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Conspiração Michael Jackson by Afrodite Jones TRADUZIDO

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Re: Conspiração Michael Jackson by Afrodite Jones TRADUZIDO

Mensagem por sissi em Sab 21 Jul 2012 - 8:53

Para o Dr. Urquizo e os membros do júri, o advogado de defesa estava falando num inglês muito simples: uma família, que havia se referido a alguém como um “papai”, que havia decidido que aquela figura paterna teria sempre que cuidar do clã, de repente, se sentiu ameaçada quando essa figura paterna não estava mais por perto. Então, esta família foi falar com advogados, não com a polícia – hipoteticamente – em busca de ganho financeiro.

“Dado o que eu te disse hipoteticamente, de certo você imaginaria a possibilidade de falsas alegações de abuso sexual, correto?”, Mesereau questionou. Mas o especialista em psicologia infantil teve “dificuldade” em responder à hipotética do advogado de defesa. O PhD da Universidade da Califórnia testemunhou não ter pesquisas que se encaixassem com a situação hipotética dada por Mesereau. O Dr. Urquizo não pôde responder totalmente à pergunta.

“Ok. Agora, você concordaria que as crianças, às vezes, poderiam exagerar, alegando que foram vítimas de abusos, não é?”, Mesereau perguntou.
“Eu não sei o que você quer dizer com a palavra „exagerar‟. Eu sei que o termo informal de „exagerar‟, mas parece que você tem um termo em específico relacionado ao abuso sexual”, disse Urquizo.

“Bem, você sabe o que a palavra „exagero‟ significa, certo?”
“Isso é o que eu quero dizer, numa espécie de termos casuais”, Urquizo testemunhou, “Mas eu acho que você deveria ser mais específico”.
“Bem, certamente você concordaria que as crianças podem ter tocado em alguém e, algum tempo depois, exagerar esse toque, como se fosse algo na linha sexual ou de maneira imprópria quando não foi assim…”
“Certamente, seria possível”
Tom Mesereau continuou com seu interrogatório até que o Dr. Urquizo admitiu duas coisas importantíssimas: 1) a possibilidade de falsidade pura, na qual as crianças dizem que o abuso sexual aconteceu quando sequer foram tocadas; e 2) a possibilidade do exagero, onde uma criança pôde ter sido tocada – não de maneira inadequada -, mas depois afirma que o toque foi inapropriado.

O psicólogo infantil não gostou da forma como as perguntas foram feitas e quis ser claro que o número desses casos era pequeno, dizendo aos jurados que apenas 6% das acusações que as crianças faziam eram falsas. O psicólogo infantil ainda quis adicionar que ele, pessoalmente, não tinha conhecimento de alegações falsas com o objetivo de ganho financeiro, mas parecia óbvio que seu testemunho estava sendo unilateral. Como todos os especialistas, o Dr. Urquizo tinha sido comprado e pago.

Mesereau citou o número de casos de divórcios que, ao longo dos últimos 15 anos, tinham tido um acréscimo de alegações de abuso sexual, sejam estas verdadeiras ou não. No entanto, o Dr. Urquizo disse que não estava ciente sobre material que envolvia este assunto, e não pôde dar alguns exemplos nem examinar as estatísticas. Mesereau criou então o conceito de “auto-sugestão”, em que as crianças realmente são induzidas pelos pais para invocarem falsas lembranças sobre abusos – novamente, o perito não tinha familiaridade com esse aspecto em seu campo.

O advogado de defesa ficou surpreso, já que diversas histórias tinham sido noticiadas à respeito de “lembranças” de antigos abusos que, mais tarde, foram comprovadas como falsas. Ele achou chocante o fato de que o Dr. Urquizo era incapaz de abordar aquela questão, mas Mesereau desviou o assunto para um tema mais pertinente – perguntou sobre pais que têm certa capacidade em exercer influência sobre seus filhos. Ele queria saber se as crianças que estão constantemente expostas a pais potencialmente mentirosos poderiam aceitar a visão de que mentir é algo aceitável.

Neste ponto, o Dr. Urquizo pareceu concordar, dizendo à Mesereau que as crianças podem ter uma noção sobre a mentira aprendida com seus pais. O perito estava desconfortável ao fazer esta declaração, mas, no entanto, ele teve que admiti-la.
A respeito de crianças e falsidade, Dr. Urquizo contou ao júri sobre os níveis de “revelação”, explicando que algumas vítimas de abuso sexual nunca revelam o abuso, já outras esperam um certo período antes de revelá-los, e assim por diante. O Dr. Urquizo queria que o júri soubesse que só porque uma criança tem diferentes versões sobre o suposto abuso sexual, não significa que seja uma grande mentirosa. O psicólogo infantil queria que todos entendessem que as crianças não são perfeitas, que era comum crianças que foram abusadas incluírem enganos, erros, apenas “se atrapalhando em alguns detalhes”.

E Tom Mesereau entendeu isso.
Mas, ao mesmo tempo, o advogado de defesa queria que o júri estivesse claro – que ser incerto sobre certos detalhes ou alterar datas e tempos – também podia significar que a criança estava mentindo. Além disso, Mesereau queria que os jurados entendessem que não havia uma forma científica que determinasse se uma criança tinha sido abusada sexualmente ou se estava mentindo sobre o assunto.
“Ninguém pode determinar que uma criança foi abusada sexualmente apenas com base no que a criança disse”, Mesereau falou diretamente.
“Eu não sei como responder isso. Quer dizer, eu só posso dizer que é uma coisa difícil a se fazer”, respondeu Urquizo.

O advogado de defesa questionou ao especialista sobre a literatura, as revistas científicas, os jornais especializados sobre o assunto, perguntando sobre os estudos e as pesquisas que o Dr. Urquizo havia feito, e Mesereau foi capaz de provar outra coisa muito importante: o Dr. Urquizo não tinha conversado pessoalmente com sequer uma vítima de abuso sexual.

A realidade era que as perguntas de Mesereau provaram que o especialista tratava “estudos” teóricos. Ao final do interrogatório de Anthony Urquizo, o júri percebeu que este especialista estava falando sobre abusos sexuais sobre sua experiência em livros didáticos, não na vida real.

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Re: Conspiração Michael Jackson by Afrodite Jones TRADUZIDO

Mensagem por Mila em Sab 21 Jul 2012 - 15:43

amando seu trabalho flor, é muito lindo o que faz... postando isso para nós...
sabe... amaria se postasse um outro livro.... Surprised

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Conspiração Michael Jackson by Afrodite Jones cap-14

Mensagem por sissi em Dom 22 Jul 2012 - 14:51

“LITTLE BITTY PRETTY ONE”

“COISINHA LINDA”

Michael tirou seus óculos de sol para obter um melhor olhar da bela loira alta que entrou no tribunal: a Srta. Lauren Wallace, uma comissária de bordo que tinha o servido diversas vezes. Com seu longo cabelo loiro e sua figura perfeita acentuada por um conjunto de calças brancas e uma sexy camisola preta, a Srta. Wallace conquistou a atenção de todos do tribunal. A loira era uma das comissárias de bordo da uma companhia aérea privada que Michael frequentemente fretava para ele, seus convidados e seus três filhos.

Enquanto a linda e jovem mulher fazia o juramento, com olhares de adoração para Michael, o pop star a olhava com uma expressão curiosa. Parecia que Michael estava atraído em algum nível por ela, mas, então, ele colocou seus óculos de leitura e começou a olhar para as notas de Mesereau. Aparentemente, Michael não queria ser distraído pela beleza da moça. Ele estava ansioso para ouvir o que ela tinha a dizer.

A Srta. Wallace não estava no vôo que Michael tinha fretado quando trouxe a família Arvizo de volta à Neverland de Miami, mas a comissária de bordo pôde fornecer ao júri informações gerais sobre o Gulfstream 4 – o jatinho particular no qual trabalhara por mais de dois anos, servindo celebridades e figuras do esporte, certificando que o serviço da companhia aérea era completamente delicioso, que as porcelanas eram polidas e os cristais brilhavam. Apenas olhando para ela, as pessoas podiam dizer que Lauren Wallace sabia como fornecer serviço aprimorado e adequado para um vôo de primeira-classe.

A Srta. Wallace identificou o Sr. Jackson como alguém a quem tinha servido muitas vezes, talvez em até 20 vôos entre 2003 e 2004. Ela explicou delicadamente que sua relação com Michael era “profissional e amigável” e disse ao júri que o Sr. Jackson tinha algumas ordens e pedidos especiais, incluindo um gosto por e por sanduíches do Subway.

As pessoas ficaram totalmente surpresas ao ouvirem que Michael gostava de comidas tão comuns, mas ficaram ainda mais fascinadas quando descobriram que ele pedia que seu vinho fosse servido em latas de Coca Cola Diet em todos os vôos – as quais a Srta. Wallace preparava e as colocava no gelo, prontas para quando Michael embarcasse no avião.

Lauren Wallace foi muito concisa quando explicou que Michael preferia beber vinho branco em latas de Coca Cola, atestando que os outros adultos na companhia dele também bebiam vinho em latas de refrigerante. No decorrer do testemunho, o júri soube que Jackson não queria que seus filhos soubessem que ele consumia álcool. Parecia, pelo menos na opinião da comissária de bordo, que Michael era tímido, envergonhado quando se tratava de beber vinho. A Srta. Wallace disse que escondia bebidas para ele, antes dos vôos, escondendo mini-garrafas de vodka e gim no banheiro para mantê-las longe do alcance das crianças. A aeromoça testemunhou que era raro Michael beber uma daquelas garrafas escondidas, e contou aos jurados que ele bebia moderadamente durante os vôos de longa duração – normalmente, tomando um pouco de vinho, e depois, talvez, um ou dois copos de tequila ou gim Tanqueray –, nada mais.

Quando chegou a vez de Mesereau interrogar a atraente aeromoça, o advogado de defesa quis que ela explicasse mais sobre as latas de Coca Cola Diet. A Srta. Wallace confirmou que Michael pedia que vinho branco fosse colocado nessas latas em todos os vôos, pois ele queria ter certeza de que os adultos pudessem beber com discrição. Mesereau perguntou à Srta. Wallace sobre o interrogatório policial no qual ela tinha declarado que “o Sr. Jackson não queria que seus filhos o vissem bebendo”, mas a aeromoça não conseguiu explicar por que Michael Jackson tinha desenvolvido aquele hábito.

As pessoas presentes na Corte depois comentaram sobre o comportamento secreto de Michael em relação ao álcool. Alguns achavam que isso era o resultado da rígida educação que o pop star tinha recebido, especulando que Michael poderia ter aprendido a esconder álcool na juventude, quando ainda fazia parte de uma religião que proibia celebrações e festas. Outras pessoas comentavam sobre a paranóia do astro, sobre suas experiências com empregados e membros de sua equipe que podiam “vender” pequenos detalhes de sua vida privada à tabloides. Mas não havia nenhuma maneira de uma pessoa normal compreender o pensamento de Michael. A maioria das pessoas não vive num mundo onde acordos confidenciais tornam-se um regular estilo de vida.

“Você se lembra de ter dito aos xerifes de Santa Barbara que nunca viu crianças intoxicadas nos vôos em que o Sr. Jackson estava presente?”, Mesereau perguntou.
“Eu nunca vi crianças intoxicadas nos vôos do Sr. Jackson”, a Srta. Wallace respondeu.
“E você entendeu que o Sr. Jackson queria que seu vinho fosse servido em latas porque ele fica nervoso durante os vôos?”.
“Sim”.
“E, Srta. Wallace, você está familiarizada com o chamado „Perfil de Passageiros‟ das pessoas que voam pela Extrajet?”
“Sim”.
“Você poderia, por gentileza, explicar ao júri o que um „Perfil de Passageiros‟ é?”
“Um „Perfil de Passageiros é um perfil com base em cada passageiro, com suas preferências e exigências, e as de seus amigos e familiares. São notas, basicamente, de modo que, se outra aeromoça ou outra pessoa entra para trabalhar com esse cliente específico, fica ciente de alergias ou preferências”.

A Srta. Wallace explicou que o perfil de passageiro de Michael Jackson não era algo que ele havia dado à Extrajet – era um resultado de informações recolhidas ao longo do tempo. Como Lauren Wallace não tinha visto o perfil recentemente, Mesereau lhe entregou o perfil para que ela pudesse se familiarizar com os detalhes.

Mais uma vez, o advogado pediu à Srta. Wallace para confirmar o pedido do Sr. Jackson de manter o vinho branco em garrafas de refrigerante em todos os vôos. Isso havia se tornado uma importante questão no julgamento, já que, nos depoimentos de Star e Gavin, os dois meninos afirmaram que, no vôo de Miami para Santa Barbara, Gavin tinha compartilhado uma garrafa de Coca Cola Diet com Michael. Os irmãos asseguraram que, ao invés de refrigerante, Gavin – com 13 anos de idade na época – estava bebendo vinho. No entanto, a Srta. Wallace não estava à bordo nessa viagem, então, não pôde dar nenhum parecer sobre os pedidos de Gavin.

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Re: Conspiração Michael Jackson by Afrodite Jones TRADUZIDO

Mensagem por sissi em Dom 22 Jul 2012 - 14:52

mila escreveu:amando seu trabalho flor, é muito lindo o que faz... postando isso para nós...
sabe... amaria se postasse um outro livro.... Surprised

obrigada flor, vamos ver se encontro outro livro disponível rsrs

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Re: Conspiração Michael Jackson by Afrodite Jones TRADUZIDO

Mensagem por sissi em Seg 23 Jul 2012 - 9:39

Para o júri, o documento de “Perfil de Passageiros” da Extrajet foi incluído como evidência, fornecendo detalhes sobre os hábitos alimentares de Michael, Prince, Paris e Prince II. Isto era o que dizia:
PERFIL DO PASSAGEIRO
Nome do passageiro: Michael Jackson
Preferências alimentares
1. Café da manhã: peitos de frango do KFC, purê de batatas, milho, biscoitos, ovos mexidos com geleia de morango, molho e manteiga de spray. Salmão defumado, roscas de milho com baixo teor de gordura, creme de queijo com baixo teor de gordura. Travessa de frutas e frutas inteiras (especialmente laranjas, uvas, maçãs e bananas).
2. Almoço: peitos de frango do KFC, purê de batatas/molho separado, espiga de milho, biscoitos com geleia de morango e manteiga de spray. Se viajar por um número de dias consecutivos, vai experimentar outras formas de frango, mas ainda do KFC.
3. Jantar: peitos de frango do KFC, purê de batatas/molho separado, espiga de milho, biscoitos com geleia de morango e manteiga de spray.
4. Sobremesa: Raramente pede sobremesa, mas pedirá um Sunday uma a cada dez vezes que você voar com ele. Come, em sua maioria, chicletes e balas de sobremesa. Ou vai pegar uma fruta inteira.
Preferências de bebidas
Vinho branco em garrafas de Coca Cola Diet em todos os vôos. 7-UP * [marca de refrigerante. N.T.], Crush * de laranja [marca de refrigerante. N.T.] ou ponche de frutas.
* Às vezes bebe tequila, gim ou whisky Crown Royal.
Comentários adicionais
Gosta de chiclete Big Red, e várias outras gomas de mascar e balas. Vai comer queijo, biscoitos e pratos de frutas em vôos curtos. Passageiro muito tímido, mas pode sair de sua cadeira durante a decolagem e a aterrissagem. Esteja preparado para limpar bastante quando ele desembarcar.
* Nada de chocolate, manteiga de amendoim, brócolis ou alimentos de cheiro muito forte.
PERFIL DO PASSAGEIRO
(Preparado de acordo com o pai e a babá)
Nome dos passageiros: Prince, Paris e Prince Michael II Jackson
Idades: 6 e 5 anos, e 20 meses.
Preferências alimentares
1. Café da manhã: peito de frango grelhado, ovos mexidos com ketchup, purê de batatas, milho ou espigas de milho com manteiga de spray. 1/4 de um biscoito ou pãozinho. Cereais sem açúcar com leite desnatado ou com baixo teor de gordura. Frutas – inteiras ou cortadas, especialmente laranjas, maçãs, uvas e bananas. NADA DE AÇÚCAR.
2. Almoço: peito de frango sem pele e grelhado do KFC, purê de batatas sem molho (muda frequentemente – pergunte ao MJ), milho ou espigas de milho com manteiga de spray. 1/4 de biscoito ou pãozinho. NADA DE PELE DE GALINHA! Sanduíches de peru do Subway ou sanduíches simples de trigo sem alface, tomate, queijo ou qualquer outro acompanhamento. Comerão purê de batatas e milho pra acompanhar. Frutas ou iogurte desnatado para a sobremesa.
3. Jantar: O mesmo do almoço. Normalmente, vão pedir a mesma coisa que o pai está comendo em todas as refeições, mas ele vai determinar o que é permitido comer. Gostam de biscoitos.
4. Sobremesa: Frutas, iogurte de baunilha congelado, iogurte de uvas passas.
Preferências de bebidas Sucos variados, leite.
Comentários adicionais
Paris adora fazer biscoitos e vai tentar comer o açúcar. Ela boa em bajular pra conseguir doces. As crianças gostam de chicletes sem açúcar antes e após o vôo. OK para biscoitos e mel no chá.
Família/Amigos: Pergunte ao MJ sobre o que ele quer que seus filhos comam. A babá (Grace) também poderá informar sobre o que deve ser servido às crianças se o pai estiver dormindo ou ocupado. Se há conflito de informações, informar à Grace o que MJ falou e servir as crianças com o que MJ solicitou.
Grace vai alimentar o bebê: purê do KFC, milho, peito de frango cortado e grelhado, biscoitos, uvas, suco de maçã e/ou leite.
NADA de manteiga de amendoim, NADA de pele de frango, NADA de chocolate ou açúcar.

Havia uma nota separada no perfil revelando as informações de contato de Evvie Tavasci, assistente de longa data de Michael, assim como folhas em anexos dos “perfis” de outras três crianças [não os Arvizos] e de um menino chamado Elijah, que mais tarde foi chamado como primo de Michael. Foram anotadas as preferências alimentares do segurança de Michael, Joe, também as de sua babá, Grace, e seu famoso advogado de Miami, Al Malnik, conhecido por ter sido o advogado do mafioso Meyer Lansky.
Em relação às mini-garrafas de álcool que a aeromoça disse que “escondia” no banheiro, Mesereau perguntou por que elas não tinham sido mencionadas no perfil de Michael. Quando Lauren Wallace explicou que esconder as tais garrafas tinha sido algo que ela própria havia pensado em fazer, que nunca tinha sido um pedido do Sr. Jackson, o personagem sinistro que o promotor estava tentado criar sobre Michael foi totalmente derrubado. A Srta. Wallace disse ao júri que escondeu as mini-garrafas foi um gesto atencioso de sua parte. A loira falou que informou ao Sr. Jackson sobre as “garrafas secretas”, para que ele apenas soubesse que a bebida estava lá “à sua disposição”.

Quando a Srta. Wallace deixou o banco das testemunhas, era óbvio que tinha sido um privilégio para ela servir Michael Jackson e sua família. Poucos dias depois, quando outra aeromoça foi chamada, a que tinha estado no vôo particular em que os Arvizos estavam com Michael, repentinamente o quadro se tornou mais vivo. A segunda comissária de bordo, Cindy Bell, também era uma mulher atraente, uma loira com um lindo sorriso. Ela parecia completamente capaz, segura de si, e muito feliz em ver Michael. Mesmo sob aquelas circunstâncias.

A Srta. Bell tinha uma doce expressão no rosto enquanto fixava os olhos no pop star, que gentilmente balançou a cabeça pra frente e pra trás em sua cadeira atrás da mesa da defesa. Cindy Bell iniciou seu depoimento, explicando que, quando trabalhou como aeromoça no vôo de Miami para Santa Barbara, ela serviu a Michael Jackson uma garrafa de vinho branco – a qual ele não queria que seus filhos soubessem que estava bebendo.

A jovem mulher testemunhou que serviu um pouco de vinho à Janet Arvizo e que também serviu às meninas, Davellin e Marie Nicole, drinques, rum e Coca Cola, que foram especificamente solicitados por Davellin e Marie Nicole. Michael corou durante o depoimento da Srta. Bell e pareceu um tanto envergonhado com isso. Ficou bem claro que não queria que as pessoas soubessem que ele consumia qualquer tipo de álcool. Mas a vergonha de Michael sobre o consumo de bebidas alcoólicas foi logo ofuscada pelas informações sobre Davellin Arvizo, que testemunhara que nunca tinha bebido álcool até após a viagem à Miami com Michael Jackson, jurando que Michael havia a apresentado ao álcool em sua adega secreta.

Sob juramento, Davellin afirmou que a primeira vez que experimentou uma bebida alcoólica foi quando Michael estava junto. Davellin disse que o álcool tinha um gosto que ela não gostava, mas o júri ouviu da Srta. Bell que a garota estava pedindo drinques no vôo sem o conhecimento de Michael.

Para o júri, Cindy Bell descreveu o vôo como lotado, com 12 pessoas a bordo, e disse que Gavin Arvizo era um “pássaro estranho” que agia de modo esquisito na presença de Michael – não estava embriagado – mas simplesmente muito rude e desordenado. A Srta. Bell caracterizou o garoto como alguém que a tratava como uma empregada. A aeromoça lembrou que Gavin jogou sua mochila pra ela e contou que o menino começou a exigir serviços a partir do momento em que pisou no avião. Ela descreveu Gavin como um rapaz exigente, que insistiu que seu frango não estava quente o suficiente, pedindo que sua comida fosse separada em pratos diferentes. A comissária de bordo contou aos jurados que fez comentários arrogantes sobre o serviço de toalhas dos passageiros, falando pra ela sobre o como as toalhas deveriam estar e sobre a quantidade de toalhas no banheiro, como se ele fosse seu chefe.

Cindy Bell também mencionou que Gavin começou uma guerra de comida, jogando purê de batatas num médico que estava dormindo no momento, cuidando de suas coisas. Ela disse que os filhos de Michael e o resto dos passageiros no avião estavam muito bem comportados. De acordo com a Srta. Bell, Michael foi extremamente educado, conversando com a babá e o médico e brincando com Prince e Paris no vôo.

A comissária de bordo estava familiarizada com os filhos de Michael, e falou que eles eram sempre muito bem educados, garantindo ao júri que Michael fazia questão disso. A Srta. Bell achou que era incomum Michael não ter intervindo quando Gavin começou a bagunça, e também achou muito estranho o fato de a mãe do garoto não ter tentado parar o mau comportamento do filho.

Quando foi mostrado um diagrama do plano das cadeiras do avião, Cindy Bell disse que Michael estava sentado ao lado de Gavin, e lembrou ter visto Michael “abraçar” o garoto em certo momento. De acordo com a Srta. Bell, Michael parecia estar tentando confortar Gavin, colocando ao mesmo tempo seu braço em volta do menino por alguns instantes.

O testemunho de Cindy Bell levou todos às risadas quando ela foi solicitada à descrever o que “abraçar” parecia – como se isso fosse um gesto misterioso.
“Você quer que eu mostre o que é „abraçar‟?”, ela perguntou ao promotor com um olhar de descrença absoluta.

Quando foi interrogada pela defesa, um tema que se destacou durante todo o testemunho da Srta. Bell foi o de que Gavin Arvizo era uma criança intolerável, nada comportada. Ela não achava que o garoto estava embriagado, de modo algum, embora ela tenha pensado que, talvez, Michael estivesse sentindo os efeitos do vinho que tinha lhe servido. Ela falou que Jackson parecia relaxado durante o vôo e dormiu em boa parte do tempo.
Enquanto o testemunho de Cindy Bell continuava, ficou bem claro que a aeromoça se ressentia do comportamento agressivo do garoto e não parecia apreciar sua atitude para com ela. A Srta. Bell descreveu um momento em que Gavin entrou na galeria para pedir um refrigerante de laranja, mostrando o relógio que Michael lhe dera. Na opinião de Cindy Bell, Gavin agia como se estivesse sob a proteção de Jackson.

A Srta. Bell tinha sido apresentada ao júri para depor sobre a possibilidade de Michael Jackson estar embriagado e ter agido de forma irresponsável naquele vôo, mas essa tática não deu certo. Os jurados ficaram surpresos com a descrição do comportamento de Gavin.

A simpática e muito bonita Cindy Bell tinha vindo à Santa Maria para testemunhar em nome da promotoria, mas, em vez disso, conseguiu jogar todo o julgamento em favor de Michael, descrevendo o pop star como um quieto cavalheiro de “fala mansa”. A Srta. Bell disse que nunca viu Michael Jackson servir qualquer tipo de bebida alcoólica, ou mesmo qualquer tipo de bebida, para o jovem acusador.
“O garoto [Gavin] foi absolutamente rude, foi detestável”, Cindy Bell disse ao júri, “Quando eu lhe servi a comida, ele falou: „Isso não ta quente, não está do jeito que deveria‟. Foi embaraçoso tê-lo a bordo, pra ser sincera”.

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conspiracao-michael-jackson-by-afrodite-jones-cap-15

Mensagem por sissi em Qua 25 Jul 2012 - 9:19

“WE ARE HERE TO CHANGE THE WORLD”

“ESTAMOS AQUI PARA MUDAR O MUNDO”

Enquanto o julgamento se tornava uma verdadeira guerra, a luta a respeito da permissão do testemunho sobre as acusações do passado contra Michael Jackson se tornou uma questão jurídica, em que os especialistas não conseguiam entrar em acordo. As regras pareciam um tanto amplas, e uma audiência especial foi realizada sem a presença dos jurados. A equipe de defesa argumentou que as alegações passadas contra Michael eram irrelevantes, que os antigos acusadores não tinham credibilidade.
Mas a promotoria queria que o juiz deixasse o testemunho entrar no julgamento como uma disposição “similar de má conduta”. Se o determinasse que as antigas alegações tinham relevância para as acusações atuais, poderia ser permitido o testemunho de seu valor probatório. A equipe de defesa de Jackson ficou indignada com aquela manobra da promotoria, argumentando que qualquer acusação passada somente seria usada para constranger e humilhar Michael Jackson.
Especialistas jurídicos acreditavam que se as antigas acusações de má conduta fossem introduzidas no caso, o júri poderia decidir o foco dessas tais alegações e, portanto, ignorar algumas das “imprecisões” do testemunho de . A equipe de defesa afirmou repetidamente que as alegações feitas pelo acusador de Jackson em 1993 foram motivadas pelo acordo financeiro desejado pela família Chandler, e lutou veementemente para desconsiderar as alegações de Jordie Chandler, insistindo que o garoto – que aparentemente provocou um acordo de 20 milhões de dólares para a família – apresentou uma história cheia de buracos.
Fora da Corte, o empresário de longa data de Jackson, Frank Dileo, afirmaria que Michael havia prometido à Jordie Chandler uma carreira cinematográfica, dizendo aos membros da imprensa que, quando a carreira do rapaz não se materializou, as acusações de abuso sexual de repente surgiram. Houve alegações de que os próprios Chandlers tinham admitido que queriam dinheiro, houve alegações de que os Chandlers queriam que Jackson os lançasse para a fama, mas ninguém da mídia relatou isso.
Na frente do Juiz Melville, Tom Mesereau não só argumentou contra a validade da história da família Chandler, como também argumentou contra a validade das alegações feitas pelos acusadores anteriores de Michael, prometendo ter evidências suficientes para tirar o crédito de cada um deles. O advogado de defesa disse à Melville que “os promotores estão tentando sustentar um caso fraco”, trazendo meninos cujas histórias estavam “cheias de problemas”. Mesereau afirmou que as testemunhas que a promotoria pretendia convocar sobre os alegados atos passados tinham sido envolvidas em suas próprias ações civis contra Michael e eram pessoas “armadas para lutar”.
“Por que permitir que venham funcionários descontentes que já perderam em suas ações judiciais?”, Mesereau disse sobre o testemunho de terceiros sobre aqueles alegados atos. Mas seus argumentos caíram em ouvidos surdos.
No fim da audiência especial, o juiz Rodney Melville decidiu em favor da acusação, tomando a decisão de permitir a apresentação de testemunhos sobre alegados atos sexuais passados – não apenas dos acusadores como também de ex-funcionários de Neverland que afirmavam ter presenciado certos atos.
Isso foi considerado uma “vitória” importante para a promotoria. O Juiz Melville decidiu que permitiria que o júri de Santa Maria ouvisse o testemunho acerca de amizades do passado de Michael com outros cinco meninos, e nesta lista estava incluindo o ator Macaulay Culkin.
Mas Macaulay Culkin, juntamente com outros dois garotos que foram nomeados, acabaria por colaborar com a defesa, negando qualquer atitude errada por Michael Jackson. A única pessoa da lista que concordou em cooperar com a promotoria foi Jason Francia, o filho de uma ex-camareira de Jackson, que tinha sido o destinatário de um acordo de 2 milhões de dólares pelo pop star supostamente ter feito “cócegas” nele.
Quanto à Jordie Chandler, o jovem não quis testemunhar, e parecia que a promotoria não conseguiu localizá-lo. De acordo com fontes internas, Sneddon não pôde forçá-lo a assumir a cadeira das testemunhas. Em vez da presença de Jordie, já que o testemunho de terceiros fora permitido, a acusação ofereceu o depoimento de sua mãe,June Chandler, uma decisão que os especialistas jurídicos acharam que seria “devastadora” para a defesa.
A maioria dos comentaristas da TV previu que a decisão de permitir as anteriores alegações de abuso sexual seria um retrocesso enorme para a defesa, um dos quais não poderiam se recuperar. Ansiosamente, Tom Sneddon anunciou que começaria a apresentar testemunhas das acusações passadas dentro de duas semanas, e os jornalistas prometiam aos telespectadores que seria permitido ao júri de Santa Maria ouvir o depoimento de cerca de 5 rapazes os quais o promotor alegou terem sido “preparados” ou molestados por Jackson.
Foi curioso ninguém da mídia ter especulado sobre a estratégia da equipe de defesa em relação a estas acusações do passado. Mesereau estava sistematicamente desenvolvendo uma lista de testemunhas para mostrar que os dois garotos que aceitaram dinheiro de Michael – Jordie Chandler e Jason Francia – tinham interesses financeiros e haviam contratado advogados para entrarem com processos civis. No caso de Jason Francia, a própria mãe do garoto admitiu ter vendido a história do filho para os tabloides.
Para a imprensa, Tom Mesereau uma vez afirmou que a única razão pela qual o Sr. Jackson tinha resolvido as duas acusações anteriores feitas contra ele era a de que seus sócios o aconselharam a “pagar o dinheiro ao invés de enfrentar acusações falsas”. O advogado de defesa disse à imprensa que Michael Jackson “agora se arrepende de ter feito aqueles pagamentos e percebe que os conselhos que recebeu foram totalmente errados”.
Fora da presença do júri, Mesereau confidenciaria que, na época das acusações de Chandler, bilhões de dólares estavam em jogo para todos em volta da “máquina Jackson”.
Para uma pessoa comum, 20 milhões de dólares pode parecer uma quantia absurda, talvez um valor obsceno para ser pago a alguém que estava tentando extorquir dinheiro de acordo com a contra-exigência de Jackson. Mas, para o pop star – que, na época, estava estimado em cerca de 700 milhões de dólares, que tinha dezenas de corporações o patrocinando, incluindo a Sony, a FOX e a Pepsi – 20 milhões de dólares não pareciam muita coisa. As empresas que cercavam Jackson queriam manter seu nome limpo. Afinal, ele era o maior artista do mundo.
Com o avanço muito rápido do caso, a promotoria chamou ao banco das testemunhas o comediante e astro da TV, George Lopez. Lopez estava lá para falar sobre seu relacionamento com a família Arvizo, com quem tinha formado um vínculo nos dias em que Gavin foi diagnosticado com câncer, nos dias em que as crianças Arvizo estavam envolvidas com o clube de comédia Laugh Factory.
Vestido de forma conservadora num terno azul escuro, usando uma camisa branca engomada com uma gravata listrada, o astro da TV contou aos jurados que ele e sua esposa tentaram organizar eventos beneficentes em nome de Gavin e disse que eles visitaram o garoto no hospital em diversas ocasiões. Enquanto George Lopez começava a explicar a natureza de seu relacionamento com os Arvizos, parecia que o comediante estava “puxando sardinha” para a pobre família latina. Lopez certamente estava fazendo uma cena pra eles, tentando mostrar por que ele tinha simpatizado tanto com aquelas pessoas.
Na Corte, apesar de Jackson se esconder atrás de seus óculos, o pop star ouvia atentamente o comediante. Michael estava estudando George Lopez, talvez se perguntando como Lopez, que estava sentado logo à sua frente, tinha se tornado a primeira pessoa famosa a ser atraída pela família Arvizo. De certa forma, fora George Lopez quem conduziu os Arvizos ao longo de um caminho que acabou terminando em Neverland.
Jackson tentou demonstrar pouca emoção, mas era óbvio que ele estava interessado em saber sobre a experiência de Lopez. O pop star permanecia imóvel, como se estivesse observando o testemunho de longe, mas, na realidade, ele estava pendurando cada palavra.
Enquanto se dirigia ao júri, o Sr. Lopez falou num tom agradável, com um brilhante sorriso no rosto. O comediante parecia gostar dos Arvizos, e falou sobre o “clube de comédia” no Laugh Factory, descrevendo um programa para crianças carentes. Lopez explicou que a participação no acampamento de comédia Laugh Factory foi uma chance de orientar crianças que estavam “em risco”.
George Lopez disse ao júri que ele começou a se envolver com o clube de comédia em 1999, quando conheceu as crianças Arvizo e, num primeiro momento, Lopez não tinha nada além de coisas boas a dizer sobre a família. Ele descreveu os três jovens como sendo “boas crianças” e mencionou que a mãe, Janet, parecia ser muito ativa no crescimento e desenvolvimento dos filhos. Ele a considerou uma mãe dedicada e ficou impressionado ao saber que ela se dispunha a pegar o ônibus do Leste de Los Angeles para que seus filhos pudessem ter a chance de trabalhar com um talento da TV.
Lopez tinha uma grande opinião sobre as três crianças Arvizo, a quem ele chamou de “destemidas”. Ele gostou do fato de que eles conseguiam tirar sarro de sua própria pobreza como uma forma de descobrir o humor. Aparentemente, usar a pobreza como uma maneira de criar humor era uma característica que o próprio Lopez havia adotado em sua vida.

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Re: Conspiração Michael Jackson by Afrodite Jones TRADUZIDO

Mensagem por sissi em Qua 25 Jul 2012 - 9:20

George Lopez, a estrela de seu próprio programa de TV na rede de canais ABC, testemunhou que fora comediante de stand-up comedy por mais de 25 anos e que tinha se apresentado no Laugh Factory na Sunset Boulevard por mais de 15 anos. Ele descreveu seu relacionamento com o dono do clube de comédia, Jamie Masada, como uma amizade, e ele respeitava Masada pelo seu interesse por crianças carentes, por fazer seu popular clube disponível para essas crianças durante o dia – permitindo que crianças carentes estudassem comédia com profissionais sem terem que pagar um centavo.
Lopez lembrou que Jamie Masada havia lhe telefonado para contar sobre “uma família latina especial”, que era desfavorecida, que havia pedido para trabalhar com Lopez especificamente. O comediante disse que trabalhou com Davellin, Star e Gavin Arvizo no outono de 1999, se encontrando com eles em sessões de duas horas ao longo de um período de cerca de 7 semanas.

O comediante contou ao júri que aproximadamente 6 semanas depois de o programa de comédia ter terminado, Janet Arvizo ligou para seu celular e estava “completamente perturbada” a respeito da condição de seu filho. Janet estava chorando, porque Gavin tinha sido diagnosticado com um câncer desconhecido. Quando descobriu o quão doente Gavin estava, que o garoto estava lutando para viver, Lopez foi visitá-lo no hospital e encontrou o menino “em condições terríveis”.

Durante sua visita no hospital, Lopez encontrou o pai de Gavin, David, pela primeira vez. Lopez disse que ele e sua esposa tinham ido visitar Gavin no hospital em inúmeras ocasiões e que também visitara o garoto na casa de seus avós em El Monte, a qual Lopez descreveu como uma “casa tratada”, uma típica casa de família de classe baixa, com capas de plástico sobre as mobílias e carpetes de plástico no chão – um lugar que lhe lembrava sua própria casa durante a infância. George Lopez recordou que esta modesta casa era arrumada e limpa, e falou sobre um quarto especial que havia sido preparado para Gavin – um ambiente esterilizado no qual Lopez disse que tinha “que vestir um roupão” para entrar.

Enquanto George Lopez continuava respondendo às perguntas do promotor, o comediante tentou deixar bem claro que estava muito feliz por ajudar os Arvizos e disse que Janet nunca lhe pedira dinheiro. Lopez testemunhou que não tinha certeza sobre o que Janet fazia para viver. Ele pensava que ela era garçonete. No entanto, conforme seu depoimento se tornava mais detalhado, percebia-se que o comediante não sabia mesmo muita coisa sobre Janet Arvizo no todo, que seu relacionamento com ela tinha se limitado a algumas breves conversas no Laugh Factory. Lopez parecia achar que Janet era uma boa mulher, mas ele não pôde basear sua opinião em nada específico.

Durante o interrogatório, o comediante contou ao júri que em fevereiro e março de 2000, quando Gavin estava muito doente, Lopez e sua esposa foram diversas vezes ao hospital para visitar o Gavin e David Arvizo. Quando questionado sobre os detalhes, o comediante tentou manter a calma, mas os observadores do tribunal podiam ver que Lopez estava ficando um tanto desconfortável com a linha de questionamento. Quando foi convidado a dizer ao júri sobre as preocupações de David em relação ao dinheiro, Lopez falou que o Sr. Arvizo “mostrou que ele estava precisando de dinheiro”.
“Você achou estranho o fato de nunca ter visto Janet no hospital?”, Mesereau perguntou.
“Bem, você sabe, eu sabia que ela era garçonete, ou assim eu pensava…”, disse Lopez, “Eu não estava lá o tempo todo, mas a cada visita que fazia, ela não estava lá, então, apenas pensei que ela estava trabalhando”.
“Você não sabia realmente se ela estava trabalhando, não é?”
“Não sei…”
“Ok. E você deve ter pensado que ela era garçonete, mas não sabia realmente onde ela estava trabalhando, certo?”
“Ela nunca me serviu”, disse Lopez, sorrindo para os jurados.
“Ok, ok. Agora, o quão agressivo David foi ao pedir dinheiro?”, Mesereau questionou.
“Sabe, foi muito agressivo”, Lopez contou, “Quando você está conversando com alguém e o assunto sempre aparece, sabe, você meio que tenta escapar disso. Toda vez que nos falávamos, era sempre… Era realmente sobre dinheiro”.
“E ele sempre dizia que não tinha como pagar as contas da família, certo?”, Mesereau perguntou.
“Isso mesmo.”
“E você dava a ele uma pequena quantidade que tinha no seu bolso no momento?”
“Sim. Eu tinha uma pequena quantidade no momento.”
“E ele sempre queria dinheiro, não?”
“Ele queria, sim.”, Lopez disse ao júri. “Eu literalmente dava ao cara tudo o que eu tinha na minha carteira e falava que daria mais depois.”
Lopez falou que regularmente dava à David Arvizo uma quantia de 40 dólares, pacotes de dinheiro em pequenas quantidades de até 80 dólares. Ele testemunhou que foi convidado por David Arvizo para participar de uma arrecadação de fundos para Gavin, que seria realizada no Ice House, um clube de comédia em Pasadena, e contou que ficou mais do que feliz em assumir o projeto. No entanto, quando percebeu que o evento beneficente “não era mais por Gavin”, George Lopez disse aos jurados que começou a mudar de ideia.

“Não era por causa de Gavin e nem pelo que Gavin estava sentindo”, Lopez testemunhou, “Não era por dinheiro pro Gavin. Me pareceu que David Arvizo estava mais interessado no dinheiro do que no bem estar de seu filho.”
George Lopez falou que, por David Arvizo ter dito que sua família não tinha plano de saúde (mais tarde, foi provado que isso era mentira) nem dinheiro para pagar as contas médicas, o comediante concordou em organizar uma arrecadação de fundos, planejando usar seu programa de rádio para atrair uma multidão. Lopez recordou que, quando se atrasou para chamar outros artistas, percebeu que David Arvizo de repente ficou “bastante agressivo” sobre a programação do evento, perguntando sobre quanto dinheiro Lopez achava que poderia conseguir.

“Em algum momento, você achou que David estava extremamente preocupado com dinheiro, verdade?”, Mesereau perguntou.
“Sim.”
“Porque, quando você visitou o quarto em El Monte, ele te mostrou o quarto com DVD e todo o resto, correto?”
“Isso mesmo”, disse Lopez.
“Você sabia quem pagou pela reforma do quarto?”
“Não.”
“Ok. O David nunca falou sobre como o quarto ficou tão legal?”, perguntou Mesereau.
“Não. A minha hipótese era a de que Jamie Masada tinha arranjado tudo aquilo.”
“Agora, você disse aos xerifes, Sr. Lopez, que pensava que David Arvizo estava particularmente apaixonado pela televisão e pelo Nintendo, correto?”
“Sim.”
“Você disse que notou isso, em certo grau, nas crianças também, correto?”
“Sim.”
“Ok. E você contou aos xerifes que tudo que David se interessava era por dinheiro, certo?”
“Sim.”
George Lopez testemunhou com integridade e graça, às vezes, sendo divertido e, na maioria do tempo, sincero. O comediante disse ao júri que, em 2000, ele morava numa casa em Sherman Oaks, e falou que quando descobriu que o câncer de Gavin estava entrando em remissão, ele convidou a família Arvizo para passar uma tarde com ele em sua casa.
Lopez lembrou que ele tinha dirigido até El Monte para pegar David, Gavin e Star, e os levou pra sua casa “para que os garotos pudessem brincar um pouco no quintal”. Lopez disse que levou os meninos ao Pizza Hut, ao shopping, e mais tarde, os deixou em El Monte.

O comediante declarou que Gavin parecia frágil naquela época, mas também parecia mais agitado do que costumava ser no passado. Ele disse que sentiu o comportamento de Gavin um tanto incomum quando eles estavam no shopping, explicando que o garoto apontava para todos os tipos de itens e pedia “tudo” o que via pela frente. George Lopez achou estranho David Arvizo ter ficado “visivelmente de lado” enquanto seu filho pedia à Lopez que comprasse presentes bem caros. O comediante achou estranho o fato de David Arvizo não ter falado nada para tentar parar o comportamento de Gavin.

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Re: Conspiração Michael Jackson by Afrodite Jones TRADUZIDO

Mensagem por sissi em Sab 28 Jul 2012 - 16:24

Lopez falou que, quando chegou em casa mais tarde, depois de ter deixado os Arvizos em El Monte, ele deu uma olhada em sua sala de estar, um lugar que o comediante carinhosamente descreveu como “uma sala muito popular entre os mexicanos – uma sala em que ninguém pode se sentar, onde tudo permanece intacto”. Lopez disse ao júri que, após voltar pra casa, ele olhou para a capa que ficava em cima da lareira e viu que tinha uma carteira lá, uma carteira que não pertencia a ele; George a pegou e encontrou a carteira de identidade de Gavin e uma nota de 50 dólares.

Enquanto segurava a carteira, George chamou sua esposa, Ann, e, então, lhe entregou a carteira. Lopez falou que ligou imediatamente para Gavin pra contar ao menino que tinha achado sua carteira, e planejou deixá-la no Laugh Factory, onde os Arvizos poderiam pegá-la com o dono do clube, Jamie Masada.

Tom Mesereau queria um relato mais detalhado sobre o comportamento dos Arvizos durante aquela ocasião, e George Lopez foi convidado a falar sobre detalhes específicos daquele dia “de compras” com os garotos. Para o júri, Lopez descreveu suas aventuras com os Arvizos em San Fernando Valley, culminando com o misterioso aparecimento da carteira de Gavin em sua casa.

“Você disse aos xerifes que David parecia intencionalmente distante e não fez nenhum esforço para dar um basta nos pedidos de Gavin?”, Mesereau perguntou, referindo-se à farra de compras.
“Verdade.”
“Você achou estranho, certo?”
“Parecia estranho.”
“Você os levou pra almoçar naquele dia?”
“Sim, senhor.”
“E você os levou pra almoçar em qualquer outro dia?”
“Não.”
“Tudo bem. Então, onde você encontrou a carteira?”, questionou Mesereau.
“A carteira estava no manto da lareira da minha casa. Era a única coisa que estava em cima da lareira”, disse Lopez.
“E quando você a encontrou, pensou em como a carteira foi parar lá?”
“Sabe, nunca entendi como ela chegou lá”, Lopez falou, “Porque ninguém ficava naquela sala, então, parecia meio estranho uma carteira ter aparecido bem em cima daquela… Em cima da lareira”.
“E quão alta era a lareira?”
“Sabe, à altura do ombro.”
“Mais alta que Gavin, correto?”
“Naquela época… Talvez.”
“Então, pareceu estranho pra você o fato de uma carteira ter, de repente, aparecido lá?”
“Bem, se tratando daquela sala, sim. Realmente, nada deveria ter nada incomum naquele cômodo.”
“Você viu Gavin ou o David naquela sala?”
“Não.”
George Lopez contou ao júri que, alguns dias depois, ele descobriu que David Arvizo afirmou a Jamie Masada que havia uma quantia de 350 dólares na carteira de Gavin. O comediante disse que, quando David foi pegar a carteira com Masada, o pai Arvizo sugeriu à Jamie que George Lopez tinha “perdido” de alguma forma 300 dólares da carteira de Gavin.

Foi uma acusação que não agradou em nada à Lopez, especialmente quando ele descobriu que Jamie Masada deu 300 dólares para repor o dinheiro perdido sem nunca ter consultado o comediante sobre isso. Lopez disse que se queixou a Mesada sobre repor um dinheiro “supostamente” perdido, mas Jamie Masada insistiu que só queria ficar bem com os Arvizos.

Enquanto o comediante contava a história, as orelhas dos jurados se animaram. Embora o apresentador estivesse tentando minimizar o estranho comportamento dos Arvizos, para os observadores do tribunal, o clã Arvizo estava começando a parecer uma família de farsantes. As intenções deles pareceram ainda piores quando Lopez descreveu as ligações constantes de David Arvizo, afirmando que David estava lhe perseguindo, lhe pressionando agressivamente, tentando organizar o tal evento beneficente.

Lopez disse ao júri que David ligou muitas vezes para a rádio onde ele trabalhava, sempre perguntando sobre dinheiro. As ligações eram tão insistentes que Lopez começou a pensar que talvez o evento de arrecadação de fundos devesse ser cancelado. George Lopez explicou que sua esposa, Ann, havia participado de uma doação de sangue no Laugh Factory em prol de Gavin, e disse que, durante meses, ele ainda estava disposto a ajudar o menino – até que aconteceu um incidente num estacionamento que o fez “chegar ao limite”.

O comediante descreveu uma noite de maio de 2000, recordando que David Arvizo estava o esperando no lado de fora de um restaurante onde o comediante se apresentava. Lopez testemunhou que, quando saiu para o estacionamento às 10 horas daquela noite, David o aguardava, e começou a ficar com raiva e excessivamente agressivo sobre o assunto do evento beneficente. Lopez disse ao júri que os dois “trocaram palavras” naquele momento e que, após a breve conversa, o comediante não quis ver David Arvizo nunca mais.

Lopez contou que chamou David Arvizo de “chantagista” na sua cara e fez uma piadinha sobre ter usado uma “palavra bem grande”. Mas ninguém no tribunal riu.
Enquanto Tom Mesereau ainda o interrogava, George descreveu ter sido ostensivamente perseguido pelo “pai Arvizo” por causa de dinheiro. Quando o comediante descobriu que David tinha ligado para sua casa e discutido com sua esposa, Ann, a chamando de “uma puta de merda” e outros nomes feios, ele simplesmente cortou os laços com o resto dos Arvizos também.

Para o júri, George Lopez reafirmou que trocara “acaloradas palavras” com David Arvizo, que fizera de tudo para fazer com que o comediante se sentisse culpado por não ajudar Gavin. Ele mencionou que, seis meses após ter cortado todos os laços com os Arvizos, Janet se aproximou dele de alguma maneira, talvez através de Jamie Masada, e lhe enviou um chaveiro de metal com uma semente de mostarda pendurada. Lopez sabia que o chaveiro era uma forma de “agradecimento” de Janet, mas, à essa altura, ele realmente não foi tocado por esse gesto.

Para Mesereau, George Lopez descreveu a família Arvizo como sendo “apaixonada” por Michael Jackson. O comediante lembrou que David Arvizo se gabava de suas visitas ao rancho Neverland, e falou que David começou a agir de modo estranho após sua família ter estabelecido uma amizade com Jackson.
“Em algum momento, David começou a se gabar sobre ter ido à Neverland, não foi?”, Mesereau perguntou.
“Sim.”, George respondeu.
“E você achou que a atitude dele mudou, correto?”
“Sim.”
“Você achou que ele começou a ficar meio arrogante, ou esnobe… Seria essa a palavra certa?”
“Enamorado”, disse Lopez.
“‟Enamorado‟. É assim que você descreve a atitude de David depois de ele ter te dito que a família tinha ido à Neverland, certo?”
“Certo.”
“Ok. E você o descreveu aos xerifes como “apaixonado” por sua nova amizade com Michael Jackson, correto?”
“Sim.”


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Re: Conspiração Michael Jackson by Afrodite Jones TRADUZIDO

Mensagem por sissi em Seg 30 Jul 2012 - 9:06


Antes de o comediante terminar seu testemunho, as pessoas se perguntavam por que Michael Jackson não enxergou as verdadeiras intenções dessa família. Claramente, Lopez havia decidido que eles eram “más notícias”, mas Jackson não notara nada de estranho neles. Enquanto deixava a sala, Lopez olhou para Michael e fez um esforço pra sorrir para o pop star

Mas Jackson não achou graça.
Depois de presenciar o testemunho de George Lopez, o Rei do Pop parecia estar percebendo que, de todas as pessoas, ele deveria ter tido algum tipo de rede de segurança, deveria ter tido algum “processo de seleção” que o protegesse de pilantras. Jackson, de alguma forma, foi levado a crer que várias estrelas de TV e cinema adotaram essa pobre e oprimida família latina que, em certo nível, era verdade.
No entanto, ninguém do Laugh Factory tinha informado a Jackson sobre qualquer um dos problemas ou das “preocupações” em relação aos Arvizos.

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Re: Conspiração Michael Jackson by Afrodite Jones TRADUZIDO

Mensagem por sissi em Qua 1 Ago 2012 - 21:12

Conspiração Michael Jackson by Afrodite Jones cap-16


DON‟T STOP „TIL YOU GET ENOUGH
“NÃO PARE ATÉ CONSEGUIR O SUFICIENTE”
No Dia da Mentira, em meio à uma atmosfera melancólica e sinais de que o julgamento não estava indo muito bem, a mídia presente no lado de fora da Corte entrevista os fãs de Michael, que pareciam confusos sobre o que o futuro reservava para o pop star. Muitos estavam irritados sobre o fato de acusadores do passado iriam participar do julgamento, certos de que o testemunho de antigas alegações criaria mais prejuízos desnecessários à Jackson.
Os fãs estavam furiosos. Eles sentiam que Michael estava sendo o alvo do tribunal, que estava sendo tratado injustamente. Cansados de vê-lo sendo humilhado pela imprensa todos os dias, alguns fãs de Michael Jackson temiam que o pop star fosse desgastado. Muitos estavam convencidos de que uma sentença de prisão seria o fim do Rei do Pop.
As pessoas se tornaram melodramáticas. Especulavam que, se condenado, Michael morreria numa cela de prisão. Tom Mesereau também concordava com esse pressentimento, mais tarde, ele confidenciou que tinha tratado o julgamento como um caso de pena de morte. Mesereau sentia fortemente que Jackson acabaria morte, se fosse jogado na prisão.
Os milhares de defensores de Michael que viajavam para Santa Maria sentiam que eram uma parte necessária da luta de Jackson. Mesmo que a grande mídia tendesse a ignorá-los, tendesse a tentar diminuir seu significado, os fãs sabiam que tinham um lugar de direito. Os fãs tinham certeza de que suas vozes eram ouvidas, e continuaram afirmando a inocência de Michael. Alguns deles estavam convencidos de uma conspiração – e apontavam seus dedos para a Sony.
A cada dia, na presença de Michael, alguns fãs choravam, outros, cantavam. As pessoas queriam dizer à Jackson que o amavam, que queriam estar perto dele de qualquer maneira possível. Os fãs acordavam muito cedo e iam para frente do tribunal às 6 da manhã, esperando no frio, na chuva – o que fosse preciso – para conseguir um assento público dentro da Corte.
Os fãs que tinham a sorte de entrar sempre se interessavam em ouvir como a mídia relatava as coisas. As testemunhas diziam algo, e a imprensa narrava apenas partes do que elas diziam, partes estas que não ajudavam Jackson em nada. Os fãs ficaram impressionados com o sistema americano de justiça, mas, mais do que tudo, eles odiavam os meios de comunicação e sentiam, com razão, que estes haviam se aliado à Promotoria.
Foi em 1º de Abril que uma importante peça do quebra-cabeça seria revelada. O acordo de 20 milhões de dólares de Jordie Chandler seria analisado minuciosamente, enquanto o importante advogado, tomava a cadeira das testemunhas para prestar o seu depoimento. Para as pessoas presentes no tribunal, Feldman parecia um semideus. O homem tinha um palpável ar de superioridade. Impecavelmente vestido, de postura reta, com um olhar de dinheiro escorrendo de cada bolso, Feldman foi convidado a dizer ao júri sobre sua preparação acadêmica, salientando que ele tinha sido o número um em sua turma no Loyola Law School [Faculdade de Direito de Loyola] e que exercia a profissão desde 1969.
Larry Feldman trabalhou num escritório de advocacia em Los Angeles que abrigava 600 advogados e tinha escritórios em diversos pontos –, Xangai, Washington DC, Chicago – a lista era longa. Feldman fora um advogado especialista em julgamentos durante toda a sua vida, e alegou que se tornara sócio sênior do escritório de advocacia em que tinha entrado logo após concluir sua faculdade de direito; ele falou que tinha representado trabalhadores federais feridos, sindicatos e uma ampla gama de pessoas – incluindo advogados acusados de negligência.
Quando Sneddon pediu ao advogado para falar mais especificamente sobre sua vasta gama de clientes, Feldman disse que não queria parecer “convencido”. Larry Feldman tinha tratado de tudo, desde processos contra grupos de rock até ações de defesa de empresas petrolíferas, mas o único nome mencionado foi o de Johnnie Cochran [advogado de Jackson]. Não se pôde deixar de perguntar por que Sneddon escolheu esse nome em particular. Talvez ele esperasse apresentar Feldman como advogado do advogado. Talvez ele estivesse jogando a carta da raça. Talvez tenha sido um pouco dos dois.
Para responder à pergunta de Sneddon, Feldman declarou que representou Johnnie Cochran numa questão legal durante 10 anos – desde o dia em que Johnnie se envolveu no julgamento de O.J. Simpson até janeiro de 2004. Então, enquanto uma lista de suas credenciais era apresentada ao júri, Feldman confirmou que ele era um “Membro da Academia Americana de Advogados”, uma distinção limitada a 1% de todos os advogados dos Estados Unidos. Ele contou aos jurados que foi convidado para a “Academia Internacional de Advogados Especialistas em Julgamento”, uma organização que era, teoricamente, composta pelos 500 melhores advogados do mundo.
Larry Feldman era – como Sneddon apontou – da elite da advocacia.
Uma vez tendo estabelecido isso, o promotor focou suas perguntas no famoso processo que Larry Feldman moveu para Jordan Chandler, o processo que todos do tribunal pareciam ter conhecimento. Em 1993, quando tinha 13 anos de idade, Jordie foi inicialmente representado por Floria Allred, mas o júri descobriu que o menino “quis trocar de advogado”, e foi encaminhado para Larry Feldman através de uma série de mãos bem poderosas. Quando uma foto de Jordie foi mostrada à Feldman, ele identificou o jovem como o “adorável, garoto de boa aparência”, que tinha arquivado um processo contra Michael Jackson por abuso sexual.
Feldman declarou que apresentou o caso, Chandler VS. Jackson, no Tribunal Superior de Los Angeles, mas disse que o caso nunca foi a julgamento, já que um acordo em favor de Chandler foi fechado em 1993 ou 1994. Feldman não tinha certeza sobre a data exata, e Sneddon não insistiu. Em vez disso, o promotor queria agilizar o assunto para 2003, para saber mais sobre a época em que Larry Feldman fora contatado pelo advogado Bill Dickerman, que tinha ligado para falar sobre uma outra família – a família de Gavin Arvizo.
Larry Feldman não se lembrava se tinha sido Bill Dickerman tinha estado com os Arvizos no primeiro encontro deles em seu antigo escritório, então localizado em Santa Monica, mas Feldman assumiu que Dickerman levou os Arvizos lá em pessoa. Embora não tenha conseguido lembrar os detalhes do encontro propriamente dito, Feldman declarou que, em 2003, ele se reuniu com Janet, Gavin, Davellin e Star Arvizo, que usou “um processo” para determinar como ele poderia lidar com o caso Arvizo.
“O processo que eu sigo no meu escritório de advocacia em todos os momentos é, as pessoas chegam, contam uma história factual…”, declarava Feldman, “Depende do caso, mas, de um modo geral, nós então começamos a fazer uma pesquisa, uma pesquisa legal, para tentar entender o que diz a Lei.”
Feldman explicou que a gênese do caso Arvizo foi o documentário de Martin Bashir, e testemunhou que a família queria fazer uma reclamação contra o jornalista e a empresa britânica para qual ele trabalhava – a questão fundamental é que o Sr. Bashir tinha filmado as crianças Arvizo sem qualquer consentimento de sua mãe.
Larry Feldman disse que ele tentou “decifrar” as reivindicações dos Arvizos, mas quando não consegui, ele decidiu entrar em contato com o Dr. Stanley Katz, especialista em psicologia, a quem pediu para se encontrar com as crianças Arvizo. Para os observadores do tribunal, pareceu uma estranha coincidência ser o Dr. Stanley Katz o mesmo psicólogo com quem Feldman tinha se consultado no caso Chandler VS. Jackson.
No entanto, o Dr. Katz foi a pessoa solicitada a fazer uma avaliação sobre os Arvizos, para determinar a natureza e a “gravidade” de suas queixas. A família Arvizo, Feldman testemunhou, precisava de um “expert” para falar com eles – que era um elemento chave para sua decisão sobre se deveria ou não levar o caso deles.
“A medida mais sensata era chamar um especialista, o que eu não era, para passar algum tempo com os três jovens”, Feldman contou ao júri. “Davellin não era realmente a questão, e sim Janet, Star e Gavin, e eu deixei passar alguns detalhes especiais, que ele poderia identificar, no que estava acontecendo.”
O júri soube que, como resultado do encontro com Stanley Katz e com a “avaliação” com os Arvizos em maio ou junho de 2003, Larry Feldman chamou a família de volta ao seu escritório para discutir suas opções. Feldman falou que, com base no que Stanley Katz dissera a ele através de um relatório oral, com base nas discussões iniciais dos Arvizos com o psicólogo, e com base no estado de espírito da família, uma decisão foi tomada – e os Arvizos foram visitar o Dr. Katz pela segunda vez.

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Re: Conspiração Michael Jackson by Afrodite Jones TRADUZIDO

Mensagem por sissi em Sex 3 Ago 2012 - 19:27

Larry Feldman explica que, após conversas posteriores entre a família Arvizo e o psicólogo, como resultado de um relatório que o Dr. Katz havia feito sobre os Arvizos, Feldman decidiu chamar o chefe do Departamento de Crianças e Serviços Familiares dealertando a agência que um caso de alto perfil poderia estar às mãos.
Feldman declarou que a razão pela qual contatou o Departamento de Crianças e Serviços Familiares era a de ter “certeza absoluta” de que não haveria vazamento sobre qualquer coisa em relação a um relatório que o Dr. Katz iria apresentar. Mas, quando o tal relatório saiu, o DCFS * [Department of Children and Family Services, Departamento de Crianças e Serviços Familiares em inglês. N.T.] decidiu que este não deveria ser entregue à agência na época. O DCFS recomendou que o relatório fosse entregue a uma agência de aplicação da lei, e Larry Feldman ligou para o promotor Tom Sneddon.
Enquanto falava com uma voz profunda e formal, Larry Feldman contou que, quando contatou Tom Sneddon, solicitou ao promotor de Santa Barbara a condução de uma investigação. Feldman insistiu que não tinha planos de abrir um processo civil contra Michael Jackson na época. O advogado afirmou que estava representando a família Arvizo a respeito das possíveis reivindicações contra Martin Bashir. Feldman também testemunhou que “terminou” sua relação com os Arvizos através de uma carta, em algum momento de outubro de 2003.
No entanto, Feldman admitiu mais tarde que fizera posteriormente “algum trabalho” em nome dos Arvizos, em 2004. O advogado disse ao júri quem, quando Michael Jackson foi preso, ele decidiu registrar uma reclamação contra o DCFS em nome dos Arvizos, já que a agência do governo acabou deixando “vazar” o nome Arvizo à imprensa. Feldman acredita que a família estava possivelmente buscando uma forma de indenização monetária do DCFS, atestando que a agência governamental foi a responsável pela “explosão” do nome da família em todos os noticiários.
Quando chegou a hora de Tom Mesereau começar seu interrogatório, a tensão era tão alta que parecia ser como assistir ao início de uma luta de boxe profissional. Mesereau não perdeu tempo e logo chegou ao assunto principal, que neste caso era o dinheiro. O advogado de defesa queria que o júri entendesse que, independentemente do resultado do julgamento, Gavin e Star Arvizo teriam até seus 18 anos para processar Michael Jackson. O advogado de defesa quis esclarecer, para o registro, que, se uma condenação penal ocorresse num caso de abuso sexual infantil, os meninos Arvizos poderiam usar qualquer coisa que quisessem do caso criminal, poderiam levar qualquer prova para um paralelo processo civil, a fim de reivindicarem milhões de dólares em danos.
“Em outras palavras, se Michael Jackson fosse condenado por crime de abuse sexual infantil neste caso, tanto Gavin quanto Star Arvizo poderia usar essa condenação para essencialmente ganhar um caso civil sobre semelhantes fatos alegados contra o Sr. Jackson?”, Mesereau questionou.
“Isso mesmo.”, Feldman respondeu.
“Se houvesse uma condenação pelo crime de abuso sexual infantil neste caso, e se Star ou Gavin Arvizo decidissem entrar num processo civil com base nos fatos alegados, essencialmente, a questão restante seria quanto dinheiro se conseguiria, correto?”
“Provavelmente. Eu acho que é por aí.”, admitiu Feldman. “Quer dizer, nada é tão simples como acabou de dizer. Você sabe disso tão bem quanto eu. Mas, essencialmente, acho que seria isso que aconteceria.”
Mesereau venceu neste ponto. Ele tinha uma resposta direta de Feldman bem no início. Mas, enquanto os dois advogados começavam a passar por cima de detalhes importantes, eles não conseguiam mais concordar em muitas outras coisas. Depois de um tempo, as brincadeiras dos dois se tornaram uma luta livre jurídica, quase incompreensível para quem estava de fora. Tom Mesereau, que não tinha sido o número 1 de sua turma, que não tinha sido nomeado um dos “500 melhores advogados do mundo”, parecia ter se preparado para uma grande batalha, e Larry Feldman não estava prestes a ser superado. Feldman argumentou com Mesereau em quase todos os pontos.
A questão fundamental que Tom Mesereau queria que Larry Feldman admitisse era que, se o promotor ganhasse o atual caso criminal, esta condenação salvaria, para qualquer advogado civil, uma grande quantidade de tempo e dinheiro para uma investigação de uma subseqüente ação civil. Mesereau estava indiretamente dizendo ao júri que os Arvizos estavam, talvez, usando o dinheiro dos contribuintes para reduzir os custos de um demorado processo civil. Era uma insinuação que ressentiu Feldman, e os dois advogados argumentaram sobre o assunto. Apesar de educados e precisos, eles estavam verbalmente tentando cortar a garganta um do outro.
“Senhor, você contou a um grande júri do Condado de Santa Barbara que sofreu um custo enorme de despesas durante seu processo contra o Sr. Jackson em 1993?”, Mesereau questionou.
“Sim. E era verdade”, Feldman o respondeu.
“E se um custo fosse estabelecido através de uma condenação penal, um advogado civil poderia evitar a maioria desses custos, correto?”
“Alguns desses custos. A maioria não”, Feldman falou. “Alguns, quer dizer, certamente alguns dariam pra evitar.”
“Você poderia evitar muitos dos custos de investigação, correto?”
“Você sabe, é que… Eu posso…?”, Feldman gaguejou.
“Basta responder à minha pergunta, se puder”, insistiu Mesereau.
Mas Feldman disse que não poderia responder à questão do jeito que estava sendo colocada. Feldman queria explicar que os Arvizos não evitariam completamente os custos de investigação, que qualquer advogado civil que pegasse o caso ainda sofreria muitos dos custos da investigação, talvez num grau menor. Feldman admitiu que alguns dos custos seriam diferentes, mas insistiu que as taxas legais seriam as mesmas.
“Mas, se você tivesse que avaliar as suas taxas legais em horas, senhor, e se você não tivesse que provar os débitos, você economizaria uma enorme quantidade de taxas legais, não é?”, Mesereau perguntou.
Feldman afirmou que Mesereau estava errado, dizendo ao advogado de defesa, “Não é assim que funciona”. Mas ficou claro para o júri – e para todos na sala do tribunal – que Larry Feldman fora abalado por Mesereau. À medida que o interrogatório ficava cada vez mais aquecido, Mesereau conseguiu fazer com que Feldman admitisse que, sem uma condenação criminal prévia, um julgamento civil duraria meses. Feldman começou a discutir sobre pontos delicados e tentou afirmar que ainda existiriam os custos e um processo para obter um julgamento civil contra Jackson. Mas, no final, Feldman enfim admitiu que, com uma condenação criminal em mãos, o longo processo de um julgamento civil seria quase eliminado.
“Então, no processo civil em que representou o Sr. Chandler e seus pais contra o Sr. Jackson, houve uma reconvenção * [ação promovida com o objetivo de defender-se alguém de pessoa que primeiro lhe moveu um processo. N.T], não foi?”, Mesereau perguntou.
“Houve?” Feldman rebateu, parecendo atordoado.
“O Sr. Jackson entrou com um processo por extorsão, não foi?”
“Eu não sei. Eu sei que ele reclamou… Eu sei que o investigador dele, o Sr. Pellicano, alegou extorsão”.
“Você não se lembra?”
“Não to dizendo que isso não aconteceu. Eu apenas não me lembro”.
Enquanto questões jurídicas corriam pela sala, Tom Mesereau conseguiu estabelecer – e quebrar, em termos genéricos – o fato de que o caso Jordie Chandler de 1993 teve linguagem no acordo de pagamento que afirmava que “nenhum dos lados admite qualquer ato errado da outra parte”.
Em relação ao caso Arvizo, Mesereau atacou o acordo de encaminhamento que Larry Feldman tinha com o advogado Bill Dickerman, insinuando que os dois advogados tinham um plano de trabalhar juntos a fim de receber o pagamento da maior quantidade possível de dinheiro. Uma tempestade de perguntas veio de Mesereau sobre o montante de dinheiro que Feldman e Dickerman esperavam receber se instaurassem um processo contra Jackson em nome dos Arvizos, mas suas perguntas foram recebidas com impasses.
Larry Feldman não pareceu lembrar os termos que ele tinha trabalhado com Dickerman. Feldman sabia que Dickerman queria dinheiro – ele tinha certeza disso. Mas Larry Feldman não conseguiu identificar os termos financeiros exatos que ele e Dickerman haviam feito. Quando pressionado sobre o assunto, a alegação de Feldman era a de que, desde que o caso Arvizo “não fosse nunca a algum lugar”, ele não tinha nenhum motivo especial para recordar os detalhes exatos. Feldman tentou fazer pouco caso de sua ligação com Bill Dickerman. Ele claramente não queria ser retratado como um caça-litígios. * [Caça-litígios: um advogado especializado em reivindicações de danos pessoais, geralmente representando pessoas contra grandes empresas ou pessoas importantes. N.T.]

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Re: Conspiração Michael Jackson by Afrodite Jones TRADUZIDO

Mensagem por sissi em Dom 5 Ago 2012 - 13:33

Quando Mesereau trouxe à tona uma série de faxes e cartas trocados entre os dois escritórios de advocacia após Dickerman referir os Arvizos para Feldman, Larry Feldman admitiu ter concordado em pagar algo à Bill Dickerman se Feldman levasse o caso Arvizo. Feldman disse aos jurados que ele seria o advogado responsável pelo caso, que Dickerman teria muito pouco trabalho a fazer, exceto, talvez, uma tarefa pequena aqui ou ali.
Com o clima esquentando dentro do tribunal, Mesereau continuou a atacar Feldman em dois pontos:
1) Larry Feldman fez sua carreira processando pessoas de alto perfil.
2) A família Arvizo, juntamente com Bill Dickerman e Larry Feldman, se levantaram para conseguir dinheiro em cima de Michael Jackson – se o júri acreditasse que um abuso sexual havia ocorrido.
“Agora, no Condado de Los Angeles, você é conhecido como um dos mais famosos advogados, correto?”, Mesereau perguntou.
“Diga isso de novo pra imprensa. Eu quero… Essa é a coisa mais legal que alguém já falou sobre mim neste caso”, brincou Feldman.
“Verdade?”
“Acho que sim.”
“Você tem inúmeros prêmios multimilionários que ganhou por seus clientes, correto?”
“Sim.”
“E na maioria dessas situações, você tinha o que é chamado de arranjo da taxa de contingência, correto?”
“Oh, tenho certeza. Ao longo da minha carreira jurídica, isso está absolutamente correto.”
“E de um modo geral, num arranjo de taxa de contingência, o advogado do queixoso nesses casos, ou seja, você, recebe uma porcentagem de tudo o que é recuperado para o cliente, é verdade?”
“Sim.”
Feldman foi forçado a admitir que em um caso de taxa de contingência, há um incentivo para o advogado para receber o maior acordo possível. Enquanto lançava as perguntas, Mesereau olhou para dois documentos assinados pelos pais de Jordie Chandler, que tinham consentido o acordo de taxa de contingência à Feldman. Sem entrar nos valores em dólares exatos do acordo, Mesereau estabeleceu que os pais de Jordie, que se divorciaram muito tempo antes de 1993, receberam dinheiro do acordo de Michael Jackson. Ter Evan e June Chandler recebendo seus dinheiros separadamente foi ideia de Jordie Chandler – segundo o testemunho de Feldman.
Mesereau trouxe detalhes da defesa criminal de Evan Chandler, já que Evan tinha sido processado por Jackson por supostamente ter tentado extorquir dinheiro de Michael Jackson. Enquanto os dois advogados discutiam, percebeu-se que, não somente os pais de Jordie receberam o pagamento separado, como também o marido de June na época, David Schwartz, decidiu apresentar seu próprio processo contra Michael Jackson – também em busca de seu pagamento.
“Você tem representado os pais de Janet Arvizo nesse caso, correto?”, Mesereau quis saber,
“Os pais dela?”, Feldman perguntou.
“Você os representou numa tentativa de nos impedir de ver se ela depositou dinheiro na conta dos pais, é verdade?”
“Eu impedi que conseguissem o… Que conseguissem entrar nesses registros bancários dos pais dela”, respondeu Feldman.
“E, ao fazer isso, senhor, você tentou nos impedir de ver se havia cheques de Janet ou David Arvizo depositados na conta dos pais dela?”
“Não, Sr. Mesereau. Eu impedi que arrastassem esses pobres pais, que nem sequer falam inglês, pra essa confusão.”
“Senhor, você não pode impedir os pais de serem intimidados como testemunhas neste caso, não é?”
“Não.”
“E você sequer tentou fazer isso?”
“Eu não poderia.”
“A única coisa que você tentou fazer foi nos impedir de ver se Janet tinha colocado dinheiro na conta de seus pais.”
Quando o tom de Mesereau aumentou, Tom Sneddon fez uma objeção, dizendo ao tribunal que a testemunha estava sendo atacada. No entanto, Mesereau estava no bom fundamento jurídico. Mesereau estava contanto com documentos judiciais, e, através deles, o advogado de defesa conseguiu provar que Larry Feldman tinha representado os pais de Janet Arvizo de dezembro de 2004 a janeiro de 2005. Durante todo esse tempo, Mesereau servira os pais de Janet com uma intimação para ver todas as suas verificações e os registros financeiros.
Do banco das testemunhas, Feldman admitiu que havia impedido Mesereau de prosseguir com a possibilidade de que Janet estava concentrando dinheiro. Quando Mesereau fez uma pesquisa sobre o trabalho que o famoso advogado tinha feito, gratuitamente, em nome da família Arvizo, Feldman admitiu ter agido em nome de Janet Arvizo, seus três filhos, seus pais, e que também aconselhara o novo marido de Janet,Major Jay Jackson, em conexão com um mandado de busca em seus registros militares.
“Quantas vezes você acha que falou ao telefone com o promotor Sneddon sobre este caso criminal?”, Mesereau perguntou.
“Bem, não sei. Pelo menos duas ou três vezes.” Feldman disse. “Nós não tivemos muitas ligações. Francamente, eu liguei pra ele quando o chamei para falar: „ Aqui está o caso. Faça o que quiser com ele‟. E, talvez… Eu não sei… Cinco, seis [outras ligações]… Não muitas. Quer dizer, eu não sei. Algo do tipo.”
“Quantas vezes você acha que se encontrou com o Sr. Sneddon em relação a sua apresentação do caso Chandler em 1993?”
“Eu não sei se o encontrei em 1993. O Sr. Sneddon?”
“Sim.”
“Em 1993, eu estava sozinho, sem… Eu estava lidando…”, a voz de Feldman foi sumindo.
“Você certamente falou com ele.” insistiu Mesereau.
“Eu estava lidando com o caso. Tenho certeza de que falei com ele, mas acho que nunca me encontrei com ele. Talvez sim… Eu poderia ter feito isso. Simplesmente não consigo me lembrar, Sr. Mesereau. Faz muito tempo. Quer dizer, foi há 12 anos. E também o caso foi em Los Angeles, e você sabe, eu estava lidando com advogados de LA, advogados criminais.”
“Seria correto dizer que você, pelo menos, conversou com o Sr. Sneddon várias vezes sobre sua representação do Sr. Chandler?”.
“Você sabe…”, Feldman disse, “Não o senhor… O Sr, Chandler naquela época era o pequeno Jordie, que agora é um senhor. Ou é do pai que estamos falando? Quando você diz „Sr. Chander‟ está se referindo ao Jordie? De quem estamos falando?”
“Qualquer um deles.”
“Você sabe, eu não acho… Pode ter acontecido. Não posso negar isso. Só não me lembro de qualquer maneira. Não me lembro de ter muitos, ou qualquer discussão real com o Sr. Sneddon sobre o caso.”
Os presentes no tribunal observaram cuidadosamente como as questões de alta potência do advogado eram contornadas. Alguns estavam sentados em silêncio, se perguntando qual era o mérito exato do caso de Jordie Chandler.

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Conspiração Michael Jackson by Afrodite Jones cap 17

Mensagem por sissi em Seg 6 Ago 2012 - 19:54

“BE CAREFUL WHO YOU LOVE”

“SEJA CUIDADOSO COM QUEM VOCÊ AMA”
Jesus Salas, que trabalhou para Michael Jackson durante 20 anos como administrador do rancho, era um homem um humilde. Testemunhando em nome da promotoria, o Sr. Salas raramente olhava na direção de Michael. O cavalheiro parecia desconfortável naquele tribunal. Como muitas das testemunhas que vieram antes dele, Jesus Salas parecia estar ansiosa para responder às perguntar, para terminar aquela provação pública o mais rapidamente possível.
Para começar, o gerente doméstico falou sobre a frequente presença de crianças na casa de Michael. O Sr. Salas disse aos jurados que Jackson esperava “o melhor” para todos que visitavam o rancho, que seus jovens convidados eram muito bem servidos com qualquer coisa que quisessem. Se as crianças quisessem doces, elas receberiam doces. Se quisessem que o jantar fosse servido na estação de trem, seriam servidas na estação de trem. Se quisessem comer na casa principal, assim seria também.
As crianças tinham acesso constante em toda a propriedade de Michael, incluindo os brinquedos e jogos, a biblioteca de vídeos organizados em ordem alfabética, dois zoológicos separados, e um cinema que ficava aberto o dia inteiro. Salas testemunhou que Michael tinha um grande teatro, onde mantinha uma equipe de funcionários que atendiam os hóspedes, servindo doces e sorvetes gratuitamente. O júri viu uma foto do teatro, que tinha assentos de peludo e dois quartos no térreo, ambos equipados com camas de hospital para que as crianças pudessem se deitar e assistir a filmes, se quisessem. As únicas regras que Jesus Salas sabia que existiam em Neverland tinham a ver com segurança. As crianças não eram autorizadas a andar em carros de golf sem permissão e eram monitoradas sempre que dirigiam os carros, scooters – coisas dessa natureza.
Quanto à segurança de Neverland, Salas declarou que todos os hóspedes do rancho recebiam a combinação da casa principal e podiam entrar livremente na casa; dentre esses hóspedes, incluía-se a família Arvizo, que foi convidada por Michael na primavera de 2003.
Jesus Salas lembrou ter pegado os Arvizos no aeroporto de Santa Bárbara e disse que a família ficou em Neverland por cerca de duas semanas, depois foi embora por um tempo e voltou ao rancho, permanecendo lá por mais duas semanas. Salas disse que houve um momento em que o pediram para levar os Arvizos à Los Angeles, o que ele fez, e afirmou que os Arvizos voltaram à Neverland uma terceira vez, ficando por mais uma semana. Durante essas três visitas, disse Salas, Michael estava “na propriedade” na maioria do tempo.
O Sr. Salas confirmou que havia dois homens alemães na propriedade, a quem ele se referiu como “Dieter” e “Ronald”, e falou que os dois estavam tendo “reuniões” com Michael no período em que os Arvizos ficaram em Neverland. Salas testemunhou que não tinha ideia do que as reuniões se tratavam, explicando que não tinha conhecimento sobre a conexão de Dieter e de Ronald com Michael Jackson. Salas ainda contou que Frank Cascio era um hóspede regular em Neverland nessa época, afirmando que Frank estava “praticamente morando lá”.
Quando questionado sobre as horas de dormir dos Arvizos, o gerente do rancho disse que havia momentos em que os meninos dormiam nas unidades de hóspedes próximas aos quartos de sua mãe e sua irmã, e outras vezes, eles dormiam no quarto de Michael. Salas testemunhou que, ao longo dos anos, vira “outras crianças” dormir no quarto do pop star, tanto no andar de cima quanto no de baixo na suíte máster de dois andares de Michael.
Salas disse que não era raro ver crianças no quarto de Jackson, explicando que Michael jogava com seus próprios filhos e outras crianças que se juntavam a eles em seu quarto, sempre que ele tinha tempo livro. Jesus Salas falou que Michael também recebia adultos em sua suíte máster, dizendo aos jurados que ele tinha visto comidas e álcool sendo servidos à adultos no
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andar de baixo do quarto, que continha uma espécie de sala de estar, um piano de cauda e uma grande lareira.
Quando solicitado a falar especificamente sobre álcool, Salas falou que acreditava que Michael bebia vinho e vodka. Disse que, em sua opinião, Michael mostrava os efeitos da bebida numa base regular, mas acrescentou que raramente via Jackson realmente consumido qualquer tipo de bebida alcoólica. Salas também confirmou que Michael já tivera um problema com remédios prescritos, como resultado do grave acidente que o pop star sofrera nas gravações de uma comercial para a Pepsi. O administrador testemunhou que tomou conhecimento de que Michael havia passado por um “tratamento” para esse problema, mas observou que Jackson teve um problema nas costas e que quebrara a perna no ano de 2003, voltando a ver médicos e a tomar remédios prescritos às vezes.
Nos vinte anos em que trabalhou para Jackson, tomando conta da casa de Michael, Jesus Salas confirmou não ter testemunhado nenhuma ocasião em que o artista tenha consumido álcool na frente de crianças – nunca. Quando perguntado especificamente sobre Gavin, Salas disse que achou que o garoto estava agindo como bêbado uma noite – no entanto, certificou aos jurados que Michael não estava com o menino Arvizo naquela noite. Além disso, Jesus Salas falou que sequer tinha certeza se Gavin estava realmente embriagado.
O Sr. Salas também foi questionado sobre um grupo de rapazes de Los Olivos, que tinham sido pegos saindo da adega que ficava na sala de jogos, causando um problema em Neverland no outono de 2003. Salas descreveu o incidente com os meninos de Los Olivos e disse ao júri que os rapazes eram convidados de Michael e passaram muitos dias no rancho. Salas lembrou ter visto esses meninos saindo de fininho da adega, mas insistiu que Michael não estava com eles.
Jesus Salas falou que era a política de Michael não permitir crianças na adega. Ele contou que os meninos de Los Olivos eram vizinhos que freqüentavam Neverland, muitas vezes quando Michael não estava em casa. O Sr. Salas ainda disse que os rapazes eram adolescentes que tinham tomado muita liberdade pelo rancho, brincavam de esconde-esconde na casa, eram pegos em salas que não eram permitidos entrar. Salas falou que os garotos em “conhecidos” pelo pessoal de Neverland, já que se metiam em confusão diversas vezes. Quanto às alegações feitas pelos Arvizos – que disseram que sempre ficavam bêbados no rancho -, a promotoria perguntou sobre uma noite em particular, quando os meninos Arvizos estavam no quarto de Michael acompanhados por Frank Cascio e seus irmãos; foi perguntado se Michael Jackson havia pedido uma garrafa de vinho para ser servida no quarto com quatro copos de vinho.
Salas confirmou para os jurados que Michael realmente pedira vinho na noite em questão. Mas, quando voltou a pensar sobre essa ocasião em particular, o administrador acrescentou que Jackson também pediu refrigerantes para as crianças naquela noite – o que fez os participantes do júri revirarem os olhos.
Isso foi um golpe para a acusação, já que Salas era testemunha da promotoria, e o homem tinha sido muito sincero em suas respostas. Ele fora honesto sobre as coisas enquanto as lembrava, e quando Salas disse ao júri que lembrou que refrigerantes também foram entregues no quarto para os meninos Arvizo – à luz do depoimento dos Arvizos, os dois irmãos afirmaram terem bebido vinho com Michael em seu quarto todas as noites – os fatos não se somavam.
Jesus Salas era uma testemunha acreditável, e suas respostas eram sinceras. Quando questionado repetidas vezes sobre o álcool servido em Neverland, Salas lembrou apenas uma outra ocasião em que Michael pediu vinho na presença dos garotos Arvizos – e disse ao júri que Jackson pedira somente uma taça de vinho.
Foi pedido à Salas que identificasse para o júri as revistas “adultas” as bonecas eróticas que Michael tinha em seu escritório, que foram mostradas em fotos que entraram como evidência no caso e apareceram numa grande tela do tribunal para que todos vissem. Foi muito estranho olhar para aquelas figuras sadomasoquistas na tela. Mais tarde, as pessoas perguntavam o que aquilo tinha a ver com o caso. Nunca houve qualquer testemunho que
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ligasse esses obscuros objetos à Michael Jackson e crianças. Alguns observadores do tribunal sentiram que aquilo foi um ato gratuito. Outros, acharam engraçado o fato de Michael ter objetos sexuais femininos.
Em relação à acusação de conspiração, Jesus Salas foi convidado a falar sobre a ocasião em que Janet Jackson o chamou e lhe pediu para levá-la pra casa. Janet estava chorando, Salas relembrou, e insistia que queria deixar Neverland. Salas sentiu pena da mulher, e decidiu que ele próprio levaria a família Arvizo para sua casa em Los Angeles, usando um dos carros de Michael – um Rolls Royce – para transportá-los. Salas disse ao júri que, quando Janet lhe fez o pedido, já era tarde da noite e explicou que, antes de sair do rancho com a família, ele informou Chris Carter – um dos seguranças de Michael – sobre a situação, apenas para que alguém estivesse ciente de que ele estava levando os Arvizos embora.
De acordo com Salas, foi o amigo de Michael, Frank Cascio, quem ficou com raiva ao saber que os Arvizos tinham ido embora. Salas contou que, pouco tempo depois de ter deixado a família em Los Angeles, talvez dentro de uma semana, os Arvizos retornaram à Neverland – mas não conseguiu explicar o por quê. Salas testemunhou que após seu regresso, talvez uma semana depois, Janet se aproximou dele uma segunda vez e o pediu novamente para que a levasse para LA. Mas, desta vez, Salas disse a ela que não podia fazer isso. Poucos dias depois, Salas falou, Janet e seus filhos deixaram a propriedade e nunca mais foram vistos no rancho de Michael.
Quando Tom Mesereau começou seu interrogatório, a primeira coisa que perguntou ao Sr. Salas foi sobre a hora de dormir dos garotos Arvizo. Os rapazes tinham alegado que dormiam com Michael o tempo todo, mas Salas disse que viu os meninos dormindo no andar térreo da suíte de Michael. Salas falou que foi o único lugar onde viu Gavin e Star dormindo. O administrador não vira os rapazes na cama de Michael, localizada no segundo andar de sua suíte máster.
O Sr. Salas comentou sobre o serviço de primeira classe dado a todos os Arvizos, que podiam comer na sala de jantar ou na cozinha quando bem quisessem, que pediam livremente o serviço de quarto e tinham o serviço de alimentação disponível em todas as horas do dia. A família, disse ele, tinha “serviço de classe”, assim como todos os outros hóspedes de Michael. Jesus Salas disse que os garotos Arvizo percorriam todo o território de Neverland tranquilamente, passavam um bom tempo nos brinquedos e na sala de jogos, e assistiam a filmes no cinema. O Sr. Salas disse que Janet passava a maior parte do tempo em sua unidade de hóspede. Ela não ficava lá fora com os filhos – nem no trem, nem nos brinquedos ou no zoológico. De acordo com Salas, os únicos momentos em que Janet aparecia eram quando serviam refeições na casa principal. Janet parecia preocupada, lembrou Salas, e, por muitas vezes, passeava pelo rancho sozinha.
O administrador doméstico testemunhou que Janet Arvizo ficava no quarto mais bonito da propriedade – o mesmo quarto de hóspedes em que Elizabeth Taylor e Marlon Brando sempre solicitavam. Salas disse que à Janet era dado o mesmo serviço que Liz Taylor e Marlon Brando recebiam, dizendo ao júri que o teatro, a casa principal e todos os outros cômodos e estavam disponíveis pra ela. Quanto ao pedido de Arvizo para que alguém a levasse embora com seus filhos, o Sr. Salas explicou que levou a família de volta à Los Angeles porque Janet parecia muito chateada no momento. Ele assegurou ao júri que Janet e as crianças nunca foram mantidas à força em Neverland, afastando completamente a teoria da conspiração que a promotoria apresentara.
“Em nenhum momento Janet foi mantida contra sua vontade em Neverland?”, Mesereau perguntou.
“Isso foi exatamente o que eu disse.”, Salas declarou.
“Ela te chamou, chateada, e pediu para que a levasse pra casa, e você o fez, correto?”
“Sim.”
“Você próprio a trouxe de volta após menos de uma semana?”
“Eu diria que dentro de duas semanas, por aí…”
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“Ela voltou à Neverland, e, algumas semanas depois, quis ir embora de novo, correto?”, Mesereau quis saber.
“Correto.”
“E você arranjou um carro pra ela de novo, certo?”
“Sim, eu tive que chamar uma limusine.”

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Re: Conspiração Michael Jackson by Afrodite Jones TRADUZIDO

Mensagem por sissi em Qua 8 Ago 2012 - 19:31

Enquanto Mesereau interrogava Salas, o júri descobriu que Janet Arvizo nunca reclamou do tratamento que recebia em Neverland, que seus comentários eram apenas relacionados à sua antipatia aos dois homens alemães, Dieter e Ronald, e também à sua aversão em relação ao assédio da mídia – tudo por causa do documentário de Bashir.
Para Salas, Janet tinha somente coisas boas a dizer sobre Jackson. Ela respeitava Michael e, como o próprio administrador, muito, muito, muito mesmo. E a opinião de Jesus Salas era que o pop star nutria o mesmo sentimento por ela. Salas disse que Michael era muito generoso em relação aos presentes e, às vezes, o pedia para ir à loja Toys “R” Us para comprar 11 mil dólares em brinquedos e entregá-los às crianças em Neverland. Salas testemunhou que de vez em quando o próprio Michael organizava uma visita de crianças no rancho, que chegavam em ônibus lotados, acompanhadas por seus pais, e, então, os funcionários distribuíam brinquedos para cada uma delas. Sempre que possível, Michael saía para ver as crianças no meio da distribuição de brinquedos, e todas elas e seus pais corriam para abraçá-lo, beijá-lo e agradecê-lo por sua generosa atitude.
Durante os vinte anos que trabalhou lá, Salas vira milhares de crianças chegando em ônibus lotados para visitar Neverland, muitos dos quais vinham de Los Angeles. Ele contou aos jurados que a propriedade de Michael era visitada por crianças de todo o mundo, e ele estimava ter visto centenas de milhares de criança visitando a propriedade, cada uma delas tendo o momento de toda a sua vida.
Jesus Salas ainda falou sobre o “Dia da Família” em Neverland, o qual Michael fazia pelo menos uma vez por ano para todos seus funcionários. Era um grande evento que durava o dia inteiro, e todos os outros grupos não podiam entrar na propriedade para que os funcionários e seus filhos pudessem desfrutar totalmente os brinquedos, o zoológico… A experiência total de Neverland – onde todos podiam voltar a ser criança, e tudo era sempre “cumprimentos da casa”.
Enquanto levava o interrogatório num clima leve, Mesereau decidiu perguntar sobre os problemas que certas crianças poderiam arranjar. Jesus Salas disse ao júri que, ao longo dos anos, algumas crianças eram pegas indo passando dos limites. Às vezes, elas tentavam entrar em armários e nos quartos de empregada. Outras vezes, eram pegas segurando antiguidades caras e objetos de arte, ou então tentando acessar a adega fechada – um local que já existia na propriedade muito antes de Michael ter comprado o rancho.
Jesus Salas falou que, assim como Michael curtia brincar e se divertir com as crianças, muitas outras vezes o pop star gostava de ficar sozinho em seu estúdio de dança ou no de gravação para trabalhar em suas músicas. Salas disse que Michael passava “horas a fio” fazendo seu trabalho criativo – permitindo que as tarefas diárias de Neverland fossem feitas por seus empregados apenas. Salas confirmou que Jackson deixava a propriedade de 27.000 acres aos cuidados de seus funcionários, mencionando que Michael tinha uma unidade completa de patrulha de segurança nos portões, já que não haviam cercas ao redor de Neverland. O administrador também falou que, apesar de intrusos serem pegos na propriedade vez ou outra, nenhum dos seguranças possuía armas.
Michael não queria nenhuma arma em Neverland.
Michael estava mais preocupado com a segurança das crianças.

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Conspiração Michael Jackson by Afrodite Jones cap-18

Mensagem por sissi em Dom 12 Ago 2012 - 10:10

“BLACK AND WHITE”
“PRETO E BRANCO”
“Eu amo vocês.”
“Deus e a verdade estão do nosso lado.”
- Voz de Michael Jackson por telefone, se dirigindo a centenas de fãs que se reuniam para uma vigília durante seu julgamento em Santa Maria.
Quando dois ex-funcionários do rancho Neverland testemunharam que viram várias formas de conduta libidinosa entre Michael Jackson e alguns meninos, o Rei do Pop encarou o júri e estudou o rosto de cada um dos jurados. Michael fazia um deliberado esforço para se conectar com eles e parecia tentar ler suas mentes. Os ex-funcionários alegraram terem visto Jackson nu acompanhado por meninos, os beijando e tocando em diversas ocasiões, e, pela primeira vez, os membros do júri pareceram completamente perturbados.
Para a família de Michael, essas afirmações feitas por ex-funcionários eram completamente falsas, especialmente levando em conta que ambos, Ralph Chacon e Adrian McManus, tinham decidido processar Jackson num tribunal civil e perdido a ação. Para alguns observadores do tribunal, esses ex-funcionários pareciam amargos, como se possuíssem forte rancor pelo ex-patrão, mas, mesmo assim, quando começou a citar detalhes chocantes, os jornalistas tomavam rápidas e furiosas notas. Quando o testemunho se tornou gráfico, Tito Jackson saiu da sala. Tito parecia irritado. Ele sentia claramente que Michael estava sendo traído, vendido por ex-funcionários descontentes.
Ralph Chacon era um ex-segurança de Neverland, tendo trabalhado lá de 1991 a 1994. Ele disse aos jurados que havia espionado Jackson por uma janela, e alegou ter visto o pop star nu no chuveiro com um menino.
Chacon afirmou que viu mais de um incidente, em que Jackson beijava e acariciava um menino, e disse que fora intimado a depor numa audiência de 1994 envolvendo o caso Chandler, onde contou aos jurados a mesma história.
Quando Tom Mesereau interrogou Ralph Chacon, o júri soube que, em 1994, o ex-segurança estava tentando desesperadamente pagar suas contas. Chacon estava com sérios problemas financeiros e contratou um advogado de Santa Bárbara para tentar tirar dinheiro de Jackson. Os jurados descobriram que Chacon e outros ex-funcionários do rancho tinham contratado um “agente de imprensa” para tentar vender à tabloides histórias picantes sobre Michael Jackson. Enquanto respondia às perguntas, Ralph Chacon pareceu um homem que estava pronto pra se vingar. Ele parecia defensivo e ficou com raiva por ser retratado como alguém que tentara fazer um dinheirinho rápido.
De acordo com Mesereau, Chacon não estava apenas desesperado pra pagar seu aluguel na época em que processou Jackson, como também tinha realmente se gabado para seus vizinhos, afirmando que seria uma “testemunha estrela” contra o artista. Embora Chacon tenha negado, o ex-segurança já estava contando seus milhões antes mesmo de o processo civil ir a julgamento. Em 1994, ele teria dito a vizinhos que em breve estaria dirigindo uma Mercedes-Benz.
Enquanto acabava com Ralph Chacon, o advogado de defesa perguntou sobre as alegações rebatidas por Michael Jackson na ação civil, as quais resultaram numa indenização de 25 mil dólares à Jackson por Chacon ter roubado objetos da propriedade do cantor. Com o clima pesado, os observadores do tribunal perceberam que Ralph Chacon não tinha mérito para continuar com seu caso civil, que Chacon tinha decidido processar Michael Jackson só porque podia fazer isso. Quanto mais Ralph Chacon tentava se defender dos ataques de Mesereau, mais o ex-segurança de Neverland parecia ter sido motivado pela ganância e atenção da mídia.
Em sua ação civil, Ralph Chacon afirmou ter sofrido “danos” porque Michael Jackson olhou para ele. Do banco de testemunhas, quando Chacon garantiu a Mesereau que foi “ferido” por causa do olhar de Michael, muitos dos jurados se entreolharam com sorrisos nos lábios. Quando Chacon falou que achou que seus telefones foram grampeados em Neverland, que apresentou uma reivindicação adicional contra Jackson por ter sido “emocionalmente ferido” por seus telefonemas terem sido gravados, alguns dos jurados pareciam que estavam prestes a cair na gargalhada.
Sob interrogatório, Ralph Chacon admitiu ter dito a um advogado que achava que Michael Jackson deveria compensá-lo pelo resto de sua vida. Mesereau leu a deposição de Chacon, então, o amargurado ex-funcionário não pôde negar que queria que Jackson lhe desse benefícios perpétuos. Encarando Chacon com uma descrença absoluta, os jurados o ouviram contar uma melodramática história sobre problemas com sua esposa e uma morte em sua família. O homem realmente derramou lágrimas no banco das testemunhas, soluçando sobre os problemas de sua vida. Mas o júri pareceu não se importar.
Chacon foi forçado a admitir que pedira que Michael Jackson lhe pagasse 16 milhões de dólares em danos – por ter gravado suas ligações e por ameaças supostamente feitas por seus outros seguranças. Quando souberam que um júri anterior de Santa Maria tinha rejeitado as ridículas alegações de Chacon em 1994, os jurados encaravam o ex-segurança com olhares diferentes.
Este era um homem que afirmava ter testemunhado atos sexuais entre Jackson e Jordie Chandler, mas decidiu correr atrás de advogados e tablóides em vez de ajudar a polícia. Este era um homem que afirmava nunca ter roubado a propriedade de Michael apesar de um júri anterior ter lhe julgado culpado de roubo e lhe obrigado a pagar uma indenização à Jackson pelos danos causados.
Em um ponto, no calor do momento, Mesereau provocou testemunho espontâneo de Chacon, que admitiu ter deixado Neverland porque não gostava da nova equipe de segurança contratada por Michael em 1993. Para o júri, a ação civil que Chacon abrira parecia um ato de vingança. Na frente de Deus, do juiz e de todos os presentes no tribunal, o homem foi totalmente desacreditado.
Naquela mesma manhã, pouco antes do intervalo do meio-dia, Adrian McManus, ex-empregada de Michael, tomou a cadeira das testemunhas para falar sobre o quarto de Jackson e seus hábito mais particulares. Ela relatou ter visto um número de meninos na suíte de Michael e explicou que passou bastante tempo lá, já que seu trabalho era lavar as roupas de Jackson, fazer sua cama, limpar seus banheiros. De acordo com McManus, que trabalhou em Neverland por dois anos até julho de 1994, ela afirmou ter visto Jackson beijando garotos na bochecha e tocando-os do lado de fora de suas roupas.
McManus disse que muitos garotos agiam como selvagens em Neverland, alegando que jogavam refrigerantes e pipoca em Michael e deixavam uma grande bagunça para ela arrumar. Entre as coisas que ela disse ao promotor que fizeram as pessoas sussurrarem entre si durante o intervalo: Michael tinha chimpanzés correndo pelo seu quarto, cujos excrementos ela era obrigada a limpar depois.
Todo mundo riu ao ouvir isso.
De volta ao banco das testemunhas, enquanto McManus continuava contando sua história, o júri descobriu que ela havia se unido à Ralph Chacon e outros três ex-funcionários de Neverland num processo contra Jackson por danos monetários, alegando terem sido pressionados a abandonar seus empregos pela nova equipe de segurança contratada em 1993. McManus afirmou que deixou o emprego por causa dos novos seguranças de Michael, que a assediaram por mais de seis meses. Ela disse ao júri que recebeu algumas ameaças telefônicas em sua casa e falou que estava sujeita a comentários maldosos pelo pessoal da segurança de Neverland. McManus alegou ter sido assediada sexualmente pelos seguranças de Michael – embora o único detalhe que tenha oferecido ao júri foi o de que alguém lhe fez um comentário sem graça, lhe perguntando que tipo de lingerie ela estava usando.

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Re: Conspiração Michael Jackson by Afrodite Jones TRADUZIDO

Mensagem por sissi em Dom 12 Ago 2012 - 10:12




“Eu amo vocês.”
“Deus e a verdade estão do nosso lado.”
- Voz de Michael Jackson por telefone, se dirigindo a centenas de fãs que se reuniam para uma vigília durante seu julgamento em Santa Maria.



E eu amei essa fala!!!!! Michael... I love You more.

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Re: Conspiração Michael Jackson by Afrodite Jones TRADUZIDO

Mensagem por sissi em Ter 14 Ago 2012 - 19:10

Analisando McManus, que era uma mulher bonita, de pele clara, embora claramente “cheinha”, suas alegações pareciam totalmente deslocadas. Incapaz de oferecer mais detalhes, McManus falou em geral sobre ter recebido ligações anônimas, mas a ex-empregada parecia estar sendo pega. Ela alegou ter sido abusada em Neverland, no entanto, não conseguiu relatar para o júri sequer um exemplo específico sobre o abuso.
Sob um direto interrogatório, Adrian McManus admitiu que, em vez de receber milhões de dólares de seu ex-chefe, um júri civil decidiu a favor de Michael Jackson e ordenou que ela (e outros quatro ex-funcionários) pagassem uma quantia de 1 milhões e 400 mil dólares ao pop star em despesas legais. Além disso, por Jackson ter apresentado uma reconvenção, alegando que os cinco funcionários haviam lhe roubado, um juiz ordenou uma indenização adicional de 40 mil dólares por danos, descobrindo que os ex-funcionários tinham agido com “fraude, opressão e maldade” contra Jackson.
Durante todo o testemunho de , Michael a encarou, tomando notas e sussurrando para seus advogados. Michael se sentou reto, com os olhos fixos em McManus enquanto ela contava ao júri que vira Jackson tocando uma série de meninos – entre eles, Macaulay Culkin. Semanas mais tarde, esses mesmos meninos iriam ao tribunal testemunhar que nada de sexual acontecera quando estavam com Michael.
Enquanto questionava Adrian McManus, Mesereau expôs que ela tinha falado com autoridades sobre as acusações de Jordie Chandler, num depoimento dado em 7 de dezembro de 1993. Naquela época, McManus não mencionara absolutamente nada sobre atos sexualmente inapropriados no quarto de Michael. Então, quase um ano depois, em 2 de dezembro de 1994, quando McManus arquivou sua queixa civil contra Michael, a empregada convenientemente “lembrou” ter testemunhado atos sexuais os quais ela nunca comentara antes. De repente, com muito dinheiro em jogo, McManus tinha diversas histórias para contar sobre Michael em sua Jacuzzi com meninos, sobre três “incidentes” envolvendo o pop star e meninos.
Uma vez estabelecida esta linha do tempo, Mesereau caiu duramente em cima de Adrian McManus. Ele estava a quebrando, a quebrando em pedaços, e a mulher não tinha se preparado pra isso. Por um lado, o advogado de defesa fez questão de deixar todos saberem que, em 1994, um júri civil acreditou que Adrian McManus era uma fraude. Mesereau trouxe detalhes que fizeram McManus parecer uma mulher conivente e mal-intencionada, e a ex-empregada de Jackson ficou claramente chocada com este ataque.
Tom Mesereau mostrou à McManus um depoimento apresentado na ação civil por Jordie Chandler, em que a ex-emprega disse nunca ter visto nada suspeito acontecer no quarto de Michael, que nunca tinha visto Michael dormir com crianças. Naquele depoimento inicial, McManus foi tão longe que chegou a afirmar que permitiria que seu filho de dez anos ficasse sozinho com Michael.
Mesereau salientou repetidamente que McManus não disse uma palavra sobre os três supostos “incidentes” até o ano seguinte, quando decidiu soltar essa informação durante um interrogatório com Larry Feldman. Mesereau simplesmente não conseguia entender por que em 1993 McManus disse que Jackson era inocente, e depois mudou por completo a sua história, tornando-se uma testemunha em potencial contra Jackson em 1994. Enquanto Mesereau abordava o assunto sob diferentes ângulos, McManus tornava-se mais defensiva. Porém, ao invés de ganhar simpatia, suas respostas pareciam irritar o júri.
“Nesse processo, você estava processando o Sr. Jackson com uma série de diferentes reivindicações, e uma delas dizia que você era uma potencial testemunha contra Jackson nos dois casos civis e na investigação criminal, certo?”, Mesereau perguntou.
“Eu acredito que sim.”, disse McManus.
“E o que você realmente queria dizer era, por apresentar essa acusação com aquela essa linguagem, você, essencialmente, estava ameaçando o Sr. Jackson, dizendo que poderia mudar seu testemunho a menos que fosse paga, correto?”
“Eu não estou muito familiarizada com a linguagem de advogados?”, McManus falou, “Então, eu realmente não sei como responder a isso.”
“Quanto dinheiro você se lembra de ter procurado receber do Sr. Jackson naquela ação judicial?”, Mesereau queria saber.
“Essa é outra pergunta que não posso responder. Quem estava lidando com isso era o meu advogado.”
“Bem, você estava no tribunal quando deu seu depoimento ao júri de Santa Maria por milhões de dólares, certo?”
“Eu nem sei se estava lá no momento.”, McManus balbuciou, “Eu devo ter estado. Não me lembro.”
“Você certamente discutiu com se advogado durante aquele julgamento de seis meses a quantia em dinheiro que estava tentando pegar do Sr. Jackson, certo?”
“Honestamente, eu não acredito que qualquer um soubesse quanto dinheiro se conseguiria no julgamento.”, comentou McMaus.
“Mas quanto você queria?”
“Eu realmente não queria nada. Só queria justiça pelo que eu tinha passado.”
McManus disse ao júri que também processou algumas das pessoas da equipe de segurança de Michael, uma das quais, Jerome Johnson, decidiu depois ir para o time da ex-empregada, se juntando a ela em seu processo contra Jackson. Em algum momento, quando o júri soube que Jerome Johnson havia escrito uma carta à Michael Jackson, pedindo que ao pop star uma quantia de 3 milhões de dólares, a ideia de que a equipe de Michael estava ansiosa para traí-lo começou a pesar na mente de todos.
“Você não queria milhões de dólares naquela ação judicial?”, Mesereau perguntou.
“Eu queria justiça”, McManus respondeu, “Eu não… Sei lá… Eu só queria justiça.”
“Mas a sua ideia de justiça era a de milhões de dólares, certo?”
“Bem, isso não é o que eu chamo de justiça”, McManus gracejou.
“Você move uma ação judicial, passa cerca de oito dias prestando depoimentos, todos os tipos de papeis, e participa de um julgamento durante seis meses. Você queria milhões, correto?”, Mesereau insistiu.
“Honestamente, um simples „Desculpe pelo que fizemos a você‟ teria sido ótimo pra mim.”, ela disse.
“Você, em alguma vez, escreveu uma carta ao Sr. Jackson, dizendo: Sr. Jackson, eu não quero processá-lo. Apenas me diga que sente muito “?
“Não. Não fiz isso.”
“Em alguma vez, você ligou pro Sr. Jackson e disse: Sr. Jackson, eu realmente não quero processá-lo. Basta dizer que se sente muito‟?”
“Eu não tinha um número de contato do Sr. Jackson.”
O advogado de defesa afirmou que McManus esperava, ao ir aos xerifes de Santa Barbara com aquela “informação”, que talvez pudesse fazer pressão sobre Michael Jackson para que ele desse o dinheiro do caso civil. Quando Mesereau disparou ainda mais perguntas a McManus, que apontavam para o próprio comportamento inadequado da ex-emprega, a mulher parecia estar completamente entorpecida.
“Você conhece alguém chamado Francine Orosco?”, Mesereau questionou.
“Sim, ela era uma empregada de Neverland.”, McManus testemunhou.
“E, em algum momento, ela se tornou uma amiga sua, não foi?”
“Sim, nós nos tornamos amigas, sim.”
“Então, você sabe que ela se tornou uma testemunha contra as suas alegações naquele processo, correto?”
“Sim, acredito que sim.”
“Você não disse repetida vezes à Francine Orosco que Michael Jackson era inocente de todas as acusações de abuso sexual?”
“Não, não falei isso.”
“Você se lembra de ter dito à Francine Orosco que iria conseguir muito dinheiro em seu processo contra Michael Jackson?”
“Não, eu não.”
“E você tentou convencê-la a dizer que tinha visto atos de abuso sexual envolvendo você, correto?”
“Não, não fiz isso.”, McManus insistiu.
“Enquanto você trabalhava em Neverland”, Mesereau continuou, “Francine Orosco visitava a sua casa, não é?”
“Talvez uma vez.”
“E você mostrou a ela um quarto de sua casa cheio de relógios, cartazes, óculos de sol, camisetas e outros itens que você tinha pego de Neverland, correto?”
“Não.”
“Você a mostrou cestas cheias de roupas de Michael Jackson pegas de Neverland, certo?”
“Não.”
A ex-empregada de Michael negou ter roubado qualquer coisa dele, com exceção de algumas barras de chocolate do cinema. Quando Mesereau ofereceu um prova de que o júri civil de 1994 descobriu que McManus havia roubado o Sr. Jackson, a ex-empregada admitiu ter um desenho que pertencia à Jackson, e alegou tê-lo encontrado no lixo. Era um desenho que Michael havia feito de Elvis Presley, o qual McManus vendeu para um tablóide pelo preço de mil dólares.

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Re: Conspiração Michael Jackson by Afrodite Jones TRADUZIDO

Mensagem por sissi em Ter 21 Ago 2012 - 21:16

“Você e os outros queixosos daquela ação civil decidiram que iam ao programa Hard Copy vender uma história, correto?” Mesereau perguntou.
“Não que eu me lembro”, ela contou.
Apesar de não querer admitir, McManus foi obrigada a testemunhar que, de fato, conseguiu dinheiro de tabloides, que os cinco ex-funcionários ganharam de programas como Inside Edition e de outros canais de TV – que somavam cerca de 30 mil dólares, dos quais mil foram para ela. Embora tenha tentado minimizar seu envolvimento, McManus não pôde negar que ela e outros empregados de Neverland “possivelmente” tentaram vender histórias adicionais para os tablóides sobre a relação de Michael Jackson e Lisa Marie Presley.
Adrian McManus corou quando foi questionada sobre um contrato que havia assinado com a revista Star para fornecer detalhes sobre o relacionamento de Michael com sua então esposa Lisa Marie. Aparentemente, ela também tinha assinado um contrato com a Splash, uma agência que esse grupo de ex-funcionários haviam contratado para ajudá-los a encontrar outras fontes de mídia que pagassem dinheiro por histórias de Jackson.
Enquanto McManus tentava negar sua participação nos escândalos dos tabloides, Tom Mesereau trouxe recortes de jornais, mostrando ao júri que Adrian McManus fora citada uma edição da revista Star, na qual ela se gabava de ter uma chave para o quarto de Michael. A questão foi manchete nos tabloides: “Os cinco empregados contam tudo: “Bizarros segredos sexuais do quarto de Michael e Lisa Marie”.
“Você se lembra de ser citada em alguns jornais australianos em matérias sobre a vida privada de Michael Jackson?”, perguntou Mesereau.
“Não tenho ideia.”
“A quantos programas de TV você acha que apareceu para dar informações sobre a vida de Michael Jackson?”
“A única coisa que eu me lembro foi, talvez… Acho que fui ao Inside Edition”, contou McManus.
Mudando o assunto, Mesereau queria voltar à questão da deposição que Adrian McManus dera em 1993 sobre Jordie Chandler. Lendo páginas de seu depoimento para refrescar a memória, McManus admitiu que, em 1993, relatou ter visto a mãe de Jordie diversas vezes no quarto de Michael, e também vira Jordie e Michael andando de Jet ski pela propriedade e uma guerra de balão d’água entre os dois e mais algumas crianças. O júri
entendeu o recado: antes de seu caso civil de 1994, Adrian McManus jurou nunca ter visto mais do que Michael de mãos dadas com crianças no rancho.
Enquanto ouviam as “revelações” dos dois ex-empregados, os jurados pensavam sobre o curioso testemunho que ouviram de Jason Francia, o filho de uma antiga empregada de Neverland, que afirmou ter recebido cócegas de Jackson, o que aconteceu três vezes, do lado de fora de sua roupa.
Foi por causa desses incidentes das cócegas, Jason Francia disse ao júri, que decidiu ir para a terapia. Mas Francia não conseguiu falar sobre certas coisas. De acordo com Mesereau, Sneddon realmente estava presente na primeira sessão de terapia do garoto, mas aquilo nunca fora mencionado no tribunal. Sneddon estava muito envolvido na obtenção de provas contra Jackson – era a informação que mais tarde sairia no interrogatório de Mesereau.
Inicialmente, quando Jason Francia tomou seu lugar na cadeira das testemunhas, seu depoimento muito aguardado anteriormente pareceu ser autêntico. Francia disse aos jurados que os “incidentes das cócegas” começaram no início de 1990, alegando que ele ainda sofria ao longo dos outros alegados incidentes.
Francia parecia realmente emocionado, mas depois o júri ficou confuso ao saber que ele (que tinha recebido uma indenização de 2 milhões de dólares) mudou sua história pelo menos uma vez. Na primeira, Francia informou que não fora tocado perto de sua área privada. Outra coisa curiosa que Jason Francia alegou: que não tinha conhecimento dos termos financeiros que sua mãe conseguiu em relação aos alegados “incidentes”.
“Quando você soube que sua mãe recebeu 20 mil dólares para dar uma entrevista ao Hard Copy nos anos 90?”, Mesereau perguntou.
“Acho que foi no domingo passado.”, Francia testemunhou.
“Ok. E creio eu que ela te contou isso…”
“Não.”
“Ela nunca te contou isso?”
“Que ela recebeu 20 mil dólares? Não, ela nunca falou.”, insistiu Francia.
“Antes da semana passada, você sabia que sua mãe tinha sido paga para ir ao programa de televisão Hard Copy?”
“Acho que já assumi isso.”
“Ok. Tudo bem. Agora, você admitiu que, no início da sua primeira entrevista em 1993, você falou que o Sr. Jackson não havia tocado na sua área genital, correto?”, Mesereau perguntou.
“Eu disse isso bem no começo”, admitiu Francia.
“Foi somente depois de ser realmente pressionado pelos xerifes que você começou a dizer qualquer coisa desse tipo, verdade?”
Mas a questão não foi respondida.
Jason Francia tinha sua entrevista à polícia em 1993 gravada em fita, então, Mesereau citou a parte dos xerifes, que pareciam estar forçando Francia a fazer uma acusação.
“Mesmo depois de os xerifes terem dito: “Ele é um molestador. Ele é um cara legal, faz uma música boa… Papo furado! Ele tem muito dinheiro…‟, você ainda afirmava que ele nunca tocara em sua área genital, certo?”, Mesereau perguntou.
“Eu acredito que sim.”, Francia disse ao júri.
“Ok. Você contou aos xerifes, em sua primeira entrevista, que nunca tinha passado a noite com o Sr. Jackson, correto?”
“Eu nunca dormi na cama dele.”, Francia disse.
“Ok. Sem estabelecer qualquer quantia, você sabe se a sua mãe havia recebido algum dinheiro do Sr. Jackson?”
“Ela recebeu, sim.”
“Você sabe quando aproximadamente ela recebeu o dinheiro do acordo?”
“Não.”
“Você sabe se foi antes de vocês [receberem o dinheiro]?”
“Sim. Acho que foi.”
“Agora, na entrevista [com os xerifes], você indicou que sabia que um outro rapaz [Chandler] havia processado o Sr. Jackson, em busca de dinheiro, correto?”, Mesereau perguntou.
“Eu não me lembro.”, Francia disse inexpressivamente.
“Voltando àquele tempo, qual foi a primeira vez que você se lembra de ter descoberto que mais alguém tinha processado o Sr. Jackson à procura de dinheiro?”
“Eu tinha provavelmente 16 anos, porque foi quando o dinheiro começou a ser um problema pra mim.”
O dinheiro era um problema pra Jason Francia. O júri ouviu isso. No entanto, a mídia parecia dar exclusiva atenção à afirmação que Francia deu sobre ainda estar sofrendo danos psicológicos por causa daqueles incidentes das cócegas. A maioria dos repórteres focava as emoções que Francia exibira no tribunal. As notícias não informavam ao público que apenas talvez – era tudo sobre o dinheiro.

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Conspiração Michael Jackson by Afrodite Jones cap-19

Mensagem por sissi em Sab 25 Ago 2012 - 17:02

“PEOPLE MAKE THE WORLD GO ROUND”
“AS PESSOAS FAZEM O MUNDO GIRAR”
Bob Jones, que foi contratado pela Motown Records em 1969 como gerente de publicidade, mais tarde entrou na MJJ Productions, empresa de Michael, como vice-presidente, e trabalhou lá por cerca de 20 anos. Entre outras coisas, Bob Jones era responsável pelas relações públicas do artista. Jones tomava conta de tudo relacionado à “imagem” em que Michael estava preocupado. Jones, o guru de relações públicas, foi chamado para dar uma interpretação positiva sobre os pesadelos de imagem pública do artista, como o infame rumor que dizia que Jackson dormia numa câmara hiperbárica, e os intermináveis boatos de que Michael queria comprar os ossos do Homem Elefante. Tendo se tornado um objeto fixo na vida de Michael, foi Jones quem surgiu com o título de “Rei do Pop”.
Sobre a preferência de Jackson em passar a maior parte de seu tempo com crianças, Bob Jones não tinha nada a dizer. Jones, que fora amigo e sócio durante décadas, que fora honesto e leal à Michael não tinha palavras duras sobre a proximidade de Jackson com as crianças. Ele falava que Michael Jackson era alguém que acreditava que as crianças eram “o futuro”, que acreditava que as crianças “poderiam curar o mundo”.
No entanto, após sua repentina demissão em 2004, Bob Jones começou a ter uma nova atitude para com Jackson. Não era mais o guru das relações públicas, Jones parecia não se importar mais com Michael como uma pessoa. Como não estava recebendo cheques regulares da MJJ Productions, Bob Jones sentiu necessidade de ganhar dinheiro de outra maneira. Parte do problema foi a maneira como Jones fora demitido. Michael tinha o insultado, tinha escolhido não lidar com Bob pessoalmente, o que criou alguns sentimentos amargos. Após tantos anos de serviço, Michael lhe enviara uma nota de uma linha agradecendo Jones, e dizendo que não ele era mais seu funcionário. Michael não tinha apenas despedido Jones através de uma carta, como também o ex-vice-presidente foi informado pelos advogados de Jackson de que não haveria nenhuma indenização, nenhum pacote de aposentadoria. Uma nota foi escrita para Jones, que supostamente dizia: “A honra em trabalhar com Michael Jackson é o suficiente”.
Não muito tempo depois de sua demissão, Jones decidiu escrever um livro. Era uma obra que ele co-escrevera, intitulada Michael Jackson: O Homem por trás da Máscara. Nela, Bob Jones apresentou um retrato que prometia manchar ainda mais o legado promissor de Michael Jackson. Escrito com a colaboração de Stacy Brown, um jornalista de longa data e auto-proclamado amigo da família Jackson, O Homem por trás da Máscara atacava Michael na questão de sua constante mudança de aparência e descrevia o casamento do pop star com Lisa Marie Presley como uma “farsa”. O livro tentava tirar o crédito do respeitável legado musical de Michael, afirmando que ele era “um viciado maluco, confuso e furioso”.
Para equilibrar as desagradáveis alegações, o epílogo de Bob Jones fez um esforço especial para notar que, durante o tempo em que trabalhou com Michael, Bob considerava Jackson como “um artista líder em todo o mundo”. Mesmo quando atacava o pop star, Jones lembrava aos leitores que, em sua opinião, Michael Jackson era “maior do que Elvis Presley”. Ele ressaltou que, por Jackson ter se apresentado à centenas de milhares de pessoas em todo o planeta, por seu talento ter se estendido a além dos Estados Unidos, Michael era a maior estrela do mundo. Jones mencionou que Michael Jackson tinha a adoração da população mundial. Aparentemente, Jones sentiu que precisava dizer isso.
O livro era um paradoxo. De um lado, Jones falava que a vida de Michael era uma farsa, citando seus casamentos e seus “filhos de cabelos loiros”. De outro, Bob dizia que Lisa Marie Presley tinha “uma coisa por Michael”, insistindo que, quando Michael repentinamente anunciou seu casamento com a enfermeira Debbie Rowe, a filha de Elvis fez repetidas tentativas para ter Michael de volta.
De acordo com o livro, Lisa Marie ficou furiosa quando Michael a contou que Debbie havia se oferecido para lhe dar um filho. Bob Jones afirmou que Lisa Marie Presley fizera a mesma oferta à Michael, esperando ter um filho logo após os dois se casarem. Jones disse que Lisa Marie “pirou” quando, imediatamente após seu divórcio, o pop star anunciou que Debbie estava grávida de seu primeiro filho.
Havia tantos paradoxos no livro que não tem como mencionar aqui, mas o insulto mais proeminente foi a declaração de Bob Jones de que Michael Jackson, que tinha sido o artista mais aclamado mundialmente – sempre – estava subitamente inexistente como influência musical. Como “prato principal” sobre a vida pessoal de Jackson, Jones sugeriu que Neverland era uma propriedade “projetada para atrair crianças inocentes”. O livro fazia tentativas para derrubar Michael a cada capítulo, mas, ao mesmo tempo, Jones mencionava diversas pessoas que apoiavam Jackson, como o ativista Dick Gregory e o comediante Steve Harvey. Jones disse que havia pessoas que acreditavam que Michael fora “escolhido” por famílias que queriam dinheiro.

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Re: Conspiração Michael Jackson by Afrodite Jones TRADUZIDO

Mensagem por sissi em Qui 30 Ago 2012 - 20:08

Para Michael, o livro de Bob Jones foi um ato de traição, independentemente das fracas tentativas de parecer justo e equilibrado. O Homem por trás da Máscara foi mal recebido pelo público, vendendo apenas 10 mil cópias, e ao lê-lo, as pessoas descobriam que Bob Jones tinha se aliado à pessoas que “tinham suas cabeças feitas” sobre Michael da época das alegações de Jordie Chandler. Bob Jones condenou o pop star por ter feito um acordo de 20 milhões de dólares com Jordie Chandler e seus pais, e os fãs de Jackson acharam essa afirmação especialmente desagradável.
Por não querer ser visto como um ex-funcionário descontente, Bob Jones disse aos seus leitores que sua repentina demissão tinha sido como uma “pisada no calo”, afirmando que ser demitido por correio fora simplesmente desonroso. Ele queria garantir aos leitores sua total honestidade, não queria que pensassem que sua demissão tinha qualquer relação com a criação daquele livro, embora quem lesse nas entrelinhas conseguia notar sua obstinação em atacar Michael Jackson.
Bob Jones e Stacy Brown tinham co-escrito o livro antes do julgamento de Santa Maria começar, e quando cada um foi interrogado no banco das testemunhas, os dois admitiram que o manuscrito estava sendo editado e seria lançado a tempo para o veredicto. Na introdução, Jones perguntava: “O que aconteceria se Michael Jackson fosse considerado culpado por abuso sexual infantil?”. Ele lembrou os leitores sobre as confissões de LaToya em seu livro sobre a relação de Michael com garotos. Em todo o texto, Jones parecia culpar os pais e os irmãos de Michael por não darem mais atenção ao pop star. Ele parecia estar feliz em condenar Michael, esperando tirar a coroa do Rei do Pop – para sempre.
As palavras de Bob Jones soaram amargas, tanto no livro quanto no interrogatório. Aos leitores, o guru das relações públicas zombou da ideia de que o mundo via Michael Jackson como um rei. Em seu livro, Jones chamou a família Jackson de “uma espécie diferente” que tinha “modos estranhos e malucos”. Bob retratou o clã Jackson da pior forma possível e acabou com eles utilizando palavras sutis.
“Realmente, existiu uma época em que os Jackson eram comparados aos Kennedys como a realeza da América”, Jones escreveu, “Essa época parece estar a séculos de distância agora em relação às ações da família, especialmente as de Michael, que, com sucesso, destruíram o que antes parecia ser um legado intocável”.
Na manhã em que Bob Jones tomou a cadeira das testemunhas, a sala do tribunal ficou silenciosa, esperando ouvir cada palavra que o agente de relações pública tinha a dizer. Jones identificou Michael Jackson como o homem sentado atrás da mesa da defesa, o homem de longos cabelos negros; Michael o encarou com olhares penetrantes. O pop star parecia não acreditar que um dos seus funcionários mais leais pudesse o atacar de uma forma tão aberta. Jones estava lá para testemunhar a favor da acusação – e todo mundo estava curioso para descobrir os segredos que ele estava prestes a compartilhar.
Gordon Auchincloss, parente distante da família Kennedy, foi o promotor que lidou com o interrogatório e, para começar, pediu à Bob Jones que falasse sobre seu livro, ao qual o agente se referiu como “as memórias” de seus anos com Michael Jackson. Foi surpreendente ouvi-lo dizer que raramente via Jackson pessoalmente, que acompanhara Michael em viagens profissionais três ou quatro vezes e também alguns poucos eventos especiais, como o World Music Awards, que se realizou em Mônaco, em 1992.
Passando para assuntos mais relevantes, Bob Jones testemunhou que viajara com Jackson e a família Chandler num vôo de Los Angeles para Paris, e depois, de Paris à Monte Carlo, e contou que presenciou um contato físico entre Michael e Jordie apenas uma vez – quando o pop star pôs o garoto em seu colo durante o evento do World Music Awards. O que se seguiu foi uma linha de perguntas sobre as alegações de que Michael lambera a cabeça de Jordie Chandler – mas Jones negou ter testemunhado algo do tipo.
Quando Auchincloss apresentou um e-mail em que Jones supostamente escreveu sobre ter visto “lambidas no topo da cabeça” no World Music Awards, Bob Jones falou que não se lembrava de ter escrito o tal e-mail. O homem ficou hesitante sobre dizer que havia escrito a mensagem, embora não pudesse negar a citação que se referia à lambida de Jackson no cabelo de Jordie Chandler, que tinha sido enviada de seu próprio endereço de e-mail.
A alegação da “lambida” foi outro louco detalhezinho que saiu durante o julgamento, e, neste caso, se tornou um problema, já que Janet Arvizo tinha feito uma afirmação semelhante, dizendo que testemunhara Michael Jackson lambendo a cabeça de Gavin enquanto seu filho dormia no vôo de Miami para Santa Barbara.
A imagem de Michael lambendo a cabeça de uma pessoa, como um gato, foi algo que provocou piadinhas e gestos engraçados. Foi algo que os jornalistas sequer retrataram nos noticiários. Ao invés de fazer barulho na mídia, essa foi mais uma história que fez com que as pessoas começassem a especular o caso. As pessoas pensavam que Janet Arvizo poderia ter descoberto essa alegação da “lambida” em algum lugar. Janet poderia ter decidido jogar esse detalhe em seu depoimento, tolamente, tentando apimentar as coisas.
É claro, o testemunho de Janet não precisava de nenhum detalhe picante. Não mesmo. Quando Janet Arvizo entrou na sala do tribunal, ela fez um show durante três dias no qual era impossível acreditar em sequer uma palavra. Ela não somente apontava o dedo para o júri, como também insistia que era uma “escolhida por Deus”, afirmando que não estava ali por causa de dinheiro.

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Re: Conspiração Michael Jackson by Afrodite Jones TRADUZIDO

Mensagem por sissi em Ter 4 Set 2012 - 20:20

Na frente dos observadores do tribunal, Janet fez um sinal da cruz na altura do peito, jurando que não queria o dinheiro de Jackson. Janet parecia ter múltiplas personalidades, pulando para diferentes personagens o tempo inteiro, tanto que, em certas vezes, sua atuação era digna de um Oscar. Em retrospectiva, Janet Arvizo foi o oposto de Bob Jones, que tinha sido firme e seguro de si quando deu seu depoimento.
Enquanto testemunhava, Bob Jones estava muito confortável, como se estivesse sentado no sofá de sua sala. Jones ficou completamente à vontade quando falou sobre a vida privada de Michael para o juiz, o júri e todos os outros observadores. Jones revelou detalhes sobre Jackson, parecendo não ter muito cuidado sobre as acusações criminais que o pop star estava enfrentando. Era óbvio que Michael não era um estranho pra ele. Mas, em relação à Bob parecer tão calmo e frio ao falar sobre a vida do ex-sócio quando a liberdade de Jackson estava em jogo, foi algo impressionante.
Em determinados pontos de seu depoimento, Jones decidiu olhar para Jackson, mas o Rei do Pop não lhe deu nenhuma resposta visível. Bob Jones falou ao júri educadamente, e permanecia inabalável em suas respostas, ainda que sua memória não fosse tão clara. Enquanto o questionava, parecia que Mesereau resolveu ser deliberadamente gentil com a testemunha. O advogado de defesa não queria obter detalhes minuciosos de Jones, ele só queria que o agente de relações públicas esclarecesse algumas coisas.
Mesereau lembrou Jones que, em sua entrevista com a polícia de Santa Barbara, houve uma pergunta específica sobre “a lambida na cabeça”, à qual Jones respondeu que nunca vira aquilo acontecer – nunca. Sobre essa declaração, Bob Jones não tinha nenhuma lembrança clara. O homem não se responsabilizou pela discrepância entre o que ele disse à polícia e o que disse à Stacy Brown ao escrever seu livro.
“O que aconteceu, Sr. Jones, foi que você disse várias vezes que não se lembrava de nenhuma lambida na cabeça de Jordie Chandler naquele vôo, não é?”, Mesereau perguntou.
“Isso apareceu num e-mail. Eu não me lembro de ter visto isso, mas… Aparentemente, sim, já que foi um assunto que apareceu no e-mail que saiu da minha máquina”, declarou Jones.
“Bem, em resposta às perguntas do promotor, você disse que tinha reservas quanto à essa afirmação?”
“Sim.”
“E quais são as suas reservas?”, Mesereau quis saber.
“É que eu não me lembro exatamente de ter visto isso. Eu realmente não lembro”, disse Jones.
“E você confirma que, quando estava trabalhando no livro sobre Michael Jackson, havia pressão para dizer o máximo de coisas sensacionalistas?”
“Sim.”
“Ok. E, certamente, tendo trabalhando com Michael durante todos esses anos, você já viu inúmeras tentativas por inúmeras pessoas de exagero de aspectos da vida de Michael, correto?”
“Correto.”
Mesereau queria que Bob Jones admitisse que seu livro, escrito com Stacy Brown, tinha a intenção de gerar sensacionalismo sobre a vida de Jackson em todas as formas possíveis. A promotoria objetou a linha de perguntas que estava sendo apresentada, então, Mesereau precisou reformulá-la, mas depois a questão apareceu novamente. Sendo assim, o advogado de defesa decidiu tomar outro rumo, perguntando à Jones sobre suas experiências pessoais com Michael, oferecendo ao júri um retrato mais íntimo que humanizasse o pop star.
“Você ia à Neverland frequentemente?”, Mesereau perguntou.
“Eu ia à Neverland quando levava grupos de pessoas, como os da Challangers Boys & Girls Club * [uma organização sem fins lucrativos que se dedica a promover o crescimento saudável de crianças e adolescentes * N.T.] e da Igreja First AME, etc. Eu não era um visitante regular em Neverland”, Jones o respondeu.
“Ok. Agora, você indicou que na premiação, no World Music Awards, em certo momento, você viu Jordie Chandler e sua irmão juntos no colo de Michael, certo?”
“Certo.”
“Ok. E onde Michael Jackson estava sentado nesse evento?”, Mesereau perguntou.
“Ele estava sentando na primeira fileira, ao lado do Principe Albert e com Linda Evans a atriz, do outro lado”, declarou Jones, “Eu tinha arranjando algumas cadeiras para os Chandler na segunda fileira, bem atrás do Sr. Jackson, já que eu acreditava que a realeza não queria ser incomodada pelos convidados. Mas Michael insistiu em ter as crianças sentadas com ele, então, eu os deixei.”

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Re: Conspiração Michael Jackson by Afrodite Jones TRADUZIDO

Mensagem por sissi em Sex 7 Set 2012 - 16:46

Na época, Michael estava sendo homenageado em premiações incomuns em Monte Carlo, transmitidas para todo o mundo. Bob Jones confirmou que a mãe de Jordie, June Chandler, estava sentada diretamente atrás de Michael durante o show inteiro. Jones falou que as duas crianças, no início, estavam sentadas com June na segunda fileira, mas Michael insistiu para que se juntassem a ele. Em um momento, Jordie sentou no colo de Jackson e sua irmã, no de Linda Evans. De acordo com Jones, Michael não tentou esconder as crianças nem as tocou de forma inadequada.
Bob Jones disse ao júri que Michael levou June Chandler e seus filhos para uma recepção oferecida pelo Príncipe Albert, que aconteceu no palácio para convidados especiais. Enquanto Jones descrevia a viagem, ficou evidente que Michael tratava os Chandlers como sua família. Também ficou claro que, embora Jones não gostasse de crianças os cercando, Jackson parecia desfrutar da companhia delas mais do que da companhia de adultos. Não havia nada que Bob pudesse fazer para mudar a opinião de Michael sobre isso.
Logo após o depoimento de Bob Jones veio o de Stacy Brown, co-autor de O Homem por trás da Máscara, que disse ao júri que ele tinha conhecido Bob Jones há alguns anos, afirmando que havia feito histórias sobre Michael Jackson para o jornal LA Daily e tinha uma longa carreira sobre escrever casos sobre o cantor. Como um homem afável, de boa aparência, tímido e encantador, Stacy Brown continuou seu depoimento, falando que ligou para Bob Jones para comentar sobre alguns detalhes pessoais da vida de Michael, e então a amizade dos dois floresceu. Stacy Brown contou que Bob Jones tinha se aproximado para colaborar com o livro sobre Jackson, e informou que eles haviam discutido a ideia no dia da acusação de Jackson em Santa Maria, em janeiro de 2004.
Brown declarou que ele e Jones trabalharam juntos através de e-mails e disse que fez extensas entrevistas com Jones para escrever o livro. Stacy Brown, um jornalista afro-americano, afirmou ter sido um amigo da família Jackson durante anos, mas, enquanto falava, Brown evitava qualquer contato visual com Michael. Na verdade, Stacy Brown ficou longe do clã Jackson durante todo o tempo que passou em Santa Barbara.
Assim como Bob Jones, Brown era uma testemunha de acusação. Ele falou que lembrou de Jones ter lhe contado sobre o incidente da “lambida” com Jordie Chandler, embora afirmasse que Bob Jones ficou hesitante em depor sobre esse detalhe, já que tinha “lembranças confusas” em relação a isso.
Quanto mais Stacy Brown era questionado sobre a questão da “lambida”, mais as pessoas no tribunal balançavam a cabeça e sorriam. Elas estavam tentando não rir, e ninguém sabia se havia alguma coisa de verdade naquela alegação, já que Jordie Chandler nunca testemunhou sobre isso, e Gavin Arvizo nunca mencionara algo do tipo em seu depoimento. Foi bizarro pensar sobre as alegações de “lambidas no cabelo”, e as pessoas olhavam para Michael, esperando perceber sua reação ao testemunho do jornalista. Mas a expressão do pop star estava difícil de decifrar. Enquanto Stacy Brown falava, Michael ficou parado. Balançou a cabeça apenas uma ou duas vezes, como se desacreditando na história que Brown contava sobre seu relacionamento com ele. E foi tudo.
Quando questionado sobre a ideia do livro e como ela surgiu, Stacy Brown testemunhou que Bob Jones estava precisando de dinheiro, que Jones estava “quebrado” no momento em que apresentou a ideia do livro. Quando perguntado sobre a quantia de dinheiro que esperava ganhar com o livro, Stacy Brown afirmou que ele e Jones não tinham pensado nisso.
O Sr. Brown disse ao júri que realmente gostava de escrever, que não tinha feito aquele livro sobre Michael Jackson apenas por fazer, mas afirmou que esperava levar o livro para as lojas antes do fim do julgamento. O autor achava que a combinação Bob Jones e Michael Jackson pudesse gerar barulho, e, mais tarde, ele deu um exemplar de seu livro para cada repórter presente na Corte.
“Você concorda que, quanto mais sensacionalista o livro, mais chance se tem de fazer dinheiro?”, perguntou Mesereau.
“Bem, obviamente sim”, respondeu Brown, “Nós temos dito coisas nada surpreendentes sobre Michael Jackson, então… Mas não é a nossa intenção escrever um livro de escândalos, se é isso que você está querendo dizer. Certamente não é a minha, e eu tenho que escrevê-lo. E eu tenho pessoas na minha família a quem amo muito, a quem não vou decepcionar.”
Nos últimos dias do julgamento, pouco antes do veredicto, Michael Jackson: O Homem por trás da Máscara foi lançado. Como membros da imprensa leram passagens do livro, cada um deu sua versão. A maioria das pessoas nunca passou da introdução, lendo um comunicado que dizia: “A recente prisão de Jackson por abuso sexual infantil… Pode… Fechar a cortina do maior show de loucuras do show business”.
Se queriam ou não criar um escândalo, Bob Jones e Stacy Brown tinham publicado um livro que oferecia uma visão privilegiada sobre um monte de assuntos arenosos, sobre rumores e insinuações que persistiam na vida de Michael. Entre as coisas que o livro dizia eram dos “casamentos decadentes e falsos” de Michael, suas “relações familiares venenosas” e suas “cerimônias vodu”.
O livro era venenoso.
O livro era vicioso.
No final, o esforço em colocá-lo nas mãos de leitores de todo o mundo falhou miseravelmente.


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Conspiração Michael Jackson by Afrodite Jones cap – 20

Mensagem por sissi em Seg 10 Set 2012 - 19:54

“WITH A CHILD‟S HEART”
“COM O CORAÇÃO DE UMA CRIANÇA”
O clima na sala ficou pesado quando June Chandler tomou a cadeira das testemunhas. Tom Sneddon cumprimentou a mãe de Jordie e lhe pediu para voltar à 1992 e 1993, à epoca em que ela e seu filho conheceram o pop star. June Chandler era uma mulher de voz suave, atraente, uma senhora muito elegantee. Ela era, talvez, mais jovem e bonita do que as pessoas imaginavam, e, enquanto o promotor fazia as suas perguntas, falava doce e amigavelmente com ela.
Quando começou a depor, June Chandler parecia completamente autêntica e crível, e os jurados prestavam muita atenção em suas palavras. June era toda classe. Ela era a graça personificada. Impecavelmente vestida, a Sra. Chandler mais parecia uma visão, como se tivesse acabado de sair das páginas da Vogue. Era óbvio que Sneddon ficou impressionado com a mulher de aparência exótica. Ele esperava que aquele testemunho movesse seu caso em alta velocidade.
No entanto, enquanto June Chandler começava a dar detalhes sobre seu casamento e o divórcio com seu primeiro marido, Evan, enquanto falava sobre seu casamento e o divórcio com o segundo marido, David Schwartz, tornou-se evidente de que sua vida não fora tão gloriosa quanto sua aparência implicava. Quando contava ao júri que ela e seu filho conheceram Michael através do emprego de Schwartz, que trabalhava num local chamado Rent-A-Wreck, pareceu bem provável que, antes de conhecer Michael Jackson, a vida de June Chandler não era muito fascinante.
June disse ao júri sobre o quanto ela adorava Michael, afirmando ter implorado ao artista para esperar no Rent-A-Wreck mais alguns minutos para que ela trouxesse Jordie. A Sra. Chandler falou que seu primeiro encontro com Michael durou apenas cinco minutos, mas, então, descreveu a amizade que ela e seus dois filhos estabeleceram com o pop star, atestando que a relação entre eles era realmente muito próxima, que ela e seus filhos viajavam para lugares luxuosos como Las Vegas e elegantes resorts da Europa. Eles tinham um fabuloso tempo com o Rei do Pop.
June disse que ficou nas unidades de hóspedes com seus filhos, Jordie e Lily, e descreveu Michael como “um cara normal”. Ela falou que Jackson não era nada parecido com aquela imagem de superstar que projetava, e atestou que o cantor era uma pessoa surpreendentemente pé no chão. Durante suas visitas à Neverland, June testemunhou, Michael tratou os Chandlers como sua família. Ela falou sobre o período em que Jordie começou a dormir com Michael em seu quarto, sem mostrar qualquer indicação que algo incomum acontecera com seu filho enquanto este estava com Michael Jackson.
Quando questionada sobre a ação civil, June Chandler disse que foi nomeada no processo de seu filho, mas queria esclarecer que ela não havia processado Jackson diretamente. A Sra. Chandler contou ao júri que Larry Feldman ligou com a ação civil em nome de seu filho, Jordan, salientando que Jordie era a única pessoa que processou Michael. Ainda assim, June Chandler teve que admitir que ambos, ela e seu filho, receberam uma indenização, e disse que havia assinado um acordo de confidencialidade, o que a impossibilitava de escrever um livro ou conceder qualquer entrevista sobre Michael Jackson.
Para espanto da mídia que cobria o julgamento, sob o interrogatório de Mesereau, June Chandler testemunhou que ela não falava com seu filho Jordie há mais de 11 anos.
Enquanto Tom Mesereau tratava sobre a ação civil de Chandler, fazendo perguntas sobre a alegada dívida que David Schwartz tinha, o advogado de defesa indicou que o ex-marido de June devia milhões de dólares na época do processo. Mas, em suas respostas, June negou todas as alegações sobre o passado de dificuldades financeiras.
A Sra. Chandler tentou manter a postura em relação à questão do dinheiro, mas depois, quando as perguntas ficaram mais quentes, a mulher começou a se calar. Para alguns observadores do tribunal, Chandler parecia ser uma caçadora de tesouros. Enquanto ela se contorcia no banco das testemunhas, ficou dolorosamente claro que aquela elegante mulher, quase pingando em suas roupas de grife, havia comprado esse estilo de vida com o dinheiro de Michael Jackson.

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Re: Conspiração Michael Jackson by Afrodite Jones TRADUZIDO

Mensagem por sissi em Qua 12 Set 2012 - 20:48

O advogado de defesa perguntou a ela sobre datas e números, mas quanto mais ele pressionava Chandler sobre a suposta crise financeira de 1993, mais o júri notava que June não estava prestes a ser encurralada. Acima de tudo, Mesereau não conseguiu fazer com que Chandler admitisse que estava procurando uma boa quantia em dinheiro.
Os presentes no tribunal acharam estranha a forma como June Chandler, vez ou outra, não conseguia relembrar certas coisas. Assistir a Sra. Chandler testemunhar que “não se lembrava” de alguns elementos relevantes do processo de Chandler parecia completamente surreal. Por exemplo, June não se lembrava se Michael Jackson havia processado a família de volta, alegando extorsão.
June Chandler parecia ter uma memória seletiva. Ela tinha vívidas lembranças sobre todas as suas viagens com Jackson, de Los Angeles à Florida, à Europa, mas, não conseguia lembrar sequer os detalhes mais simples sobre o processo de Jordie. Quando questionada sobre suas necessidades e desejos financeiros de 1993, June Chandler falou que seu ex-marido, Evan, uma vez pedira à Jackson para pagar a reforma de um dos cômodos da casa. Mas, pessoalmente, embora tivesse aceitado presentes caros de Jackson, entre eles, uma pulseira Cartier, June Chandler jurou que não queria nenhuma indenização do artista.
Quando falou sobre a amizade de seu filho com o pop star, Chandler testemunhou que nunca suspeitou de que algo inapropriado estivesse ocorrendo entre Michael e Jordie. Essa resposta despertou consternação entre os repórteres, já que todos estavam esperando que June disse alguma coisa – qualquer coisa que fosse – que implicasse Jackson.
Em vez disso, June se sentou orgulhosamente e descreveu a amizade de seu filho e Michael Jackson como algo especial. Ela contou ao júri que Jordie se vestia como Michael e tentava imitar o artista desde muito pequenininho, antes mesmo de conhecer pessoalmente o pop star. Ela também admitiu que em 1992 e 1993, Evan Chandler estava ocupado enquanto escrevi um roteiro, e não passava muito tempo com o filho; a Sra. Chandler disse ao júri que ficou feliz por ter Michael por perto naquela época. Michael estava dedicando tempo à Jordie, e June estava muito grata por isso.
June Chandler testemunhou que Michael Jackson passara cerca de 30 noites em sua casa em Santa Mônica, e admitiu ter incentivado a amizade do filho com o pop star. Enquanto ela falava, o tribunal tornou-se ainda mais silencioso. As pessoas possuíam fortes noções preconcebidas sobre Jordie Chandler. Alguns tinham a visão de que Chandler e sua família haviam usando Jackson como um peão; outros sentiam que Michael tinha sido o mentor de um disfarce. As pessoas da imprensa sabiam que, depois que o acordo financeiro foi feito, Jordie Chandler se recusou a cooperar com as autoridades, o que oferecia à todos diversas opiniões. Durante os intervalos, o pessoal da mídia fofocava sem parar sobre a amizade de Jackson com o jovem Jordie Chandler.
Não interessado em fofocas nem nos murmurinhos dos corredores do tribunal, Tom Mesereau não deixaria o infame processo de Chandler compor o grave caso penal enfrentado por Michael Jackson. Mesereau não queria que o júri se envolvesse em fofocas. Ele não queria que o júri fosse pego por uma teia de especulações e rumores.
Em um ponto, a promotoria havia pedido ao júri que fossem mostradas fotos do pênis manchado de Jackson tiradas em 1993; uma moção que foi negada. Mesereau tinha boas razões ao pedir ao juiz que mantivesse o júri longe dessa escandalosa evidência, que tinha sido usada para causar sensacionalismo nas alegações que Michael Jackson tinha negado repetidamente.

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Re: Conspiração Michael Jackson by Afrodite Jones TRADUZIDO

Mensagem por sissi em Dom 16 Set 2012 - 17:05

Enquanto prosseguia, Mesereau explorou outros caminhos da vida de Michael. O advogado de defesa não somente queria tirar o crédito de todos os rumores negativos criados há mais de uma década, como também queria lembrar o júri o mito de Peter Pan que sempre foi sinônimo de Jackson. Mesereau queria que os jurados entendessem por que Michael se sentia tão próximo de Jordie e sua família. Ele pediu à June que confirmasse que Michael Jackson era uma pessoa muito solitária, uma pessoa que precisava de amigos verdadeiros.
June Chandler disse ao júri que Michael havia se tornado uma parte de sua pequena família, e falou que o pop star jantava com eles em sua casa em Santa Mônica durante todas as trinta noites que passou lá. Quando Mesereau perguntou se Michael já tinha ajudado Jordie com seu dever de casa, quando perguntou se Michael jogava video game com o menino, a Sra. Chandler reconheceu que sim, Michael ajudava seu filho nos trabalhos de casa e fora um bom amigo para o garoto.
Ela contou que considerava Michael “como uma criança”, e testemunhou que Jordie foi o único a insistir pra ficar no quarto do pop star em Neverland, que ela descreveu como sendo “cheio de bonecos” e um monte de brinquedos e jogos. A Sra. Chandler disse que esteve no quarto de Michael diversas vezes, e o descreveu como “um quarto de garoto, um grande quarto de garoto”.
“Quando foi a primeira vez que seu filho, Jordan, perguntou se poderia dormir com Michael Jackson?”, Mesereau perguntou.
“Eu diria que foi lá pela segunda visita à Neverland, segunda ou terceira visita à Neverland, porque havia sempre garotos em seu quarto, então, por que ele não poderia? Foi quando ele começou a me pedir.”, contou a Sra. Chandler.
“E era de seu conhecimento que havia um monte de crianças no quarto de Michael Jackson?”
“Sim.”
“Ok. Você conheceu Macaulay Culkin em Neverland?”
“Sim.”
“Você conheceu os pais de Macaulay?”
“O pai dele.”
“Havia mais alguém da família de Macaulay lá, você lembra?”
“Os irmãos dele estavam lá.”
June Chandler respondia Mesereau com um staccato palpável. Ela se manteve breve e tentou ser indiferente quando falou sobre o vôo no jatinho da Sony, sobre o vôo num jatinho bilionário de Steve Wynn, e sobre a viagem que fazia à Orlando, Las Vegas e aos resorts de todo o mundo.
Apesar de a Sra. Chandler ter sido bem direta nas respostas, Michael a observava com uma intensa proximidade, e seu olhar parecia transcender a atitude arrogante de Chandler. Enquanto June testemunhava, o júri a assistia muito atentamente e tentavam ler sua linguagem corporal. Quando a Sr. Chandler casualmente afirmou nunca ter tido um problema com Michael acerca de seu filho, os observadores do tribunal pareceram atordoados.
“Michael lhe disse que queria uma família que apenas o tratasse como uma pessoa normal, certo?” Mesereau perguntou.
“Certo.”, a Sra. Chandler respondeu.
“Ele disse que não queria ser como um estranho, certo?”
“Certo.”
“E ele lhe pediu para confiar nele, correto?”
“Sim.”
“Você se lembra de ter dito ao promotor de Los Angeles que, quando falou com seu ex-marido, Evan, sobre a relação de Michael Jackson com sua família, Evan viu isso como um meio maravilhoso de Jordie não ter que se preocupar com dinheiro pelo resto de sua vida…?”, questionou Mesereau.
“Sim.”
“E pra você, isso significou que MJ iria apoiá-lo para o resto de sua vida, correto?”
“Não.”
“Isso era o que eu seu ex-marido queria dizer, não é?”
Até então, o promotor Sneddon ficou pulando pra cima e pra baixo, objetando com fervor a linha de questionamento de Mesereau. Com o rosto de Sneddon ficando intensamente vermelho, o juiz fez um sinal para que ele se acalmasse. O Juiz Melville sustentou a acusação e usou um tom sarcástico que algumas fez algumas pessoas rirem. Melville tinha um estilo agradável e estava usando uma pitada de sarcasmo para manter Tom Sneddon de cabeça fria. Mas Sneddon ia à todo o vapor, e todo mundo pôde perceber sua raiva. O promotor ficou furioso por Mesereau ter conseguido mudar a atitude da importante testemunha. Mesereau tinha sido bem sucedido ao fazer June Chandler parecer uma faminta por dinheiro.
Mesmo com a objeção sustentada, Mesereau não deixaria o assunto do processo civil. O advogado de defesa não queria rir. Ele não queria que as pessoas desviassem a atenção sobre a gravidade do processo de Chandler e da mentalidade da família. Mesereau queria que o júri entendesse que a família Chandler desejava que Michael Jackson lhes desse um ticket refeição permanente. Quando trouxe alguns detalhes à tona, Mesereau fez com que todos do tribunal soubessem que, através de Jackson, os Chandlers tinham uma entrada de acesso a pessoas como Elizabeth Taylor, Nelson Mandela, e realezas de todas as partes do mundo.

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Re: Conspiração Michael Jackson by Afrodite Jones TRADUZIDO

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