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"Just Sex" [+18]

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"Just Sex" [+18]

Mensagem por Nai Jackson em Qua 14 Ago 2013 - 9:11

Oiê pessoal. Há alguns dias atrás eu escrevi esse conto e agora estou trazendo-o para dividi-lo com vocês. Eu particularmente tenho um carinho muito grande por ele. Amo o Michael da forma como é retratado nas linhas abaixo  
Espero que gostem.
Beijos! ♥️


JUST SEX
- Capítulo único -

Estávamos no ano de 1991 e Michael Jackson – grande amigo de meu pai desde os embalos do Jackson 5 – estava em Nova York para fazer os últimos acertos do seu tão esperado e comentado álbum Dangerous. Desde que Bad fora lançado, quatro anos antes, todos estavam ansiosos para saber como Michael se superaria. Ele era o Rei e sempre deixava os críticos musicais de queixo caído. Era um privilégio acompanhá-lo de perto e vê-lo trabalhando duro em um novo álbum. O sucesso, pleno e absoluto era sempre garantido. Nenhum outro artista chegava aos pés de Michael; e papai se orgulhava muito em ter um cara tão genial como o seu fiel amigo de longa data.

Eu havia acabado de completar 19 anos quando recebi a notícia de que Michael ficaria por uma semana hospedado na minha casa. Ao chegar em Nova York ele poderia ter se hospedado em um hotel... Ou ficado no apartamento que ele próprio tinha na cidade, mas – para minha plena satisfação - meu pai o convencera a passar alguns dias conosco para que ele não se sentisse tão sozinho. Eles não se viam há muito tempo e papai sempre prezara muito as grandes amizades que possuía. Conosco Michael estaria em total segurança, agradável companhia e absoluta privacidade, portanto, ele não pensou duas vezes antes de aceitar o amistoso convite.

Garotas do mundo inteiro queriam ter a chance de chegar perto de Michael. Fãs gritavam incansavelmente em frente aos hotéis onde ele se hospedava e seguiam-no por vários países quando ele estava em turnê. Ele era o maior astro do mundo, mas eu nunca havia conseguido vê-lo apenas como um grande artista. Michael era praticamente da nossa família. Na infância eu o via como um segundo pai... Tempos depois como um amigo...

Até o dia que cresci o suficiente para enxergá-lo de uma forma um pouco menos... Inocente.

Ter Michael Jackson como hóspede! Uau! Essa maravilhosa notícia havia me alegrado tanto quanto excitado. Ele era tão lindo... Lindo de uma forma única e inexplicável. Era simpático, educado e gentil. Era o homem que eu sempre havia sonhado em ter na minha cama. Bem, apesar de ser virgem eu pensava muito em sexo. E em todas as vezes, era Michael quem estava ao meu lado. Eu o conhecia desde a infância e sabia que era errado desejá-lo tanto e de uma forma tão erótica. Mas que se danem as boas regras. Ele era um grande gostoso e eu não estava me importando nem um pouco com o resto. Há muito tempo eu esperava o dia em que poderia revelar para ele as minhas maliciosas e nada inocentes intenções. Era uma pena o fato dele sempre estar longe; íamos raramente visitá-lo no rancho Neverland. Mas com ele hospedado na nossa casa... Eu iria aproveitar todas as chances para colocar em prática as fantasias que eu havia criado tantas e tantas vezes na minha cabeça.

Apesar de tão jovem eu tinha duas certezas absolutas. Primeira: eu queria ir para a cama com Michael. E segunda: eu não mediria esforços para conseguir isso. Papai nem podia sonhar os meus planos, claro. Depois que mamãe morrera ele havia se tornado um fanático religioso e queria me levar pelo mesmo caminho. Transar antes do casamento? Nem pensar! Transar antes do casamento com um dos seus melhores amigos? Muito menos! Ele nem desconfiava dos pensamentos que rondavam a minha mente todas as noites. Não fazia a mínima ideia de que eu já havia até mesmo chegado ao orgasmo incontáveis vezes pensando em Michael. Se ele descobrisse alguma dessas coisas, seria capaz de dizer que eu iria sem escala para o inferno. “Só conquistaremos a vida eterna quando nos libertarmos completamente do pecado”, papai costumava dizer. “E terei todo o tempo do mundo para me redimir dos pecados que cometi e dos que ainda vou cometer com o gostoso do Mike” eu respondia mentalmente para ele todas as vezes.
       
Quando Michael finalmente chegou a nossa casa, para minha completa frustração, descobrimos que ele não iria hospedar-se conosco sozinho. Ele trouxera consigo uma morena alta e muito bonita chamada Shana Mangatal e a apresentou para nós como sua... Assistente pessoal.

Okay, “assistente pessoal”. Talvez ele achasse que nós também acreditávamos em Papai Noel e Coelhinho da Páscoa.

Michael estava tentando nos esconder seu verdadeiro envolvimento com a garota; qualquer um seria capaz de perceber isso. Papai – que se tornara um pouco lento no raciocínio desde a morte da mamãe - engoliu aquela história de assistente e disse que entendia muito bem como as coisas funcionavam. Michael não poderia ficar sem a sua assistente pessoal, certo? Era ela quem iria agendar os seus compromissos, deixá-lo a par de todas as coisas importantes que viriam a acontecer durante a semana, além de providenciar qualquer coisa que ele desejasse vestir ou comer de última hora. Pobre papai, pensou que ela faria apenas esse tipo de coisa. Estava sendo feito de idiota debaixo do seu próprio teto.

Os olhares que Michael lançava para Shana deixava evidente que a relação entre eles ia muito além dos compromissos profissionais. Ela era namorada dele, até um cego conseguia enxergar. Michael não admitira isso porque sabia que meu pai não iria gostar nem um pouco de ter um casal de namorados “saciando os desejos da carne” debaixo do seu “teto abençoado”. Sério, ele jamais permitiria isso, por mais que Michael e ele fossem amigos há muitos anos. Por isso Michael e Shana permaneceram em quartos separados e não deixaram transparecer em nenhum momento o verdadeiro tipo de envolvimento que tinham um com o outro.

Por mais incrível que possa parecer, eu gostei da tal de Shana desde a primeira vez que a vi, apesar de detestar imaginar o que ela e Michael deveriam fazer juntos. Ela era simpática, prestativa e bastante discreta. E pelo sorriso sempre estampado no rosto de Michael, ela estava o fazendo feliz.

Passei a semana inteira tentando mostrar para Michael o quanto eu me interessava por ele, mas as coisas não se mostraram tão fáceis como eu imaginara. Ele estava sempre no estúdio e, quando finalmente chegava em casa, gastava todo o seu tempo jogando xadrez com meu pai ou conversando com a sua querida “assistente”. O fato de ele estar com uma namorada debaixo do mesmo teto que eu não havia me feito mudar de planos, muito pelo contrário, tornava tudo mais excitante. Tudo bem, eu sei que deveria me sentir um pouco culpada com a situação. Eu deveria me comportar... E aceitar que ele já pertencia a outra mulher. Mas a palavra “desistência” simplesmente não existia no meu vocabulário. Eu o queria, e o teria. Apenas sexo, do melhor e mais gostoso. E para a felicidade geral, a namorada dele nem precisaria ficar sabendo.
       
Na última noite de Michael em Nova York, decidi que já estava na hora de me arriscar para conseguir de uma vez por todas o que eu tanto desejava. Ele estava no estúdio e provavelmente só voltaria tarde da noite, quando todos já estivessem dormindo. Vesti a camisola mais provocante que encontrei no meu armário e parei diante do espelho para soltar os cabelos e passar delineador preto nos olhos e um batom vermelho nos lábios. Sorri para o meu próprio reflexo e segui para o quarto de Michael, onde eu esperaria ansiosamente pela sua chegada.

Enquanto estava sozinha no seu quarto, remexi as suas gavetas e procurei as suas cuecas, louca para descobrir qual era as cores e os modelos que ele costumava usar. Encontrei várias cuecas do modelo boxer, uma cinza, uma branca, uma azul e mais algumas pretas e vermelhas. Peguei uma entre as mãos para analisá-la cuidadosamente, mas fui interrompida por alguns passos vindos do corredor. Levantei-me apressadamente e respirei fundo, subitamente nervosa ao imaginar que dentro de poucos minutos eu poderia estar nos seus braços enquanto ele me beijava nos lábios. Esforcei-me para manter a calma e sentei-me na sua cama, escutando poucos segundos depois alguns risinhos vindos do lado de fora. Risinhos do próprio Michael... E de uma mulher.

Droga, Michael tinha companhia. O que diabos eu iria fazer? Seria ridículo ser pega seminua no seu quarto diante das novas circunstâncias.

Puxei o ar devagar e analisei rapidamente as possibilidades. Eu não poderia sair pela porta sem ser vista, e tentar pular a janela seria uma atitude completamente descabida. Pensei em me esconder no banheiro, mas Michael certamente iria tomar banho antes de dormir, talvez com a tal garota. Corri os olhos apressadamente pelo quarto e abri a maior porta de um grande armário de roupas, jogando-me para dentro dele ao notar que ele me serviria muito bem como esconderijo. Fechei a porta e praguejei comigo mesma baixinho, me sentindo a maior e mais completa idiota do Planeta Terra.

A maçaneta girou devagar e me espremi no armário, rezando aos céus para que Michael não decidisse pegar nada dentro dele. Colei os olhos em uma pequena fresta entre a porta de madeira e tive uma privilegiada visão da espaçosa cama à minha frente. Ouvi barulho de beijos e prendi a respiração, ficando em absoluto silêncio para poder escutar melhor. Vi Michael sendo empurrado na cama e puxando uma mulher morena - que logo reconheci - para cima de si. Arregalei os olhos e, pelo andamento das coisas, tive absoluta certeza de que eu iria presenciar algo bastante quente entre aqueles dois.

- O Harry faz jogo duro – ouvi Michael murmurar retirando o chapéu e a camisa preta de botões, referindo-se a meu pai. – Você não faz ideia do tesão que sinto quando a vejo sem poder beijá-la, baby.

Shana retirou sua camisa branca com gola em V e começou a dar uma sequência de beijos no seu pescoço.

- Ele só pode ser louco – ela comentou rindo, retirando a própria blusa. – Sério, por que ele é assim? Só pode ser falta de sexo. – Michael gargalhou e ela passou os dedos pelo seu tórax, arqueando as sobrancelhas. – É impressão minha ou a filha dele anda dando em cima de você?
       
- A Vic?- ele perguntou incrédulo. Riu. – Ela nem tem idade pra isso, amor.
       
“Pode apostar que tenho, darling”, pensei comigo mesma e continuei a observar.
           
- Ela não é nenhuma criança – ponderou Shana, fitando Michael. – Aquela garota costuma te devorar com os olhos... Você não percebe?
           
Michael riu novamente e entrelaçou os dedos dela nos seus.
           
- Você com ciúmes da Vic? Pelo amor de Deus, Shana. Eu segurei a garota no colo!
         
 - Ela iria amar voltar para o seu colo agora que está crescida – murmurou ela com ironia.
         
 Michael a beijou e tentou esconder o sorriso que formara-se nos seus lábios.
       
- Não seja tão implicante, princesa – pediu, mordiscando o lóbulo da sua orelha.

Shana fechou os olhos e Michael levou as mãos até o fecho do sutiã azul, retirando-o habilmente e jogando-o do outro lado da cama. Mordeu o lábio ao ver os seios expostos para ele e recolheu cada um deles entre as mãos, massageando-os suavemente. Shana soltou um gemido abafado e voltou a beijar o seu pescoço, descendo os lábios pela sua barriga até chegar ao zíper da sua calça.

– Finalmente posso saciar a minha vontade – ela disse olhando nos olhos de Michael, despindo-o por completo.

Michael fechou os olhos e recostou a cabeça no travesseiro, enquanto ela beijava suas coxas e deslizava as mãos pelo seu membro. Pisquei os olhos por vezes seguidas e mordi o lábio inferior tão forte que quase arranquei sangue dele. God... O membro dele me fez salivar. Era enorme – enorme mesmo! - e estava extremamente rígido e molhado. Shana entreabriu os lábios e levou a boca até “ele”, começando a chupá-lo. Michael cerrou os punhos e soltou um gemido do fundo da garganta, empurrando a cabeça dela contra o seu membro.

- Que delícia, garota... – murmurou ele, entre gemidos. – Oh, assim... – incentivou, ainda de olhos fechados.

Minha intimidade pulsou e molhou completamente o fino tecido da calcinha. Puta que pariu, nem nos meus sonhos mais pervertidos eu poderia imaginar que presenciaria uma cena como aquela. Era praticamente um filme pornográfico ao vivo com Michael no papel principal. Apertei as unhas nas minhas próprias mãos e continuei a observar, tão louca de tesão que por pouco não me masturbei dentro do armário. Os gemidos de Michael eram, definitivamente, uma delícia de ouvir. E ver Shana empurrando o seu membro para dentro da boca era muito, muito excitante.

Michael enfiou os dentes no lábio inferior e notei que ele estava muito perto de gozar. Pelo visto Shana estava disposta a provocá-lo, porque ela diminuiu a velocidade das mãos e retirou o seu membro da boca, subindo lentamente os beijos pela sua barriga. Michael a beijou intensamente e retirou a calça dela, descendo apressadamente sua calcinha pelas pernas.
O olhar dele, sempre fixo nela, estava começando a me fazer perder o controle. Shana se acomodou por cima de Michael e ele começou a penetrá-la, movendo os dedos pelo seu clitóris enquanto a invadia. Os dois gemiam alto e moviam-se com pressa, como se suas próprias vidas dependessem daquilo.

- Isso... – Michael gemia enquanto ela se movimentava em cima dele. Segurou sua cintura e começou a puxá-la apressadamente para baixo, fazendo-a pular, literalmente, no seu colo.

Ela não demorou a chegar ao orgasmo, percebi pela forma como os seus gemidos tornaram-se gritos de puro prazer. Michael deitou-a e colocou-se por cima dela, voltando a penetrá-la, lentamente dessa vez. Ela se contorcia abaixo dele e ele chupava os seus seios enquanto se movia, deixando-a desesperadamente louca por mais.

- Oh... Mike – ela gemeu alto. – Mais... Mais fundo, baby – implorou, correndo os dedos pelas suas costas.

Michael deu um sorriso safado e atendeu o seu pedido, empurrando forte o quadril para frente e para trás. Os dois beijaram-se com urgência e chegaram juntos ao orgasmo, completamente ofegantes pelo esforço que haviam feito. Michael sugou o seu lábio inferior e acariciou os seus cabelos, saindo devagar de dentro dela. Ela tombou a cabeça no travesseiro e sorriu para ele, passando os dedos pelo seu peitoral.

Tentei recuperar o ar e afastei os olhos da porta, ainda sem acreditar em tudo o que eu havia acabado de ver. Meu Deus... Ele era ainda mais gostoso do que eu havia imaginado. Quando voltei a observá-los, Shana estava devidamente vestida e Michael, ainda nu, a acompanhou até a porta, enlaçando as mãos no seu quadril para dar nela um último beijo.

- Boa noite, baby – ouvi Michael murmurar com um sorriso pervertido, dando um leve tapa na bunda dela. – Se o Harry vê-la a essa hora pelos corredores diga que você estava me ajudando a ficar relaxado – sugeriu em tom de brincadeira.

Ela sorriu e jogou um último beijo para ele.

- Espero que ele não peça detalhes sobre os meus métodos – ela disse rindo. – Durma bem, amor – murmurou, fechando a porta atrás de si.

Vi Michael atravessar o quarto e entrar no banheiro, abrindo o chuveiro logo em seguida. Saí do armário e, ainda perturbada, pensei no que eu iria fazer. Eu estava excitada demais pra ir embora. E eu havia chegado longe demais para ir sair daquele quarto sem conseguir nada de Michael.

Dei uma passada em frente ao espelho para ajeitar os meus cabelos e sentei-me na cama de Michael, fechando os olhos e recostando-me tranquilamente no travesseiro. O chuveiro foi desligado e, após poucos minutos, ouvi passos próximos a cama. Abri os olhos devagar e fitei Michael paralisado no meio do quarto, observando-me com uma expressão interrogativa e confusa que adorei ver no seu rosto. Ele estava dentro de um grosso roupão branco de lã, com os cabelos molhados caídos em cachos na altura dos ombros, o corpo ainda úmido respingando gotas de água no carpete. Um pequeno sorriso formou-se nos meus lábios e eu me excitei ainda mais diante daquela visão, descendo os olhos para poder analisá-lo da cabeça aos pés.
           
Michael correu os olhos pela minha camisola preta de tecido transparente e sua expressão, antes tão cheia de dúvida, modificou-se no mesmo instante. Ele sabia muito bem o que eu estava procurando ali. Ele continuou a me observar em silêncio e quase pude ouvir ecoando pelo seu cérebro as palavras que Shana dissera ao meu respeito poucos minutos antes.
           
- Posso saber o que você faz aqui, Victory? – ele perguntou quando finalmente um de nós decidiu quebrar o silêncio.
           
Recostei-me na cabeceira da cama e cruzei as minhas pernas.
         
 - Eu só estava observando o segredinho indecente que você e a Shana estavam partilhando em cima dessa cama agora a pouco – revelei despreocupadamente, na maior calma do mundo. – Assistente, Michael? – Balancei a cabeça negativamente em sinal de reprovação. – É melhor formular uma desculpa menos esfarrapada da próxima vez.
       
Michael deu dois passos para frente e, por uma fração de segundos, pensei que ele iria me segurar pelo braço, me arrancar da sua cama e me jogar para fora do quarto.      
       
- Eu não sei sobre o que você está falando – ele disse na maior cara de pau. – Agora levante-se e saia daqui porque eu estou a fim de dormir.
       
- Imagina só o que meu pai irá pensar quando descobrir que a sua querida Shana teve a coragem de chamá-lo de louco e ainda insinuar que ele precisa de uma boa transa – continuei a argumentar, sem me importar com o seu pedido. – Ele com certeza irá dizer, completamente chocado e indignado, que a sua namoradinha pecadora precisa de um pouco mais de Deus no coração.
           
- Saia, Vic – Michael repetiu.
         
 Arrastei-me para fora da cama e me aproximei dele, olhando-o fixamente nos olhos.
           
- “Oh... Michael, Oh... Michael... Mais, mais fundo, baby!” – repeti os gemidos dela com um sorriso malicioso nos lábios. – Papai ficará horrorizado.
           
Michael me segurou pelos braços e eu estremeci, encostando meu corpo no dele para quebrar qualquer distância que pudesse existir entre nós dois. O toque das suas mãos era firme e o seu semblante sério era tão sexy que eu não conseguia me conter. Aproximei nossos rostos e nossos lábios ficaram a poucos centímetros de distância. Michael correu os olhos pela minha boca e a pressão dos seus dedos no meu pulso se tornou ainda mais forte.
           
- O que você quer de mim, garota? – perguntou com a voz rouca, como se ainda não soubesse.
         
 Passei os lábios devagar pelas suas bochechas e encontrei a sua boca, prendendo suavemente seu lábio inferior entre os dentes enquanto ele ainda me observava.
       
- Quero ouvir você gemendo pra mim da mesma forma que gemeu pra ela – eu disse arqueando as sobrancelhas e chupei o seu queixo, fazendo um baixo gemido escapar por entre seus lábios. – Eu te desejo tanto, Michael. Quero que você seja o meu primeiro homem – murmurei, e continuei a olhá-lo nos olhos, passando os dedos pelo seu roupão e retirando os braços de Michael de dentro dele.
           
Ele poderia ter me mandado parar e ir embora, mas ele não o fez. Soltou lentamente os meus pulsos e esperou que eu continuasse. Eu via nos seus olhos o quanto ele me desejava, e ser o meu primeiro homem não pareceu ser uma má ideia para ele. Beijei o seu pescoço e passei as unhas pelo seu peitoral, abrindo e descendo o roupão à medida que eu explorava o seu corpo. Michael arrepiou-se inteiro e fiz uma trilha com a minha língua pela sua barriga, chupando a pele até deixá-la levemente marcada de vermelho. Arranhei o seu tórax e ele gemeu. Arranhei um pouco mais forte e ele voltou a gemer, mais alto, pedindo que eu fizesse de novo.  Obedeci ao seu pedido e ele jogou a cabeça para trás, cerrando os punhos e tensionando os músculos. Ele parecia gostar da dor do prazer, portanto, eu o marquei com a boca e com as unhas por todos os lugares.
         
Desci até ajoelhar-me diante dele e voltei a fitá-lo nos olhos com grande expectativa. Soltei o roupão e permiti que ele caísse no chão do quarto, revelando o corpo nu de Michael para mim.

Mordi o canto da boca e levei uma das mãos ao seu membro, arfando ao senti-lo deslizar tão duro pelas minhas mãos. Beijei a parte interna da sua coxa e Michael enfiou as mãos nos meus cabelos, fechando os olhos e pendendo a cabeça para trás. Passei os lábios pelos testículos, subindo lentamente, e beijei a base do seu membro, masturbando-o devagar. Cheguei à ponta e expus a glande molhada, passando a língua sobre ela e colocando-a na boca. Michael puxou o ar pelos dentes e deslizou as unhas pelo meu pescoço, mordendo o lábio e dizendo que eu estava indo muito bem. Suguei o seu membro e o empurrei o máximo que pude para dentro da boca, aproximando-o da entrada da garganta. Diminuí ainda mais a velocidade da minha mão e beijei a sua virilha, subindo pela barriga e pelo peitoral. Levantei-me e enlacei os braços no pescoço de Michael, sorrindo ao ver o seu biquinho de reprovação.
         
- Ainda quer que eu saia, darling? – sussurrei ao seu ouvido, apenas para provocar.
         
Michael me girou em seus braços e me empurrou em cima da cama, voltando a puxar meus lábios na direção do seu membro.
         
- Continua, baby – pediu, esfregando a ponta do membro pelas minhas bochechas.
       
 Sorri com malícia e coloquei o seu membro na boca outra vez, masturbando-o enquanto passava a língua sobre “ele”. Michael gemia alto e segurava os meus cabelos, empurrando o quadril para que eu aumentasse a velocidade dos movimentos.
         
Continuei a chupá-lo e alguns minutos depois percebi que Michael estava prestes a gozar. Ele puxou minha cabeça para trás e esfregou a glande pelo meu queixo, gemendo e masturbando-se até derramar-se por cima dos meus lábios. Engoli todo o seu líquido e ele apoiou a minha cabeça no travesseiro, colocando-se em cima de mim e infiltrando as mãos debaixo da minha camisola.
       
- Você tem uma boca muito gostosa, garota – ele disse, beijando o meu ombro e apertando os meus seios. Desceu os lábios até os mamilos e esfregou a língua sobre eles. – Agora, é a minha vez.
           
Apertei o tecido do lençol com as unhas e me contorci abaixo de Michael, sentindo sua boca subir e descer pela minha barriga, construindo um rastro quente por onde passava. Ele sugava a minha pele e também deixava marcas em mim, explorando o meu corpo com a mesma fome que eu explorara o dele poucos minutos antes. Suas mãos se emaranharam no elástico superior da minha calcinha e ele a puxou de uma só vez, arrebentando-a e jogando-a no chão. Um alto gemido escapou da minha boca e ele mordiscou suavemente a minha virilha, tocando a minha intimidade com os lábios pouco depois. Apertei os olhos com força e sua língua correu pelos pequenos lábios, separando-os até chegar ao clitóris. Enfiei as unhas nos seus braços e afastei um pouco mais as pernas, dizendo para mim mesma que aquilo era uma das coisas mais gostosas que eu já sentira em toda minha vida.
         
 - Ohh... My God! Que delícia, meu gostoso – gemi tão alto que por mais um pouco Shana conseguiria ouvir minha voz do quarto dela.
           
Michael me fitou e esfregou os dedos pelo clitóris, com um riso pervertido nos lábios, parecendo adorar as minhas reações descontroladas. Passei as unhas pela sua nuca e acariciei os seus cabelos, gemendo o seu nome de todas as formas e tons possíveis.
           
Prendi o lábio inferior entre os dentes e Michael passou a me masturbar ao mesmo tempo em que me acariciava com a língua, fazendo-me gemer, arfar e gritar tanto que minha garganta ficou adormecida. Não demorou para que eu chegasse ao orgasmo, e Michael não parou até que eu gozasse de novo e de novo, tirando todo o fôlego que eu conseguira reter dentro dos pulmões.
           
- Vou te mostrar o que acontece quando sou tão provocado, Vic – Michael disse beijando os meus lábios, esfregando seu membro pelo meu clitóris.
           
- Você já mostrou, Mike – murmurei ainda ser ar,  passando o dorso dos meus pés pelas suas pernas.
           
Ele riu e encaixou o seu membro na minha entrada, movendo o quadril devagar para frente.
           
- Você ainda não viu nada – disse mordiscando o lóbulo da minha orelha, empurrando lentamente o seu membro para dentro de mim.
           
Mordi suavemente o seu ombro e apertei as unhas nas suas costas, enquanto ele se movia com leveza para frente e para trás. O seu membro causou um certo incômodo inicial, mas eu não me importava, eu queria mais. Fechei os olhos e o seu membro começou a me invadir gradativamente, abrindo caminho pelo espaço apertado até encontrar o hímen. Respirei fundo e Michael me beijou, deslizando a língua pela minha enquanto eu me preparava para recebê-lo. Seu quadril moveu-se com um pouco mais de força e, quando o hímen foi rompido, enterrei a cabeça no seu pescoço para tentar aplacar a dor.
           
- Calma, baby – Michael sussurrou baixinho ao meu ouvido, acariciando os meus cabelos. – Já vai ficar melhor.
           
Entrelacei nossas mãos e procurei os seus lábios, sentindo-o deslizar-se devagar o máximo que pode, chegando até o fundo.
         
 A sensação de ter o membro dele me preenchendo por completo me fez suspirar e gritar de prazer. A dor tornou-se cada vez menor e deu lugar a um prazer tão grande que eu nem sabia que poderia existir. Michael me beijava enquanto estocava o membro para dentro de mim, movimentando-se com extrema habilidade, alcançando-me de uma forma cada vez mais gostosa e em um ritmo cada vez mais intenso.
           
O suor escorria em abundância pelo nosso corpo quando chegamos juntos ao orgasmo. Minha intimidade pulsou e apertou Michael dentro de mim enquanto o seu membro se retesava e me molhava por dentro. Ele permaneceu algum tempo dentro de mim, me olhando nos olhos, beijando os meus lábios e correndo os dedos pelos meus cabelos. Eu nem sabia se merecia receber o seu carinho, mas ele me deu mesmo assim. Riu para mim e passou as bochechas pelas minhas, tentando dissipar um pouco do rubor que o nosso esforço havia causado.
           
Tudo bem, eu sabia que era apenas sexo. Mas enquanto Michael me olhava nos olhos e acariciava o meu rosto, eu senti que algo a mais estava acontecendo ali.
           
- É melhor eu me livrar logo desse lençol – eu disse levantando-me quando recuperamos o fôlego, observando a mancha de sangue que havia ficado nele.
           
Michael me beijou e assentiu.
           
- Seu pai enfartaria se o visse – comentou sorrindo, levantando-se também.
         
 Arranquei o lençol da cama e fitei Michael.
           
- Nos veremos amanhã? – perguntei pegando a minha camisola do chão, subitamente triste ao lembrar que no dia seguinte ele já iria embora. – Eu gostaria de me despedir de você e... Da Shana.
           
Ele balançou a cabeça positivamente e inclinou-se na cama para me dar mais um beijo.
           
- Tudo bem, nos vemos amanhã, baby.
         
 Nos beijamos novamente e, enquanto ainda tínhamos tanto a dizer um para o outro, eu saí do quarto – tão feliz e tão triste ao mesmo tempo - deixando-o lá sozinho, mesmo contra a minha vontade.

* * * * * *

No dia seguinte, ao acordar, recebi de papai a notícia de que Michael tivera um imprevisto e embarcara com Shana para Los Angeles cedo da manhã. Voltei para o quarto, triste e decepcionada, dizendo para mim mesma que aquilo só poderia ter sido uma desculpa para que ele não voltasse a me encontrar. Sentei na minha cama e, de repente, lágrimas vieram aos meus olhos. Por que ele tinha feito aquilo comigo? Por que tinha voltado para casa sem nem se despedir de mim?
Recostei-me na cabeceira da cama e apoiei a cabeça nos joelhos, relembrando tudo que acontecera na noite anterior. Eu o queria para mim. Droga, eu queria tanto tê-lo novamente. Ao vagar os olhos pelo quarto, vi uma rosa vermelha ao lado do abajur, em cima da mesa de cabeceira. Sequei os olhos e a recolhi, vendo pouco depois um pedaço de papel cuidadosamente dobrado embaixo dela.

“Eu odeio me despedir das pessoas que eu desejo que estejam por perto. Decidi voltar para casa mais cedo, assim as coisas não serão tão difíceis para mim. Passei aqui pelo seu quarto para vê-la novamente e te dei um beijo de despedida, mas não tive coragem de acordá-la.
Conversei com seu pai e ele me garantiu que irá mandá-la para Neverland no início do verão. Prometo que irei te dar de presente as melhores férias da sua vida. Prepare-se, garota.  Esperarei ansiosamente por você.
Beijos, abraços e... (Bem, depois eu próprio te darei o resto). Sentirei saudades. Cuide-se bem.
Michael.”


           Um enorme sorriso brotou nos meus lábios e eu pulei da cama, tão eufórica e satisfeita que poderia ter saído gritando o nome de Michael aos quatro ventos. Seria ótimo estar em Neverland. Seria ótimo estar de volta aos braços do seu dono.


*FIM


Última edição por Nai Jackson em Sex 27 Dez 2013 - 17:55, editado 1 vez(es)

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Re: "Just Sex" [+18]

Mensagem por Elenjackson em Qua 14 Ago 2013 - 10:04

adorei esse conto, é perfeito demais!
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Re: "Just Sex" [+18]

Mensagem por AleJackson em Sab 7 Set 2013 - 20:26

Shocked Twisted Evil affraid cheers          morriiiiiiiiii 
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Re: "Just Sex" [+18]

Mensagem por Leninha em Dom 3 Ago 2014 - 22:06

Eita, como eu tava com saudade de ler esses hots..ai, ai.
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Re: "Just Sex" [+18]

Mensagem por Nai Jackson em Seg 4 Ago 2014 - 7:50

Obrigada por lerem, meninas. E Lê, eu estava com muitas saudades de você! É muito bom te ver por aqui outra vez   

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Re: "Just Sex" [+18]

Mensagem por Leninha em Qua 6 Ago 2014 - 19:22

Eu também estava morrendo de saudades daqui e de vocês. Passei um tempinho fora pq estava cuidando da minha saúde, mas agora estou ótima. Beijos
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Re: "Just Sex" [+18]

Mensagem por Paaty Jackson em Qui 6 Nov 2014 - 10:39

Ficou maravilhoso o conto. Podia ter uma historinha ai né? Quero mais
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Re: "Just Sex" [+18]

Mensagem por Nai Jackson em Sex 7 Nov 2014 - 19:31

Que bom que você está bem agora, Lê

Talvez eu faça a parte dois desse conto um dia, Paty Não sou muito boa em segundas partes, mas se um dia a inspiração vier, faço uma continuação ^^

Obrigada por ler.

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Re: "Just Sex" [+18]

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