alguma forma, salvou sua vida.

Quando Janet contou sobre o extenso tratamento contra o câncer, realizado no Kaiser Permanente Hospital na Sunset Boulevard, explicou que uma equipe de 12 médicos não conseguiu afirmar o tipo de câncer do qual Gavin sofria. Ainda era um mistério o fato de seu filho ter sobrevivido e estar livre da doença.

Na gravação, Janet afirmou que, durante o combate ao câncer, Gavin perdeu seu rim, sua glândula supra-renal esquerda, a ponta de seu pâncreas, o baço e diversos linfonodos. Ela contou à Miller que os médicos também extraíram um tumor de 7kg de Gavin, e que o estágio 4 do câncer já tinha começado a ir para os pulmões do garoto. Gavin tinha recebido inúmeras transfusões de sangue, tanto de células brancas quanto de células vermelhas, às vezes simultaneamente.

Quando o detetive perguntou à Gavin sobre sua amizade com Michael, o garoto disse: “Michael falou para eu me apressar, terminar a quimioterapia e ir para Neverland”. Na fita, Gavin lembra que ficava no hospital sempre pensando em visitar o rancho e ver o Michael.

pessoalmente, “Isso sempre me fazia feliz”, disse o menino, “porque Michael sempre colocava um sorriso no meu rosto”.
Brad Miller queria saber se Michael já tinha ido ao hospital para visitar o garoto e Gavin respondeu que Jackson estava sempre viajando, afirmando que, em vez da visita, Michael ligava para ele e às vezes os dois ficavam horas no telefone, falando sobre alguns lugares remotos do mundo. Gavin sentia que Michael era um grande amigo e disse à Miller: “eu poderia ligar e falar com ele em qualquer momento”.

Quanto à Janet, ela insistiu que o papel que Michael desempenhava era o de uma “figura paterna” tanto para Gavin como para Star e Davellin. Ela disse que Jackson “sabia que os três precisavam dele”, especialmente desde que seu pai, David Arvizo, maltratava a família. Janet afirmou que o papel de David foi para “se certificar de que parecia ser um bom pai”, mas insistiu que ele, de fato, tinha causado muitos danos à elas e às crianças durante anos.

Janet queria que o detetive soubesse que ela e David estavam separados judicialmente, aguardando o divórcio, e afirmou que o ex-marido fora preso por violência doméstica em outubro de 2001. Janet afirmou que David Arvizo se declarou culpado das acusações e que, após a realização de uma investigação, “os investigadores viram que David fizera muito mais crimes não apenas à ela, mas também contra as crianças”.

Janet disse que David Arvizo enfrentou 9 acusações criminais, incluindo “abuso infantil” e “ameaças terroristas”. Ela alegou que todos os seus três filhos haviam sido agredidos por ele. Em certo momento da gravação, Gavin tomou a palavra, alegando que seu pai o batia mesmo durante o seu tratamento contra o câncer, até mesmo após a cirurgia. Star Arvizo disse à Miller que David tinha chutado sua cabeça, certa vez. Na fita, Davellin alegou que, uma vez, David quebrou seu cóccix.

Foi triste. Enquanto as crianças Arvizos faziam suas alegações, elas contavam sobre como David as jogava contra a parede, arrancava chumaços de cabelo de Janet – havia muita violência doméstica. Janet disse à Miller que tinha conseguido uma medida cautelar para que David se mantivesse longe dela, de seus filhos e até de seu cachorro, Rocky, que também teria sofrido agressões físicas de David, segundo Janet. A Sra. Arvizo também falou que qualquer coisa que ela e seus filhos gostassem, David tirava.
David Arvizo, funcionário do Vons Supermarkets, da Safeway Company, nasceu em 20 de setembro de 1966. Janet foi casada com ele por 17 anos, e disse que na maioria deste tempo, ela rezava para “ser liberta deste mal”. Ela disse ao investigador que quando Michael Jackson surgiu em sua vida, ele era “uma pessoa doce, gentil e amorosa”, e que ela sentiu que ele também sabia que ela “teria que se libertar de David”.

Janet falou que seu futuro ex-marido se encontrou com Michael inúmeras vezes e que, inicialmente, acompanhou a família nos passeios à Neverland. De acordo com Janet, no princípio, quando as coisas ainda iam bem em seu casamento, David testemunhara uma “bela história sobre Michael e David” ser filmada por razões de Neverland.

O filme no qual Janet estava se referindo era um rápido vídeo de Michael passeando com Gavin por Neverland. Mais tarde, o júri assistiu ao vídeo e viu o pequeno e frágil corpo do garoto, bem mais fraco que seu irmão, Star, que tinha que levá-lo numa cadeira de rodas. O garoto parecia estar prestes a chorar. No filme, a câmera seguia os três – Michael, Gavin e Star. Michael segurava um guarda-chuva preto para se proteger do sol e sua música, I‟ll Be There, ia tocando ao fundo.

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Re: Conspiração Michael Jackson by Afrodite Jones TRADUZIDO

Mensagem por Danisinha em Ter 26 Jun 2012 - 14:57

Nossa, quanto mais eu leio isso mais eu me irrito com essa maldita mídia que so queria sujar o nome de Michael.
To com ódio desse povo aafff

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Re: Conspiração Michael Jackson by Afrodite Jones TRADUZIDO

Mensagem por sissi em Ter 26 Jun 2012 - 15:00

Você ainda nao viu nada amiga... Tem muito mais sujeito em baixo desse tapete do que podemos imaginar. Agora se eu pudesse fazia picadinho era dessa bendita familia Arvizo... ô raça viu!!!!

ps. Obrigada por acomanhar!

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Re: Conspiração Michael Jackson by Afrodite Jones TRADUZIDO

Mensagem por sissi em Qua 27 Jun 2012 - 8:53

“If you should ever find someone new… I hope that he‟ll be good to you… „Cause if he doesn‟t I‟ll be there…”.
Era comovente assistir aos três se movimentarem em silêncio perto de uma bela lagoa, sob os gigantes carvalhos, com a voz angelical de Michael penetrando no coração de toda e qualquer pessoa que visse aquela cena.
“I‟ll be there… Just call my name… And I‟ll be there”.

Enquanto o vídeo era exibido aos jurados, todos estavam vidrados na imagem de Michael ao lado daquela frágil e jovem criança numa cadeira de rodas. Muitas pessoas assistiam àquilo com os olhos marejados e todos os presentes no tribunal puderam sentir um nó na garganta.

Mas a felicidade de Gavin em Neverland não era assim tão simples, tão fácil quanto a comovente canção de Michael fazia parecer. Janet diria à Brad Miller na gravação que David Arvizo tinha seus planos à respeito de quem poderia ser amigo de Michael em Neverland. Ela afirmou que David já não permitia que ela visitasse o rancho porque tinha medo que “contasse ao Michael tudo o que as crianças estavam passando”. Janet disse que tinha medo de David e de suas “maneiras demoníacas”, e desejou que Michael pudesse protegê-la.

Janet também descreveu uma visita particular em Neverland, quando ela e Michael estavam dançando, se divertindo e que, depois, David ficou com muita raiva e a espancou de tão forma que Michael nunca mais a viu durante o resto daquela visita. Ela descreveu Jackson como um “homem de família”, alguém que iria proteger a ela e seus filhos. Cada uma das crianças contou à Miller que consideravam Michael “como um pai”. Elas disseram que ele as tinha dado segurança, amor e tentava fazê-las “tão felizes quanto possível”, porque não queria que o câncer de Gavin voltasse.

Na fita, Gavin disse à Miller que tinha ido à Neverland com David por “mais de 10 vezes” e explicou que, a cada visita – durante as quais David ainda lutava contra o câncer – eles passavam a noite lá. Às vezes, Gavin ficava na casa de hóspedes com o pai, mas disse que se sentia mais seguro com Michael e, por isso, preferia ficar na casa principal, mais especificamente no quarto de Michael. Em mais de uma ocasião, Gavin fala, ele e seu irmão dormiram na cama de Jackson. Às vezes, o cantor dormia no chão, e outras, os três dormiam juntos – Michael, Gavin e Star.

Gavin insistiu que Michael nunca agiu inadequadamente com ele, e disse diversas vezes que pensava nele “como um pai”. De acordo com o garoto, Michael queria ter certeza de que o câncer iria desaparecer e nunca mais voltar. Gavin ainda falou que Michael o amava muito. O menino contou ao investigador que Jackson fazia tudo o que podia para vê-lo feliz. Michael não queria que Gavin receasse o câncer.

Todas as três crianças contaram à Miller que Michael tinha sido nada além de “bom” e “gentil” com eles. Quanto à Janet, ela insistiu que era muito “sensível a qualquer coisinha” e que continuou com Gavin. Ela disse ao investigador que sempre foi muito protetora com seus filhos e não tinha nenhuma apreensão de deixá-los na companhia de Michael.

Janet abria seu coração, assegurando à Miller que ela e seus filhos nunca tinham conhecido nada além de negligência e rejeição até que Michael apareceu. “Temos sido rejeitados, negligenciados, pisados, abusados, tendo portas fechadas nas nossas caras, oportunidades perdidas”, ela insistia, “E Michael nos tirou dessa situação, nos levou pra frente e disse: „Você é importante pra mim. Você pode não ser importante para algumas pessoas, mas é importante para mim‟”.

Janet ainda comentou sobre a mídia batendo em sua porta a partir do momento em que o documentário de Bashir foi exibido, mencionando as ligações que recebeu de jornais, revistas e programas de todo o mundo, “Você fala nele, e todo mundo te liga”.
Ela também contou ao detetive que ela e seus filhos não tinham histórias pra vender para a imprensa, que tudo o que a mídia estava tentando comprar simplesmente não existia. A relação entre Michael Jackson e seus filhos era pura e inocente.

Janet disse que Michael orava junto com ela e seus filhos, que ele tinha conversado sobre Deus com as crianças. Janet Arvizo estava irritada porque, depois do documentário de Bashir, tudo estava sendo distorcido pelas pessoas da mídia, que não paravam de bombardear seu apartamento, a casa de seus pais em El Monte, oferecendo carros e dinheiro, desesperadas para obterem uma declaração ou uma foto de alguém da família.

Janet não entendia como os repórteres conseguiam ser tão insensíveis. Ela se ressentia com todas aquelas ligações feitas aos seus primos e outros parentes distantes. Ela odiava as tentativas da mídia de “conseguir uma estória” de qualquer jeito.

Gavin, por sua vez, ficava muito triste em ser ridicularizado na escola e em seu bairro. O garoto contou ao detetive Miller que depois da exibição do documentário de Bashir, ele foi ferido por todas aquelas alegações públicas e por todo o barulho que tinha sido feito a partir de um comentário seu sobre dividir a cama com Michael Jackson. Gavin disse que estava irritado com as crescentes acusações, e que ficava ainda mais indignado com os últimos rumores, que eram um bando de mentiras.

“Eles me chamam de homossexual”, Gavin dissera, “Eles dizem que estou mentindo e que sequer tive câncer. Qual é! Eu sofri durante todo aquele ano, passei por uma quimioterapia de doses de adulto. Quimioterapia é tóxico. Doi. Eu vomitava muito, eu vomitava ácido, vomitava sangue. E os repórteres e toda aquela gente simplesmente diziam que isso nunca tinha acontecido”.
Para Gavin, a reação ao documentário de Bashir foi mais do que perturbadora. Foi frustrante e maldosa. O garoto também disse que teve pena por a mídia estar fazendo aquilo com ele, e se sentiu arrependido por ter causado aquilo ao Michael. Janet ficou igualmente perturbada, principalmente porque seus pais estavam sendo perseguidos em seu próprio quintal todos os dias.
“Meus pais são confiáveis. Eles são firmes em suas virtudes”, contou Janet à Miller. “Eles vêem o quão importante Michael é pra mim e o impacto que ele teve na minha vida e na vida de Gavin, Star e Davellin, e não há nenhuma quantia em dinheiro que nos faça vender [uma estória], porque o que há de mais importante neste mundo é o amor. Tudo começa com o amor, tudo se colore com o amor, e tudo termina com amor”.
Estas foram as palavras vindas da boca de Janet e suas crianças na noite de domingo, 16 de fevereiro de 2003. E foi nesta mesma noite, antes de a gravação terminar, que os Arvizos juraram, sob pena de perjúrio, sob a Lei do Estado da Califórnia, que tudo o que tinham dito sobre Michael Jackson naquela entrevista era verdade.



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Conspiração Michael Jackson by Afrodite Jones -cap 8

Mensagem por sissi em Qui 28 Jun 2012 - 9:09

“DO YOU REMEMBER THE TIME…?”
“VOCÊ SE LEMBRA DO TEMPO…?”
No final da sessão do julgamento da quinta-feira, dia 4 de março, quando questionado sobre o depoimento de Davellin Arvizo, Michael disse à imprensa que tinha achado “frustrante”. Na verdade, este seria o último comentário de Jackson, pelo menos no que se diz respeito à mídia, porque, depois deste dia, seu advogado não permitiria mais comentários. Mesereau detestava a presença dos meios de comunicação, e sentia que a mídia para capitalizar as loucuras de Michael Jackson. É claro, nem mesmo Mesereau poderia prever a sensação mundial que Jackson causaria ao chegar à Corte vestido de pijamas.
O “dia do pijama” aconteceu após os dias dos testemunhos de Davellin e Star, logo quando Gavin Arvizo tomou o banco das testemunhas. Conduzindo o aparecimento de Gavin, Davellin e Star contaram ao júri que tinham mentido nas ocasiões anteriores, dizendo que foram forçados a elogiar Michael. Quando Star Arvizo deu o seu próprio relato sobre os alegados abusos sexuais cometidos por Jackson, o testemunho de Star mais tarde iria contradizer as palavras de Gavin, que recordou uma diferente versão dos “incidentes”. Entre as admitidas mentiras e o testemunho contraditório, os Arvizos pareciam confundir o júri.
Enquanto ouvia no tribunal as acusações dos irmãos Arvizo, Michael parecia passar mal do estômago. Assistindo àqueles jovens distorcerem os fatos, os ouvindo tentar convencer o júri de que ele não os tinha ajudado, que tinham sido suas vítimas, Jackson ficava cada vez mais doente.
Na manhã do dia do testemunho de Gavin, ao invés de ir direto ao tribunal, Michael foi ver um médico num hospital próximo à Corte. No tribunal, Mesereau pediu ao juiz que desse uma consideração especial à Jackson, mas Melville não quis ouvi-lo. Melville exigia que todos chegassem à Corte precisamente às 8:30, e Jackson não seria exceção.
Naquela manhã, o juiz ordenou que Michael Jackson comparecesse no tribunal dentro de uma hora, e ameaçou prender o pop star e jogá-lo na cadeia se ele não cumprisse a ordem. Seguindo o comando de Melville, Michael e sua comitiva dirigiram em alta velocidade e Jackson chegou à Corte vestindo uma jaqueta e calças de pijama, parecendo confuso e cansado quando saiu de seu SUV. Para ele, não era um golpe publicitário. Para ele, não era um ato de desrespeito.

Mas algumas pessoas estavam convencidas de que aquilo fora uma tentativa de ganhar a simpatia do júri. Mas quem assistia ao julgamento dentro do tribunal sabia que o júri não fora trazido à sala da Corte até que Jackson estivesse sentado atrás da mesa da defesa. Os jurados só podiam vê-lo da cintura para cima e não sabiam que Michael estava usando uma calça de pijamas.

Ainda assim, era mais uma coisa estranha que Jackson fizera no decorrer de sua vida, que permitiu que a mídia continuasse o chamando de bizarro. A imagem de Jackson vestido de pijamas seria estampada na primeira página do New York Times e de outros jornais do mundo inteiro. Nos Estados Unidos, Michael indo de pijamas ao tribunal foi a notícia do mês, e a imagem “bizarra” encheu a tela das TVs durante semanas. Para a imprensa, aquilo era uma desculpa para falar sobre a instabilidade de Michael. Durante um tempo, a mídia ficou tão obcecada com o assunto dos pijamas que as pessoas até se esqueceram de que um julgamento criminal estava em andamento.

A coisa mais interessante sobre o testemunho de Star Arvizo foi a sua reação durante o interrogatório de Mesereau, que fez com que os jurados coçarem suas cabeças. Star falou ao júri sobre o depoimento que dera alguns anos atrás, confirmando que a família Arvizo entrara com uma ação civil contra a JC Penney Corporation. Para os jurados, ele admitiu que já tinha mentido anteriormente, mas quando Mesereau o pediu para recordar o suposto abuso que ele testemunhara no estacionamento da loja JC Penney, em 1998, Star disse que não se lembrava muito daquele episódio.

Com Star alegando ter testemunhado diversos atos de abuso sexual em Neverland, Mesereau ficou perguntando o tipo de abuso que sua mãe supostamente sofrera no estacionamento da JC Penney. Tom Mesereau estava se referindo ao testemunho do garoto no processo contra a JC Penney, mas Star ficava enrolando. Por fim, o júri descobriu que um “incidente” ocorreu em 1998, depois que Gavin Arvizo pegou uma roupa da JC Penney, supostamente para tentar “induzir” seu pai a comprá-la. Os jurados entenderam que, por causa do furto de Gavin, alguns guardas da loja seguiram os Arvizos até o estacionamento, onde Star alegou ter testemunhado os homens agredindo e tocando sua mãe de forma inapropriada.

Sob juramento, Star quis esclarecer que seu irmão nunca roubou nada, afirmando que Gavin queria ser comediante e padre. Star, um garoto de 14 anos de idade, disse que nunca usou a palavra F [f*ck, N.T.], mas insistiu ter ouvido xingamento quando os guardas da JC Penney se aproximavam deles no estacionamento. Segundo o depoimento sob juramento de Star, os guardas da loja supostamente bateram e tocaram nas partes íntimas de sua mãe.

Para os observadores do julgamento, parecia que Star admitia de muito boa vontade que já havia mentido sob juramento. Ele reconheceu que dera falsas declarações sobre seus pais nunca terem brigado. Star também admitira que mentiu ao dizer que seu pai nunca o batia. O garoto foi pego por seu próprio depoimento e só pôde dizer: “Isso aconteceu há muito tempo”.

Quando Mesereau mudou o assunto para Michael Jackson, Star já estava na defensiva, visivelmente irritado pelo fato de o advogado da defesa estar lhe pregando uma peça.
No dia anterior, sob o direto exame de Mesereau, Star alegou ter visto seu irmão ser molestado por Jackson em duas ocasiões específicas. O garoto também afirmou que Michael tinha compartilhado revistas pornográficas com ele e Gavin, dado vinho para ambos e ter simulado um ato sexual com um manequim na frente dos dois.

No entanto, quando interrogado sob os alegados incidentes, Star admitiu não ter falado nada à polícia sobre o assunto da pornografia, do álcool ou do abuso – não até que sua família fosse ver o advogado Larry Feldman, o homem que lidou com o famoso caso de Jordie Chandler e sua família.

No banco das testemunhas, Star testemunhou que foi Larry Feldman quem sugeriu à família Arvizo que fossem ver um conselheiro sobre os alegados incidentes de abuso sexual. Star disse que, em algum momento de março de 2003, logo após Michael ter cortado o contato com os irmãos Arvizo, que a família foi encaminhada ao psicólogo Stanley Katz. Para o júri, Mesereau mostrou que foi somente depois de Star e Gavin expressarem suas acusações à Feldman e Katz – a mesma “equipe” que havia sido convocada por Jordie Chandler e sua família – que os Arvizos decidiram ir à polícia.
Enquanto torturava Star na cadeira das testemunhas, Mesereau trouxe um número de fatos de arregalar os olhos. Quando o testemunho se tornou vivo, foi doloroso ouvir as alegações, especialmente porque o testemunho do garoto não estava acrescentando nada. Enquanto Star falava, ele parecia arrogante. No entanto, quanto mais o testemunho era detalhado, mais as pessoas presentes no tribunal faziam parte de um arrepio coletivo.

“Você contou à Stanley Katz que Michael Jackson tocou na virilha esquerda de Gavin, certo?”, perguntou Mesereau.
“Sim”, Star respondeu.
“Você nunca disse a ele que Michael Jackson masturbava o Gavin?”.
“Ele não estava masturbando, ele estava apenas sentindo”, Star falou.
“Ele estava apenas sentindo o seu irmão?”
“Sim”
“Você se lembra de que disse ontem ao júri que Michael estava masturbando ele?”, Mesereau questionou.
“Não, eu disse que o Michael estava sentindo o meu irmão enquanto se masturbava”
“Ok. Alguma vez você chegou a dizer ao júri que Michael estava masturbando o seu irmão?”
“Não”
“Você disse isso a alguém?”
“Não”, Star insistiu.
Mas Star tinha insinuado, sim, que testemunhara Jackson masturbando o seu irmão.
Aquele tinha sido o testemunho direto do dia anterior. Agora, em frente à Mesereau e ao júri, Star parecia estar recuando. O menino parecia fazer as coisas à medida que avançava.
“Você se lembra de quando descreveu para Stanley Katz uma segunda vez, em que subiu as escadas e observou o Michael tocar o seu irmão?”.
“Sim”
“Você disse à Stanley Katz que o Michael estava com a mão na virilha do seu irmão?”.
“Sim”
“Isso não é realmente tudo o que você contou à ele, não é?”, Mesereau brincou.
“O que você está falando?”, Star perguntou, afobado.
“Bem, você disse à Stanley Katz que Michael estava esfregando seu pênis nas nádegas de Gavin, não foi?”
“Não”
“Refrescaria a sua memória se eu mostrasse o seu testemunho ao júri?”, Mesereau pegou o testemunho dado à Stanley Katz, mas Star não quis vê-lo; o garoto negou ter dito qualquer coisa sobre as nádegas de Gavin à Katz, e Mesereau passou rapidamente para outro assunto.
“Você tentou dizer à Stanley Katz que sentiu cheiro de maconha, não é?”
“Não”, Star testemunhou.
“Refrescaria a sua memória se lhe mostrasse a página desse testemunho?”
“Não”
“Ok. Agora, você está dizendo que nunca disse a Michael Jackson que queria ser ator?”
“Não”
“Nunca disse a ele tudo isso?”, Mesereau perguntou novamente.
“Não”
Embora Star tenha dito que nunca quis ser um artista, o menino tinha frequentado uma escola de dança, também estava num clube de comédia e até tinha sido o “apresentador” de um vídeo gravado em Neverland. Mais tarde, o júri assistiu ao vídeo e viu Star fingindo ser um guia turístico do rancho, apresentando uma campanha publicitária do lugar. No vídeo, Star parecia extremamente entusiasmado, ansioso para estar diante da câmera. O menino estava fazendo testes, radiante por ser a peça central em uma excursão em Neverland. Era óbvio que Star esperava que aquela fosse a sua “grande chance” no show business.

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Re: Conspiração Michael Jackson by Afrodite Jones TRADUZIDO

Mensagem por sissi em Sex 29 Jun 2012 - 9:02

Mas o garoto disse aos jurados que não se importara em fazer o vídeo de Neverland. Star agiu como se estivesse fazendo um favor à Jackson, apresentando o rancho no vídeo. Quando mudou o assunto, Mesereau queria que Star explicasse de que forma ele e seu irmão, Gavin, tinham descoberto todos os códigos dos alarmes de Neverland. Quando Star testemunhou que ele e seu irmão conseguiam entrar na casa principal de Michael “centenas de vezes”, os jurados pareceram surpresos. Eles descobriram que o código do alarme da casa fora dado aos Arvizos após a viagem que eles fizeram para ver Michael em Miami. Star falou que, uma vez que sabia o código da casa principal, ele tinha acesso a todos os cômodos do local, incluindo o quarto de Michael.

Em certo momento, Mesereau pediu ao garoto para recordar uma ocasião em que ele e seu irmão foram pegos bebendo vinho na adega sem a presença de Michael. Star negou que isto tenha acontecido, mas admitiu que ele e Gavin sabiam onde ficava escondida a chave da adega. O jovem também negou que ele e seu irmão já tenham sido pegos bebendo sozinho em nenhuma ocasião. No entanto, os membros da equipe de Neverland, mais tarde, testemunharam que viram Star bebendo licor – o qual Star misturara em seu milkshake. Em outras ocasiões, os funcionários do rancho tinham testemunhado Star Arvizo bebendo vinho – sem Jackson estar presente.

Star queria parecer inocente, mas, observando o garoto no banco das testemunhas, ele parecia claramente um jovem de atitude, um jovem de pavio curto. Enquanto os jurados permaneciam vidrados no testemunho de Star, pareciam suspeitar ainda mais de tudo aquilo.
Star negou ter feito qualquer coisa errada em Neverland, negou ter vasculhado as gavetas do armário de Michael. Porém, admitiu que ele e Gavin já tinham sido apanhados dormindo no quarto do cantor quando Jackson não estava na propriedade.
Quando Mesereau apresentou uma mala cheia de “revistas femininas”, as quais Star tinha identificado como sendo as que Michael mostrara a ele e a Gavin, o advogado de defesa questionou o garoto sobre uma revista em particular, a Barely Legal, e Star declarou que aquela era a revista exata que Michael tinha mostrado a eles. O garoto estava certo de que havia manipulado aquela revista, até que Mesereau assinalou a data, que era de Agosto de 2003, meses após os Arvizos terem deixado definitivamente o rancho.

Outra coisa que Mesereau apontou foi o estranho apelido de Star, “Blowhole”, que foi esculpido na capa do livro de visitas do Rancho Neverland. Ao ser questionado por Mesereau sobre isso, Star admitiu que ele mesmo fizera esse nome, falando que “ficou com esse nome”.

Para os observadores do tribunal, depois que Star Arvizo admitiu ter escrito seu apelido na capa de couro do livro de hóspedes de Jackson, uma lembrança pessoa de Michael, era perturbador notar a assinatura do menino próxima a vários “Obrigado” de celebridades como Marlon Brando e Jessica Simpson.

Quanto mais Star Arvizo testemunhava, mais as pessoas se perguntavam como um alguém poderia ser tão descarado, estragando a propriedade de outra pessoa sem achar nada demais.

Mais tarde, quando foi mostrado à Star um cartão que ele havia escrito para Michael para o Dia dos Pais, no qual ele se referia à Jackson como um “super, super, melhor amigo”, pode-se notar que o garoto assinou “Blowhole Star Arvizo”. No cartão estava escrito enfaticamente: “Michael, nós te amamos incondicionalmente, ao infinito e além. Obrigado, Michael, por ser nossa família”.

Mesereau apresentou uma série de cartas e anotações escritas para Michael pelos Arvizos, que pareciam ser totalmente diferentes da caracterização que Star fizera de Michael Jackson no tribunal. Em um dos cartões, Star escreveu: “Quando nossos corações se quebrarem em pequenos pedaços, ainda haverá amor, necessidade e preocupação com você, em cada pedaço minúsculo do nosso coração, porque você nos cura de uma forma muito especial”.

Star disse ao júri que havia escrito aquele cartão para Michael quando tinha 10 anos de idade, alegando que não quis dizer aquilo tudo, que tinha apenas “copiado” as palavras de um cartão que sua avó comprou num supermercado. Através de todo o seu testemunho, Star estava tentando contornar o fato de que ele e seus irmãos tinham se referido à Jackson como “família”. Star ainda negou aos jurados que Michael tenha agido “como um pai” para eles. O garoto minimizou o papel caridoso de Jackson o máximo possível.
Embora Star tenha se recusado a admitir que considerava Michael como uma figura paterna, o garoto dissera outra coisa em duas gravações, uma gravada por Brad Miller em 16 de fevereiro, e outra, no vídeo de refutação, gravado pelos Arvizos em 20 de fevereiro de 2003.

A fita de refutação dos Arvizos seria apresentada várias e várias vezes durante o julgamento, e voltaria a assombrar o acusador e a sua família, que cismavam em afirmar que nenhum de seus comentários naquele vídeo teriam sido verdadeiros. Star e sua família diriam aos jurados que nunca quiseram elogiar Jackson de maneira alguma. Mas, no final, o testemunho dos Arvizos carecia de credibilidade.

Tudo parecia tão falso, principalmente quando cada membro da família Arvizo que testemunhou – Davellin, Star, Gavin e Janet – alegavam que nunca comentaram uns com os outros sobre o caso de Michael Jackson. Além disso, enquanto cada Arvizo insistia que o vídeo de refutação tinha sido um pacote de mentiras, Janet Arvizo foi ainda mais longe e falou que Michael não tinha feito nada para ajudar seu filho. Quando testemunhou no tribunal, Janet disse ao júri que ela e as crianças “leram um script” e fez questão de enfatizar que nenhum de seus elogios à Michael fora sincero.

Mas se os Arvizos não amavam Michael, eles certamente não demonstraram isso naquele vídeo de refutação. Não totalmente. Naquela gravação, as crianças Arvizo pareciam fazer parte do círculo íntimo de Jackson. Bem educados e bem vestidos, todos os três filhos seguiram claramente o exemplo de sua mãe. Os Arvizos, em uníssono, cantavam louvores de Michael para quem quisesse ouvir. Star Arvizo, juntamente com sua mãe, seu irmão e sua irmã, olhava para a câmera e falava sobre como Jackson tinha se tornado uma “família” para eles. Cada um deles afirmou que eram gratos pelo interesse de Michael, e disseram que o astro tinha os ajudado quando ninguém mais parecia se importar.


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Conspiração Michael Jackson by Afrodite Jones cap-9

Mensagem por sissi em Dom 1 Jul 2012 - 15:07

“ASKIN‟ HIM TO CHANGE HIS WAYS”
“PEÇA A ELE PARA MUDAR SUAS MANEIRAS”
Com cada palavra do testemunho de Star sendo minuciosamente examinada e aquele vídeo chamado “Neverland Channel” – estrelada pelo próprio garoto – ainda fresca na mente dos jurados, os observadores do julgamento ficaram impressionados com a alegria de Star enquanto liderava um grupo de crianças num tour pelo rancho – passando por brinquedos, jogos e brincando de guerra de pipoca. O garoto do vídeo era totalmente diferente do jovem que estava perante o júri. Observando Star dizer que não tinha se importado com a narração do vídeo, alegando que estava “um pouco cansado” quando gravou a fita, Michael Jackson permaneceu atrás da mesa da defesa enquanto o jovem testemunhava. Michael não movia sequer um músculo. Ele se sentou, praticamente congelado em sua cadeira, e observou Star revelar algumas opiniões que, certamente, simplesmente não eram críveis.

Quando um outro DVD foi exibido, mostrando um doente Gavin, as pessoas tiveram uma visão totalmente diferente de toda e qualquer imagem deslumbrante que Michael Jackson era sinônimo. O júri assistiu ao Michael caminhando bem lentamente com o doente menino, levando Gavin para uma fonte perto da lagoa. Era comovente ver Michael e Gavin caminhando juntos, docemente abraçados um ao outro. Com uma voz pesada, Star fez um comentário: “Me sinto mal pelo meu irmão. Tudo o que eles sabem sobre o câncer é que é agressivo e tudo mais”.

No fundo, Michael podia ser ouvido enquanto cantava: “Smile though your heart is aching…”. Era uma tentativa de iluminar a vida de Gavin, e o garoto estava sendo forte, tentando esconder os traços de tristeza. Mas era pesado aquele curto vídeo. O júri viu que Michael estava tentando fortalecer o espírito do jovem, mas com o garoto ainda um pouco abatido, o pop star dificilmente conseguia arrancar um sorriso dele.

Tom Mesereau perguntou à Star se Michael passou muito tempo tentando ajudar Gavin a se curar, se Michael tentara ajudar Gavin a se livrar do câncer, e, nesse ponto, Star se tornou um pouco hostil no banco das testemunhas. Ele não se lembrava de Michael ter dito à Gavin para usar uma técnica de visualização, ou sugerindo ao garoto para tentar “comer as células cancerosas”.

Star parecia irritado com porque queria que o júri acreditasse que Michael tinha pouca ligação com a eventual recuperação de Gavin.
Quando Mesereau apresentou aos Arvizos o “vídeo de refutação”, “Exhibit 340”, começou com os Arvizos sentados juntos, formando um grupo de 4 – Janet e Gavin na primeira linha, Davellin e Star sentados diretamente atrás deles, numa pequena plataforma. Enquanto Janet e seus filhos sussurravam entre si, dava para ouvir seus comentários. Claramente, eles não perceberam que estavam sendo filmados durante todo o tempo, que a filmagem completa do “vídeo de refutação” seria usada na Corte.
Um homem não identificado pediu silêncio, e Hamid Moslehi, cinegrafista de Jackson, deixou os Arvizos saberem que ele queria que eles se sentissem bem à vontade. Ele assegurou-lhes que, se houvesse alguma questão que não quisessem responder, se houvesse algo que não quisessem discutir, eles poderiam falar e o assunto estaria descartado.

Quando a gravação começou, Janet Arvizo parecia estar orquestrando os filhos, dizendo a eles para sentarem em linha reta, dando-lhes alguns comandos enquanto se preparava para falar sobre o câncer de Gavin. Olhando para a câmera, Janet explicou “que essa bela relação [entre Michael e seu filho] nasceu de algo muito traumático e se tornou uma coisa maravilhosa”.

Gavin descreveu o momento exato em que falou com Michael Jackson ao telefone pela primeira vez, e expressou o choque e a emoção que sentiu ao ouvir a voz de Michael pelo telefone de sua avó. Gavin disse que ele e o cantor falaram um pouco sobre sua doença, e confessou que, quando Michael o chamou pela primeira vez para ir visitar seu rancho, ele ainda não tinha ouvido falar deantes. Gavin pensou que Michael estava se referindo à um rancho com “cavalos e essas coisas”.

O jovem explicou como foi emocionante preparar a sua mochila para, logo depois, entrar numa limusine para viajar durante 2 hora e meia para um dos lugares mais bonitos que já tinha visto. Gavin descreveu Michael como um cara “legal”. Falou que, quando sua família chegou ao rancho, Jackson estava comendo alguma coisa, que se aproximou, deu um abraço em todos e “depois saiu bem rápido, porque tinha que ir fazer alguma coisa”.

O garoto ainda comentou sobre aquela primeira tarde, quando ele e Michael começaram “sair juntos”, e disse que perguntou à Jackson se poderia ficar no quarto do cantor. Ele falou que seu irmão, Star, também queria ficar com Michael. A ideia de que Gavin preferia ficar com Michael na casa principal em vez de permanecer na casa de hóspedes com seus pais, era evidente em sua voz.

“Se estiver tudo bem para os seus pais, está tudo bem pra mim”, Michael disse à ele.
Gavin contou que ficou muito feliz ao ouvir a aprovação de seus pais. O garoto ainda disse como era ficar no quarto de Michael, falou que Jackson tirava um monte de cobertores, pedindo para que Star e ele dormissem na cama e se oferecendo para dormir no chão. Gavin disse que chamava Michael de volta e os dois debatiam sobre aquilo. Finalmente, o cantor dizia: “Ok, se você me ama, vai dormir na cama”.

Gavin falou que era divertido dormir na enorme cama king-size e disse que Michael e seu amigo, Frank, puseram um monte de cobertores macios e dormiram no chão naquela noite, a noite da primeira visita de Gavin em Neverland. A impressão de Gavin sobre Michael era a de “um homem bondoso, amoroso e humilde”. Ele disse que “quando você conversa com ele durante certo tempo, parece que já o conhece há anos”. O garoto ainda comentou que “se apegou à Michael” muito rapidamente e que ele sentia “a tranquilidade e a felicidade” do cantor.

A primeira impressão de Janet sobre Michael foi semelhante. Ela ficou emocionada ao conhecer o pop star e ver o rosto de seu filho se iluminar de um jeito único – simplesmente a deixou sem ar. Janet disse que Michael foi uma resposta às suas orações. Ela jurou que os médicos disseram que não havia nenhuma maneira de curar Gavin, que todos os tratamentos tinham sido experimentais, que os especialistas falavam que o câncer de seu filho era muito violento e agressivo. Janet descreveu Michael como um “amor muito necessário num momento extremamente traumático em nossas vidas”.

“Você o traz para mim, e eu o cobrirei de amor”, Michael disse isso à Janet certa vez. Quando os médicos diziam que não havia chances de cura para Gavin, Janet falou para a câmera, “Michael falava: „eu não vou aceitar isso‟. Quando os médicos disseram que não havia esperança, Michael dizia que havia esperança”.
“Pela graça de Deus, Ele trabalha através das pessoas”, explicava Janet, “e Deus decidiu trabalhar através do Michael para dar a vida à Gavin, para os meus outros dois filhos e para mim”.

Janet passou a descrever os atos paternais que Michael tomava. Ela disse que Gavin precisava de muitas transfusões de sangue, porque ele tinha um tipo raro de sangue, O Negativo. Janet explicou que Michael tomou um “serviço paterno ativo” para se certificar de que Gavin teria sangue suficiente, e que o cantor até mesmo liderou uma campanha para a arrecadação de transfusões de sangue, para que Gavin não precisasse se preocupar com isso.

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Re: Conspiração Michael Jackson by Afrodite Jones TRADUZIDO

Mensagem por sissi em Seg 2 Jul 2012 - 9:09

Ela falou que, ao passo que Michael começava a ajudar seu filho, a relação entre Jackson e a família crescia. Michael estava deixando as crianças “sob suas asas”, disse Janet à câmera, e ainda comentou que ficava muito entusiasmada com isso, já que “as crianças já não tinham um pai”.

O júri viu no vídeo o garoto Star dizendo ao cinegrafista que sua primeira impressão sobre Michael foi a de que ele era como um pai. “Na verdade, ele parecia mais paternal do que o meu pai biológico”, Star comentou.
“Ele deu ao meu irmão a pequena centelha que ele precisava em sua mente”, Davellin opinou, “Porque meu irmão chegou a um ponto em que já não podia mais se mover, ou sequer falar. Ele deu tanta coisa boa ao meu irmão”.
Janet confidenciou que foi o próprio Gavin que perguntou se poderia chamar o Michael de “papai”, e Jackson respondeu: “É claro”. Janet disse que, para os seus três filhos, todas as portas de Neverland foram abertas, e insistiu que Michael os considerava como da “família”. De acordo com as crianças Arvizo, Jackson agia como um pai, dando-lhes conselhos às vezes, ajudando-lhes com o dever de casa em outras.

“O que eu adoro no Michael é a interação de pai que ele tem com os meus filhos”, disse Janet, “Ele dá uma direção a eles. Ele tem um incrível senso de humor. Ele os ajuda a acreditar que todos os sonhos se realizam para um coração que acredita”.

O cinegrafista pediu à Gavin que explicasse como era um “dia normal” ao lado de Michael. O garoto falou que ele e seus irmãos iriam para a casa principal, encontrariam o Michael e o cumprimentariam. Jackson diria às crianças onde ele estava indo, talvez ao estúdio, e depois diria a elas “Vão se divertir”. Os três iriam brincar no parque, assistir a filmes e se divertir o dia inteiro, e então, mais tarde, passeariam com Michael. Sempre que Jackson tinha um tempo livre, eles brincavam juntos, andavam nos brinquedos do parque, ou assistiam à filmes juntos, e sempre contavam piadas.

“Ele mostra a eles o fundamento básico do que é a vida, e isso é uma família amorosa”, Janet exclamou, “Michael é cheio de pensamentos amorosos. Tudo o que ele quer que as crianças sejam é uma senhora e dois cavalheiros. E ele está me ajudando, assumindo o papel de figura paterna que meus filhos nunca tiveram”.

“Minha responsabilidade de mãe é ter a certeza de que meus filhos estão em segurança num ambiente saudável.”, Janet continuou, “Quando eles estão perto de Michael, é isso o que acontece. Ele abre as suas asas e garante aos meus filhos as coisas mais importantes do mundo – segurança e felicidade. É uma felicidade que eles nunca tiveram em suas vidas”.

As exatas palavras que os Arvizos usaram para descrever Jackson foram: “honesto”, “homem muito digno de confiança”, “carinhoso”, “atencioso”, “engraçado” e “generoso”. Cada uma das crianças se referia a ele como um “pai”, e Janet disse o quanto estava grata por Michael ter tratado seus “três pimpolhos como filhos”.

Gavin falou da fé que Michael dera à ele – da fé que Michael continuava pedindo a ele para que a conservasse, de Michael inserindo-lhe a fé para que ele continuasse olhando pra frente. O garoto disse que nunca esqueceu as palavras de Jackson, afirmando que, desde cedo, ele dependia dessas palavras de esperança para mantê-lo em pé durante as diversas rodadas do tratamento quimioterápico.

Quando o assunto da entrevista foi sobre o documentário de Bashir, a família Arvizo ficou agitada. Cada Arvizo expressou o desgosto com a forma com que Martin Bashir distorcera o relacionamento de Gavin com Michael. Em particular, eles pareciam furiosos com Bashir pelo jornalista ter feito o relacionamento entre os dois parecer sinistro. Eles se ofenderam com as insinuações sexuais, e disse que sentiram que a mídia queria o sangue de Michael, que a mídia estava arrastando todos eles num escândalo que não tinha mérito algum. Na gravação, Janet defendia sua posição de mãe, afirmando que sempre ia à Neverland junto com os filhos, que tinha “acesso total a cada canto da casa”. E Davellin comentou: “Eles [a mídia] são os únicos com a mente suja”. “Eles são os únicos que provocaram tudo isso”, Gavin acrescentou, “Eles são os que têm problemas”.

“Perturba-me terrivelmente, cada pessoa que está pensando coisa errada, que está fazendo insinuações”, disse Janet. “De todos os três, Gavin foi o que sofreu o maior trauma, e Michael estava lhe dando apoio. Em frente às câmeras [no documentário de Bashir], os dois estiveram de mãos dadas como um ato natural. Digam-me, vocês, pais aí de fora, ou vocês que desejam serem pais, ou vocês que já foram crianças um dia… Vocês não queriam que seus pais segurassem as suas mãos? Principalmente nos momentos mais difíceis…? Principalmente se você soubesse que não teria quase nenhuma chance de viver…?”.

Janet olhava para a câmera e disse que os médicos falaram para ela fazer um “plano funerário”. Ela contou que os médicos a disseram que, se o câncer não matasse Gavin, a quimioterapia o faria. Quando Janet se lamentou com Michael, dizendo que seu filho não conseguiria passar por tudo aquilo, “Michael me disse para não ouvir nada daquilo. Ele insistiu que Gavin iria sobreviver. Anos mais tarde, Gavin ouviria dos médicos que não havia nenhuma explicação científica para o fato de ele continuar vivo, que a sua cura tinha sido um „milagre‟”.

À medida que continuava elogiando Michael, Janet chamava o cantor de “um pai muito dedicado”, que aproveitava cada oportunidade para expressar amor e carinho aos seus filhos, assim como aos três pimpolhos dela. Ela falou que Michael se orgulhava muito por Gavin ter sido “um pequeno guerreiro” em sua luta contra o câncer.

“Porque quando o Michael acredita, nós todos acreditamos também”, disse Janet, “Quando o Michael expressa seu amor aos meus filhos… Para alguém que distorce uma coisa como essas, eu apenas diria para entrar em seu coração e procurar por um amor puro e inocente, porque é isso que Michael e Gavin sentem um pelo outro”.

“Eles não entendem o Michael”, Gavin concluiu, “A visão que eles têm é uma ideia errada, eles não o conhecem… Eles poderiam até entender, mas eles não conhecem o Michael. Dizem todas essas coisas sem sequer conhecerem o Michael. O errado é que eles pegam uma palavra, como qualquer palavra que eu disse, e a distorcem por completo, e dizem todas essas coisas ruins sobre ele. Mas isso é a visão errada deles próprios, não é a verdade”.

Antes de o vídeo de refutação terminar, Janet admitiu que seus três filhos tinham um “desejo gigantesco de participar de filmes”. Ela comentou que as crianças expressam para Michael seus sonhos de entrarem no showbusiness e que ele, supostamente, uma vez disse à Gavin: “Ok, ok, você está melhor agora, logo estará nos filmes”.

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Conspiração Michael Jackson by Afrodite Jones cap -10

Mensagem por sissi em Ter 3 Jul 2012 - 9:41

“IF YOU WANNA MAKE THE WORLD A BETTER PLACE, TAKE A LOOK AT YOURSELF AND MAKE A CHANGE”
“SE VOCÊ QUER FAZER DO MUNDO UM LUGAR MELHOR, DÊ UMA OLHADA EM SI MESMO E FAÇA UMA MUDANÇA”
Quando Gavin, um jovem de 15 anos de idade, tomou seu lugar na cadeira das testemunhas, tinha um olhar escrupuloso e vestia uma blusa azul de botões com calças pretas. Gavin falou sobre o apartamento de um quarto no qual ele e sua família viveram, em Soto Street, atestando que todos dormiam numa só cama. Ele explicou que, depois de descobrir o câncer, se mudou para a casa de seus avós para viver num quarto limpo, e que, durante esse tempo, seus pais “lutariam todos os dias” com as contas e outros problemas relacionados. Gavin disse ter testemunhado violência física entre seu pai e sua mãe. E então, ele falou sobre sua entrada no clube Laugh Factory, onde recebeu treinamento do comediante George Lopez.

Gavin testemunhou que, ao descobrir a doença, pediu para conhecer Jay Leno. O garoto disse que achava Leno um “comediante muito bom”, e disse que ele era uma das pessoas que mais queria conhecer. Através de Jamie Masada, Gavin conseguiu o telefone de Jay Leno, mas, de acordo com o jovem, ele apenas falou na secretária eletrônica, em que deixou diversas mensagens ao comediante, sem nunca ter falado com o artista.

De todas as celebridades que Gavin conheceu durante seu tratamento contra o câncer – incluindo Chris Tucker e Kobe Bryant -, Michael Jackson era o seu favorito, segundo disse o garoto. Gavin testemunhou que outros artistas fizeram apresentações “beneficentes” no Laugh Factory, a fim de ajudarem a pagar o tratamento do câncer. Também disse que, uma vez, Michael Jackson começou a ligar para o hospital e que muitas conversas telefônicas se sucederam entre eles dois, antes de ele realmente conhecer o pop star. Quando a família Arvizo foi pela primeira vez à Neverland, Gavin disse que achou Michael “o cara mais legal do mundo”. Poucas horas depois de seu primeiro encontro com Jackson, o garoto sentia que o cantor era o “seu melhor amigo de todos”. Gavin falava com uma voz suave, desviando o olhar de Michael Jackson. Enquanto tomavam notas sobre o depoimento do jovem, os jurados assistiam ao olhar frio de Michael. O pop star parecia estar totalmente enojado com o menino.

Gavin disse que em sua primeira visita à Neverland, ele teve “aulas de direção” de Michael num carrinho de golfe. Jackson queria ter certeza de que o garoto pudesse circular sozinho por todo o rancho. Ele queria ter certeza de que Gavin estava forte o suficiente para passear por lá. Quando o jovem provou que se sentia muito bem, que ele conseguia dirigir o carrinho sozinho, Michael o deixou sair com seus irmãos para um dia de diversão.

Ao contrário do que disse no vídeo de refutação, Gavin afirmou que a ideia de dormir no quarto de Michael não tinha sido dele. O garoto falou que Michael quem sugerira isso, alegando que o cantor o sugeriu para fazer este pedido aos seus pais na hora do jantar.

Gavin disse que, mais tarde naquela noite, lá no quarto de Jackson, ele e seu irmão assistiram a um episódio de Os Simpsons e, depois, foram apresentados a alguns sites pornográficos pelo amigo de Michael, Frank Cascio. Gavin falou ter visto “material adulto” com Michael e Frank na internet. E, quando apareceram fotos de mulheres com os seios de fora, Michael disse, em tom de divertimento: “Quer leite?”.

Gavin falou que visitou o rancho Neverland num total de 7 vezes durante sua batalha contra o câncer, afirmando que tinha sido acompanhado pela mãe somente uma vez – na sua primeira visita à propriedade. O garoto confirmou ter feito um pequeno vídeo com Michael, no qual era levado numa cadeira de rodas por seu irmão, Star. Das 7 ocasiões em que visitou o rancho, Gavin disse que passou um tempo com Michael somente em duas delas.

Durante o resto das visitas do garoto ao rancho, ou Michael não estava na propriedade ou não estava disponível. Gavin pareceu irritado ao falar sobre uma vez em que “esbarrou” com Michael em Neverland depois de terem dito a ele que Jackson não estava no local. O garoto testemunhou que Michael “não ligou” para aquilo, como se não fosse nada demais. Mas ficou bem claro que Gavin se chateou por não ter podido passar mais tempo com o cantor, que se sentiu “traído” pelo comportamento evasivo de Michael.

Quanto Tom Sneddon questionou Gavin sobre o documentário de Bashir, o menino lembrou ter sido levado ao rancho por Chris Tucker, acompanhado por seu irmão e sua irmã. Gavin afirmou que Michael tinha falado com ele por telefone, dizendo que queria que ele fosse à Neverland para conhecer o Sr. Bashir; e Gavin falou que concordou, apesar de dizer à Sneddon que não estava certo sobre o quê o “encontro” se tratava. O garoto testemunhou que, quando chegou ao rancho, Michael falou à ele sobre um outro jovem vítima de graves queimaduras, chamado David, cujo pai tinha derramado gasolina por todo o corpo do rapaz.

Para Gavin, Jackson explicou que Bashir estava fazendo um documentário sobre algumas das crianças a quem Michael ajudara. Em seu depoimento, Gavin afirmou que aquela era a oportunidade dele para “atuar” em frente à câmera, como se fosse um “teste”. O garoto enfatizou que Jackson pessoalmente o pediu para gravar uma entrevista com Bashir.

Ao responder às perguntas, Gavin parecia estar dizendo ao júri que sua entrevista para Martin Bashir não tinha sido genuína, que Michael o tinha treinado e que o pediu para chamá-lo de “pai” ou “papai”. Gavin ainda insinuou que Jackson lhe pediu para representar uma determinada imagem em frente às câmeras, que Michael queria que Gavin desse a impressão de que os dois eram como uma “família”. O garoto testemunhou que Jackson queria mostrar à Bashir o quanto tinha ajudado o jovem, e afirmou que o cantor lhe mandou dizer: “Ele praticamente me curou do câncer”.

Em seu depoimento, Gavin destruiu o documentário de Bashir, principalmente a cena em que ele aparecia elogiando Michael, falando sobre o cuidado e carinho de Jackson e descrevendo o cantor como uma figura paterna em sua vida. No banco das testemunhas, Gavin negou quase tudo o que disse à Bashir. O garoto disse ao júri que Michael “sequer estava lá” durante o seu tratamento contra o câncer, que eram Chris Tucker e George Lopez quem o visitaram no hospital. Gavin foi duramente pressionado a admitir sua admiração por Michael e, apesar de não poder negar completamente as coisas boas sobre Michael que dissera à Bashir durante a entrevista, o garoto não quis dar mais crédito à Jackson por sua cura.

No banco das testemunhas, Gavin parecia estar irritado com Michael, explicando que apenas algumas horas após a entrevista com Bashir ter sido gravada, Jackson deixou o rancho e pareceu desaparecer no ar. Gavin testemunhou que ele e seus irmãos ficaram na unidade para hóspedes por uma noite, mas que nunca voltaram a ver Michael Jackson nesta visita em questão, nem Gavin falou com Michael de novo – até o documentário de Bashir ir ao ar, vários meses mais tarde.

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Re: Conspiração Michael Jackson by Afrodite Jones TRADUZIDO

Mensagem por sissi em Qua 4 Jul 2012 - 9:06

“Um dia bizarro no Caso Jackson”

“Jackson evita prisão durante um dia cheio de drama”

Foi na manhã seguinte, dia 10 de março de 2005, que Michael Jackson não apareceu no tribunal à tempo. Dentro da Corte, Mesereau explicava ao juiz que Jackson estava recebendo tratamento médico num hospital próximo. Todos puderam perceber que o juiz Melville estava visivelmente irritado, e ordenou à Mesereau que fizesse Michael aparecer no tribunal até às 9:30 da manhã – ou então Jackson perderia sua fiança de 3 milhões de dólares. Lá fora, a mídia estava em polvorosa, assistindo Mesereau falar ao telefone no estacionamento do tribunal, preocupado e ansioso para saber sobre o paradeiro de seu cliente.

Enquanto a imprensa continuava a se reunir sob suas tendas, apostando se Jackson chegaria à tempo no tribunal, os caçadores de notícia tentavam rastrear a comitiva de Jackson em helicópteros. Repórteres em helicópteros forneciam informações aos que estavam em terra, com atualizações de minuto a minuto sobre a comitiva do cantor, que foi vista a cerca de 50 minutos de distância da Corte e que viajava numa velocidade superior à 130 km/hr.
Todo mundo se perguntava se Melville realmente jogaria Michael na cadeia se este chegasse atrasado demais, e as pessoas já faziam apostas sobre o resultado daquela situação, imaginando se o juiz iria revogar a fiança de Jackson caso o pop star não conseguisse chegar por causa do tráfego. Enquanto Michael e sua comitiva lutavam para vencer o relógio, os fãs se agarraram às grades que cercavam a entrada da Corte, na esperança de saberem detalhes sobre o percurso do ídolo. Muitos fãs escutavam as notícias através do rádio de seus carros. O burburinho era enorme. As pessoas ficavam em seus celulares, falando ou enviando mensagens de texto – estava claro que todos estavam muito nervosos.

E então – a partir de uma nuvem de aplausos – o carro de Michael apareceu 5 minutos após o prazo determinado. Os fãs quase enlouqueceram enquanto Jackson saía lentamente de seu veículo, usando calças azuis de pijamas, chinelos, uma camisa branca e um blazer azul escuro – todos ficaram boquiabertos com aquela combinação de roupas. O pessoal da mídia ficou chocado, incapazes de compreender aquilo. Para os fãs, foi alegre ver Michael chegando ao tribunal antes do final do prazo. Para a mídia, houve um misto de reações; e uma delas – a principal – foi a de tentar derrubar Michael.
“Oh, meu Deus, ele está usando pijamas!”, as pessoas sussurravam. Celulares e BlackBerrys tocavam sem parar, e reportagens ao vivo eram transmitidas, comentando a aparência “grogue” de Michael enquanto ele caminhava para dentro do tribunal. À medida que os observadores assistiam à Jackson tomando seu lugar atrás da mesa da defesa, o pessoal não conseguia parar de comentar sobre o “pijama doido” de Michael. Alguns repórteres até falaram que o cabelo do pop star estava fora do lugar, e concluíram que Jackson estava usando “uma peruca que sequer tinha sido penteada”. Outros afirmaram que Michael estava “altamente medicado” e notaram que seus passos estavam lentos demais. Todos tinham observações a serem sussurradas – e todos concordavam que a aparência de Jackson não agradaria o juiz.

Independentemente de qualquer pensamento sobre a aparência bizarra de Michael, o zumbido na sala do tribunal cessou rapidamente assim que o juiz Melville entrou. Quando o júri se sentou, Melville educadamente disse: “Me desculpem pelo atraso. O Sr. Jackson teve um problema médico esta manhã, e foi necessário que eu ordenasse sua apresentação”.

Com essas palavras, Gavin Arvizo foi trazido à sala do tribunal através de uma entrada especial, e, naquela manhã – uma quinta-feira, 10 de março de 2005 -, o testemunho do garoto contra Michael Jackson iria descrever dois atos de abuso sexual.

Todos no tribunal se perguntariam por que a descrição de Gavin sobre os supostos abusos seria tão diferente da versão que seu irmão Star contara sobre esses mesmos incidentes. Mas as pessoas estavam dando ao testemunho o benefício da dúvida.
Em relação aos alegados assédios, nenhuma hora exata foi dada por Gavin, mas o menino testemunhou que os fatos denunciados ocorreram nas semanas seguintes da viagem que sua família fez à Miami, logo após a exibição do documentário de Martin Bashir. Para os observadores do tribunal, a linha do tempo parecia estranha, especialmente quando foram apresentadas evidências que mostravam a lista dos meios de comunicação que vigiavam o rancho depois da exibição de Living With Michael Jackson. Pelo que parecia, os “funcionários de Jackson” estavam sendo bombardeados a cada dia, e os telefones de Neverland permaneciam fora do gancho.

As mensagens deixadas à Michael Jackson, especificamente no dia 6 de fevereiro de 2003, vinham dos programas Entertainment Tonight, Extra, Good Morning America, Larry King Live, de Jack Sussman (importante executivo da CBS), de Connie Chung da CNN, do Skynews London da Inglaterra, de Barbara Walters (do programa 20/20 da rede ABC). E esta tinha sido apenas a primeira rodada de mensagens.

Fontes internas disseram que, durante dias, o mundo inteiro tinha ligado, tentando desesperadamente conseguir uma entrevista com Michael sobre o misterioso garoto, vítima de câncer, com quem Jackson apareceu de mãos dadas, com quem Jackson tinha admitido ter compartilhado sua cama. Apesar de o cantor ter dito à Bashir que seu relacionamento era inocente, que ele e Gavin e outras crianças já tinham dormido em sua cama antes, a mídia não acreditou em Michael quando ele falou que “compartilhar a sua cama” era um ato de carinho. A mídia queria mais. Eles queriam a sujeira.

Na frente do júri, Gavin afirmou que Jackson o molestou na sequência de um enorme escândalo, com o mundo da mídia ligando para o rancho, com as autoridades iniciando as investigações – mas a conduta e o tom do garoto simplesmente não pareciam certos. Gavin daria testemunhos específicos sobre os dois supostos abusos. Ele contou ter sido masturbado por Jackson. Mas algo em seu calmo comportamento parecia ser encenado. As lembranças de Gavin pareciam ser questionáveis.
Gavin disse ao júri que Michael colocou a mão dentro de seus pijamas, que Michael tinha falado que masturbação era algo natural – mas aquelas eram as mesmas palavras usadas na acusação de Jordie Chandler. Com Gavin admitindo que ele e sua família foram ver o advogado de Jordie antes mesmo de irem à polícia, as pessoas no tribunal tentavam ler as coisas nas entrelinhas. Primeiramente, o testemunho de Gavin pareceu ter um toque de verdade, mas depois, muito do que ele disse pareceu vir de um script, talvez feito por sua mãe, e as recordações do garoto mais tarde foram contrariadas por outras testemunhas. O jovem testemunhou ter bebido vinho no vôo de volta à Califórnia, que ele e sua família foram levados à Neverland numa limusine branca juntamente com Michael. Gavin explicou que, quando chegaram ao rancho, depois de dirigirem carrinhos de golfe por um tempo, ele, Star e Jackson dormiram na cama do cantor naquela noite, mas nada sexual teria acontecido. Gavin lembra que, naquela noite, ele e seu irmão, juntamente com Frank e Aldo Cascio fizeram alguns trotes e outras bobagens durante horas.
O garoto ainda afirmou que, ao voltar à Neverland após a viagem à Miami, ele passou a beber álcool “todas as noites”, e descreveu a adega secreta de Michael, que ficava escondida atrás de uma máquina de Jukebox, abrindo para uma pequena escada. Gavin testemunhou ter recebido vinho de Michael neste local, e disse que ele e Jackson desceram sozinhos para aquela adega somente em 5 ocasiões – trazendo o álcool de lá debaixo para que ele e seu irmão pudessem beber com Michael “em seu escritório e em seu quarto”.
Na gravação, Gavin admitiu que ele e seu irmão tinham ido até a adega em pelo menos uma ocasião – sem a presença de Michael.
Enquanto falava para o júri, Gavin jurou que falou a Michael que beber álcool seria algo ruim para ele. O garoto alegou ter dito à Jackson que só tinha um rim, mas que Michael disse que não tinha problema, que “nada ia acontecer”. Gavin disse que Jackson lhe deu Bacardi, Jim Beam, vodka e vinho, o qual Michael chamava de “suco de Jesus” porque “Jesus o tinha bebido”.
O jovem contou aos jurados que sobre a primeira vez que provou vodka na adega secreta, quando Michael lhe entregou um grande copo, que ele pensava ter água. Ele testemunhou ter “virado o copo” de uma só vez, e que “começou a queimar”.
Alguns segundos depois, Gavin disse, todo o local começou a girar, então, ele abaixou a cabeça, a apoiando num sofá. O rapaz alegou ter “desmaiado” depois de beber uma ou duas vezes, e que sentiu muitas náuseas em Neverland, apesar de nunca ter vomitado ou contado aquilo para sua mãe.
Gavin viria a admitir que, nas semanas seguintes à sua viagem para Miami, sua mãe, Janet, juntamente com seus irmãos – Davellin e Star – permaneceu em Neverland o tempo todo em que o garoto esteve lá. Tom Sneddon perguntou à Gavin quando ele começou a chamar Michael de “papai”. O garoto respondeu que foi em poucas semanas depois de voltar de Miami, que Jackson começou a chamá-lo de “filho” e, então, ele o chamava de “pai”.
Assim, Sneddon mostrou à Gavin uma nota, supostamente escrita à mão por Michael:
“Quero que você se divirta na Flórida. Estou muito feliz por ser seu PAPAI. Blanket, Paris e Blanket são seus irmãos. Mas você realmente tem que ser honesto em seu coração e saber que eu sou seu PAI e que vou cuidar de você”. PAI.
Enquanto Sneddon continuava sua linha de questionamentos, Gavin Arvizo admitiu que, no momento da época da gravação do vídeo de refutação, 20 de fevereiro de 2003, “nada de
ruim tinha acontecido” quando ele ficou com Michael Jackson em seu quarto. O jovem ainda testemunhou que no mesmo dia em que a família gravou aquele vídeo, eles também tinham sido entrevistados por três assistentes sociais que trabalhavam para o Departamento de Crianças e Serviços Familiares de Los Angeles.
Gavin disse que essa entrevista foi realizada na casa do Major Jay Jackson, o novo namorado de sua mãe. Quando os três assistentes sociais fizeram à família Arvizo uma série de perguntas sobre Michael Jackson, mais uma vez, Gavin insistira que “nada de ruim aconteceu” no quarto de Michael.
Enquanto Gavin falava ao júri, Jackson parecia indiferente.
Às vezes, o pop star balançava a cabeça em descrença, principalmente quando Tom Sneddon incitava o garoto à responder. Gavin conseguiu se lembrar de algumas coisas que tinha dito ao grande júri e mencionou que, uma vez, Michael apareceu nu no quarto principal, dizendo aos irmãos Arvizo que ficar pelado era algo “natural”. Ao contrário do depoimento de Star, Gavin falou que Jackson não estava excitado ao caminhar nu até o espelho. Os jurados pareceram um pouco perplexos ao perceberem que a versão de Gavin não se encaixava com a de seu irmão.

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Re: Conspiração Michael Jackson by Afrodite Jones TRADUZIDO

Mensagem por sissi em Qui 5 Jul 2012 - 8:58

Muitas coisas que Gavin disse entravam em contraste com o testemunho de seus irmãos. Mas, enquanto os jurados escutavam o garoto tecer sua estória, havia apenas uma coisa na qual eles queriam se concentrar: as específicas alegações de abuso sexual. Apesar de ter sido difícil para as pessoas no tribunal ouvirem Gavin falar sobre aquilo, o garoto não parecia estar desconfortável. Gavin falou em “termos práticos”. Não havia lágrimas em seu rosto. Realmente, houve muito pouca emoção.

“Você estava no quarto durante um tempo, e o réu começou a falar com você sobre masturbação?”, Sneddon quis saber.
“Sim”, Gavin respondeu.

“O que ele disse a você?”
“Ele me disse que, se os homens não se masturbam, eles podem chegar a um nível em que podem estuprar uma garota, ou podem ficar como, um tipo instável. Então, ele estava me dizendo que caras têm que se masturbar”, explicou Gavin.
“E o que mais ele disse a você?”

“Ele me contou uma história de um menino que ele viu um dia. Ele estava olhando pra cima numa varanda ou algo assim, até que viu um menino que não se masturbou e acabou fazendo sexo com um cachorro”.
“Ele disse qualquer outra coisa a você durante essa conversa?”
“Ele me disse que homens têm que se masturbar”.

“Ok. Agora, quando ele falou isso, o que ele disse ou fez depois?”, Sneddon questionou.
“Ele me perguntou se eu me masturbava, e eu falei que não”, Gavin respondeu, “E então ele disse que, se eu não soubesse como fazer, ele poderia fazer pra mim”.
“E o que você disse?”
“Eu disse que realmente não queria”.
“Tudo bem. E então, o que aconteceu?”.

Gavin testemunhou que Michael se enfiou debaixo da coberta, meteu a mão no pijama do menino e começou a masturbá-lo. Ele contou ao júri que realmente não olhava para Jackson enquanto aquilo acontecia, mas alegou que podia sentir Michael se mexendo, embora nunca tenha visto isso de fato. Quando Star contara sua versão sobre o evento, dizendo ter testemunhado o abuso que aconteceu na escada, o garoto disse que viu Michael alcançando a cueca de seu irmão – os dois testemunhos não se encaixavam.
Gavin estava dizendo ao júri que este ato tinha acontecido quando ele e Michael ficaram sozinhos “debaixo das cobertas”, mas Star afirmou ter visto o ato, observando tudo da escada do quarto de Jackson, a poucos metros de distância da cama – depois de ter disparado o alarme do quarto do cantor quando entrou pela primeira vez no aposento.
“Você se lembra por quanto tempo o Sr. Jackson te masturbou?”
“Talvez 5 minutos, eu acho”
“Você sabe o que é uma ejaculação?”
“Sim”, Gavin respondeu.
“E você teve uma ejaculação?”
“Sim.”
Gavin testemunhou que se sentiu constrangido com isso, mas Michael lhe falou que era “natural”. O garoto falou que se sentiu estranho com esse incidente, mas que voltou a dormir com Jackson algumas noites depois. Eles tinham acabado de voltar da sala de jogos, se sentaram na cama para assistir TV, e depois, “ele fez de novo”.
“Agora, nos diga o que aconteceu”, pediu Sneddon.

“A mesma coisa que aconteceu da primeira vez”, Gavin respondeu, “Ele disse que queria me ensinar. E nós estávamos ali, e ele começou a fazer isso pra mim. E então, ele meio que pegou a minha mão, para que eu tentasse fazer nele. Eu meio que puxei a minha mão de volta, porque não queria fazer aquilo”.
“Por quanto tempo você acha que durou essa segunda vez?”

“O mesmo tempo”, Gavin falou.
“Você ejaculou na segunda vez?”
“Acho que sim”.
Quando Gavin disse ao júri que não houve nenhuma outra ocasião em que o Sr. Jackson agira de forma inapropriada com ele, Tom Sneddon já não tinha mais nada a perguntar. O menino agora seria testemunha de Tom Mesereau, e, como fez com cada pessoa que sentara no banco das testemunhas, o advogado de defesa disse: “Meu nome é Tom Mesereau e eu falo para o Sr. Jackson, ok?.
Gavin respondeu “Ok”.
“Estou do lado dele, tudo bem?”, Mesereau queria que Gavin tivesse certeza.
“Tudo bem”, o garoto falou novamente.
Enquanto Mesereau reassegurava à Gavin que não estava do lado do governo, que estava do lado de Michael Jackson, o advogado de defesa deixou bem claro para o garoto que queria que ele falasse caso não entendesse alguma das perguntas.
“Agora, você disse ao júri que foi somente após a sua entrevista com os três assistentes sociais de Los Angeles que algo inapropriado aconteceu, certo?”, Mesereau perguntou.
“Huum…?”

“Você contou ao júri que apenas depois da sua entrevista com os assistentes sociais que o Sr. Jackson te tocou de forma inadequada, correto?”
“Foi depois”, Gavin assentiu.
“Foi depois, certo?”
“Sim”
“Agora, nessa entrevista, você disse aos assistentes sociais que o Sr. Jackson era um cara bom, certo?”
“Sim”

Para Mesereau, Gavin admitiu ter dito aos assistentes sociais que Michael era “uma figura paterna” para ele. Enquanto Mesereau parecia girar em torno de Gavin no banco das testemunhas, logo ficou estabelecido que os alegados incidentes de abuso sexual não ocorreram até depois que a família Arvizo visitara um advogado civil, cerca de uma semana antes de os Arvizos deixarem Neverland pela última vez.
Tom Mesereau decidiu não tratar Gavin como uma criança. Ele aproveitou as oportunidades, caiu em cima da testemunha, usando o estilo de questionamento staccato, rápido e direto ao ponto. A aposta deu certo, ao que parece, já que o júri veio a conhecer um outro lado de Gavin Arvizo, um lado não tão simpático. O lado encantador do garoto – evidente no vídeo de refutação e no documentário de Bashir – desapareceu repentinamente. Com Mesereau no comando do testemunho, Gavin rapidamente se tornou irritado e argumentativo.
“Então, você está dizendo ao júri que, depois de ter sido entrevistado por três assistentes sociais que investigavam Michael Jackson, e depois de toda a comoção que se seguiu com a exibição do documentário de Bashir, de alguma forma, o Sr. Jackson começou a tocá-lo indevidamente, correto?”, Mesereau queria saber.
“Não, foi mais para o fim”, Gavin respondeu, “Foi mais para quando estávamos prestes a ir embora, depois de termos bebido álcool e todas aquelas coisas. Foi talvez uma semana antes de deixarmos Neverland de vez”.

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Re: Conspiração Michael Jackson by Afrodite Jones TRADUZIDO

Mensagem por Mila em Qui 5 Jul 2012 - 17:08

Sissi eu parei de ler no terceiro post
confesso, mas eu estou amando seu trabalho
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Re: Conspiração Michael Jackson by Afrodite Jones TRADUZIDO

Mensagem por sissi em Qui 5 Jul 2012 - 18:41

mila escreveu:Sissi eu parei de ler no terceiro post
confesso, mas eu estou amando seu trabalho
aqui flor... Bjins



Eu sei que é uma leitura dificil, complicada e muito extensa, mas nao sabe o que está perdendo. isso explica tanta coisa!

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Re: Conspiração Michael Jackson by Afrodite Jones TRADUZIDO

Mensagem por sissi em Seg 9 Jul 2012 - 10:50

Às vezes, durante os vários dias de seu testemunho, Gavin olhava para Michael e encarava o pop star com um olhar de desaprovação. Ocasionalmente, o garoto resmungava baixinho, principalmente quando Mesereau insinuava que Gavin e seus irmãos eram mentirosos, treinados por sua mãe. Mesereau traria sistematicamente o caso JC Penney à tona, lembrando aos jurados que as crianças Arvizo tinham mentido no passado – e ganho um acordo civil da JC Penney Corporation.

A insinuação era a de que os Arvizos diriam qualquer coisa para conseguir dinheiro.
Sobre a teoria da conspiração, sobre a alegação de que os Arvizos ficaram contra a sua vontade no rancho, Mesereau disse que isso era um absurdo. O advogado de defesa conseguiu provar que os Arvizos deixaram Neverland e depois voltaram por mais de três ocasiões. Durante esse tempo, enquanto a família alegava ter sido mantida “prisioneira”, Janet e seus filhos foram tratados como hóspedes de um luxuoso hotel. Além disso, Janet e as crianças eram escoltados pelos motoristas de Michael, eles iam ver dentistas, compravam brinquedos, enfim, tudo à custa de Michael. Mesereau apresentou uma lista de transações financeiras que mostrava que Neverland Valley Entertainment havia pagado “vários milhares de dólares” em cosméticos, roupas, tratamentos de beleza, refeições e alojamento para a família.

“Provamos que estas crianças foram ensinadas a mentir sob juramento, que foi um dos nossos argumentos para o júri”, Mesereau mais tarde confidenciara. “As crianças Arvizo aprenderam a trabalhar com advogados numa idade precoce. Estávamos usando o caso da JC Penney como um exemplo disso. Esperávamos mostrar ao júri que as crianças eram ensinadas para exagerar, para fazerem as coisas, para apoiarem as alegações do pai e da mãe, verdadeiras ou não, numa idade precoce”.

As informações sobre as alegações anteriores de Janet Arvizo, sobre as reclamações familiares que Janet tinha sido assaltada e molestada pelos guardas da JC Penney, seriam mais do que devastadoras para os Arvizos. Quando perguntado sobre o caso – sobre sua família ter recebido acordo de $152.000 da JC Penney – o menino parecia incapaz de sair de um beco sem saída.

“Sentimos que as reivindicações dos Arvizos eram ultrajantes”, Mesereau falou, “Provamos que a mãe alegou que os guardas da JC Penney tinham a molestado no estacionamento da loja. Quando o incidente aconteceu, no estacionamento da JC Penney, os pais Arvizo foram presos. Vendo o formulário de entrada de Janet do dia em que foi presa, ela indicou que não precisava de nenhuma assistência médica. Janet afirmou que não tinha quaisquer problemas de saúde. Quando nós olhamos as fotos deste dia, Janet não tinha um fio de cabelo fora do lugar. Nós achamos que essa evidência era devastadora”.

Ron Zonen apresentou as fotos dos supostos machucados de Janet Arvizo, afirmando que ela tinha sido espancada. Mas, mais tarde, Mesereau provou que Janet não fora espancada no dia da sua prisão. O advogado pensou que talvez as fotos fossem falsas, ou que, talvez, elas tivessem sido tiradas algum tempo depois da sua prisão e soltura. Diante das informações dadas pela polícia, nenhum dos Arvizos poderia fornecer um testemunho que explicasse as provas que Mesereau apresentou, indicando que Janet fora espancada dias após o incidente da JC Penney. A pesquisa de Mesereau mostraria que algum tempo depois do fato, Janet Arvizo tirou fotos de si mesma “cheia de hematomas”, entregou-as para um advogado a fim de entrar com um processo civil contra a JC Penney. Para seu advogado, Janet alegou que os hematomas apareceram dias depois, mesmo após o dia em que ficou presa. Janet tinha preenchido um formulário para a polícia, em que dizia que não precisava de “nenhum tratamento médico”.
Para fortalecer seu caso, Janet usou Gavin e Star Arvizo, que juraram ter testemunhado um brutal ataque físico e sexual contra sua mãe no chão de cimento do estacionamento da loja.
“Você foi consultar dois advogados e um psicólogo, a quem Larry Feldman indicou, antes mesmo de ir falar com qualquer policial, correto?”, Mesereau voltou ao assunto de Jackson.
“Sim”, Gavin admitiu.
“Agora, estes não foram os primeiros advogados com quem você conversou, correto?”
“Conversei com outros advogados antes”
“Você tinha um advogado te representando no caso JC Penney, correto?”
“Acho que sim, tenho certeza que sim”
“Você testemunhou sob juramento naquele caso, correto?”
“Sim”, disse Gavin.
“Você disse a verdade sob juramento naquele caso?”
“Claro”
“Não disse nenhuma mentira?”
“Não”
“Você disse que os seguranças tinham espancado a sua mãe no estacionamento?”, Mesereau atacou.
Mas Sneddon se objetou a questão, e Mesereau teve que seguir em frente.

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Conspiração Michael Jackson by Afrodite Jones cap-11

Mensagem por sissi em Ter 10 Jul 2012 - 18:29

“WHO‟S BAD?”
“QUEM É MAU?”
O julgamento entrou em sua terceira semana de testemunho ainda com Gavin Arvizo no banco das testemunhas, mas a mídia estava distraída com o Papa João Paulo II, que acabara de ser liberado pelo hospital, após uma cirurgia que lhe facilitaria a respiração. Em Roma, o Papa João Paulo II estava fazendo notícias internacionais, onde uma minivan cinza que levou o pontífice de 84 anos para o Vaticano fez com que as equipes de repórteres que estavam em Santa Maria corressem para pegar um vôo para a Cidade do Vaticano.

Enquanto o Papa João Paulo II acenava e abençoava os milhares de italianos e turistas na Praça de São Pedro, as equipes de notícia notaram que o pontífice não tinha sido curado ainda. A mídia ficara tão preocupada com o Papa que até ignorou os detalhes dados pelo acusador de Jackson, que agora estava sob um forte ataque de Tom Mesereau. Ao invés de prestar uma atenção especial no testemunho de Gavin, a imprensa estava preocupada com o fato de ter que puxar a ficha do caso Jackson completamente. Havia rumores que diziam que o Papa não iria se recuperar.

Michael Jackson, que tinha voltado à sala do tribunal parecendo forte, usava um arrojado casaco vermelho no dia em que seu acusador estava sob o ataque de Mesereau. Com o advogado de defesa pronto para contestar Gavin Arvizo, o pop star parecia bastante confiante, mas, ao mesmo tempo, estava um tanto melancólico. Michael estava pensativo e parecia triste ao ver que sua tentativa de ajudar a família Arvizo saíra tão drasticamente pela culatra.

Conforme Mesereau começava a disparar as perguntas, Gavin admitiu ter conversado com o diretor de sua escola, Jeffrey Alpert, poucos dias depois de o documentário de Bashir ter ido ao ar. O diretor, Sr. Alpert, tinha chamado o garoto para lhe fazer uma pergunta direta sobre as alegações à respeito de Michael Jackson. No banco das testemunhas, Gavin olhava para baixo e confirmou ter dito ao diretor que nada de sexual havia acontecido entre ele e Michael.

Mesereau expôs um monte de problemas disciplinares que Gavin teve em sua escola. Referindo-se aos detalhados registros escolares, o advogado de defesa disse ao júri que Gavin Arvizo tinha ido mal em várias matérias, que tinha sido obrigado a escrever um pedido de desculpas à outro aluno; que foi acusado de cantar no meio da sala de aula, de falar demais e interromper algumas aulas e inclusive de desafiar e desrespeitar alguns professores. Gavin Arvizo foi objeto de inúmeros relatórios que descreviam o seu mau comportamento e sua recusa a fazer os trabalhos de casa. O comportamento rude do garoto parecia surgir, às vezes, em sua maneira no tribunal.

“Você se lembra de ter discutido com o Sr. Davy [o vice-diretor da escola] sobre seus problemas disciplinares?”, Mesereau questionou.
“Sim”, Gavin respondeu.
“E, por favor, pode falar ao júri sobre o que eram essas discussões?”
“Eu não me lembro muito bem”
Mesereau mostrou à Gavin uma cópia dos registros de sua escola, dos quais as datas e os relatórios foram extraídos.
“Você já teve uma discussão com o Sr. Davy sobre os seus problemas disciplinares com alguns professores?”
“Sim”
“Por favor, conte ao júri o que se passou nessa discussão”
“Eu não me lembro muito bem. Quer dizer, ele me pedia para melhorar e coisas desse tipo…”
“Você conhece alguém chamado Bender?”
“Sim, sim. Srta. Bender.”
“Você fazia parte da turma da Srta. Bender nas matérias de História Mundial e Geografia em 2002, certo?”
“Uhum”, Gavin assentiu.
“Ok. Ela se queixou a desafiou e a desrespeitou, correto?”
“Sim, acho que sim”
“Ela também disse que você parecia ter grande habilidade em atuar, não?”
“Não sei se ela disse isso”
“Será que refrescaria a sua memória se eu te mostrasse uma anotação que a Srta. Bender apresentou ao Sr. Davy?”
Gavin alegou que sua memória não poderia ser refrescada. Ele negou ter “grande habilidade em atuar”, embora tenha admitido ter estudado teatro com um professor, o Sr. Martinez, outro professor que escreveu sobre os problemas disciplinares de Gavin.
Quanto à Michael, ele ficou sentado em silêncio durante grande parte do depoimento de Gavin, houve momentos em que o pop star chegou a sussurrar para sua equipe de defesa, principalmente quando as respostas de Gavin eram contraditórias. O garoto estava tentando negar que havia escrito muitos cartões e cartas nos quais se referia à Michael Jackson como “papai Michael”, mas Mesereau tinha essas tais cartas e os cartões, e os apresentou como evidência.
“Você teve a chance de olhar esse documento?”, Mesereau perguntou.
“Sim”, Gavin falou.
“E você queria ir para Nova York e estar com o Sr. Jackson num estúdio de gravação, correto?”
“Eu acho… [longa pausa] Quero dizer, sim”
“E isso não aconteceu, correto?”
“Não”
“Você nunca viajou com o Sr. Jackson para Nova York?”
“Eu nunca viajei com o Sr. Jackson”
“Você o chamou de „a pessoa mais legal, mais carinhosa do mundo‟, certo?”
“Sim”
“Você disse: „Eu te amo, papai Michael‟, certo?”
“Sim”
“Você disse: „Obrigado, papai Michael, por ser o meu melhor amigo, por todo o sempre‟, correto?”
“Sim”
“Ok. Você enviou uma grande quantidade de cartões que foram assinados „Seu filho, Gavin‟, correto?”
“Sim”
“Você se lembra de ter dito as palavras: „Volte, sinto sua falta, eu te amo‟, verdade?”
“Quer dizer, provavelmente sim, mas eu não me lembro de ter enviado uma carta”
Revirando os olhos em alguns momentos, Michael ficou sentado calmamente enquanto Gavin testemunhava. Nos dias em que o garoto estava sob interrogatório, Tom Mesereau conseguiu apontar incoerências sobre duas coisas importantes: a quantidade de álcool que Jackson supostamente deu ao menino e as datas dos alegados assédios. Muito revelador, também, foi o momento em que Gavin admitiu ter dito aos detetives de Santa Barbara que sua avó era a pessoa que lhe disse que os homens precisam se masturbar “para que não estuprem mulheres”.
Conforme os dias se passavam, Gavin Arvizo oferecia diversos lados de sua personalidade ao júri. Embora às vezes parecesse uma criança, as pessoas presentes no tribunal perceberam que o garoto de 15 anos de idade tinha um comportamento que ultrapassava a sua pouca idade. A lista de elementos-chaves que o testemunho de Gavin apresentou foi a seguinte:
Nas primeiras semanas que vieram após ter deixado Neverland, Gavin e sua família tinham ido ver não apenas um, mas DOIS advogados civis, talvez na esperança de fechar um acordo milionário com Michael. Gavin, até alcançar a idade de 18 anos, teria direito de processar Michael Jackson num tribunal civil, no qual uma condenação penal deveria ocorrer num caso de abuso sexual.
Gavin estudou numa escola de teatro e foi treinado pela veterana atriz Vernee Watson, uma estrela de séries de TV, como Um Maluco No Pedaço. Gavin foi designado como “um problema de disciplinar” quando estudou na escola John Burroughs. Ele desrespeitava os professores e figuras de autoridade, e muitas vezes, era enviado para a detenção. Gavin disse à Chris Tucker, estrela de A Hora do Rush, que ele e sua família estavam sendo perseguidos pela mídia, que ele queria ver Michael em Miami.
Gavin queria ajudar Jackson a realizar uma conferência de imprensa para denunciar o documentário de Bashir e esclarecer que nada de impróprio acontecera na cama de Michael Jackson. Gavin e seus irmãos raramente eram deixados sozinhos com Michael. Muitas vezes, o amigo de Jackson, Frank Cascio e seus dois jovens irmãos, Aldo e Nicole Marie Cascio, estavam lá com Michael também. As crianças Cascio também estiveram no vôo de Miami para a Califórnia. As crianças Cascio estavam regularmente no quarto de Michael.
Gavin admitiu que gostava de ficar em Neverland e disse que nunca sentia medo lá. O garoto alegou que era a sua mãe, Janet, quem sentia “medo” de estar em Neverland, que expressava “preocupação” sobre ser mantida em cativeiro. De Neverland, Gavin foi com Michael à um passeio para a loja Toys R, em Santa Maria, e Jackson pegou alguns fãs locais ao longo do caminho, comprando brinquedos e presentes para todos eles.
Durante esse passeio, Gavin nunca comentou com ninguém sobre estar sendo mantido em “cativeiro”. De Neverland, Gavin foi conduzido em um Rolls Royce para a cidade vizinha, Solvang, onde teve seu aparelho removido às custas de Michael, porque “os fios estavam todos quebrados”. Mais uma vez, durante essa saída, o garoto foi acompanhado por sua mãe e por seus irmãos, e nunca se queixou sobre estar mantido em “cativeiro”. Em algum momento após a viagem de Miami, Gavin e seus irmãos estavam “sendo vigiados” pelos associados de Michael num hotel em Calabasas por um motivo desconhecido pela família Arvizo. Mais tarde, eles gravaram um vídeo de refutação numa locação em Calabasas que ficava muito perto do hotel em que estavam. Durante a permanência de 3 dias dos Arvizos no hotel, eles foram comprar bagagens e roupas, alegadamente para uma viagem ao Brasil que os associados de Michael estavam planejando. No entanto, Gavin “não conseguiu se lembrar” de ter saído para comprar malas. Os associados de Michael acompanharam Janet Arvizo e seus filhos quando eles tiraram fotos para o passaporte e vistos para uma alegada viagem de férias ao Brasil.

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Re: Conspiração Michael Jackson by Afrodite Jones TRADUZIDO

Mensagem por sissi em Qua 11 Jul 2012 - 10:03

Quando Janet supostamente soube que Michael não acompanharia os Arvizos na viagem, mudou de ideia, e a viagem nunca se realizou. Depois que a mãe de Gavin decidiu que eles não viajariam ao Brasil, ela voltou para Neverland, onde determinou que ela e seus filhos estavam em perigo. Dizendo à crianças que estava sendo ameaçada, Janet se recusou a ficar no rancho por mais tempo. À pedido da mãe, seus filhos foram levados para a casa dos avós maternos em El Monte. Após “fugir” de Neverland em duas ocasiões, Janet e seus três filhos retornaram ao fantástico rancho, apesar de afirmar que todos eles “estavam sendo vigiados” e “ameaçados” pelos conspiradores de Jackson. Ao longo de suas várias estadias em Neverland, os Arvizos foram mimados. Provas mostraram que as crianças tinham controle da propriedade, que os meninos Arvizos chegavam a mandar nos funcionários
de Jackson. A família alegou ter sido “presa”, mas eles estavam desfrutando uma vida de luxo, uma vida que nunca haviam conhecido. Nas semanas seguintes à viagem de Miami, Gavin soube a doença de pele de Michael, vitiligo. No entanto, o garoto nunca falou ter visto doença de pele de Jackson. Gavin nunca mencionou ter visto qualquer parte do corpo de Michael. Em vez disso, ele testemunhou que Michael havia lhe explicado que a doença foi mudando a cor de sua pele, e falou que Jackson usava maquiagem no rosto, talvez para cobrir manchas.
“Ok, Gavin, eu tenho uma última pergunta para lhe fazer”, disse Sneddon, finalizando seu interrogatório, “Ontem, em resposta aos questionamentos do Sr. Mesereau, você disse que o Sr. Jackson era como um pai para você, não foi?”
“Michael Jackson?”
“Sim”
“Sim”, Gavin respondeu.
“E você achava que ele era um dos caras mais legais do mundo, correto?”, Sneddon quis saber.
“Sim”
“Você o admirava?”
“Bem, eu admiro apenas Deus”, respondeu Gavin, “Mas ele foi um cara muito legal”
“Como você se sente à respeito do Sr. Jackson agora, depois do que ele te fez?”
“Realmente não gosto mais dele. Não acho que ele é merecedor do respeito que eu o estava dando sobre ser o cara mais legal do mundo.”
Com isso, o promotor não tinha mais perguntas para Gavin Arvizo. Sneddon parecia satisfeito com a maneira que o testemunho tinha sido feito.
Foi perturbador perceber que Gavin não parecia envergonhado ou revoltado em seu testemunho. Quando estava no banco das testemunhas, o garoto, algumas vezes, olhou para Michael, que não estava mais dando credibilidade a qualquer coisa que o jovem dizia.

No final, o testemunho de Gavin fora decepcionante. O jovem parecia animado enquanto falava dos supostos atos sexuais, mas Michael não mostrava nenhuma emoção sobre qualquer uma das acusações do garoto.
“Agora, você reclamou aos xerifes de Santa Barbara que „depois de eu ter feito todas aquelas coisas de câncer‟, você nunca mais viu o Michael de novo, correto?”, Mesereau perguntou.
“Não. Não até aquela coisa do Bashir”, respondeu Gavin.
“Ok. E você queria vê-lo depois de ter sido curado, certo?”
“Sim”
“Você sentia que ele tinha te abandonado, correto?”
“Sim”
“Você surgiu com os atos de abuso sexual depois de ter percebido que Michael Jackson estava desaparecendo da sua vida”, argumentou Mesereau. Mas Gavin rapidamente negou a acusação.
Assistir ao garoto saindo da sala do tribunal, para nunca mais ver Michael Jackson de novo, foi interessante observar a expressão de Gavin quando o jovem percebeu que não iria nunca mais fazer parte da “família” de Michael.
Em algum lugar no seu coração, o menino parecia desanimado. Gavin havia insistido que foi “curado por Deus” e não por Michael Jackson. No entanto, o jovem parecia inexplicavelmente atraído pelo poder e a presença magnética do pop star.

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Conspiração Michael Jackson by Afrodite Jones cap -12

Mensagem por sissi em Qui 12 Jul 2012 - 11:48

“GOT TO BE THERE”
“TENHO QUE ESTAR LÁ”
Os promotores mostraram aos jurados as revistas e outros materiais de conteúdo adulto apreendidos em Neverland, numa tentativa de reforçar as acusações de que Jackson era obcecado por sexo. O promotor acusaria Michael de ter mostrado esses materiais aos meninos Arvizos com a intenção de estimulá-los. Os xerifes de Santa Barbara testemunharam que eles tinham classificado tudo aquilo através das pilhas de livros de fotografia e artes, diversos tipos de revistas, pôsteres de filmes e tudo o que estava espalhado pela suíte máster de Michael, seu banheiro e a área do escritório. Algumas das revistas de conteúdo adulto eles encontraram em duas pastas trancadas, escondidas debaixo da cama de Jackson. Esse material também foi encontrado perto da banheira Jacuzzi, e a lista continua. Aparentemente, Michael tinha um gosto por pornografia.

O detetive Paul Zelis testemunhou que encontrou uma revista de conteúdo adulto na cabeceira de Jackson. Ele mostrou uma foto de uma garota nua, misturada com fotos de dois bebês em fraldas, uma criança numa banheira e um filhote de cachorro. A forma como o material foi apresentado, a combinação fez Michael parecer distorcido. Porém, enquanto mais evidências “adultas” eram mostradas ao júri, enquanto as pessoas sentadas naquele local olhavam para aquelas imagens de mulheres sexys, o pessoal sentiu que aquilo fazia com que Michael parecesse mais um cara normal. O fato de que Michael Jackson gostava de ver fotos de mulheres nuas foi notícia para muitos dos observadores do tribunal.
Quanto às evidências de impressões digitais, os promotores alegaram que pelo menos uma revista de conteúdo adulto tinha as digitais de Michael e Gavin. Mas o detetive Zelis mais tarde admitiu que o lote de revistas apreendido em Neverland não tinha sido examinado até o dia em que foi apresentado na audiência de março de 2004 – período no qual Gavin testemunhou. A equipe de advogados de Jackson conseguiu efetivamente argumentar que Gavin poderia ter deixado suas digitais nas revistas durante os processos do Grande Júri [processos em que determinam se uma acusação criminal acontecerá ou não. No caso de Michael, aconteceram em março de 2004, levando à acusação de Jackson em 21 de abril de 2004. N.T.], principalmente depois que Zelis disse não ter certeza se Gavin tinha ou não manuseado as revistas durante seu testemunho ao Grande Júri.

Paul Zelis, sob o interrogatório do advogado da defesa Robert Sanger, foi forçado a admitir que Gavin deu à polícia diferentes versões sobre a data em que os supostos abusos ocorreram. Para o detetive Zelis, Gavin alegara inicialmente que o abuso sexual aconteceu antes de ele fazer o vídeo de refutação em 20 de fevereiro de 2003. Algum tempo depois, Gavin diria à polícia que o abuso acontecera depois da gravação do vídeo.

Outro forte testemunho veio do investigador de Santa Barbara, Steve Robel, que contou ao júri que Gavin chorou quando falou pela primeira vez sobre os atos de abuso sexual. Robel foi um dos principais investigadores do caso e explicou que a atitude de Gavin mudara quando ele contou sobre o abuso, dizendo ao júri que, “de muito tranquilo”, o garoto “foi ficando um pouco chocado”.

A entrevista que Gavin dera à polícia tinha sido gravada e, antes que o julgamento terminasse, ela foi incluída como evidência. Foi uma confissão dramática, já que tinha sido o prego que levaria Michael Jackson à cruz. Nesta intrevista, Gavin explicou à Robel e Zelis que ele “sabia distinguir o certo do errado”. Embora parecesse um tanto cauteloso, com medo de falar sobre qualquer coisa que fosse considerada errada, ele finalmente apresentou alguns exemplos: Não ouvir sua mãe – era errado. Matar alguém – era errado também.
Gavin contou à polícia sobre as longas conversas que tinha com Michael quando ainda estava doente. O menino disse que falou principalmente sobre jogos de vídeo game, sobre seus programas de TV favoritos, e algumas celebridades. Ele descreveu seu tempo em Neverland, dizendo que ele e seu irmão faziam uma “incursão à cozinha” todas as noites, que preferia ficar com Michael na casa principal em vez de dormir em seu quarto localizado na unidade de hóspedes.

Gavin estava visivelmente incomodado quando se sentou com os policiais, que o chamavam de “camarada” e faziam perguntas importantes. Robel e Zelis tentavam fazer com que o garoto se soltasse, falando de aniversários, esportes e notas escolares, e Gavin – que tinha 13 anos naquela época – finalmente falou sobre a amizade com Michael, explicando à polícia que, por vezes, Michael tinha o desapontado. Gavin parecia chateado, relatando que Jackson tinha dado à sua família um caminhão GMC branco, mas depois, quando o caminhão quebrou, ele o tomou de volta.

Gavin estava um pouco hesitante, mas detalhou o abuso sexual, apesar de ter dito à polícia que “não estava certo” sobre o quê era uma ejaculação. O garoto falou que nunca viu as partes íntimas de Michael, mas lembrou que Jackson tinha passado pelado por ele uma vez, enquanto passeava pelo seu quarto.

Na gravação da entrevista, Gavin disse à polícia que o abuso aconteceu quatro ou cinco vezes – uma incoerência que mais tarde a equipe de defesa apresentou. Sob interrogatório, Steve Robel testemunhou que Gavin “não conseguiu articular exatamente o que ocorreu”, afirmando apenas que o garoto “foi específico sobre dois eventos dois eventos que se lembrava”.

A atmosfera da sala do tribunal ficou mais realista, quando uma das ex-camareiras de Michael, Kiki Fournier, que trabalhou em Neverland de 1991 a 2003, relutantemente, tomou a cadeira para testemunhar. Quando ela olhou para o pop star, Michael se recusou a reconhecê-la. Com um piano em suas costas, Kiki parecia tímida. Ela respondeu às primeiras perguntas com rápidas e curtas respostas. A mulher parecia assustada, mal podia ser ouvida, e foi aconselhada a se aproximar do microfone. Kiki estava nervosa sobre seu testemunho e não pareceu feliz ao divulgar os segredos de Michael.

A Sra. Fournier contou ao júri que tinha trabalhado para Jackson “de vez em quando” por 12 anos, explicando que havia ficado alguns anos fora quando teve um filho e que deixou Neverland em boas relações no outono de 2003. Seu trabalho envolvia cuidar dos hóspedes de Michael, limpando os quartos, lavando as roupas e, às vezes, servindo comida e fazendo tarefas domésticas.

No início de seu depoimento, Kiki disse ao assistente do promotor, Gordon Auchincloss, que ela não queria se meter com o caso. Do banco das testemunhas, Kiki deixou claro que não se sentia bem ao estar no meio daquelas acusações, que não gostava de ser o centro das atenções. Kiki Fournier era uma mãe trabalhadora, uma mulher com um rosto honesto, que disse ao júri que gostava de sua privacidade.

Kiki foi convidada a falar sobre as exigências de Michael, sobre sua segurança no trabalho, sobre Michael ter ou não ameaçado a demiti-la. Kiki disse aos jurados que, na maioria das partes, Michael nunca dava ordens diretas, e ela estava feliz em servi-lo. Fournier disse que nunca tinha sido demitida e falou sobre a hierarquia em Neverland. Seus chefes diretos eram Joe Marcus, o gerente do rancho, Jesus Salas, o gerente da casa, e Violet Silva, a chefe de segurança. Kiki disse que nunca tinha visto a equipe de bombeiros de Michael. Ela explicou que, se as coisas não estivessem do jeito que ele queria, Michael teria seus desejos “comunicados” para alguém de sua equipe.

Kiki falou sobre Frank Casio, amigo de longa data de Michael, que também trabalhou para Jackson como “assistente” ou algo do tipo. Ela não estava muito certa sobre o „título‟ exato de Frank. Fournier apenas sabia que ele era uma presença constante em Neverland por cerca de 10 anos e tinha sido convidado a trabalhar para Michael. Kiki tinha pouco a dizer sobre os “associados” de Michael, especificamente sobre aquelas pessoas à sua volta durante a primavera e o verão de 2003. Além de Frank, ela via “empresários” com Michael “um pouco”, mas que não tinha certeza sobre o serviço deles.

Kiki respondeu a perguntas sobre os quatro “associados” que eram: Dieter Weisner, Ronald Konitzer, Vincent Amen e Marc Shaffel, todos os quais foram nomeados como co-conspiradores no caso.
Kiki lembrou que todos esses homens estavam em Neverland no verão de 2003, e também falou sobre a preparação para uma grande festa de aniversário que estava sendo feita para Michael, com Marc Shaffel na organização do evento. Kiki não teve muito a dizer sobre a festa de Jackson, que, pelos padrões do pop star, foi talvez um evento simples. Kiki não conseguiu se lembrar de nada especial sobre a comemoração do aniversário de Michael: nenhuma apresentação especial, nenhum convidado especial. Fournier testemunhou que Michael tivera um DJ, um bolo gigante, exposição de algumas obras de artes e cerca de mil convidados.

Para Kiki, o evento significou trabalho e limpeza extras. Na sua perspectiva, as coisas não eram tão divertidas em Neverland. Havia sempre um monte de trabalho a fazer e necessidades particulares a serem cumpridas. Fournier contou ao júri que trabalhava mais nos turnos da noite e explicou que o gerente do rancho, Joe Marcus, estava no comando de toda a equipe de Neverland. Kiki disse que ela recebia as instruções de Jesus Salas, a quem Michael Jackson “dava instruções” por volta da casa, e descreveu Michael como uma pessoa “detalhista” que gostava de ter o serviço “do jeito que ele queria”. A camareira disse que os funcionários de Neverland davam mais duro no trabalho sempre que Jackson estava na propriedade.
Sob o interrogatório de Gordon Auchincloss, que era um tanto arrogante com a maioria das testemunhas, mas pareceu ter fala mansa com Kiki Fournier, a camareira começou a descrever os tipos de hóspedes que ela tinha visto em Neverland ao longo dos anos. Ela disse ao júri que as crianças eram a maioria dos convidados de Michael e declarou que milhares delas visitaram o rancho durante o tempo de serviço dela, alguns acompanhados por seus pais, outros, não. Com a insistência do assistente do promotor, a camareira descreveu Neverland como um ambiente permissivo, um ambiente que permitia que as crianças se comportassem mal, especialmente se seus pais não estivessem com elas.

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Re: Conspiração Michael Jackson by Afrodite Jones TRADUZIDO

Mensagem por sissi em Sex 13 Jul 2012 - 8:18

Enquanto detalhava as atividades em Neverland, Kiki disse que as crianças comiam doces, brincavam no parque de diversões, assistiam à vídeos, jogavam vídeo games e ficavam até tão tarde quanto queriam. Fournier explicou que não havia realmente qualquer regra no rancho, dizendo ao promotor que não havia nenhuma disciplina para ser falada. Para os ouvintes do tribunal, a impressão dada foi a de que não se podia repreender as crianças.

O promotor estava pintando um retrato de Michael que o fazia parecer um adutlo destrutivo e imprudente. E estava funcionando, na maioria das vezes, até Kiki começar a adicionar seu próprio comentário sobre Michael ficar chateado se as crianças “ficassem muito barulhentas” na mesa de jantar. Fournier disse aos jurados que houve certos momentos em que Jackson pedia aos jovens para se comportarem. Por exemplo, ele não permitia guerras de comida durante o jantar e não permitia doces – sendo jogados em guerras de comida no teatro, pequenas coisas como estas.

Em geral, Kiki admitiu, Michael parecia dar às crianças bastante liberdade em Neverland. Ela descreveu as crianças no rancho como tendo “mão livre” para tudo o que quisessem fazer. Frequentemente, as crianças que ficavam lá eram desordeiras e “indisciplinadas”. Fournier testemunhou que, para os jovens que passavam a noite no rancho, eram dados quartos de hóspedes, mas eles podiam ter acesso a toda a propriedade, e geralmente preferiam dormir com Michael em sua suíte máster.
A camareira também descreveu suas interações com as crianças que eram os convidados preferidos de Michael em Neverland, mas ela parecia hesitante em testemunhar, mantendo os olhos bem longe do pop star. Quando perguntada sobre se já notara alguma “mudança” nas crianças que interagiam com Jackson, Kiki admitiu que, na sua opinião, as crianças pareciam mudar na presença de Michael.
“Elas têm uma rédea mais solta”, a camareira disse ao júri, “Elas se tornavam muito, muito selvagens e, de certa forma, destrutivas”. Fournier explicou que este tipo de mudança de comportamento não era incomum, e que notara isso em Gavin e Star Arvizo, fato que ela tomou consciência quando eles foram hóspedes do Sr. Jackson na primavera de 2003. Kiki testemunhou que nas primeiras visitas dos Arvizos em Neverland, eles foram “muito educados”, mas que, depois de um tempo, Gavin e seu irmão ficaram bem menos comportados.
Quando foi pedido que a governanta se lembrasse de certos convidados “destacados” de Michael, Kiki deu uma lista de garotos que incluía Gavin Arvizo, Brett Barnes, Aldo Cascio, Wade Robson, Jimmy Safechuck, Jordie Chandler e Macaulay Culkin. A camareira disse ao júri que a lista de meninos dos quais Jackson era amigo, aqueles com quem formou uma “ligação especial”, eram todos de uma certa idade – algo entre 10 e 15 anos.
Kiki Fournier falou que tinha observado Michael Jackson beber álcool durante o período de 2002 e 2003, afirmando que a bebida escolhida pelo pop star era vinho e, às vezes, vodka. Embora não pudesse afirmar se já tinha visto Michael servir bebidas alcoólicas a um menor, a camareira disse ao júri que tinha visto crianças por volta de Jackson que pareciam estar embriagadas. Kiki recordou um jantar em setembro de 2003, em que Michael estava à mesa com outras 4 ou 5 crianças, três das quais ela “acreditava” estarem embriagadas.

É claro, Kiki não pôde ter certeza se as crianças haviam bebido álcool. Ela assegurou aos jurados que não tinha servido álcool para qualquer criança. Kiki quis que o júri soubesse que ela não foi responsável por acompanhar as crianças, observá-las ou vê-las consumindo álcool. Enquanto a camareira qualificava sua resposta, Mesereau se opôs ao testemunho em razão da especulação, e o juiz concordou.

O juiz Melville pediu ao júri que desconsiderasse o testemunho sobre as crianças supostamente embriagadas à mesa de jantar, já que o incidente que Kiki descrevera ocorreu meses após a saída dos Arvizos do rancho. Mas o mais importante, enquanto estava sentada no banco das testemunhas, sendo pedida à recordar quaisquer outros incidentes em que crianças pareciam estar bêbadas, Kiki não conseguiu se lembrar de nenhum incidente específico que pudesse afirmar com certeza que crianças passaram um tempo com Michael realmente embriagadas.

As crianças se tornavam selvagens, se tornavam hiperativas. Elas poderiam, às vezes, parecerem embriagadas. Mas Kiki não pôde oferecer nenhuma prova. A camareira não pôde fundamentar as alegações do promotor.

Em interrogatório, Mesereau perguntou à Kiki sobre uma hóspede frequente de Michael, Marie Nicole Cascio, irmãzinha de Frank Cascio, que passava grande parte do tempo em Neverland. O júri soube que Marie Nicole era uma das crianças que passava bastante tempo no quarto de Michael. A garotinha ia quase sempre lá, acompanhada por seus irmãos, Aldo e Frank, e ficou hospedada em Neverland no mesmo período em que as crianças Arvizos estiveram lá.

Embora Marie Nicole fosse alguém a quem os promotores convenientemente se esqueceram de mencionar no caso, Kiki descreveu a família Cascio – Frank, Marie Nicole e Aldo – como “hóspedes frequentes” de Michael. Aquela era uma família que passou muito tempo em Neverland, que passou o Natal com Jackson, que foi “muito próxima” dele ao longo dos anos. De acordo com o testemunho de Kiki, Michael passara muito mais tempo com a família Cascio do que com os Arvizos – que foi algo que ela notou durante o período da visita da família Arvizo.

Quanto à outras crianças, Kiki contou que ônibus lotados delas visitavam Neverland durante seus 12 anos de serviço lá, falando que milhares de crianças vindas do interior da cidade visitavam o rancho, passando um dia de pura diversão e, geralmente, acompanhadas por grupos de poucos adultos.
Kiki disse que não era seu trabalho supervisionar as crianças – seu trabalho era limpar e servir.
Assim como a maioria dos jovens que visitavam Neverland, Kiki confidenciou que as crianças vindas do interior da cidade também ficavam selvagens e violentos, principalmente quando iam ver os elefantes caminhando pela propriedade e quando eram soltas no parque de diversões. Kiki contou aos jurados que a maioria das crianças “enlouquecia” nos brinquedos, jogava doces umas nas outras e agia como tipicamente como crianças.

Kiki também testemunhou que, na maioria das vezes, os grandes grupos de crianças que visitavam o rancho não tinham a oportunidade de conhecer Michael. Às vezes, Jackson estava disponível para brincar com elas, mas, por permitir a entrada de jovens em sua propriedade durante o ano inteiro, ele às vezes não estava na cidade ou “indisponível” para contato.

Quanto à relação de Jackson com seus associados, Kiki admitiu não estar realmente certa sobre o trabalho de Ronald Konitzer e Deiter Weisner, nem tinha certeza sobre o que Frank Cascio e Marc Shaffel faziam para Michael Jackson. Kiki não sabia nada sobre os associados do pop star. Ela tinha a impressão de que eles trabalhavam para Michael, mas ela não tinha certeza. Kiki só conseguiu descrevê-los como “empresários”.

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Re: Conspiração Michael Jackson by Afrodite Jones TRADUZIDO

Mensagem por sissi em Seg 16 Jul 2012 - 17:48

Ela pensava que estes homens pudessem ser “promoters de evento” ou algo do tipo, ela não tinha nenhum conhecimento sobre a função deles com Michael. A única coisa que Kiki conseguiu lembrar foi que Dieter tinha feito um boneco de porcelana de 3 metros de altura parecer com Michael Jackson.

Kiki falou que o boneco tinha quebrado e ela se ofereceu para consertá-lo, mas Dieter explicou que não havia necessidade de tentar colá-lo de novo, pois “havia muito mais de onde isso veio”. Kiki teve a impressão de que Dieter estava fabricando “bonecos de Michael Jackson”, embora não tivesse certeza sobre onde esse negócio estava localizado e não soubesse se Michael estava ciente de que este negócio existia.

Com exceção de Frank Cascio, a quem ela pensava que estava “tentando entrar no ramo da música”, Kiki descreveu os homens que estavam em torno de Michael – Dieter Wiesner, Ronald Konitzer e Marc Shaffel – como pessoas que “apareciam e desapareciam” sem dizer muita coisa. Ela não sabia nada sobre os negócios ou parcerias deles com Michael. Em sua opinião, todos estes homens tinham altas opiniões de si mesmos para apenas “sair por aí” com Michael. Em particular, ela pensou que Marc Shaffel era “um oportunista”.

“Ele [Shaffel] foi um dos muitos oportunistas com quem você esbarrou enquanto trabalhava em Neverland, correto?”, Mesereau perguntou.
“Sim”, respondeu Kiki.
“Agora, se Dieter estava dizendo coisas para Michael, você não sabia o que eram essas coisas, correto?”
“Não”
Kiki não sabia qualquer coisa sobre o que não estava sendo comunicado à Michael por aqueles homens. A maneira como Mesereau lançou suas perguntas, fez com que parecesse que esses homens em torno de Michael – seus “associados” – não estavam necessariamente agindo com o pleno conhecimento ou cooperação de Jackson. Kiki disse aos jurados que, com exceção de Frank, esses homens apareciam de vez em quando e, depois, desapareciam, lembrando que suas visitas eram “imprevisíveis”.

Embora tenha trabalhado em Neverland durante anos, Kiki realmente parecia não saber muito sobre o íntimo de Michael Jackson. É claro, o trabalho de Kiki era apenas conhecer alguns detalhes de Michael, como quando ele fosse usar o cinema para que o piso fosse encerado. Ela admirava o pop star, mas, mesmo depois de ter passado todos aqueles anos trabalhando para ele, Kiki não conseguiu explorar o lado criativo de Jackson. Kiki o observava o tempo todo, mas nunca chegou a conhecer Michael. Em termos de o que o fazia funcionar, tudo o que a camareira podia dizer era que sabia que Jackson gostava de ficar sozinho com seus pensamentos criativos.

Ao longo dos anos, Kiki tinha visto Michael entrar em seu estúdio de dança e trabalhar em coreografias e músicas. Fournier tinha visto o pop star caminhar sozinho pela propriedade,
andar no escuro durante muitas noites, subir em sua árvore especial. Mas Michael permanecia, sempre, como um enigma.

Enquanto ela testemunhava, o júri soube que Michael não estava no controle dos detalhes da vida diária de Neverland. Jackson viajava muito e, às vezes, ficava fora durante meses. O que ficou claro foi que Michael construíra Neverland para ser administrada por vários colaboradores seus de longa data. Ele tinha 50, 60 pessoas trabalhando em sua casa a todo o tempo, funcionários com tarefas especificadas – o tratador, a patrulha de segurança, os bombeiros, os empregados da casa, os cozinheiros – a lista era longa. Cada um deles falava com o gerente do rancho e tinha pouco contato com Michael.

Kiki disse ao júri que, mesmo se houvesse um problema ou incidente em Neverland, os funcionários não contariam ao Michael. Sua assistente de longa data, Evvy, sua fiel babá, Grace e seu gerente do rancho, Joe, eram as únicas pessoas que tinham acesso imediato a Michael. Todos os outros faziam relatórios, que mantinham Jackson distante das coisas que realmente aconteciam em sua casa.

Enquanto era intensamente questionada por Tom Mesereau sobre seu testemunho anterior, Kiki confirmou que Michael tinha um “relacionamento familiar” com todo o clã Cascio – Frank, Marie Nicole, Aldo e os pais de Cascio. Quanto aos outros meninos que Kiki mencionara anteriormente – Jimmy Safechuck, Jordie Chandler, Wade Robson – o júri descobriu que esses jovens amigos de Jackson visitavam Neverland acompanhado por sua família.

Mesereau fez questão de perguntar se Kiki lembrava-se de que Jimmy havia casado em Neverland, mas a camareira não pareceu saber nada sobre isso. No entanto, ela sabia que toda a família de Macaulay Culkin muitas vezes visitava o rancho, assim como a família de outras celebridades, como Marlon Brando, Tommy Hilfiger e Chris Tucker. Kiki não conseguiu se lembrar de todos os amigos famosos de Michael, mas sabia que muito jogadores de basquete visitaram Neverland. Em particular, ela mencionou ter visto Elizabeth Taylor e Chris Rock na propriedade.

Kiki falou sobre os vários eventos que Michael realizava em Neverland; frequentemente, ela trabalhava em casamentos, festas especiais e outras comemorações especiais. Enquanto ouvia o depoimento da camareira, o júri soube que o pop star era bastante generoso em relação à sua casa, permitindo aos hóspedes que andassem livremente pela casa principal para checarem sua coleção de arte e antiguidades, dando às pessoas livre acesso ao seu mundo privado. Mesmo que a festa fosse realizada em outra parte do rancho, sempre que um convidado pedia para fazer um tour na casa principal, o pedido era concedido. Kiki contou que achava que Michael era muito generoso e agradável com seus hóspedes e convidados.

A camareira descreveu Jackson como uma “criança grande” que gostava de usar os brinquedos do parque e comer muitos doces com as crianças que visitavam o rancho. Ela disse ao júri que Michael parecia gostar de brincar com os jovens, que parecia curtir todo o espírito de Neverland. Quando o assunto do álcool foi reintroduzido por Mesereau, Kiki falou que durante os mais de 12 anos em que trabalhou no local, nunca viu Michael Jackson oferecer qualquer tipo de bebida a uma criança. Quando pressionada sobre a questão, a camareira honestamente não pôde dizer se tinha visto as crianças Arvizo bêbadas na propriedade.

Enquanto testemunhava, Kiki descreveu uma doação de sangue que Michael tinha feito para Gavin em algum momento de 2002, usando Neverland para ajudar a levantar dinheiro para a família Arvizo. Fournier contou ao júri sobre o quão feliz e surpresa ficou quando “viu Gavin voltando para a vida” na primavera de 2003, depois de ter visto um menino “doente e fraco” no início.

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Re: Conspiração Michael Jackson by Afrodite Jones TRADUZIDO

Mensagem por sissi em Ter 17 Jul 2012 - 18:18

Kiki Fournier confirmou que no período entre fevereiro e março de 2003, quando a família Arvizo ficou em Neverland por algumas semanas, a transformação de Gavin voltar a ter saúde parecia completa. Pelo olhar exibido no rosto de Kiki, pareceu que, na opinião da camareira, o novo espírito brilhante e saudável de Gavin era nada menos do que um milagre.

“Ok. Você já viu a família Arvizo passeando numa limusine?”, Mesereau perguntou.
“Eu sei que eles eram levados em veículos do Sr. Jackson às vezes”, respondeu Kiki.
“Ok. Descreva os veículos que você tinha conhecimento.”
“Rolls-Royces. Eu sei que ele tem um navegador azul. Então, carros diferentes”
“Era do seu entendimento que essas crianças [Arvizos] exigiam tomar lugar dentro desses veículos?”, Mesereau questionou.
“Eu não sei disso”
“Ok. Você via muito a mãe [Arvizo]?”
“Não, não muito. Ela ficava bastante na unidade de hóspedes.”
“Você já tinha a visto no teatro?”
“Não me lembro de tê-la visto no teatro ou não”, disse Kiki.
“E na casa principal?”
“Sim”
Kiki lembrou que Janet Arvizo passava muito tempo na casa principal, que ela costumava ver Janet jantando na cozinha à noite e também tomando café lá na parte da manhã.
“Ok. Agora, você indicou que houve momentos em que cozinhou para a família Arvizo, certo?”, Mesereau queria saber.
“Se eu cozinhei para eles? Eu não lembro”
“Você se lembra de Star ter puxado uma faca para você na cozinha?”
“Sim”
“E quando Star puxou essa faca, você estava preparando comida?”
“Eu estava lavando a louça”, explicou Kiki.
“Ok. E ele estava tentando cozinhar na cozinha?”
“Sim”
“E isso era contra as regras?”
“Bem, é que realmente não é aconselhável ter uma criança lá cozinhando com todo mundo”, Kiki falou, “Porque é meio que, você sabe… Além disso, você tem coisas a fazer, então, você tem que trabalhar também”.
Enquanto as perguntas iam ficando mais aguçadas, Kiki hesitava, evitando dizer coisas que a fizessem parecer uma idiota. A camareira não estava feliz ao ser perguntada sobre o episódio em que Star Arvizo ficou brincando com uma faca. Ela não quis cooperar com os promotores, não quis divulgar coisas pessoais. Kiki Fournier não queria dizer à Mesereau nada mais do que ela tinha que dizer.

Em seu testemunho, Kiki disse que “pensou” que os garotos Arvizo estavam embriagados em Neverland, no entanto, em interrogatório, ela teve que admitir ter visto a porta da adega destrancada e aberta em inúmeras situações. Com a vigorosa descrição de Kiki sobre a porta da adega aberta, uma porta que estava localizada na sala de jogos, longe da maioria dos funcionários da casa, Mesereau havia plantado uma semente na cabeça dos jurados – era bem possível que os irmãos Arvizos tenham achado sozinhos a adega secreta de Michael.

Kiki quis explicar que não era seu trabalho cuidar da adega. Ela queria que o júri entendesse que a vida movimentada do rancho a impedia de se preocupar muito com os meninos Arvizo. No entanto, quanto mais Kiki falava, mais óbvio se tornava a ideia de que os meninos Arvizo eram livres para andar por toda Neverland, que eles aprontavam e estavam se aproveitando da situação. A camareira se desculpou por não ter prestado muita atenção nos irmãos Arvizo. Ela disse que era uma estudante universitária de meio período na primavera de 2003 e explicou que tinha um monte de serviço para fazer em Neverland, que tinha trabalhos específicos a cumprir, e estava ocupada demais para se preocupar com cada passo dos Arvizos.

Com uma lista de perguntas feitas por Mesereau, as respostas de Kiki estavam fazendo a família Arvizo parecer não somente ingrata como também conflituosa. Por exemplo, a camareira contou ter visto muitas vezes as crianças Arvizos jantando na mesa da sala de jantar com as crianças Cascio e que, às vezes, Janet se juntava a eles. No entanto, ela assinalou que Michael não estava presente na maioria das refeições, que ele não estava tão perto das crianças Arvizos como elas haviam sugerido anteriormente.
Kiki descreveu uma banqueta que havia ao lado da cozinha, onde as comidas poderiam ser pedidas a qualquer hora do dia, com um quadro-negro listando os “especiais do dia” e uma equipe que era preparada para atender aos caprichos de qualquer pessoa. A cozinha de Michael era totalmente aberta para seus convidados, 24 horas por dia. Kiki disse que as pessoas eram livres para pedir a partir de um menu que tinha três refeições mencionadas a cada dia ou então poderiam fazer pedidos especiais. Os hóspedes estavam liberados a ajudarem na preparação de rosquinhas e muffins caseiros, e disse que Jackson mantinha as grandes geladeiras abastecidas com sucos frescos, bebidas de todos os tipos, água mineral e vinho. Ela lembrou que as crianças Arvizo estavam sempre prontas para fazerem qualquer coisa que quisessem na cozinha.

“Cerca de duas semanas antes de a família Arvizo deixar o rancho, você notou que o quarto de Gavin e Star estava constantemente bagunçado, não é?”, Mesereau perguntou.
“Sim”
“E isso te indicou que eles estavam hospedados naquele quarto, correto?”
“Eu pensei que estavam, sim. Mas eu não sei se eles estavam ou não”
“Mas houve um período em que você costumava ver o quarto deles uma bagunça, certo?”
“Sim, quero dizer, eles eram desleixados. E, no final, no quarto tinham coisas quebradas, enfim, estava uma bagunça.”
Kiki teve que admitir que o quarto dos garotos Arvizo estava num tamanho desastre que ela e outra camareira, Maria, decidiram fazer um relatório verbal ao gerente da casa. Kiki disse ao júri que os meninos tinham “destruído o quarto”, que o local estava “simplesmente destroçado”.
“Por favor, diga ao júri como eles destruíram o quarto, se você puder”, Mesereau pediu.
“Eu não posso dizer com certeza o que aconteceu, mas as coisas estavam jogadas, havia vidros quebrados. A geladeira estava uma bagunça também. Cada unidade de hóspedes tem a sua própria geladeira, e a deles estava… Simplesmente parecia que um furacão tivesse passado por lá.”
Kiki disse que não foi falar com os meninos sobre isso porque não era “da conta dela” fazer isso. Ela contou que foi até o gerente da casa, Jesus Salas, e apresentou uma queixa, já que os meninos Arvizo tinham espalhado lixo e comida por todo o quarto e quebraram coisas. Aparentemente, eles moveram as mobílias, derramaram bebida em todos os cantos e quebrado alguns copos de vinho.

Antes de deixar o banco das testemunhas, Kiki Fournier foi perguntada pelo promotor se sentiu que Star Arvizo estava brincando quando puxou a faca para ela na cozinha. A camareira respondeu que sentiu que era para ser uma piada, mas esclareceu que Star estava “tentando impor algum tipo de autoridade” com ela. Ela indicou que os garotos Arvizo foram impróprios e destrutivos.

Os observadores do tribunal ficaram surpresos ao saberem que Star pressionou daquela forma a empregada de Michael. As pessoas estavam ganhando uma nova perspectiva sobre os Arvizos e, a cada nova testemunha, Mesereau trouxe mais evidências convincentes, focando o comportamento ultrajante daqueles específicos hóspedes.
Embora não tenha sido relatado nos noticiários, parecia que Michael Jackson fora a última pessoa a saber o que as crianças Arvizos estavam fazendo em Neverland. E, em relação às alegações dos Arvizos sobre terem sido mantidos em cativeiro na propriedade, Kiki Fournier testemunhou que não havia muros muito altos em torno de Neverland. A empregada riu da ideia de uma conspiração, dizendo ao júri que qualquer pessoa poderia sair livremente do rancho a qualquer momento. Não havia reais cercas ou barreiras que rodeavam Neverland. Na sua opinião, a ideia de que os Arvizos se sentiram prisioneiros lá era absolutamente ridícula


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Conspiração Michael Jackson by Afrodite Jones cap-13

Mensagem por sissi em Qua 18 Jul 2012 - 8:20

“LIVING OFF THE WALL”
“VIVENDO FORA DO MURO”
Enquanto o Papa João Paulo II continuava piorando, incapaz de participar da Vigília Pascal em Roma, a imprensa começava a sair de Santa Maria. Deixando um buraco na frente do tribunal, os repórteres iniciavam sua viagem ao Vaticano, ansiosos para capturar os pensamentos e as preocupações sobre o Papa, a quem os olhos do mundo inteiro se dirigiam em orações.

De volta ao tribunal de Santa Maria, com uma quantidade menor da mídia cobrindo o caso, as orações dos fãs começaram a se tornar ainda mais importantes do que nunca para Jackson. Olhando para o rosto de Michael enquanto este encarava a multidão, se podia notar que o pop star precisava ver solidariedade. Jackson esteve sob ataque durante tanto tempo – tornou-se dolorosamente óbvio o fato de que ele necessitava das pessoas ao seu lado. A ideia de que Michael se cercava de bonecos em casa, a noção de que ele era incapaz de se relacionar com pessoas “de verdade”, certamente não têm qualquer relação com a necessidade de Jackson de se sentir amado. O pop star estendeu a mãos para os seus fãs a cada dia, sorrindo e fazendo o sinal da vitória para eles.

Com o progresso do julgamento, Michael começou a sofrer de um sutil colapso físico. Seus fãs lhe davam uma sensação de esperança para que ele lutasse através de uma tempestade daquelas. Mas a mídia continuou destruindo Jackson, dando enfoque à possibilidade de que o testemunho do acusador poderia ser aceito no julgamento. Mais do que nunca, Michael precisava sentir a energia das pessoas que se preocupavam com ele. Seus fãs pareciam tão importantes para ele quanto sua família, e ambos ficaram indignados com a humilhação pública de Jackson. Seus fãs, muito mais do que a família, se sentiam ultrajados com a maneira que Michael estava sendo julgado.

No meio daquele caos, Jackson parecia tornar-se mais próximo de seus fãs, mais do que qualquer um poderia ter imaginado. Certamente, ele dependia de Tom Mesereau e sua equipe de defesa, mas no final, a força de Michael veio de pessoas que amavam e admiravam o trabalho de sua vida.

Os obstinados fãs, pessoas que estavam acampando do lado de fora da Corte, pessoas que estavam acampando em frente aos portões de Neverland, tinham se tornado extremamente importantes para o estado mental de Michael. Eram estranhos, realmente, mas para Michael, eles eram as pessoas que os sustentaram ao longo de sua vida. O palco era tudo o que ele realmente havia conhecido.

Os fãs se mantiveram ao lado de Michael durante seu pior calvário público. Seus cartazes cobriam as ruas e suas caixas de som tocavam as músicas de Jackson. Canções do álbum HIStory, canções de Thriller podiam ser ouvidas todos os dias, mesmo no meio de todo o tumulto, a música de Michael prevalecia. Muitos dos fãs tinham acompanhado a história das alegadas acusações de abuso sexual contra Michael desde a época em que elas explodiram, em 1993, e sentiam que o cantor tinha sido aproveitado pelos tabloides, pelos rumores, por “pessoas más” que estavam lá por dinheiro. Alguns dos fãs tinham cortado as manchetes das acusações de 1993 e levado ao tribunal para discutir sobre como a mídia havia sido injusta com Michael Jackson por décadas.
Houve fãs que tentaram convencer a imprensa de que Michael era vítima de uma conspiração, que tabloides e pessoas interessadas em arrancar dinheiro tinham conspirado com a Sony para destruir Jackson muito antes de o julgamento começar.
Nenhum outro artista conseguiu atrair pessoas de tantas formas de vida diferentes: todos os credos, raças e nacionalidades foram representados. Pessoas de todas as idades e religiões tinham voado até a Califórnia para se dedicar à Michael. Os fãs que estavam lá criaram uma sinergia que era inegável. Mas a mídia pensava que os fãs de Jackson estavam totalmente fora do muro.

Enquanto milhões de pessoas em todo o mundo se perguntavam se Michael era culpado, seus fãs na frente do tribunal mostraram raiva em seus olhos quando ouviram sobre o material pornô apresentado pelos promotores para manchar a imagem de Jackson. Eles estavam dando camisetas de apoio à Michael, comemorando Jackson através do uso de imagens do pop star estampadas em suas costas, entoando mensagens à imprensa:
“Hey, hey, estamos aqui para ficar. Não seremos abalados por toda essa mídia negativa. Hey, hey, a hipocrisia nunca foi nossa amiga. Vocês comercializaram para vitimar, enganando as mentes…”, as pessoas gritavam, “Os Estados Unidos é supostamente a terra do leite e do mel, transbordando em desigualdade. Michael Jackson deve ser tratado com dignidade. Ele é uma parte da humanidade, feito de carne e sangue como eu e vocês. Vocês precisam deixar de ser gananciosos, parem de usar o Michael como uma mercadoria, tentando vender sua filosofia.”
Enquanto os fãs tornavam-se mais sonoros, os deputados que cercavam o tribunal continuaram a reforçar suas medidas de segurança. Ainda assim, seu arsenal de armas e táticas não conseguiu impedir Michael de ter um grupo de fãs unidos, novas pessoas que continuavam a chegar a cada semana, agitando bandeiras de países de todo o mundo.
A cada dia, o pop star saía de seu SUV preto vestindo finos ternos e gravatas, ostentando um colete de arregalar os olhos e a braçadeira correspondente. Sem falhas, a presença de Jackson fazia os fãs gritarem de alegria. Algumas de suas fãs abertamente agradeciam à Deus por terem a chance de ver que Michael estava realmente bem. Outras pareciam embriagadas, apenas entusiasmadas pela proximidade do cantor.

Mas então, em alguns momentos, os fãs percebiam que faltava certa energia no andar de Michael. Não havia sinal do andar otimista que as pessoas estavam acostumadas a ver. Os poucos que ganharam por sorteio cadeiras dentro da sala da ficaram perturbados ao verem que Michael muitas vezes tremia, segurando um lenço de papel próximo ao rosto – lutando contra as lágrimas.

Em alguns dias, os irmãos de Michael o ajudavam a caminhar até a sala do tribunal e houve momentos em que Jackson parecia estar prestes a desmaiar, como se não conseguisse ficar de pé. Foi difícil para o pop star voltar ao tribunal a cada dia que passava para assistir ao desfile de pessoas que o lançavam acusações.

Enquanto o julgamento decorria, seus irmãos Jackie, Tito, Jermaine, Randy e Marlon foram se revezando através dos esgotantes testemunhos. LaToya e Rebbie apareciam em turnos, mas não tão frequentemente. Por alguma razão, Janet só apareceu duas vezes no tribunal – para uma cessão pré-julgamento, quando toda a família Jackson se vestiu de branco e, depois, no dia do veredicto. No entanto, fontes confirmam que todos os Jacksons deram muito apoio e carinho a Michael durante o julgamento, ajudando-o ao trabalharem nos bastidores.

Porém, de todos os irmãos, o que desempenhou o mais ativo papel na defesa de Michael foi Randy. Randy Jackson, trabalhando juntamente com Johnnie Cochran – que foi o substituto de Mark Geragos – num momento em que Michael precisava de um forte advogado que se focasse inteiramente nele.
É claro, Joe Jackson também esteve lá com Michael, talvez até mais do que qualquer um pudesse esperar, uma vez que ele esteve voando de muitos lugares distantes como o Japão. Joe nem sempre estava na Corte, em alguns períodos, ele aparecia e permanecia lá por semanas, geralmente para ouvir o testemunho mais importante.

Na sala do tribunal, Joe Jackson estava inabalável e parecia muito com um estadista. Ele assistiu a muitas pessoas que tentavam colocar seu filho atrás das grades e sua forte e imponente figura parecia fornecer uma base à família. Observá-lo sentado ao lado de sua esposa, era evidente que Joe segurava Katherine. Claro, eles estavam longe de ser um casal de pombinhos, mas certamente representavam frente unida. Eles estavam muito preocupados com o bem-estar de seu filho, e não permitiram que nada nem ninguém pudesse distraí-los do seu apoio à Michael.

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Re: Conspiração Michael Jackson by Afrodite Jones TRADUZIDO

Mensagem por sissi em Qui 19 Jul 2012 - 8:13

Nem Joe nem Katherine pareciam gostar da multidão que rodeava a família Jackson. Eles toleravam os fãs de Michael, mas certamente não gostavam da mídia. Na maior parte, os pais de Jackson pareciam cansados dos holofotes, ansiosos para acabarem com aquelas terríveis acusações criminais.

O peso do mundo estava sob os ombros da família Jackson e, no final do julgamento, Joe inadvertidamente causou uma comoção midiática, chegando à Corte durante as deliberações do júri, perguntando às pessoas se tinham visto o Michael. Pensando que sabia algo sobre os veredictos, se perguntando o por quê de Joe Jackson estar vagando em torno do tribunal, os repórteres cercaram Joe, quase batendo uns nos outros num esforço de segui-lo. Foi um daqueles momentos em que a mídia parecia ir para todos os lados – apenas desesperada por uma história, num estado de completo pânico e afobação. E esse estado terminou rapidamente quando o conjunto de repórteres conseguiu esclarecer a confusão. Mas, nesse tempo, Joe Jackson deixou o tribunal com as razões de sua antipatia pela mídia ainda mais solidificadas.

E, então, lá estava Katherine, que, em seu modo calmo e elegante, trazia ordem ao caos que cercava Michael. Sempre presente no tribunal, não importava qual o testemunho, não importava o quanto as coisas ficassem feias, Katherine raramente perdia o foco, ela raramente deixava escapar quaisquer expressões que permitissem às pessoas vissem como ela se sentia sobre aquelas acusações. Katherine foi uma mulher terna, cuja força Michael não poderia viver sem.

Enquanto as semanas se transformavam em meses, houve momentos em que Michael parecia desgrenhado ao se sentar atrás da mesa da defesa. Houve tempos, no início das manhãs, quando Jackson parecia tão incrivelmente fraco que precisava ser ajudado a sair da mesa da defesa por um de seus seguranças. No entanto, uma piscadela e um sorriso de Katherine faziam com eu Michael se sentasse com as costas retas. Um aceno de Katherine, que olhava para o júri com olhos penetrantes, parecia invadir a alma de Michael. Não importava o quão fraco ele se sentia, a presença dela tudo o que Michael precisava para se recompor a cada dia, como se ele se preparasse para uma nova batalha.

Numa manhã, um psicólogo especializado em abuso infantil foi chamado para depor em nome dos promotores, um cavalheiro chamado Anthony Urquizo, que disse aos jurados que começou a trabalhar com crianças que sofreram abusos sexuais no final dos anos 70. O homem tinha anos de serviço clínico, teve PhD em psicologia clínica, e foi trazido ao tribunal não para falar sobre a acusação específica feita no caso, mas sim dar ao júri uma compreensão do ato de “aliciamento”, que é comum em relação aos predadores sexuais de crianças.

O Dr. Urquizo explicou que tinha visto criminosos começarem a ter um relacionamento com as crianças que, no início, era amigável, e, mais tarde, iria gradualmente apresentando “conteúdo sexual” ao menor, talvez com piadas sem graças ou comentários sobre os seios de alguma menina, ou seja, pequenas coisas que introduziriam a sexualidade. Enquanto explicava o processo de preparação do abuso, o Dr. Urquizo contou ao júri que isso era algo que acontecia ao longo do tempo. Primeiramente, filmes R-rated * [R-rated é uma classificação dada aos filmes que contêm conteúdo explícito – sexo, maldições, sangue, etc. N.T.] seriam introduzidos; depois, material X-rated * [X-rated são os filmes totalmente explícitos. N.T.] seria adicionado, e, então, talvez uma massagem nas costas ou algo nessa linha começaria a ser feito pelo molestador, que acabaria por levar algo mais sexual – em última análise, envolvendo a penetração.

O Dr. Urquizo explicou que, geralmente, um predador sexual começa mostrando à criança algo inócuo – um filme mais picante, uma revista pornô, assim despertando a criança para a sexualidade – a fim de preparar a criança para o sexo. No entanto, quando Mesereau interrogou o psicólogo, o júri soube que o Dr. Urquizo fora pago para testemunhar – 90% do tempo – para a acusação. Embora ele nunca tenha trabalhado com o promotor de Santa Barbara antes, Dr. Urquizo disse ao júri que tinha vasta experiência em depoimentos para processos criminais em todo o norte da Califórnia, e falou que a maior parte de seu trabalho como acadêmico envolvia a avaliação de crianças e famílias na Universidade da Califórnia em Davis * [cidade do estado da Califórnia. N.T.]

“Você já publicou uma série de artigos sobre diversos aspectos da psicologia clínica, certo?”, Mesereau perguntou.
“Principalmente relacionados à maus tratos de crianças”, Dr. Urquizo adicionou.
“Você concorda que falsas alegações de abuso sexual são feitas pelas crianças?”
“Certamente”
“E nenhum dos artigos que você escreveu tratava desse assunto, correto?”
“Correto. Essa não é uma área da pesquisa que eu faço”, disse o especialista.
Mesereau queria esclarecer que, ao contrário do Dr. Urquizo, havia muitos psicólogos infantis que tinham extensivamente escrito artigos sobre falsas alegações sexuais feitas por crianças. O advogado de defesa citou alguns casos de alto perfil criminal na Califórnia nos quais crianças se envolveram em falsas acusações de abuso sexual. Mesereau descreveu especificamente um caso de Bakersfield, onde crianças testemunharam que haviam sido abusadas sexualmente, que adultos tinham sido condenado e, anos mais tarde, estas mesmas crianças admitiram que suas alegações foram falsas.
Mesereau também citou o caso da Creche McMartin, um famoso caso da cidade de Los Angeles que envolvia crianças, que mais tarde foram expostas publicamente. Mas o Dr. Urquizo disse que não estava familiarizado com certos detalhes do caso, o que foi chocante, já que ele foi chamado para depor como um especialista nessa área.
“Caso da Creche McMartin” era uma expressão da moda para a maioria dos psicólogos infantis.

Enquanto Mesereau questionava o Dr. Urquizo, o júri descobriu que o psicólogo não tinha realmente muita experiência sobre crianças que fizeram falsas alegações. Urquizo testemunhou que estava hesitante em falar sobre o motivo de uma criar algo sexual.
O Dr. Anthony Urquizo insistiu que era um médico que avaliava as crianças em relação à saúde mental, não alguém que determinava se as crianças tinham sido abusadas ou não. O especialista tentou se afastar do assunto das falsas acusações, mas Mesereau queria colocar a mão na massa. Se o advogado de defesa tinha que suar para conseguir uma resposta, Mesereau estava pronto para uma corrida.

“Agora, você comentou que os pais podem fazer com que seus filhos mintam, até mesmo sobre um abuso sexual, correto?”, Mesereau pressionava.
“Eu acho que falei isso para dar um exemplo”, Dr. Urquizo admitiu.
“E você certamente concordaria sobre a possibilidade de pais encorajarem ou induzirem crianças a fazerem falsas alegações de abuso sexual, correto?”
“Agora, eu odeio generalizar as coisas…”, disse Urquizo, “Embora seja possível uma criança ser apoiada por seus pais numa falsa acusação”
“Deixe-me lhe apresentar uma questão hipotética…”, Mesereau falou, “Você tem uma mãe e três filhos. Não há uma figura paterna presente. Houve um divórcio traumático recente. Por alguma razão, a mãe e seus filhos buscam alguém e adotam essa pessoa como a figura de um pai. Eles referem-se à essa pessoa como „papai‟, e a mãe incentiva as crianças para se referirem à pessoa como tal…”
Enquanto Mesereau falava, enquanto apresentava um cenário hipotético, ele perguntou o que aconteceria se uma mãe e seus três filhos de repente vissem seu pai de aluguel como uma “salvação”, perguntando ao Dr. Urquizo se poderia imaginar uma situação em que a mãe das crianças poderia encorajar seus filhos a fazer denúncias sexuais contra o “pai de aluguel”.

Com todos os olhares do tribunal voltados para ele, o Dr. Urquizo teve que admitir que poderia imaginar tal coisa, que uma mãe poderia incentivar seus filhos a fazerem falsas alegações de abuso sexual. No entanto, o psicólogo quis qualificar que os casos em que algo do tipo poderia acontecer eram muito raros.
“Vamos supor, hipoteticamente, que a mãe e o filho se envolveram num processo anterior no qual o filho, em tenra idade, testemunhou sob juramento a favor da mãe…”, Mesereau continuou, “Vamos supor que os advogados foram contratados. A mãe e o filho tinham experiência com advogados, tinham experiências em acusações de agressão sexual e em arrancar dinheiro em processos…”, Mesereau num discurso retórico. Ele foi autorizado a usar uma hipotética, o juiz lera a estatura que apoiava a habilidade de Mesereau para fazer aquilo – e agora o advogado de defesa estava finalizando o ataque.

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Re: Conspiração Michael Jackson by Afrodite Jones TRADUZIDO

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